Blog do Doutor Jairo Bouer

Arquivo : pais e filhos

Guarda compartilhada é a melhor opção para a criança, confirma estudo
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Jairo Bouer

Muitos casais que se divorciam têm optado pela guarda compartilhada dos filhos por achar que essa é a opção menos traumática para as crianças. E um estudo recém-publicado confirma que essa é a melhor solução.

Pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, acompanharam 3.656 crianças com idades entre 3 e 5 anos. Desse total, 3.369 viviam em famílias tradicionais; 136 tinham guarda compartilhada; 79 ficavam principalmente com um dos pais; e 72 conviviam exclusivamente com o pai ou a mãe.

Problemas comportamentais, de relacionamento e outros sintomas psicológicos foram avaliados a partir de questionários respondidos pelos pais e também por professores das crianças.

Os resultados revelaram que as crianças que vivem a maior parte do tempo ou exclusivamente com o pai ou com a mãe apresentam mais problemas psicológicos ou comportamentais do que aquelas que vivem em famílias tradicionais ou com guarda compartilhada.

Para os autores, quem tem contato diário com o pai e a mãe tem relacionamentos de melhor qualidade com ambos, e isso é o mais importante para a criança. Os dados da pesquisa, divulgados pelo jornal britânico Daily Mail, serão publicados no periódico Acta Pædiatrica.


Alteração hormonal pós-parto dos pais afeta as mães, diz estudo
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Um estudo confirma que muitos homens apresentam níveis alterados do hormônio testosterona após o nascimento do filho e sugere que essa mudança tem impacto nos sintomas depressivos de suas parceiras após o parto.ada vez mais, a ciência tem reconhecido que muitos homens também sofrem alterações emocionais e hormonais após o nascimento do filho.

O trabalho atual, publicado na revista Hormones and Behavior, porém, indica que as reações do pai e da mãe podem estar interligadas.

Pesquisadores das universidades da Califórnia, em Los Angeles, do Sul da Califórnia e de Northwestern, nos Estados Unidos, examinaram dados de 149 casais de baixa renda daquele país. As mulheres da amostra tinham entre 18 e 40 anos, e 95% delas viviam com os pais da criança.

As famílias foram visitadas três vezes ao longo do estudo: dois meses após o nascimento do bebê, cerca de nove meses e 15 meses após o parto. Em todas as ocasiões, o pai e a mãe preencheram a questionários. Na segunda visita, os homens também tiveram seus níveis de testosterona medidos de manhã, à tarde e à noite.

Homens que estavam com níveis mais baixos que o normal desse hormônio, associado a agressividade, apresentaram mais sintomas depressivos. Já as mulheres deles apresentaram menos sintomas, e também relataram maior satisfação com o relacionamento, provavelmente porque contavam com maior suporte dos maridos.

Já os pais com testosterona mais elevada que o normal relataram maior nível de estresse com o nascimento do filho e houve mais episódios de agressão contra as parceiras, o que acabou exacerbando os sintomas depressivos das mães.

Para os pesquisadores, assim como as mulheres, homens com depressão pós-parto devem ser tratados. Mas, devido aos resultados, eles acreditam que suplementar a testosterona que está em baixa, nesses pacientes, não é uma boa ideia.


Se a mãe sofre de insônia, filho tende a dormir mal, mostra estudo
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Crianças tendem a dormir mal quando suas mães sofrem de insônia. A conclusão é de pesquisadres da Universidade da Basileira, na Suíça, e de Warwick, no Reino Unido, e foi publicada no periódico Sleep.

O trabalho contou com quase 200 crianças de 7 a 12 anos, que foram submetidas a exames caseiros de eletroencefalografia para monitorar a qualidade do sono. O pai e a mãe de cada participante responderam a questionários sobre o sono dos filhos e deles próprios.

A análise dos resultados revelou que filhos de mulheres que têm insônia dormem menos, pegam no sono mais tarde, e permanecem menos tempo nas fases de sono profundo. Mas a associação não ocorreu quando o pai é que tinha problemas para dormir.

Crianças tendem a dormir mal quando suas mães sofrem de insônia. A conclusão é de pesquisadres da Universidade da Basileira, na Suíça, e de Warwick, no Reino Unido, e foi publicada no periódico Sleep.

O trabalho contou com quase 200 crianças de 7 a 12 anos, que foram submetidas a exames caseiros de eletroencefalografia para monitorar a qualidade do sono. O pai e a mãe de cada participante responderam a questionários sobre o sono dos filhos e deles próprios.

A análise dos resultados revelou que filhos de mulheres que têm insônia dormem menos, pegam no sono mais tarde, e permanecem menos tempo nas fases de sono profundo. Mas a associação não ocorreu quando o pai é que tinha problemas para dormir.

Os pesquisadores acreditam que o sono da mãe tem mais impacto para a criança porque, em muitos lares, os filhos passam mais tempo com elas do que com os pais. Assim, os mesmos comportamentos que atrapalhariam o sono das mulheres seriam imitados pelas crianças.

Mas os autores do trabalho também descrevem outros mecanismos que poderiam explicar essa relação. Conflitos familiares ou discussões durante a noite podem afetar o sono da família toda, por exemplo. Outra possibilidade levantada por eles é que insones tendem a se preocupar demais com o sono e, como consequência, acabam prejudicando a si próprios e aos filhos com essa ansiedade. Por último, eles lembram que crianças podem compartilhar certos genes dos pais que predispõem a problemas de sono.

Se você é mãe e sofre de insônia, tem mais um motivo para buscar ajuda e evitar certos hábitos, como consumir cafeína depois da hora do almoço, ficar até tarde no computador ou no smartphone e ir para a cama sem estar com sono. Dormir bem é importante para todo mundo, e vital para as crianças, que ainda estão com o cérebro em desenvolvimento.

Os pesquisadores acreditam que o sono da mãe tem mais impacto para a criança porque, em muitos lares, os filhos passam mais tempo com elas do que com os pais. Assim, os mesmos comportamentos que atrapalhariam o sono das mulheres seriam imitados pelas crianças.

Mas os autores do trabalho também descrevem outros mecanismos que poderiam explicar essa relação. Conflitos familiares ou discussões durante a noite podem afetar o sono da família toda, por exemplo. Outra possibilidade levantada por eles é que insones tendem a se preocupar demais com o sono e, como consequência, acabam prejudicando a si próprios e aos filhos com essa ansiedade. Por último, eles lembram que crianças podem compartilhar certos genes dos pais que predispõem a problemas de sono.

Se você é mãe e sofre de insônia, tem mais um motivo para buscar ajuda e evitar certos hábitos, como consumir cafeína depois da hora do almoço, ficar até tarde no computador ou no smartphone e ir para a cama sem estar com sono. Dormir bem é importante para todo mundo, e vital para as crianças, que ainda estão com o cérebro em desenvolvimento.


Conflito trabalho-família também causa sofrimento aos homens
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Entre mulheres que trabalham, é comum a angústia por não poder se doar mais para a família, nem para a carreira. E ainda ter de fazer o possível para separar uma coisa da outra. Mas se engana quem acha que esse sofrimento é exclusivo delas. De acordo com uma pesquisa publicada na revista da Associação Americana de Psicologia, os homens têm conflitos semelhantes, só não costumam se manifestar sobre o assunto.

A conclusão é de pesquisadores da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, que levaram anos para analisar mais de 350 estudos realizados nas últimas três décadas, envolvendo mais de 250 mil pessoas. Eles perceberam que, embora as pessoas, em geral, entendam que é tranquilo para os homens se dedicar mais ao trabalho que para a família, a equipe descobriu que ambos têm nível muito parecido de sofrimento.

Alguns dos trabalhos indicaram que os homens não se sentem à vontade para discutir esses conflitos, a não ser de forma confidencial. Isso acontece porque eles têm medo de que isso seja interpretado como um sinal de fragilidade, ou que tenha uma repercussão negativa na carreira. Afinal, alguns empregadores podem achar que um funcionário muito “família” não tem condições de assumir um cargo com mais responsabilidades e viagens, por exemplo – algo que acontece com muitas mulheres.

De algumas décadas para cá, tem aumentado o número de pais que assumem o cuidado dos filhos e as tarefas domésticas, embora as mulheres ainda acumulem a maior parte do trabalho. Reconhecer que os homens também são penalizados pode abrir caminho para que, no futuro, eles tenham direito a licenças-paternidade ou horários mais flexíveis, o que, no final das contas, vai beneficiar também as mulheres e as crianças.


Bem-estar de filho de mãe solteira é igual a de família tradicional
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Um estudo mostra que crianças nascidas de mães solteiras por opção não têm qualquer prejuízo em termos de relacionamento ou desenvolvimento quando comparadas às que têm pai e mãe. Além disso, o trabalho mostra que essas mães acabam tendo uma rede de apoio social maior, o que pode explicar o primeiro resultado.

A pesquisa foi feita no Centro Médico da Universidade VU, em Amsterdã, na Holanda, e contou com 69 mães solteiras por opção, além de 59 mães com parceiros e dois filhos com idades entre 1,5 e 6 anos.

A análise mostrou que não houve diferenças significativas entre as famílias, em termos de envolvimento emocional ou estresse parental. As mães solteiras por opção apresentaram pontuações mais altas no quesito suporte social. Por último, não houve diferenças entre as crianças no que se refere a problemas de comportamento e bem-estar.

De acordo com os autores do estudo, coordenados pela pesquisadora Mathilde Brewaeys, muitos especialistas acreditam que crescer em uma família sem pai não é bom para a criança porque se baseiam em pesquisas feitas com pais divorciados, ou seja, famílias que enfrentaram conflitos. São poucos os trabalhos científicos que envolvem solteiras por opção.

Em geral, a maioria dessas mães gostaria de ter dado um pai para seus filhos, mas, diante do avanço da idade e da ausência de um parceiro estável, decidiram assumir a tarefa sozinhas. A maioria das mulheres, no estudo, era financeiramente estável, tinha educação superior e já havia experimentado relacionamentos estáveis no passado.

Tratamentos de fertilidade para mulheres solteiras, hoje em dia, estão disponíveis na maioria dos países europeus. Eles são feitos com esperma doado. Para os pesquisadores, é importante que essas mães sejam estimuladas a buscar apoio social da família e da comunidade para que tenham suporte adequado ao criar a criança. Mas elas podem ficar tranquilas em relação ao desenvolvimento emocional dos filhos.

Os resultados foram apresentados na 33ª Reunião Anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia.


Ajudar os pais a ajudar os bebês a dormir evitaria casos de depressão
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Pais estressados com a dificuldade em fazer os filhos pequenos dormirem são mais propensos a ter depressão. E ajudá-los nessa tarefa traria um grande benefício para as famílias, segundo um estudo canadense.

A equipe, da Universidade de British Columbia, analisou 253 famílias com crianças de 6 a 8 meses que tinham dificuldade para dormir. Uma parte dos pais participou de um programa com informações para auxiliar o sono dos bebês e suporte de enfermeiras.

Cerca de 30% das mães e 20% dos pais selecionados que tinham sintomas graves depressão, como fadiga e irritabilidade, apresentaram melhora significativa após 24 semanas de intervenção, em relação ao grupo que não participou do programa.

Os resultados, publicados na revista BMC Pregnancy Childbirth, mostram que esse tipo de orientação, a que poucos pais têm acesso, ajudaria a melhorar a saúde mental deles e, por tabela, a dos filhos, que desde cedo teriam uma rotina de sono mais bem estabelecida.


Não basta ser pai, tem que investir no relacionamento
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Vários estudos já mostraram que o vínculo entre pais e filhas pode interferir no comportamento sexual dessas garotas. Um estudo da Universidade de Utah, porém, ressalta que a qualidade da relação é mais importante que a presença desses pais em casa. Os dados foram publicados no periódico Developmental Psychology.

Os pesquisadores acompanharam 101 pares de irmãs, de 18 a 36 anos, que passaram quantidades de tempo variadas com seus pais. Ao acompanhar as famílias com pais divorciados, por exemplo, havia diferenças entre a convivência com a filha mais velha e a mais nova, algo que não foi observado nas famílias intactas, que formavam o grupo de controle.

O estudo descobriu que as irmãs mais velhas, que conviveram por mais tempo com seus pais, foram fortemente influenciadas pela qualidade do relacionamento. Quanto melhor era o vínculo, menor era o risco de as garotas adotarem comportamentos sexuais de risco. O resultado foi o oposto, porém, entre as jovens que sempre moraram com os pais, mas tinham um vínculo de má qualidade.

Os dados mostram que não basta ter um pai presente, é preciso que o vínculo com a filha seja de qualidade quando se trata da prevenção de comportamentos de risco, como usar álcool ou drogas e fazer sexo desprotegido. Isso significa que eventuais prejuízos causados pela separação dos pais pode ser compensado por um relacionamento de qualidade.


Jovens que mentem para os pais tendem a beber mais cedo, segundo pesquisa
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Em geral, os adolescentes que bebem costumam mentir para os pais . Mas um estudo mostra que a tendência a mentir, por si só, também aumenta o risco de o jovem iniciar o consumo de álcool precocemente. As conclusões são de pesquisadores das universidades de Nova York, nos Estados Unidos, e da Higher School of Economics, na Rússia.

Os resultados, publicados no Journal of Adolescence, foram obtidos a partir de uma amostra de mais de 4.000 norte-americanos de 12 e 13 anos de idade, ouvidos com garantia de confidencialidade, e suas respectivas mães, também entrevistadas.

A equipe encontrou uma associação forte entre omitir o que se faz para os pais e iniciar o uso de álcool cedo demais. Mesmo nessa idade, os jovens sabem como evitar serem descobertos. O estudo ainda mostrou que, quando os colegas bebem, os adolescentes também tendem a mentir mais em casa.

Os adolescentes que têm um relacionamento afetuoso e de confiança com os pais apresentaram menor tendência a beber e também a mentir – saber que podem contar com o apoio do pai ou da mãe faz com que eles tenham liberdade para falar sobre esses assuntos. Já com os pais que ficam o tempo todo tentando vigiar os filhos foi o oposto.

Para os autores, pais superprotetores acabam agravando o problema do consumo precoce de álcool, em vez de evitá-lo. Eles sugerem que os pais estabeleçam uma relação de confiança e honestidade com os filhos, para que eles se sintam mais à vontade para contar o que acontece fora de casa.


Seu smartphone pode ser o culpado pela birra do seu filho, segundo estudo
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Jairo Bouer

O uso exagerado de dispositivos móveis pelas crianças tem deixado muitos pais de cabelo em pé. Mas será que a forma como os adultos utilizam a tecnologia também não tem gerado problemas para os pequenos? Segundo uma pesquisa, crises de choro, birra e hiperatividade são mais frequentes em crianças cujos pais estão sempre no smartphone.

Especialistas das universidades de Michigan e de Illiois, nos Estados Unidos, avaliaram 170 famílias para chegar à conclusão, publicada na edição on-line do periódico Child Development. Pais e mães responderam a perguntas sobre o uso de tecnologia e fizeram uma estimativa sobre quantas vezes costumavam interromper o tempo gasto com os filhos para checar ou responder a alguma mensagem, inclusive nas refeições ou durante atividades rotineiras em que as crianças estavam por perto.

Cerca de metade dos entrevistados (48%) relatou que, num dia típico, param três ou mais vezes de fazer o que estão fazendo com os filhos para checar o smartphone, o computador ou ambos. Para 24%, a média era de duas interrupções, e, para 17%, uma ao dia. Só 11% disseram que nunca paravam para usar algum dispositivo.  O estudo também constatou que as mães foram mais propensas que os pais a achar essa situação problemática.

Mesmo poucas e pequenas interrupções  foram associadas a problemas de comportamento entre as crianças, como hipersensibilidade, irritação, hiperatividade e tendência a choramingar com frequência. Isso se manteve mesmo quando os pesquisadores isolaram fatores como depressão ou nível baixo de escolaridade.

O estudo é pequeno e os próprios pesquisadores advertem que o objetivo deles não foi ligar causa e efeito. Ou seja: ainda é preciso investigar bastante o tema antes de confirmar a hipótese. Os autores observam, por exemplo, que muitos pais podem acabar usando a tecnologia como fuga porque as crianças dão muito trabalho, e isso pode ter interferido nos resultados.

Mas a gente sabe que a atenção que se dá à criança muda ao interagir com a internet. Será que isso também não causa uma certa irritação nos filhos, da mesma forma que um marido ou uma namorada podem ficar chateados quando o parceiro pega o smartphone durante um jantar romântico? A dica dos pesquisadores é reservar alguns horários ao dia para ficar longe da tecnologia. Será que dá?


Oferecer comida para animar uma criança pode ser má ideia
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Jairo Bouer

Comer para lidar com a frustração é algo que faz muita gente ganhar peso e ficar mais frustrado ainda. Segundo um estudo recente, divulgado no jornal britânico Daily Mail, esse hábito pode ser aprendido bem mais cedo que se imagina, por culpa dos pais.

Pesquisadores da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia analisaram os hábitos alimentares e emoções de 801 crianças de 4 anos, que tiveram questionários respondidos pelos pais. Os participantes foram reavaliados aos 6, 8 e 10 anos.

A equipe concluiu que cerca de 65% das crianças apresentaram o hábito de comer para tentar aliviar emoções negativas. E isso teve como origem o fato de pais ou cuidadores às vezes oferecerem comida para tentar confortá-los.

Claro que servir algo gostoso para o filho num momento de frustração é uma manifestação de carinho, feita com a melhor das intenções. O problema é que, em geral, os alimentos confortantes são ricos em calorias. E o comer emocional pode acabar gerando problemas mais tarde, como compulsão, transtornos alimentares e obesidade, que são difíceis de ser tratados.