Blog do Doutor Jairo Bouer

Arquivo : comportamento e tecnologia

Seu smartphone pode ser o culpado pela birra do seu filho, segundo estudo
Comentários Comente

Jairo Bouer

O uso exagerado de dispositivos móveis pelas crianças tem deixado muitos pais de cabelo em pé. Mas será que a forma como os adultos utilizam a tecnologia também não tem gerado problemas para os pequenos? Segundo uma pesquisa, crises de choro, birra e hiperatividade são mais frequentes em crianças cujos pais estão sempre no smartphone.

Especialistas das universidades de Michigan e de Illiois, nos Estados Unidos, avaliaram 170 famílias para chegar à conclusão, publicada na edição on-line do periódico Child Development. Pais e mães responderam a perguntas sobre o uso de tecnologia e fizeram uma estimativa sobre quantas vezes costumavam interromper o tempo gasto com os filhos para checar ou responder a alguma mensagem, inclusive nas refeições ou durante atividades rotineiras em que as crianças estavam por perto.

Cerca de metade dos entrevistados (48%) relatou que, num dia típico, param três ou mais vezes de fazer o que estão fazendo com os filhos para checar o smartphone, o computador ou ambos. Para 24%, a média era de duas interrupções, e, para 17%, uma ao dia. Só 11% disseram que nunca paravam para usar algum dispositivo.  O estudo também constatou que as mães foram mais propensas que os pais a achar essa situação problemática.

Mesmo poucas e pequenas interrupções  foram associadas a problemas de comportamento entre as crianças, como hipersensibilidade, irritação, hiperatividade e tendência a choramingar com frequência. Isso se manteve mesmo quando os pesquisadores isolaram fatores como depressão ou nível baixo de escolaridade.

O estudo é pequeno e os próprios pesquisadores advertem que o objetivo deles não foi ligar causa e efeito. Ou seja: ainda é preciso investigar bastante o tema antes de confirmar a hipótese. Os autores observam, por exemplo, que muitos pais podem acabar usando a tecnologia como fuga porque as crianças dão muito trabalho, e isso pode ter interferido nos resultados.

Mas a gente sabe que a atenção que se dá à criança muda ao interagir com a internet. Será que isso também não causa uma certa irritação nos filhos, da mesma forma que um marido ou uma namorada podem ficar chateados quando o parceiro pega o smartphone durante um jantar romântico? A dica dos pesquisadores é reservar alguns horários ao dia para ficar longe da tecnologia. Será que dá?


Cerca de 1 em 6 jovens costumam dar um tempo no uso de mídias sociais
Comentários Comente

Jairo Bouer

Muitos pais de adolescentes adorariam ver os filhos se concentrarem tanto nas redes sociais e tão pouco nos estudos e em outras atividades. Esta pesquisa pode deixá-los um pouco mais tranquilos: cerca de 58% dos jovens norte-americanos têm feito pausas voluntárias para ficar um tempo longe das plataformas, porque eles próprios percebem que o excesso faz mal.

O levantamento foi feito pela agência de notícias Associated Press (AP) em parceria com o centro de pesquisas Norc, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. A conclusão foi baseada em entrevistas com 790 adolescentes de 13 a 17 anos.

Entre os jovens que fizeram essas pausas, 65% fizeram isso voluntariamente. Do total, 24% responderam que o motivo era o fato de estarem cansados de conflitos. Vinte por cento responderam que estavam cansados da obrigação de saber tudo o que está acontecendo. E 8% relataram que as mídias sociais estavam prejudicando seu desempenho na escola ou no trabalho.

Os garotos foram mais propensos a fazer pausas mais longas, sendo que 36% ficavam duas semanas ou mais sem acessar as mídias sociais, enquanto 22% das meninas ficaram esse mesmo tempo longe das plataformas.

O estudo também mostrou que os jovens de lares com menor rendimento são mais propensos a querer dar esses tempos, e suas pausas são mais longas que as de adolescentes de famílias de renda mais alta.

O principal motivo das pausas involuntárias foi a decisão dos pais de tirar os aparelhos dos filhos (38%). Em seguida aparecem as perdas e roubos (17%).

Quem deu um tempo por conta própria relatou ter se sentido melhor com a experiência. Já quem teve o perdido ou tirado dos pais afirmaram ter sentido muita ansiedade e a sensação de estar perdendo algum acontecimento importante.

Fazer essas pausas por conta própria é uma atitude saudável e mostra que esses jovens têm domínio sobre o hábito. Quem não consegue ficar nem um dia sem acessar as redes talvez esteja precisando de ajuda…


Suporte dos amigos pela internet pode aliviar ansiedade antes das provas
Comentários Comente

Jairo Bouer

Ter comentários de apoio e “likes” nas redes sociais antes de fazer uma prova ajuda estudantes universitários que têm altos níveis de ansiedade nessas situações. E isso pode resultar até em notas melhores. A conclusão é de pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.

Estima-se que cerca de 40% dos estudantes sofrem de ansiedade antes de provas, que envolve respostas fisiológicas, como suor frio e aumento dos batimentos cardíacos, e emocionais, como desespero e até o famoso “branco”.

Em geral, esses indivíduos têm muito medo de avaliações negativas, têm baixa auto-estima e são facilmente distraídos por pensamentos irrelevantes durante as provas.

Os pesquisadores fizeram experimentos com estudantes de graduação, a maioria da área de ciências de computação, que consistiam em buscar apoio social dos amigos pela internet antes de realizar um simulado. Sete minutos antes da prova, eles tinham que ler as respostas dos amigos ao pedido de apoio feito no dia anterior. Uma parte do grupo também teve que escrever sobre o que estava sentindo antes de fazer o teste.

Todos os participantes foram submetidos a questionários para avaliação dos níveis de ansiedade. A pesquisa concluiu que ler as mensagens de apoio dos amigos antes do simulado fez o nervosismo dos alunos diminuir 21%, e isso melhorou o desempenho dos alunos nas provas.

Com base em estudos anteriores, a equipe achava que escrever sobre o que estavam sentindo antes da prova também traria resultados positivos para os alunos. Mas o efeito o oposto do esperado: a ansiedade aumentou 61% entre os alunos que ficam mais tranquilos antes dos testes.

Os autores acreditam que as redes sociais podem ser úteis para aliviar a ansiedade não só em épocas de provas na escola e na faculdade, como também antes de entrevistas de trabalho. Se você está nessa situação, aproveite as redes sociais para se abrir com os amigos.


Adolescente que não se exercita fica com ossos frágeis, alerta estudo
Comentários Comente

Jairo Bouer

Um estudo canadense traz um alerta importante para adolescentes que passam o dia todo sentados na sala de aula ou no computador: esses jovens podem ficar com os ossos fracos e mais propensos a fraturas. E isso pode influenciar a saúde deles pelo resto da vida.

Pesquisadores da Universidade de British Columbia e do instituto de pesquisas em saúde Vancouver Coastal acompanharam 309 adolescentes durante quatro anos, considerados os mais importantes para o desenvolvimento ósseo. Nas meninas, essa “janela” vai dos 10 aos 14 anos e, para os meninos, de 12 a 16 anos.

Nesse período da vida dos adolescentes, até 36% do esqueleto humano é formado. Isso significa que é nessa fase que se constrói a base para uma saúde óssea.

Durante a pesquisa, os jovens tiveram sua atividade física e desenvolvimento ósseo monitorados. Isso porque os ossos são sensíveis à atividade física: quanto mais a pessoa se movimenta, mais fortes eles ficam.

Exames de raios-X em 3D e alta resolução apontaram diferenças significativas nos ossos dos adolescentes que seguiam a recomendação diária de exercícios, que é de 60 minutos de atividade moderada ou vigorosa por dia (como correr, saltar ou jogar bola), e daqueles que faziam no máximo 30 minutos por dia.

De acordo com os autores do estudo, publicado no Journal of Bone and Mineral Research, a atividade não precisa ser estruturada para fazer efeito. Dançar em casa, correr com o cachorro ou brincar de pega-pega também funcionam. O duro é convencer a turma a largar a TV e o videogame para se movimentar.


Filtros nem sempre protegem jovens de conteúdo impróprio
Comentários Comente

Jairo Bouer

Um estudo realizado no Reino Unido mostra que usar filtros de internet para proteger crianças e adolescentes nem sempre os impede de ter acesso a conteúdos pornográficos ou violentos. Muitas vezes, eles chegam a esses vídeos pelos aplicativos dos smartphones.

Pesquisadores da Universidade de Oxford analisaram entrevistas com 515 jovens de 12 a 15 anos, das quais um terço tinha restrições na internet instaladas pelos pais no computador.

Eles descobriram que um em cada quatro desses jovens que tinham filtros já acessou vídeos com conteúdo indevido, e quase 14% foram abordados por um estranho que tentava se tornar um amigo.

Entre os entrevistados que não tinham esses filtros instalados no computador, a proporção de acesso a conteúdo impróprio para a idade foi de 14,5% Os resultados foram publicados no Journal of Pediatrics.

Os pesquisadores ressaltam que os pais devem orientar os adolescentes desde cedo sobre o assunto, para garantir sua segurança e evitar que tenham acesso a imagens que podem assustar ou perturbá-los. E é bom lembrar de instalar os filtros também nos celulares, embora seja mais difícil controlar o que chega por aplicativos como o WhatsApp, por exemplo.

Estudos mostram que o número de horas que as crianças passam on-line passou de oito para quase 19 horas por semana. As informações são do jornal britânico Daily Mail.


Eventos estressantes afetam mais as mulheres, diz pesquisa
Comentários Comente

Jairo Bouer

Uma pesquisa mostra que as mulheres são mais afetadas por eventos estressantes, como a morte de alguém querido, uma doença, ou mesmo quando perdem seus smartphones. Feito no Reino Unido, o trabalho mostrou que até mesmo o Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia, teve mais impacto para elas do que para os homens.

Os pesquisadores da Sociedade de Fisiologia daquele país analisaram dados de 2.000 pessoas, que foram convidadas a estipular o nível de estresse provocado por diferentes acontecimentos. Em todos eles, as mulheres apresentaram níveis mais altos que os homens. As únicas situações em que ambos deram notas parecidas foram ao responder sobre a ameaça do terrorismo e a chegada do primeiro filho.

Os resultados variaram um pouco em cada região do Reino Unido. Os mais estressados foram os escoceses, por exemplo, enquanto os mais “relaxados” foram os habitantes do Sudeste da Inglaterra. A idade também influenciou nas respostas, sendo que o estresse aumentou com a idade e com problemas de longo prazo, como doenças ou prisão. A exceção à regra foi em relação à perda do smartphone, que teve notas altas entre os mais jovens e os mais velhos.

A pesquisa faz parte de um projeto da Sociedade de Fisiologia que tem como objetivo chamar atenção para os efeitos do estresse no organismo em uma época em que a internet trouxe uma carga extra de exposição às pessoas. Os hormônios liberados na corrente sanguínea quando estamos tensos afetam o coração, a digestão e o sistema imunológico. Como apontou o estudo, as mulheres devem ficar atentas e buscar formas de lidar com o problema, já que são mais vulneráveis.


Maioria das pessoas aprova a pornografia de vingança, sugere estudo
Comentários Comente

Jairo Bouer

Um estudo realizado no Reino Unido indica que a maioria das pessoas aprova a pornografia de vingança, ou seja, postar fotos íntimas de um ex-parceiro ou parceira numa rede social ou plataforma pública após ter sido rejeitado ou traído.

A pesquisa é pequena – contou com 100 adultos de 18 a 54 anos, de ambos os sexos. Mesmo assim, os resultado são assustadores: ao serem expostos a um cenário desse tipo, 99% dos participantes expressaram algum tipo de aprovação à atitude, ou no mínimo afirmaram que não sentiriam remorso.

Para 87%, a pornografia de vingança até foi encarada como algo emocionante ou divertido. Apesar disso, “apenas” 29% dos participantes admitiram que tomariam uma atitude como essa. Em outras palavras, nem todo mundo teria coragem de agir dessa forma, mas quase todo mundo acha o comportamento aceitável.

Os psicólogos que conduziram o estudo, da Universidade de Kent, identificaram certas características em comum entre os entrevistados que se envolveriam em pornografia de vingança e a chamada “tríade negra”, o conjunto de traços de personalidade que engloba maquiavelismo, narcisismo e psicopatia. Este último, que envolve impulsividade e falta de empatia, foi o traço que apresentou maior correlação com a pornografia de vingança.

A pesquisa explica por que fotos desse tipo circulam com tanta rapidez na internet. Por mais que algumas redes tenham mecanismos para remover imagens não autorizadas, é muito mais difícil controlar o envio pelo WhatsApp, por exemplo, já que as pessoas podem salvar as fotos no celular. Por tudo isso, é melhor evitar o envio de nudes que identifiquem o rosto. Os adolescentes, que são vítimas comuns desse tipo de crime, devem ser bem orientados pelos pais.


Lista de desejos tem pouca utilidade em sites de encontros, mostra estudo
Comentários Comente

Jairo Bouer

Ao se inscrever em um site de encontros, as pessoas costumam elencar as qualidades buscadas em um eventual parceiro. Mas no final das contas, a maioria acaba fazendo contato com gente que tem características bem diferentes da sua lista de desejos, segundo um grande estudo australiano sobre paquera on-line.

Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Queensland analisaram as preferências e o histórico de contatos de mais de 41 mil australianos de 18 a 80 anos cadastrados em um site de encontros popular na Austrália.

Eles chegaram à conclusão de que a lista de preferências, ou seja, as características do “parceiro ideal”, acabam ficando de lado, na prática. Os resultados foram publicados na revista Cyberpsychology Behaviour and Social Networking.

Talvez por falta de tempo de pesquisar candidatos que se enquadrem no perfil ideal, ou simplesmente pela variedade enorme de pessoas cadastradas nesses sites, os usuários acabam aproveitando as oportunidades que aparecem, mais ou menos como acontece na vida real.

Para quem se acha muito exigente, a notícia traz uma luz no fim do túnel – mostra que também é possível se interessar por alguém diferente do que estava buscando. E um encontro pode dar certo mesmo que a outra pessoa não seja um príncipe encantado ou uma donzela perfeita.


Noção de tempo muda quando você está no Facebook, mostra experimento
Comentários Comente

Jairo Bouer

tempo615

Você às vezes perde a noção do tempo quando está nas redes sociais? Acha que ficou só um pouco, mas, quando vai ver, os minutos voaram? Um experimento conduzido com psicólogos comprovou que isso realmente acontece, porque as distrações alteram nossa percepção do tempo.

Pesquisadores da Universidade de Kent, no Reino Unido, convidaram 44 pessoas para observar 20 imagens diferentes, por quantidades variáveis de tempo. Cinco delas eram associadas ao Facebook; outras cinco diziam respeito à internet de um modo geral; e as outras dez eram imagens neutras, para servir de controle.

Depois de visualizar cada imagem, os participantes tinham que dizer se ela tinha ficado na tela por muito tempo ou por pouco tempo.

Os resultados mostraram que os participantes subestimaram o tempo quando as imagens eram relacionadas ao Facebook ou à internet, o que não aconteceu com as imagens neutras. Mas o Facebook causou uma distorção bem maior, segundo os pesquisadores.

O estudo, publicado no Journal of Applied Social Psychology, mostra que as redes sociais podem ser uma ótima fonte de distração. Mas também podem ser uma armadilha para quem tem dificuldade de administrar o próprio tempo. Se você tem trabalho ou estudo para fazer, é melhor deixar o Facebook para outra hora.


20% dos jovens acessam mídias sociais no meio da noite, diz estudo
Comentários Comente

Jairo Bouer

joveminternet615

Um em cada cinco jovens acorda com frequência no meio da noite para checar ou enviar mensagens pelas mídias sociais, mostra uma pesquisa publicada no periódico Journal of Youth Studies. Essa atividade notura faz com que os adolescentes tenham uma propensão três vezes maior a sentir cansaço na escola, e ainda pode ser um empecilho para o bem-estar.

O levantamento foi feito com mais de 900 alunos de 12 a 15 anos, que foram entrevistados sobre hábitos da internet e sobre a satisfação com diversos aspectos da vida, como estudos, aparência e amizades.

As meninas foram bem mais propensas a acessar mídias sociais durante a noite que os meninos. Os resultados também mostraram que os alunos que relataram estar sempre cansados na escola eram significativamente menos felizes que os jovens mais dispostos.

Para os pesquisadores do Instituto de Pesquisa Social e Econômica do País de Gales, no Reino Unido, o número é pequeno, mas significativo, e dá uma dimensão de o quanto as mídias sociais podem levar à privação de sono e atrapalhar a vida dos jovens.