Blog do Doutor Jairo Bouer

Arquivo : comportamento e tecnologia

20% dos jovens acessa mídias sociais no meio da noite, diz estudo
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Jairo Bouer

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Um em cada cinco jovens acorda com frequência no meio da noite para checar ou enviar mensagens pelas mídias sociais, mostra uma pesquisa publicada no periódico Journal of Youth Studies. Essa atividade notura faz com que os adolescentes tenham uma propensão três vezes maior a sentir cansaço na escola, e ainda pode ser um empecilho para o bem-estar.

O levantamento foi feito com mais de 900 alunos de 12 a 15 anos, que foram entrevistados sobre hábitos da internet e sobre a satisfação com diversos aspectos da vida, como estudos, aparência e amizades.

As meninas foram bem mais propensas a acessar mídias sociais durante a noite que os meninos. Os resultados também mostraram que os alunos que relataram estar sempre cansados na escola eram significativamente menos felizes que os jovens mais dispostos.

Para os pesquisadores do Instituto de Pesquisa Social e Econômica do País de Gales, no Reino Unido, o número é pequeno, mas significativo, e dá uma dimensão de o quanto as mídias sociais podem levar à privação de sono e atrapalhar a vida dos jovens.

 


Exigência diminui com a idade em sites de encontros, diz estudo
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Jairo Bouer

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Quem usa a internet para buscar parceiros costuma dar preferência a homens ou mulheres com o mesmo nível de educação. Mas um estudo mostra que essa exigência vai minguando à medida que as pessoas envelhecem.

O título do trabalho, publicado no periódico Personality and Individual Differences, já é bem sugestivo: “As coisas mudam com a idade”.  Ele contou com mais 41 mil australianos de 18 a 80 anos inscritos em um site de encontros– trata-se de uma das maiores análises comportamentais de namoro on-line naquele país.

Os autores, da Universidade de Tecnologia de Queensland, observam que a internet mudou completamente a forma como as pessoas escolhem parceiros, já que oferece um leque maior de opções. Enquanto na vida real é mais comum as pessoas entrarem em contato com gente do mesmo meio, os aplicativos e sites permitem encontrar candidatos de diferentes culturas, níveis de educação e socioeconômico.

O estudo concluiu que usuários mais educados tendem a se preocupar menos em buscar parceiros com o mesmo nível intelectual à medida que envelhecem. A tendência é observada em ambos os sexos, mas principalmente entre mulheres mais velhas, segundo os pesquisadores.

Se essas diferenças podem, ou não, ter impacto nos relacionamentos a longo prazo, isso é algo que, para os autores, merece novos estudos.


O que está por trás das suas selfies?
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Jairo Bouer

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Para muita gente, inclusive alguns estudiosos, tirar selfies o tempo todo é sinal de narcisismo. Mas uma pesquisa mostra que nem todos os adeptos dessa mania têm obsessão pela própria imagem. As motivações por trás das fotos podem ser bem diversas.

Após analisar uma extensa amostra de perfis de redes sociais, uma equipe da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, chegou à conclusão de que existem basicamente três categorias de “tiradores de selfies”:

O primeiro grupo é o dos comunicadores. Eles tirariam as fotos para interagir com os amigos e parentes, ou para iniciar uma conversa. Diferente dos narcisistas, a ferramenta, para eles, é uma via de mão dupla, e não apenas uma oportunidade para se exibir.

A segunda parcela, segundo os pesquisadores, é a dos autobiógrafos, que têm como objetivo preservar memórias que foram importantes para eles. Eles não estariam tão preocupados com a reação dos outros em relação às postagens, apesar de gostarem de curtidas, é claro.

O último grupo, e o menor deles, de acordo com o estudo, é o dos que buscam autopromoção – pessoas que tentam documentar tudo o que fazem para se mostrar de uma forma positiva para o mundo. Nessa categoria estariam personalidades como Taylor Swift, Katy Perry e os Kardashians.

Em artigo publicado no periódico Visual Communication Quarterly, os autores observam que entender a motivação por trás das selfies é valioso, já que a boa parte da história da sociedade atual vai ser contada dessa forma.


Usar múltiplas plataformas de mídia social é ligado a ansiedade e depressão
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Alguns estudos têm chamado atenção para o impacto que as redes sociais podem ter na saúde de quem passa dia e noite mergulhado nelas. Mas parece que o tempo não é o único termômetro para detectar possíveis problemas – a forma de usar também importa. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos diz que quem costuma usar de sete a onze plataformas de mídia social tem um risco três vezes maior de sofrer de ansiedade e depressão do que usuários mais conservadores, que usam no máximo duas.

A conclusão é de pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, e foi publicada no periódico Computers in Human Behavior. Eles afirmam que o risco é significativo a ponto de justificar que médicos e psicólogos orientem pacientes com esses transtornos a evitar o uso de múltiplas pataformas. Mas eles admitem que é difícil saber se é o comportamento que aumenta a ansiedade ou vice-versa.

A equipe avaliou uma amostra de 1.787 adultos norte-americanos de 19 a 32 anos, que passaram por testes para diagnosticar sintomas depressivos e descreveram a forma como usavam plataformas como Facebook, YouTube, Twitter, Instagram, Google Plus, Pinterest e Linkedln. Os usuários ativos do maior número de sites foram 3,3 vezes mais propensos a apresentar níveis mais altos de ansiedade e depressão, mesmo quando outros fatores de risco foram isolados, como situação financeira e status de relacionamento.

Os autores têm algumas hipóteses para explicar a associação. Alguns estudos já associaram a tendência a fazer várias coisas ao mesmo tempo a prejuízos na memória e aprendizado, o que, segundo eles, poderia ter algum impacto na saúde mental. Outro ponto levantado é que as particularidades de cada plataforma tornam essa migração constante estressante, o que poderia prejudicar o humor. Por último, eles lembram que, quanto maior o número de perfis, maior a exposição caso ocorra alguma situação embaraçosa.


Jogos na internet viciam, mas menos do que os de azar, segundo estudo
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Jairo Bouer

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Um estudo realizado em quatro países sugere que jogos na internet são menos viciantes que os tradicionais jogos de azar. Trata-se da primeira pesquisa feita com o objetivo de medir a escala da dependência por jogos na população geral utilizando como base a lista de sintomas definida pela Associação Americana de Psiquiatria. Mas isso não significa, de jeito nenhum, que a preocupação sobre o tema seja deixada de lado.

Os cientistas, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, avaliaram uma amostra de 19 mil homens e mulheres do próprio país, dos Estados Unidos, do Canadá e da Alemanha. Desses, 2 ou 3% relataram ter experimentado cinco ou mais sintomas da lista, sendo que entre 0,5 e 1% citou sentimentos de sofrimento significativo por não conseguir se controlar diante dos jogos. Os números representam a metade da prevalência encontrada para jogos de azar.

Os principais sintomas da lista são preocupação excessiva com jogos na internet, ansiedade e abstinência quando o jogo é tirado de perto, tempo cada vez maior gasto com a atividade, interesse reduzido por outras coisas e isolamento social. Mas, para os pesquisadores, o sofrimento é uma característica-chave da dependência.

No trabalho publicado no American Journal of Psychiatry, os autores concordam que faltam mais estudos de qualidade com resultados semelhantes aos que foram obtidos por eles. Os autores observam que, considerando os 160 milhões de norte-americanos que consomem esses jogos on-line, mais de 1 milhão poderiam estar viciados. O número é alto demais para que o tema seja deixado em segundo plano. Ainda que a prevalência seja mais baixa que a de jogos de azar, muitos  jovens se isolam e perdem oportunidades importantes na vida por causa da internet, quando deveria ser justamente o contrário.


Pokémon Go distrai motoristas e pedestres, alerta estudo
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Jairo Bouer

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Dirigir e pegar Pokémon ao mesmo tempo não é uma boa ideia. Para fundamentar o alerta, que parece óbvio, pesquisadores da Universidade do Estado de San Diego, na Califórnia, divulgaram a análise de uma série de posts no Twitter e de reportagens no Google News.

A equipe partiu de uma amostra aleatória de 4.000 tweets e de notícias com os termos Pokémon, “dirigir” ou “dirigindo”, publicados no período de dez dias do mês de julho. Os dados foram publicados no periódico médico Jama Internal Medicine.

Os pesquisadores revelaram que 33% dos tweets indicavam que um motorista, passageiro ou pedestre estava distraído com o Pokémon Go – o que foi equivalente a um total de quase 114 mil incidentes reportados no microblog, segundo o Jama.

Desses tweets, 18% sinalizavam que uma pessoa estava jogando e dirigindo, ou seja, continham conteúdos do tipo “ai, meu Deus, estou dirigindo e pegando Pokémon”. Outros 11% indicavam que o jogador era um passageiro; e 4%, que o pedestre era quem estava jogando.

A análise também diz que 14 batidas foram atribuídas ao game de realidade aumentada no mesmo período, inclusive o caso de um jogador que bateu o carro numa árvore.

Para os autores, os resultados podem incentivar medidas de segurança por parte das empresas que produzem esse tipo de jogo. Segundo a Associação Americana de Automóveis, 59% de todos os acidentes de trânsito com jovens envolvem uma distração ocorrida segundos antes da fatalidade.


Experiência negativa no Facebook triplica risco de depressão, diz estudo
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Pesquisadores comprovam que jovens adultos que tiveram experiências negativas no Facebook, como assédio moral, mal-entendidos ou contatos indesejados, têm um risco significativamente maior de sofrer de depressão.

O trabalho, publicado no Journal of Adolescent Health, foi feito pela faculdade de saúde pública da Universidade Brown, nos Estados Unidos. Os pesquisadores mediram a prevalência, a frequência, a natureza e a gravidade das experiências interpessoais negativas relatadas por 264 usuários.

Um dos diferenciais da pesquisa é que, como ela inclui jovens adultos, foi possível medir a condição dos participantes antes do advento do Facebook, o que traz um resultado um pouco mais preciso sobre a influência da rede social. Isso porque nem sempre é possível saber o que vem primeiro: a depressão e os sentimentos de baixa autoestima ou a experiência negativa na internet.

Dentre os participantes, 82% relataram ter tido pelo menos uma experiência negativa desde que começaram a usar a rede social. E 63% afirmaram ter tido quatro ou mais delas. Do total, 24% apresentaram níveis moderados a graves de sintomas depressivos.

Após isolar fatores que pudessem influenciar os resultados, como o nível de emprego e saúde mental dos pais dos usuários, por exemplo, os pesquisadores identificaram um risco cerca de 3,2 vezes mais alto de sintomas depressivos nos participantes com experiências negativas no Facebook.

O tipo de experiência, claro, interferiu nos resultados. A ocorrência de bullying foi associada a um risco 3,5 vezes mais alto e a de contatos indesejados, a uma elevação mais discreta, de 2,5 vezes. A frequência também contou bastante, exceto para o bulying – um único caso foi suficiente para gerar consequências.

 


Ser autêntico no Facebook traz benefícios psicológicos, mostra estudo
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Muita gente tem mais facilidade para se expressar pela internet do que pessoalmente. Mas será que isso é bom? Segundo um estudo , quanto maior a diferença entre o comportamento de uma pessoa no Facebook e seu verdadeiro “eu”, maior a probabilidade de que ela tenha poucas conexões sociais e sofra de estresse.

O estudo foi publicado no periódico Cyberpsychology, Behavior and Social Networking por uma equipe de psicólogos da Universidade da Tasmânia, na Austrália.

A equipe, coordenada por Rachel Grieve e Jarrah Watkinson, entrevistou 164 pessoas, que falaram sobre a forma como costumam se apresentar no Facebook. Os participantes também preencheram questionários para avaliação de depressão, ansiedade, estresse e bem-estar.Os resultados mostraram que quanto mais autênticas são as pessoas na rede social, menor a propensão delas ao estresse e maior o número de conexões.

Os pesquisadores também perceberam que os indivíduos com mais facilidade de se expressar na internet do que na vida real são aqueles que mais postam conteúdos emocionais, e com uma motivação mais autocentrada – eles buscam chamar a atenção dos outros e querem se sentir validados por eles.

Os autores observam que o Facebook hoje conta com 1,7 bilhão de usuários, o que é uma parcela considerável da população mundial, estimada em 7,4 bilhões. Não é de se estranhar que a plataforma tenha servido de fonte para tantos estudos na área do comportamento humano.


Homens que usam Tinder têm autoestima mais baixa, segundo estudo
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Jairo Bouer

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Homens que usam o Tinder têm uma autoestima mais baixa do que os que não usam, segundo um estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Norte do Texas.

A equipe entrevistou mais de 1.000 mulheres e 273 homens, sendo que 8% dos participantes eram usuários do aplicativo de encontros. Eles foram submetidos a questionários de avaliação de autoestima e de satisfação com o próprio corpo.

Havia mais mulheres na amostra porque o objetivo primário do estudo era avaliar o quanto elas se sentiam ao usar o aplicativo. Mas os pesquisadores acabaram chegando a essa conclusão sobre os homens.

Em comparação com os não usuários, tanto homens quanto mulheres que frequentam o Tinder são mais encanados com a autoimagem. Eles reportaram menor satisfação com o próprio corpo, e maiores níveis de vergonha e autovigilância. Eles também demonstraram internalizar mais as expectativas da sociedade em relação a beleza, segundo os resultados.

No entanto, no que se refere especificamente à autoestima, as mulheres se saíram melhor que os homens inscritos no aplicativo. O dado foi apresentando na convenção anual da Associação Americana de Psicologia, e noticiado no site Live Science.

Os autores, liderados por Jessica Strubel, explicam que isso não significa necessariamente que o Tinder faça os homens se sentirem diminuídos. Os pesquisadores acreditam que mais estudos são necessários para entender como esse tipo de mídia social afeta as pessoas psicologicamente.


Geração atual tem feito menos sexo, segundo pesquisadores
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Jairo Bouer

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Virou clichê ouvir uma pessoa mais velha dizer que os mais novos só querem saber de sexo. Mas, de acordo com um estudo, entre a proporção de jovens sexualmente inativos hoje é maior que na época dos pais deles.

Pesquisadores das universidades de San Diego, Atlantic Florida e Widener analisaram dados de mais de 26.700 norte-americanos para chegar à conclusão de que há mais jovens Millennials sem sexo do que havia na geração anterior, chamada de X.

Segundo os resultados, 15% dos jovens de 20 a 24 anos nascidos na década de 1990 relataram não ter tido parceiros sexuais desde os 18 anos. Na geração anterior, a proporção encontrada foi de apenas 6%.

Para a principal autora, a professora de psicologia Jean Twenge, da Universidade Estadual de San Diego, esse nível de inatividade sexual contrasta com a cultura dos aplicativos de encontros. Assim, enquanto uns estão totalmente sem sexo, outros têm transado com mais parceiros do que nunca.

Se por um lado a tecnologia tem ajudado as pessoas a conhecerem gente nova e com os mesmos interesses, ela também pode ter o efeito oposto, e faz com que muita gente se relacione mais no universo virtual do que no real. E a preocupação com segurança tem muito a ver com isso.

Outros fatores que interferem, segundo a equipe: a facilidade de acesso à pornografia e ao entretenimento instantâneo, o fato de os jovens viverem mais tempo na casa dos pais e de se casarem mais tarde. Os dados foram publicados na revista Archives of Sexual Behavior.