Blog do Doutor Jairo Bouer

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Analgésicos podem não funcionar se você dormiu pouco, sugere pesquisa
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Jairo Bouer

Você já sabe que dormir mal afeta a concentração, o humor e pode até levar ao ganho de peso. Agora, um estudo feito em animais indica que a privação de sono não só eleva a sensibilidade à dor como também diminui o efeito de analgésicos comuns e até mesmo da morfina.

O trabalho foi conduzido por pesquisadores do Hospital Infantil de Boston e do Centro Médico Beth Israel, na mesma cidade norte-americana. E a descoberta foi descrita na revista Nature Medicine.

A equipe monitorou os ciclos de sono e a sensibilidade sensorial de um grupo de ratos, que, depois, foram submetidos a privação de sono por meio de entretenimento. Assim como acontece com os humanos, que muitas vezes dormem pouco porque querem ver um filme ou sair com os amigos e precisam acordar cedo no dia seguinte.

Os ratos foram mantidos acordados por mais tempo do que de costume durante cinco dias consecutivos. Nesses períodos, os pesquisadores monitoraram seu cansaço, nível de estresse e sensibilidade à dor perante estímulos quentes, frios ou de pressão. A associação entre dormir pouco e se incomodar mais com estímulos dolorosos foi clara.

Mas o que mais chamou atenção da equipe foi que nem o ibuprofeno, um anti-inflamatório usado como analgésico, e nem mesmo a morfina foram capazes de anular a hipersensibilidade à dor causada pela falta de sono.

Os pesquisadores ressaltam que dormir bem é fundamental para pacientes com dor crônica. Eles acreditam que a descoberta pode abrir caminho para novas abordagens para tratar esses pacientes, que levem em conta o seu sono.


Se é difícil não ser afetado por tragédias, sem dormir é mais ainda
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Jairo Bouer

Dormir pouco faz com que as tarefas simples do dia a dia virem um verdadeiro sacrifício. Mas em pessoas com ansiedade e depressão, que com frequência têm problemas de sono, o problema é muito pior.

Pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, descobriram o que pode estar por trás disso: é que uma área específica do cérebro, chamada de córtex cingulado anterior dorsal, precisa trabalhar mais para tentar modificar respostas emocionais negativas quando a pessoa não dorme bem.

A pesquisa, publicada na revista Depression and Anxiety, contou com exames de ressonância magnética funcional para medir a atividade em diferentes regiões do cérebro enquanto os participantes eram desafiados com uma tarefa que exigia regulação emocional. Eles eram expostos a imagens perturbadoras, como de guerra ou acidentes, e tinham que fazer um esforço para não se impressionar, ou reavaliar o fato para tentar achar um enfoque positivo. Por exemplo: ao ver uma mulher com o rosto machucado, tinham que tentar imaginar que ela era uma atriz talentosa interpretando um papel.

Os 78 participantes, que tinham 18 a 65 anos de idade, haviam sido diagnosticados com  transtorno de ansiedade, depressão ou ambos. Eles preencheram questionários e usaram um dispositivo, por seis noites, para detectar quanto tempo passavam acordados. A conclusão é que a maioria apresentava insônia.

Pessoas com depressão ou ansiedade costumam ter como característica uma negatividade crônica, também chamada de ruminação negativa. Por isso, tentar achar um lado positivo para imagens de violência demanda um esforço grande, segundo os pesquisadores. Mas, para quem não dorme bem, o trabalho é ainda maior.

Os participantes cujos dispositivos demonstraram baixa qualidade de sono apresentaram maior atividade na região do cérebro analisada. Ou seja: foi preciso um esforço maior para reavaliar as imagens com um prisma positivo. A conclusão é que o sono desempenha um papel importante para regular emoções negativas e, por isso, esse aspecto deve ser tratado com seriedade por quem sofre de ansiedade ou depressão. E dormir bem também ajuda a evitar esses transtornos.


Dormir bem é tão bom quanto ganhar na loteria, diz pesquisa
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Jairo Bouer

Pesquisadores da Universidade de Warwick, no Reino Unido, afirmam que dormir bem é tão benefíco para o bem-estar quanto ganhar na loteria,

A equipe analisou os padrões de sono de mais de 30.500 britânicos ao longo de quatro anos. Eles chegaram à conclusão que ter um sono de qualidade produz um efeito para a saúde física e mental comparável a ganhar cerca de R$ 800 mil.

Privação e sono de má qualidade, além de uso mais frequente de medicamentos para dormir, foram associados a piores condições de saúde.

Participantes do estudo que participaram de um programa de meditação que durou oito semanas apresentaram uma melhora significativa na qualidade de sono, que trouxe níveis de bem-estar semelhantes ao de pessoas que tinham ganhado na loteria.

Para os pesquisadores, incentivar as pessoas a dormir melhor é uma estratégia eficaz e barata para melhorar a saúde das pessoas.


Sono de qualidade pode resultar em mais sexo
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Jairo Bouer

despertador615

Muitas mulheres, no período da menopausa, têm um sono de má qualidade por causa das alterações hormonais que marcam essa fase. Esse sintoma traz consequências negativas, como o risco maior de hipertensão, doenças cardíacas e sintomas depressivos. Um novo estudo mostra que dormir mal pode interferir até no nível de satisfação sexual delas.

O trabalho, publicado no periódico Menopause, da Sociedade Norte-Americana de Menopausa, analisou dados de 93.668 mulheres de 50 a 79 anos. A prevalência de insônia foi de 13%. E aquelas que dormiam menos de 7 horas por noite eram menos propensas a dizer que estavam satisfeitas com sua vida sexual.

Os pesquisadores afirmam que a relação entre sono e satisfação com o sexo foi mantida mesmo depois de eliminadas outras causas possíveis de problemas de sono, como doenças crônicas e depressão.

O climatério pode ser uma fase difícil para muitas mulheres, mas é importante que elas saibam que existem diferentes formas de tratar os incômodos, inclusive os distúrbios de sono.


Adolescentes devem entrar mais tarde na escola, mostra estudo
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Jairo Bouer

jovensinsonia615

Vários estudos já sugeriram que atrasar o horário de entrada na escola melhora o sono e, consequentemente, o desempenho dos alunos durante a adolescência. Um deles, que acaba de ser publicado, contou com dados de 30 mil estudantes canadenses de 362 escolas de todas as partes do país.

Os pesquisadores, da Universidade McGill, compararam jovens que entram às 8h com os que começam entre 9h e 9h30 (sim, lá essa possibilidade já foi adotada por algumas escolas para os mais velhos). E a associação entre entrar mais tarde e ter uma boa qualidade de sono foi muito forte.

Adolescentes têm o ciclo circadiano, ou seja, o relógio biológico atrasado em cerca de duas ou três horas durante essa fase. Quando chegam ao ensino médio, é quase impossível, para eles, dormir antes das 11h da noite e acordar antes das 8h da manhã. Para cumprir os horários, eles têm que, literalmente, lutar contra o próprio corpo.

Os pesquisadores explicam que a privação crônica de sono não só prejudica o desempenho escolar dos jovens, como também os torna mais vulneráveis a problemas de comportamento, ansiedade e depressão.

No artigo com os resultados, publicado no Journal of Sleep Research, os autores admitem que mudar o horário de entrada nas escolas não é fácil, já que exige o envolvimento de diversos setores. Mas eles acreditam que o esforço beneficiaria muita gente.


Estudo explica por que matutinos não devem trabalhar à noite
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Jairo Bouer

SONO615

Pessoas matutinas, ou seja, que gostam de acordar cedo, tendem a ser menos produtivas à noite, assim como os vespertinos, que gostam de dormir tarde, têm a atenção comprometida no período da manhã. Infelizmente, nem todo mundo pode escolher o horário mais confortável para trabalhar ou estudar. E isso pode ter consequências sérias, de acordo com um estudo.

Pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e da Escola Superior de Economia, na Rússia, descobriram que os matutinos são mais rápidos ao resolver tarefas relacionadas à atenção à noite do que os vespertinos pela manhã, mas cometem mais erros.

Um total de 26 voluntários (metade do sexo masculino) com idade média de 25 anos participou do estudo. Eles foram obrigados a permanecer acordados por 18 horas – das 8 da manhã às 2 da manhã – e, então, seguir sua rotina normal. No início e no fim da vigília eles foram submetidos a testes de atenção. Além disso, todos tiveram seu cronotipo avaliado para saber quem era matutino ou vespertino.

No teste realizado de manhã a diferença entre os dois cronotipos não foi tão expressiva. Porém, no teste feito de madrugada, as diferenças foram mais marcantes. Os matutinos terminaram os testes num prazo menor que o dos vespertinos pela manhã. No entanto, apesar de demorarem mais, os vespertinos erraram menos.

Os resultados, publicados no periódico Experimental Brain Research, mostram o quanto trabalhar ou estudar fora do horário mais confortável pode trazer consequências importantes no desempenho, bem como afetar profissionais que dependem da atenção para não comprometer a vida dos outros, como motoristas, médicos, enfermeiros, pilotos e controladores de tráfego aéreo, entre outros.


Não basta mandar seu filho dormir cedo; você deve fazer o mesmo
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Jairo Bouer

jovensinsonia615

Um estudo indica que a duração do sono de uma criança é influenciada pelo padrão dos pais. Em outras palavras, para fazer os filhos dormirem mais, o que é fundamental para a prevenção de diversos problemas, a família inteira precisa reavaliar sua rotina.

O trabalho, publicado no Journal of Clinical Sleep Medicine, também mostra que a simples confiança dos pais na capacidade de melhorar o sono dos filhos pode trazer benefícios.

Os pesquisadores, da Faculdade de Medicina de Harvard, avaliaram 790 pais, com idade média de 41 anos e filhos entre 6 e 12 anos de idade. Ao todo, 57% relataram sentir muito ou extremamente confiantes de que seriam capazes de ajudar os jovens a dormir melhor. E essas crianças, de acordo com os resultados, tinham quase meia hora a mais de sono por dia em relação aos filhos de pais menos crentes.

A equipe descobriu que as crianças dormiam um pouquinho mais a cada hora de sono que os pais conseguiam acrescentar à sua própria rotina.

O estudo também avaliou a relação entre a duração do sono dos filhos com o tempo que os pais dedicam à TV e ao computador, mas não encontrou influência significativa. Ou seja: para melhorar o sono da criança, não basta desligar as telas e diminuir as luzes de casa – os pais também precisam dormir.

A Academia Americana de Medicina do Sono recomenda que crianças entre 6 e 12 anos durmam de 9 a 12 horas por dia para ter boa saúde. Nessa faixa etária, o descanso adequado beneficia o comportamento, o aprendizado e até a segurança dos pequenos.


Estudo mostra como o celular afeta o sono dos adolescentes
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Jairo Bouer

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Smartphones e celulares têm causado um enorme estrago nos padrões de sono dos adolescentes, segundo um estudo da Universidade de Montreal, no Canadá.

O trabalho, publicado na revista científica Sleep Health, mostrou que quanto mais os jovens usam o aparelho eletrônicos durante o dia, especialmente antes de dormir, pior a qualidade do sono deles.

Mais de 1.200 estudantes de 14 a 16 anos preencheram diários ao longo de um ano para registrar quantas vezes ao dia eles costumavam passar em frente ao computador, bem como o tempo gasto com outras atividades sedentárias, como ver TV, fazer lição de casa ou falar no telefone. Eles também responderam a questionários sobre sono.

Os adolescentes que usavam computadores ou jogavam videogames por mais de duas horas ao dia dormiam 17 e 11 minutos a menos que os outros jovens, respectivamente.

Um em cada três estudantes tinha o hábito de usar eletrônicos por mais de duas horas diárias, e esses eram mais propensos que os outros a dormir menos de oito horas por noite. Vale lembrar que, na adolescência, é recomendável dormir até mais do que isso.

Os participantes que falavam ao menos duas horas diárias no telefone também tinham uma tendência três vezes maior a descansar menos de oito horas por dia. Eles, assim como os jovens que ficavam mais no computador, relataram mais sonolência durante o dia

Os estudantes que assistiam a duas ou mais horas de TV por dia, por sua vez, apresentavam metade da probabilidade de dormir menos que oito horas em relação aos outros.

Os autores lembrar que dormir bem não só é importante para o crescimento, como também para evitar problemas de atenção, depressão e ganho de peso. As informações são do jornal britânico Daily Mail.


Estudo associa sono ruim na adolescência a uso de álcool e drogas
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Jairo Bouer

sono615

Um estudo norte-americano revela que existe uma conexão entre dormir mal no início da adolescência e ser mais propenso a abusar de álcool ou drogas mais tarde, no início da vida adulta.

Psicólogos e psiquiatras da Universidade de Pittsburgh avaliaram 186 garotos que tiveram seus hábitos de sono analisados aos 11 anos, por meio de questionários respondidos por suas mães. Aos 20 anos, os mesmos jovens foram entrevistados sobre o consumo de bebida alcoólica e maconha.

Os pesquisadores descobriram que os garotos que tinham uma qualidade de sono ruim ou dormiam menos do que o recomendado foram mais propensos a usar as substâncias precocemente, além de apresentar maior frequência de uso e mais episódios de abuso.

A associação foi observada mesmo depois de isolados fatores que poderiam interferir no risco, como problemas socioeconômicos. Os resultados foram publicados no periódico Drug and Alcohol Dependence.

Os dados reforçam a ideia de que prestar atenção no sono das crianças e do adolescentes é uma forma de evitar que eles tenham problemas com drogas ou bebida no futuro.


Quem não se sente valorizado pelo parceiro tem sono ruim, diz estudo
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Jairo Bouer

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Você acha que o seu parceiro ou parceira de cama não te compreende direito, ou não dá muita bola para os seus sentimentos e necessidades? Então é provável que você não esteja dormindo muito bem. Segundo pesquisadores, a qualidade do relacionamento do casal interfere de forma importante no sono das pessoas.

O trabalho contou com a análise de um grande banco de dados de saúde e bem-estar com centenas de norte-americanos de meia-idade. Participaram do estudo equipes das universidades Middle East e Bilkent, na Turquia, e das universidades Cornell, Wayne State e Penn State, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores encontraram uma associação clara entre a certeza de ter o suporte do parceiro e um sono de boa qualidade. Segundo eles, isso acontece porque a sensação gera conforto, o que alivia a ansiedade e, como consequência, faz a pessoa dormir melhor.

Muitas pesquisas já provaram que um sono ruim pode aumentar o risco de condições como diabetes e hipertensão. Os resultados, publicados no periódico Social Personality and Psychological Science, reforçam a tese de que bons relacionamentos fazem bem à saúde. Por outro lado, uma relação ruim pode te deixar doente.