Blog do Doutor Jairo Bouer

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Um quinto das mães com depressão pós-parto não se abre com médico
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Jairo Bouer

Um estudo mostra que 23% das mulheres que apresentam alterações de humor após o parto, como ansiedade e depressão, não relatam seus sintomas para o médico. Segundo os pesquisadores, da Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, o dado mostra que muitas mães têm sofrido desnecessariamente, já que a condição pode ser tratada.

Estima-se que de 10 a 20% da população feminina tenha sintomas depressivos depois de dar à luz, o que é diferente da melancolia, também chamada de “baby blues”, que dura alguns dias e melhora espontaneamente.

Os pesquisadores conduziram entrevistas anônimas com 211 mulheres para avaliar a ocorrência de sintomas e saber se elas tinham falado sobre eles para o ginecologista ou outro profissional de saúde. Ao todo, 51% das integrantes do estudo preencheram os critérios para depressão pós-parto.

De acordo com a pesquisa, mulheres desempregadas, com histórico de transtornos mentais e com nível mais alto de sintomas depressivos foram as mais propensas a omitir o assunto. Os dados foram publicados no Maternal and Child Health Journal. Vale lembrar que a depressão pós-parto pode ter impacto no desenvolvimento da criança.


Síndrome Alcoólica Fetal afeta 8 a cada 1.000 crianças; e no Brasil?
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Em todo o mundo, cerca de oito a cada 1.000 crianças são vítimas da Síndrome Alcoólica Fetal, um conjunto de problemas decorrentes da ingestão de bebida alcoólica durante a gravidez. A estimativa foi feita a partir de um grande estudo divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Centro de estudos sobre Saúde Mental e Dependência (CAMH, na sigla em inglês), no Canadá, e divulgado no periódico Jama Pediatrics. A pesquisa também indica que 1 a cada 13 mulheres consomem álcool pelo menos uma vez enquanto está grávida.

O Brasil faz parte do levantamento, e aparece na lista da Organização Mundial da Saúde com uma taxa média de 12 a cada 1.000 crianças, uma estimativa de 2012. Nos Estados Unidos, são cerca de 15 a cada 1.000. Os níveis mais altos foram encontrados na Europa, que teve uma média de 20 casos por 1.000. Em países do leste do Oriente Médio foram registradas a menor taxa, de 0,1 a cada 1.000. Em 76 países, mais de 1 em 100 jovens apresentava a síndrome.

Claro que as médias variam bastante quando se considera populações específicas. Entre crianças órfãs, por exemplo, a prevalência chega a ser até 30 vezes mais alta. Nas populações com pior status socioeconômico, 23 vezes mais alta.

A síndrome pode causar consequências variadas nas crianças, como peso baixo ao nascer e alterações na face e em órgãos do corpo, bem como problemas de aprendizagem, memória, fala, audição, atenção, comportamento e relacionamento.

Nem todas as mulheres que bebem durante a gravidez terão filhos com a síndrome, mas é muito difícil saber quais os níveis seguros de consumo de álcool durante a gravidez. É por isso que, recentemente, a Sociedade Brasileira de Pediatria lançou uma campanha para recomendar que futuras mães parem de beber assim que decidam engravidar, ou pelo menos assim que se descobrem grávidas.

É importante lembrar que essa taxa brasileira pode estar bem abaixo da real, já que não é simples diagnosticar a síndrome. É difícil, inclusive, saber exatamente quanto álcool foi ingerido na gestação, uma vez que nem todas as mulheres ficam à vontade para falar sobre o assunto com médicos ou pesquisadores. O Ministério da Saúde reconhece essa dificuldade, em reportagem da Agência Brasil sobre a campanha.

Uma pesquisa realizada em uma maternidade pública de São Paulo, em 2008, com 2.000 mulheres, mostrou que mais de 70% das que haviam consumido álcool o fizeram sem saber que estavam grávidas. A incidência de desordens de desenvolvimento cerebral relacionados à substância, no caso, foi de 34 bebês a cada 1.000 nascidos vivos.


Adesivo que tampa a cabeça do pênis não substitui a camisinha
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Um adesivo para tampar a cabeça do pênis está à venda na internet. Isso mesmo. Uma empresa de Las Vegas, nos Estados Unidos, lançou, em “versão beta”, um produto chamado Jiftip, que nada mais é do que isto – uma espécie de “mini post it” para ser colado na saída da uretra, o que supostamente impediria o vazamento de esperma ou líquido pré-ejaculatório durante o sexo. O objetivo, segundo o site, não é evitar uma gravidez ou DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), mas o projeto traz uma forte mensagem de desprezo à camisinha, o que é preocupante.

Se a ideia não é substituir o preservativo, então qual a vantagem de usar um produto como esse? “Use apenas por prazer, conveniência, novidade ou diversão. NÃO USARÁS ISSO PARA EVITAR A GRAVIDEZ OU PARA A PREVENÇÃO DE DST”, diz o site, assim mesmo, com esse tom irônico. Cada embalagem com três adesivos custa 6 dólares (ou quase 20 reais). Não gostou? É só pedir reembolso. E não precisa devolver, é claro.

Importante esclarecer (pois é preciso navegar um pouco no site para achar esta informação) que é necessário tirar o adesivo antes de ejacular. Como mencionaram alguns especialistas procurados pela imprensa internacional, que deu destaque à novidade nos últimos dias, bloquear a saída do esperma pode ser algo doloroso, e até causar alguma lesão interna, se é que a cola do produto funciona mesmo. E descolar o adesivo do pênis não dói? Provavelmente sim, é pode até causar irritações.

Qualquer pessoa tem o direito de gastar seu dinheiro com o que quiser. O problema são as diversas mensagens que os desenvolvedores do projeto espalham na internet. Para começar, o slogan é ambíguo: “Sinta seu parceiro. Sinta a liberdade. Sinta-se seguro”. Um usuário mal-avisado que queira participar do teste pode se dar mal se achar que está protegido de alguma coisa com o produto. Mas o pior são os posts nas redes sociais: “Você odeia camisinha? Seu pai também. Deve ser algo hereditário”, diz um dos posts do Jiftip no Facebook. “No meu tempo, o sexo era melhor sem embalagem. E você quer saber? Ainda é”, comenta outro.

No mundo inteiro, a gravidez indesejada continua a ser um problema sério, bom como as DSTs. Hoje é possível conviver com a Aids, mas o tratamento tem efeitos colaterais, exige disciplina e é para a vida toda. E, cada vez mais, tem surgido casos de micro-organismos resistentes aos medicamentos, como a “supergonorreia”. Espalhar mensagens que desestimulem o uso de camisinha é no mínimo irresponsável. Então se essa moda chegar ao Brasil, você já sabe: não caia nessa. Liberdade e segurança, só mesmo com a boa e velha camisinha.

 


Bem-estar de filho de mãe solteira é igual a de família tradicional
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Um estudo mostra que crianças nascidas de mães solteiras por opção não têm qualquer prejuízo em termos de relacionamento ou desenvolvimento quando comparadas às que têm pai e mãe. Além disso, o trabalho mostra que essas mães acabam tendo uma rede de apoio social maior, o que pode explicar o primeiro resultado.

A pesquisa foi feita no Centro Médico da Universidade VU, em Amsterdã, na Holanda, e contou com 69 mães solteiras por opção, além de 59 mães com parceiros e dois filhos com idades entre 1,5 e 6 anos.

A análise mostrou que não houve diferenças significativas entre as famílias, em termos de envolvimento emocional ou estresse parental. As mães solteiras por opção apresentaram pontuações mais altas no quesito suporte social. Por último, não houve diferenças entre as crianças no que se refere a problemas de comportamento e bem-estar.

De acordo com os autores do estudo, coordenados pela pesquisadora Mathilde Brewaeys, muitos especialistas acreditam que crescer em uma família sem pai não é bom para a criança porque se baseiam em pesquisas feitas com pais divorciados, ou seja, famílias que enfrentaram conflitos. São poucos os trabalhos científicos que envolvem solteiras por opção.

Em geral, a maioria dessas mães gostaria de ter dado um pai para seus filhos, mas, diante do avanço da idade e da ausência de um parceiro estável, decidiram assumir a tarefa sozinhas. A maioria das mulheres, no estudo, era financeiramente estável, tinha educação superior e já havia experimentado relacionamentos estáveis no passado.

Tratamentos de fertilidade para mulheres solteiras, hoje em dia, estão disponíveis na maioria dos países europeus. Eles são feitos com esperma doado. Para os pesquisadores, é importante que essas mães sejam estimuladas a buscar apoio social da família e da comunidade para que tenham suporte adequado ao criar a criança. Mas elas podem ficar tranquilas em relação ao desenvolvimento emocional dos filhos.

Os resultados foram apresentados na 33ª Reunião Anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia.


Mãe feliz tem menos risco de ter bebê com cólica, sugere pesquisa
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Jairo Bouer

O nível de satisfação com o relacionamento e de suporte social que uma mulher recebe pode interferir na chance de seu filho sofrer mais ou menos de cólicas, segundo pesquisadores norte-americanos. Eles encontraram uma associação significativa entre esse incômodo, comum nos primeiros meses de vida, e o estado emocional das mães, em especial as de primeira viagem.

A equipe, da Faculdade de Medicina Penn State, avaliou dados de 3.000 mulheres, de 18 a 35 anos, que tiveram filhos em 78 maternidades da Pensilvânia. Fatores como felicidade no relacionamento, nível de ajuda do parceiro e de outras pessoas foram analisados durante a gestação e um mês após o parto. O trabalho foi financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos.

Uma parcela de 11,6% das mães entrevistadas relataram que seus bebês tinham cólicas, o que foi definido na pesquisa como choro e agitação por no mínimo três horas ao dia.

Quanto maior era a ansiedade das mães e menor o apoio que elas tinham da sociedade, maior era a propensão a ter filhos com o incômodo. A relação foi encontrada inclusive em mulheres que sofriam de depressão pós-parto ou que não estavam vivendo junto com os pais biológicos dos filhos. As conclusões foram publicadas no periódico Child: Care, Health and Development.

Para os autores do estudo, liderado pelo gastroenterologista pediátrico Chandran Alexander, é provável que os bebês chorem menos quando o pai e a mãe estão felizes. Mas também é possível que mães mais satisfeitas encarem os choros frequentes dos filhos como algo natural, e acabem não reclamando tanto da cólica.

Os pesquisadores também observaram que mães solteiras tiveram uma leve tendência a relatar menos o problema, e eles acreditam que isso se deve ao fato de muitas delas terem contado com mais apoio da família e dos amigos, justamente por não terem parceiro.

Outros trabalhos já haviam associado o estado emocional das mães com a frequência de cólicas dos bebês, mas esse é um tema que ainda precisa ser estudado melhor, já que muitas das estratégias utilizadas para aliviar o incômodo dos bebês não têm comprovação. A própria equipe planeja, agora, pesquisar se o bem-estar das mães também pode interferir em outros problemas que são associados às cólicas, como distúrbios gastrointestinais e alergias alimentares, à medida que as crianças envelhecem.


Salário mínimo um pouco melhor igual a menos gravidez na adolescência
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Um estudo feito nos Estados Unidos mostra a influência do salário mínimo na taxa de gravidez na adolescência. Segundo pesquisadores da Universidade de Indiana, um aumento de apenas 1 dólar (cerca de 3,1 reais) poderia causar uma redução de cerca de 2%, o que representaria 5.000 nascimentos a menos por ano.

Muitas pesquisas analisam o impacto do aumento do salário mínimo para a economia, mas são poucos os que avaliam como isso repercute na saúde pública. Apesar de ter sido feito nos EUA, não há por que achar que uma renda melhor não teria consequência semelhante no Brasil.

De acordo com os pesquisadores, com salários melhores, as adolescentes têm uma razão a mais para continuar trabalhando e adiar a maternidade. Se apenas 1 dólar faria uma diferença dessas, imagine um aumento significativo?

O salário mínimo na maioria dos Estados norte-americanos é de 7,25 dólares a hora (pouco mais de 22 reais), e os EUA são o país com maior número de adolescentes que engravidam entre as nações desenvolvidas.

Outros estudos já mostraram que uma renda melhor interfere positivamente nos índices de massa corporal (IMC), diminui as taxas de abuso infantil e aumenta a longevidade dos trabalhadores. O atual foi publicado no American Journal of Public Health.


Certos homens também sofrem de depressão pré-natal ou pós-parto
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Jairo Bouer

Homens estressados ou com a saúde debilitada podem ficar deprimidos quando as parceiras ficam grávidas, e os sintomas também podem surgir depois do nascimento do filho. É o que mostra um estudo feito na Nova Zelândia, e publicado no periódico Jama Psychiatry.

Hoje, sabe-se que alguns homens também podem ser vítimas da depressão pré-natal ou pós-parto, condições já bem estudadas nas mulheres.  O objetivo do trabalho atual foi identificar os principais fatores de risco para a depressão paterna.

Pesquisadores da Universidade de Auckland analisaram os sintomas de 3.523 homens na faixa dos 33 anos, que foram entrevistados quando suas parceiras estavam no terceiro trimestre de gravidez e nove meses após a chegada do filho.

Os resultados mostraram que 2,3% dos participantes, ou seja, 82 homens, apresentaram sintomas fortes de depressão durante a gravidez das parceiras, e 4,3% (153) relataram os sintomas depois do nascimento da criança.

Os pesquisadores notaram que o problema foi mais frequente nos homens mais estressados e com saúde mais frágil, de um modo geral. No caso da depressão após o nascimento, os sintomas também foram mais presentes nos pais que estavam desempregados, separados da mãe da criança e que já tinham histórico do transtorno.

Os autores observam que o pai exerce uma influência vital para o desenvolvimento da criança, por isso a depressão também pode ter efeitos diretos ou indiretos nos filhos. Reconhecer os sintomas e buscar ajuda o quanto antes pode evitar que isso aconteça.


Proteína é ligada a depressão na gravidez e bebês com baixo peso
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gravidez615

Estima-se que uma em sete mulheres tenha depressão durante a gravidez e outras tantas sofrem no pós-parto. O problema não só afeta as mães, como também pode interferir no desenvolvimento do bebê. Pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio descobriram que uma proteína chamada BDNF (sigla em inglês para “fator neurotrófico derivado do cérebro”) tem sua quantidade alterada durante a gestação e pode estar por trás desses sintomas.

Para chegar ao resultado, a equipe avaliou 139 grávidas. Eles perceberam que a proteína diminui bastante do primeiro ao terceiro trimestre, voltando ao aumentar após o parto. O grupo descobriu, ainda, que o BDNF varia bastante de acordo com a origem étnica da mulher, sendo que o nível tende a ser mais alto nas grávidas negras.

Níveis mais baixos da proteína no segundo e terceiro trimestres foram associados a sintomas depressivos nos três últimos meses de gestação. Além disso, mulheres com a redução tiveram tendência maior a ter filhos com baixo peso ao nascer.

Os pesquisadores explicam que antidepressivos ajudam a aumentar os níveis da proteína, mas seu uso não está totalmente livre de riscos ao feto e possíveis efeitos colaterais. As informações foram publicadas no periódico científico Psychoneuroendocrinology.

Outra forma de aumentar os níveis de BDNF, segundo os autores, é praticar atividade física. Por isso, é recomendável que as gestantes não deixem de se movimentar, desde que não haja qualquer contraindicação para isso, é claro. Os exercícios podem melhorar o humor da mulher, evitar ganho de peso e pressão alta, e até beneficiar o desenvolvimento do bebê.


Incidência de depressão pós-parto no Brasil passa de 25%
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No Brasil, a cada quatro mulheres que têm filho, mais de uma apresenta sintomas de depressão no período de 6 a 18 meses após o nascimento do bebê. A constatação é de um estudo realizado por pesquisadoras da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fiocruz. Os resultados foram publicados no Journal of Affective Disorders.

O trabalho é considerado um dos maiores já feitos no país em relação a partos e nascimentos. Contou com quase 24 mil mulheres no período de 6 a 18 meses após o parto. A prevalência global de depressão pós-parto encontrada foi de 26,3%, mais alta que a estimada pela Organização Mundial da Saúde para países de baixa renda, que é de 19,8%.

Como esperado, foi constatado um número excessivo de cesarianas – 52% no total, sendo 88% só no setor privado. Também foi alto o número de intervenções dolorosas e muitas vezes desnecessárias, como a episiotomia (corte cirúrgico no períneo) e o uso de oxitocina ou manobras para acelerar a expulsão do bebê. As pesquisadoras não encontraram associação entre esses procedimentos e a tendência maior à depressão, o que mostra que eles são aceitos pelas mulheres como “normal”. Para as autoras, isso é preocupante.

O transtorno foi mais comum em mulheres da cor parda, com baixa condição socioeconômica, com antecedentes de transtorno mental, hábitos como o uso de álcool e que não haviam planejado a gravidez.

As mulheres que desenvolveram sintomas de depressão, na pesquisa, também foram aquelas que avaliaram pior seu atendimento na maternidade. Mas as autoras não podem dizer se a avaliação foi ruim porque a paciente já estava deprimida, ou se o atendimento de fato foi inadequado para essas parturientes.

A depressão pós-parto traz inúmeras consequências ao vínculo da mãe com o bebê, o que afeta o desenvolvimento da criança. As sequelas podem se prolongar até a infância e a adolescência. A mulher deprimida também tende a amamentar pouco.


Em ratos, álcool na gravidez afeta até a terceira geração
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Jairo Bouer

gravidezalcool615

Um estudo feito em ratos sugere que gestantes que bebem, mesmo pequenas quantidades, podem aumentar o risco de que seus filhos e netos tenham problemas com o álcool.

Pesquisadores da Universidade de Binghamton e de South Connecticut, nos Estados Unidos, avaliaram o impacto de uma dose equivalente a uma taça de vinho, em quatro dias seguidos, na fase que nos ratos equivaleria ao segundo trimestre de gravidez.

Depois, foram feitos testes de sensibilidade ao álcool nos animais que nasceram e também nos filhotes desses animais. As duas gerações foram afetadas, segundo a equipe. O comportamento dos ratos diante da substância indicou que eles apresentavam tendência ao alcoolismo.

Os pesquisadores já receberam aval do Instituto Nacional para o Abuso de Álcool para aprofundar os estudos e descobrir exatamente como a bebida afeta os genes dos ratos, a fim de tentar explicar essas consequências.

É muito cedo para achar que os resultados, publicados no periódico Alcoholism: Clinical and Experimental Research, podem valer para seres humanos. De qualquer forma, as conclusões reforçam o argumento de muitos especialistas que defendem a abstinência total do álcool durante a gravidez.