Blog do Doutor Jairo Bouer

Arquivo : família

Conflito trabalho-família também causa sofrimento aos homens
Comentários Comente

Jairo Bouer

Entre mulheres que trabalham, é comum a angústia por não poder se doar mais para a família, nem para a carreira. E ainda ter de fazer o possível para separar uma coisa da outra. Mas se engana quem acha que esse sofrimento é exclusivo delas. De acordo com uma pesquisa publicada na revista da Associação Americana de Psicologia, os homens têm conflitos semelhantes, só não costumam se manifestar sobre o assunto.

A conclusão é de pesquisadores da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, que levaram anos para analisar mais de 350 estudos realizados nas últimas três décadas, envolvendo mais de 250 mil pessoas. Eles perceberam que, embora as pessoas, em geral, entendam que é tranquilo para os homens se dedicar mais ao trabalho que para a família, a equipe descobriu que ambos têm nível muito parecido de sofrimento.

Alguns dos trabalhos indicaram que os homens não se sentem à vontade para discutir esses conflitos, a não ser de forma confidencial. Isso acontece porque eles têm medo de que isso seja interpretado como um sinal de fragilidade, ou que tenha uma repercussão negativa na carreira. Afinal, alguns empregadores podem achar que um funcionário muito “família” não tem condições de assumir um cargo com mais responsabilidades e viagens, por exemplo – algo que acontece com muitas mulheres.

De algumas décadas para cá, tem aumentado o número de pais que assumem o cuidado dos filhos e as tarefas domésticas, embora as mulheres ainda acumulem a maior parte do trabalho. Reconhecer que os homens também são penalizados pode abrir caminho para que, no futuro, eles tenham direito a licenças-paternidade ou horários mais flexíveis, o que, no final das contas, vai beneficiar também as mulheres e as crianças.


Bem-estar de filho de mãe solteira é igual a de família tradicional
Comentários Comente

Jairo Bouer

Um estudo mostra que crianças nascidas de mães solteiras por opção não têm qualquer prejuízo em termos de relacionamento ou desenvolvimento quando comparadas às que têm pai e mãe. Além disso, o trabalho mostra que essas mães acabam tendo uma rede de apoio social maior, o que pode explicar o primeiro resultado.

A pesquisa foi feita no Centro Médico da Universidade VU, em Amsterdã, na Holanda, e contou com 69 mães solteiras por opção, além de 59 mães com parceiros e dois filhos com idades entre 1,5 e 6 anos.

A análise mostrou que não houve diferenças significativas entre as famílias, em termos de envolvimento emocional ou estresse parental. As mães solteiras por opção apresentaram pontuações mais altas no quesito suporte social. Por último, não houve diferenças entre as crianças no que se refere a problemas de comportamento e bem-estar.

De acordo com os autores do estudo, coordenados pela pesquisadora Mathilde Brewaeys, muitos especialistas acreditam que crescer em uma família sem pai não é bom para a criança porque se baseiam em pesquisas feitas com pais divorciados, ou seja, famílias que enfrentaram conflitos. São poucos os trabalhos científicos que envolvem solteiras por opção.

Em geral, a maioria dessas mães gostaria de ter dado um pai para seus filhos, mas, diante do avanço da idade e da ausência de um parceiro estável, decidiram assumir a tarefa sozinhas. A maioria das mulheres, no estudo, era financeiramente estável, tinha educação superior e já havia experimentado relacionamentos estáveis no passado.

Tratamentos de fertilidade para mulheres solteiras, hoje em dia, estão disponíveis na maioria dos países europeus. Eles são feitos com esperma doado. Para os pesquisadores, é importante que essas mães sejam estimuladas a buscar apoio social da família e da comunidade para que tenham suporte adequado ao criar a criança. Mas elas podem ficar tranquilas em relação ao desenvolvimento emocional dos filhos.

Os resultados foram apresentados na 33ª Reunião Anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia.


Quando os pais são sedentários, os filhos também são
Comentários Comente

Jairo Bouer

familia615

Crianças pequenas seguem os passos dos pais literalmente. É o que mostra um estudo financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde, nos Estados Unidos, para verificar o nível de atividade física de crianças em idade pré-escolar.

Os pesquisadores do Instituto de Coração, Pulmão e Sangue avaliaram dados de mais de 1.000 crianças e seus respectivos pais. A maioria das famílias era de baixa renda, sendo 70% latinos e 10% afro-americanos. Cada par (pai e filho) utilizou um dispositivo para medir o nível de atividade física por uma média de 12 horas ao dia, ao longo de uma semana.

Os resultados mostram que quando os pais praticavam mais de 40 minutos de atividade moderada ou vigorosa por dia, os filhos também faziam o mesmo. E quando os pais eram sedentários, as crianças também eram. Os dados foram publicados no American Journal of Preventive Medicine.

A recomendação é que crianças de 2 a 5 anos pratiquem no mínimo uma hora por dia de atividade física moderada ou vigorosa. Assim, se você tem filhos pequenos, tem um motivo a mais para fazer exercícios.


Exposição a álcool e drogas em casa interfere no consumo futuro
Comentários Comente

Jairo Bouer

bebida615

Adolescentes que têm fácil acesso a álcool e drogas em casa são mais propensos a beber e usar essas substâncias aos 20 anos. É o que mostra um estudo feito pela Universidade do Estado do Michigan, nos Estados Unidos.

O trabalho analisou dados de cerca de 15 mil pessoas de um estudo nacional sobre saúde do adolescente, que envolveu entrevistas aos 16, 22 e 29 anos.

Os resultados indicam que a disponibilidade de álcool e drogas em casa é determinante para os padrões de consumo dos jovens no futuro, o que serve de alerta para quem tem filhos.

Segundo os autores, os participantes do sexo masculino relataram, com maior frequência, a existência dessas substâncias em casa do que as mulheres e, portanto, apresentaram mais tendência a consumi-las na idade adulta.

A pesquisa também mostrou, no entanto, que os brancos foram significativamente mais propensos a usar drogas e álcool quando adultos do que negros, hispânicos e asiáticos, apesar de esses últimos serem mais propensos a ter convivido com as substâncias em casa.


Jovem quer casar logo quando a mãe se casou cedo e deu certo
Comentários Comente

Jairo Bouer

casamento615

Filhas e filhos de mulheres que se casaram cedo tendem a querer casar cedo também, por volta dos 20 anos. Mas só quando as mães continuaram casadas até a idade deles. Os jovens que viram os pais se divorciarem tendem a ir mais devagar, na tentativa de não cometer os mesmos. A conclusão é de um estudo feito por pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos.

O trabalho, publicado no Journal of Family Psychology, analisou dados de mais de 2.500 mulheres e seus 3.900 filhos. Cerca de 88% dos jovens entrevistados tinham de 13 a 24 anos em meados da década de 1980. E quase 40% das mães divorciadas tinham se casado por volta dos 20 anos.

Os pesquisadores perceberam que, nos casos em que as mães haviam se separado e, principalmente, arrumado um novo parceiro, os jovens passaram a ter expectativas reduzidas em relação ao casamento. Assim, esperaram mais para oficializar a união com namorados ou namoradas.

De acordo com os autores, liderados por Claire Kamp Dush, quem espera para se casar tende a ter um relacionamento conjugal mais maduro. Embora isso não seja garantia de que um casamento mais longevo, as chances são mais altas. Vale lembrar que presenciar a separação dos pais é sempre algo complicado para as crianças, e pode resultar até em problemas psicológicos ou psiquiátricos.


Família e amigos são preventivo contra depressão em jovem
Comentários Comente

Jairo Bouer

bullying615

Adolescentes que cresceram em um ambiente familiar difícil são mais propensos a ser intimidados na escola. É o que mostra um estudo feito na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que ainda destacou a importância dos amigos e do apoio dos parentes na prevenção da depressão entre os jovens.

A adolescência é um período chave no desenvolvimento de um indivíduo, e também uma época em que muita gente começa a apresentar sinais de depressão. Um dos principais fatores de risco para o transtorno é a vivência de adversidades na infância, especialmente no ambiente familiar, como falta de afeto, perda de algum membro, dificuldades financeiras, abuso emocional, físico ou sexual.

Outro fator que tem sido associado à depressão em jovens é o bullying – o assédio moral enfrentado pelos pares. Este fator, quando associado a problemas na infância, torna os sintomas da depressão ainda mais graves, segundo os pesquisadores. Os resultados foram publicados na revista PLoS ONE.

A equipe, do departamento de psiquiatria, avaliou cerca de 800 adolescentes (322 garotos e 449 garotas). Modelos matemáticos foram utilizados para analisar o impacto que amizades e apoio familiar aos 14 anos podem ter aos 17 anos, especificamente nos jovens que enfrentaram um ambiente adverso na infância e também foram intimidados na escola.

Os pesquisadores descobriram que os jovens que haviam enfrentado problemas familiares na infância foram os mais propensos a sofrer bullying. E estas, por sua vez, foram menos propensos a ter uma boa rede de amigos na adolescência – associação que foi mais forte para os garotos.

O trabalho também concluiu que o apoio da família e dos amigos no início da adolescência ajuda a reduzir os sintomas depressivos posteriores, provavelmente porque melhoram a autoestima, trazem alívio ao estresse e ajudam a desenvolver habilidades interpessoais.


Rejeição familiar triplica risco de transgênero tentar suicídio, diz estudo
Comentários Comente

Jairo Bouer

transex615

A rejeição da família pode triplicar o risco de tentativas de suicídio entre indivíduos transgênero, além de levar ao abuso de álcool e drogas, revela um estudo publicado no periódico internacional LGBT Health.

O trabalho foi feito a partir da análise de 5.612 indivíduos identificados como transexuais ou transgênero nos Estados Unidos, ou seja, pessoas que mudaram de sexo ou que não se identificam com o gênero biológico. Todos tinham mais de 18 anos.

Do total, mais de 42% relataram ao menos uma tentativa de suicídio, e 26%, o abuso de alguma substância, como drogas ou álcool, com o objetivo de lidar com a discriminação relacionada à condição de transgênero.

Entre os participantes da pesquisa, cerca de 46% afirmaram ter sofrido rejeição familiar forte ou moderada. Segundo os pesquisadores, os relatos de tentativa de suicídio e abuso de substâncias foi significativamente maior nesse grupo, mesmo quando isolados fatores como educação, renda, etnia e presença de genitália ambígua.

 


Separação dos pais afeta a saúde da criança, principalmente das meninas
Comentários Comente

Jairo Bouer

separacaopais300Enfrentar uma ruptura familiar, como a separação dos pais, pode ter consequências negativas a longo prazo para as crianças, como uma tendência maior a fumar, ter problemas de saúde e depressão. Mas, segundo um estudo, esse impacto é ainda maior para as meninas.

Pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, analisaram dados de adolescentes em fases diferentes da vida. De um total de 7.607 garotos e garotas com idade entre 15 e 18, dos quais 4.757 permaneceram na lista quando tinham de 27 a 32 anos. Todos esses jovens tinham pais separados.

Segundo o estudo, as meninas são mais sensíveis a questões ligadas à estrutura familiar. E por isso teriam uma tendência maior a sofrer as consequências de uma separação dos pais e eventual convivência com um padrastro.

Problemas de saúde foram mais frequentes naquelas em que os pais saíram de casa quando elas tinham até 5 anos. Para as que tinham de 6 a 10 anos quando isso ocorreu, houve um risco maior, também, de tabagismo e depressão.

Ainda segundo o trabalho, publicado no periódico Review of Economics of the Household, o resultado é ainda pior quando a mãe se casa novamente ou passa a morar com outro homem.


Ser o filho favorito aumenta o risco de depressão, diz estudo
Comentários Comente

Jairo Bouer

irmaos300Segundo um estudo, ser ou ter sido o “queridinho” da mamãe não é necessariamente bom para uma pessoa. Pesquisadores da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, descobriram que ter a sensação de ser o filho preferido pode aumentar o risco de depressão.

O trabalho, publicado no Journal of Gerontology: Social Sciences, contou com 725 jovens submetidos a situações de abuso ou traumas na infância, pertencentes a 309 famílias diferentes e acompanhadas ao longo de sete anos. Na época em que a pesquisa começou, as respectivas mães estavam na faixa dos 65 anos.

Os pesquisadores descobriram que sintomas depressivos foram mais frequentes nos filhos ou filhas que se sentiam mais ligados emocionalmente às mães. Eles supõem que isso se deve à rivalidade dos irmãos, ou então pelo peso de se sentir mais responsável pelo cuidado com a mãe.

As informações foram divulgadas no site Medical News Today. Os pesquisadores dizem que o próximo objetivo da equipe é avaliar os efeitos da sensação de ser o favorito dos pais.


Relação mais igualitária beneficia o sexo do casal, segundo pesquisa
Comentários Comente

Jairo Bouer

PAI300Se você é  casada, tem filhos e gostaria de ter uma vida sexual mais satisfatória, coloque seu marido para cuidar das crianças. Pelo menos é o que aconselha um grupo de pesquisadores da Universidade do Estado da Geórgia, nos EUA.

Eles descobriram que, quando os homens dividem as tarefas relacionadas aos filhos com as mulheres, os casais tendem a ter mais satisfação no relacionamento e na vida sexual.

O trabalho, apresentado na reunião anual da Sociedade Americana de Sociologia, incluiu dados de 900 casais heterossexuais. Os dados foram divulgados no jornal britânico Daily Mail.

Os pesquisadores perceberam que nos casos em que a mulher é responsável pela maior parte, ou mesmo por todo cuidado com a criança – o que não é incomum – tanto a esposa quanto o marido relatam uma qualidade mais baixa do sexo.

O curioso é que, nas famílias em que os homens assumiam a maior parte das responsabilidades em relação à criança, os pesquisadores não encontraram essa relação. Ou seja: quando é o pai quem passa a maior parte do tempo cuidado dos filhos, o prejuízo para a vida sexual do casal é bem menor, ou então  inexistente.