Blog do Doutor Jairo Bouer

Arquivo : dieta

Ser casada com um cara atraente pode ter suas desvantagens
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Jairo Bouer

Mulheres casadas com homens atraentes são mais propensas a desenvolver transtornos alimentares como anorexia, bulimia ou transtorno do comer compulsivo. A conclusão é de uma pesquisa da Universidade do Estado da Flórida, nos Estados Unidos.egundo o trabalho, jovens que acreditam que os maridos são mais atraentes do que elas acabam se sentindo pressionadas a fazer dietas rigorosas. E a busca por um corpo magro acaba aumentando o risco de transtornos alimentares.

O curioso é que isso não acontece com os homens, por mais atraentes que suas mulheres sejam. Os resultados foram publicados na revista Body Image.

Os psicólogos, liderados pela pesquisadora Andrea Meltzer, acreditam que compreender melhor os gatilhos para os transtornos alimentares pode fazer com que o diagnóstico ocorra mais cedo e, assim, a condição fica mais fácil de ser tratada.

Os pesquisadores avaliaram 113 casais com idade média de 20 anos e que estavam juntos há pouco tempo – menos de quatro meses. Cada uma das partes respondeu a perguntas sobre o quanto achavam o parceiro ou a parceira atraentes, o quanto se achavam atraentes, e ainda deram informações sobre comportamento alimentar e preocupação com o peso.

Os participantes também foram fotografados e avaliados por estudantes de graduação em relação ao nível de atratividade. De acordo com os autores, está claro que, para as mulheres, os relacionamentos podem interferir na autoimagem e na propensão a problemas como a anorexia, que podem ser graves.

Se você acha que sua mulher ou namorada se preocupa demais em emagrecer, tente dar uma força e reforçar os atributos dela, não só os físicos.


Autoimagem distorcida leva garotas a beber pesado, diz estudo
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Jairo Bouer

bingedrinking615

Garotas do ensino médio que têm uma percepção distorcida do próprio corpo são mais propensas a ter episódios de beber pesado em relação a colegas que não têm o problema. A conclusão é de um estudo que será publicado em janeiro no Journal of Studies on Alcohol and Drugs.

Pesquisadores da faculdade de medicina da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, avaliaram 6,579 garotas com idades entre 14 e 18 anos para descobrir se uma autoimagem negativa pode interferir em comportamentos de risco. E a relação foi confirmada.

É comum que algumas adolescentes tenham uma visão distorcida do corpo – em geral sentem-se gordas, quando, na verdade, as medidas estão dentro do normal. Segundo os autores do estudo, comportamentos para perder peso – como fazer jejuns ou dietas malucas – têm sido associados ao abuso de substâncias.

Entre as garotas pesquisadas, 37,5% tinham comportamentos associados à percepção distorcida da imagem corporal; 67,7% já haviam consumido álcool pelo menos uma vez na vida; e 17,8% haviam relatado episódios de beber pesado nos 30 dias anteriores às entrevistas.

Segundo os resultados, a probabilidade de uso abusivo de álcool foi 1,2 vez maior entre as meninas com distorção de autoimagem. E quanto mais velha a garota, maior a propensão a abusar da bebida. Hispânicas e latinas também apresentaram tendência maior que brancas. E ter tido relações sexuais antes dos 13 anos, bem como fumar, também aumentaram a probabilidade.

O trabalho não investigou as causas do uso abusivo de álcool entre essas garotas, mas a hipótese é que elas façam isso para se sentir mais aceitas socialmente e confortáveis com elas mesmas. Ou, ainda, a bebida pode ser utilizada para mascarar a fome.

 


Homem tende a comer mais na frente dos outros, segundo pesquisadores
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Jairo Bouer

amigosrestaurante700

Jantares de fim de ano, ceias de Natal e Ano Novo costumam causar um impacto na balança de quase todo mundo. Mas um estudo mostra que, para os homens, o risco talvez seja maior. Isso porque eles tendem a comer mais na frente de outras pessoas.

Pesquisadores do laboratório de pesquisas sobre comportamento alimentar da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, já conduziram uma série de experimentos que apontam para essa mesma conclusão.

No mais recente, publicado no periódico Frontiers of Nutrition, eles recrutaram alunos e alunas de faculdade com peso semelhante, e convidaram os jovens a participar de um desafio para ver quem comeria mais asas de frango frito.

Apesar de o prêmio ser uma simples medalha de plástico, os competidores comeram, em média, quatro vezes mais comida do que comeriam em outras ocasiões. Mas o comportamento de homens e mulheres foi um pouco diferente dependendo da companhia dos participantes na hora de comer.

Na frente do público, os homens ingeriram 30% mais frango do que quando estavam sem plateia. Todos deescreveram a experiência como algo divertido e desafiador.

As mulheres, por outro lado, comeram menos quando estavam diante de outras pessoas. E ainda descreveram a experiência como embaraçosa.

Para os autores, comer mais é um sinal de virilidade para os homens, por isso eles tendem a consumir mais comida em público, mesmo de forma inconsciente. Prestar mais atenção a esse instinto pode ser uma forma de evitar alguns quilos a mais neste fim de ano.

 


Cozinha suja faz a gente comer mais, mostra experimento
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louca615

Ambientes bagunçados podem causar estresse, e isso pode fazer com que as pessoas comam mais do que deviam, segundo um estudo sobre comportamento e alimentação.

O experimento foi feito pela equipe da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos. Ao todo, 98 mulheres foram convidadas para esperar outra pessoa em uma cozinha. Para metade delas, estava tudo limpo e arrumado. Para o outro grupo, havia jornais na pesa, pratos sujos na pia e telefone tocando.

Todas elas receberam tigelas de biscoitos, bolachas e cenouras para beliscar enquanto esperavam. Conclusão? As mulheres que estavam na cozinha bagunçada comeram 53 calorias a mais em biscoitos em um período de apenas dez minutos.

Algumas participantes também foram convidadas a escrever sobre algum período em que sua vida estava fora de controle, enquanto outras tinham que relatar uma fase em que estavam no controle. O segundo grupo ingeriu 100 calorias a mais que o primeiro.

Para os autores,  um ambiente caótico é ruim para quem está de dieta. Ver que está tudo bagunçado levaria as pessoas a baixar a guarda no autocontrole e comer demais. Os pesquisadores também acreditam que os resultados seriam semelhantes para os homens.

Além de manter o ambiente em ordem, os autores do estudo também sugerem a prática de meditação como forma de exercitar o autocontrole. As duas recomendações, segundo eles, seriam úteis para quem está de dieta.


Seu sono também depende do que você come, sugere estudo
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Um estudo mostra que tablets e smartphones não são os únicos inimigos do sono. Aquilo que você come durante o dia também pode fazer você dormir melhor ou pior.

Pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, descobriram que, quanto maior a quantidade de fibras e menor a de gordura saturada (aquela proveniente da carne vermelha e da batata frita, por exemplo), maior a duração do sono profundo, de ondas lentas.

Os autores, liderados por Marie-Pierre St-Onge, dizem que um único dia de exageros pode influenciar os parâmetros de sono. O trabalho também mostrou que o excesso de açúcar provoca mais despertares ao longo da noite.

Os resultados, publicados no Journal of Clinical Sleep Medicine, foram obtidos após um experimento que contou com 26 adultos (13 homens e 13 mulheres) com peso normal e idade média de 35 anos. Eles passaram cinco noites no laboratório, com o sono monitorado, sendo que, na metade dos dias, eles seguiram uma dieta montada por nutricionistas, e na outra, comeram à vontade e depois informaram o cardápio consumido.

Nos dias em que os participantes seguiam a dieta controlada, que era mais pobre em gordura e mais rica em fibras, eles também levaram menos tempo para pegar no sono à noite – cerca de 17 minutos, contra 29 minutos registrados nos dias em que comiam o que queriam.


Entenda por que é importante levar uma mulher para jantar
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JANTAR300Você já deve ter ouvido falar que, para conquistar uma garota, você deve levá-la para jantar, não é? Pois a estratégia agora tem fundamentação científica. Pesquisadores descobriram que as mulheres respondem melhor a estímulos românticos quando estão com o estômago cheio.

A equipe, da Universidade de Drexel, nos EUA, avaliou o funcionamento de circuitos cerebrais de mulheres jovens com ou sem fome.  Eles descobriram que as garotas apresentaram maior ativação do sistema de recompensa diante de imagens românticas depois de terem comido.

Os resultados contradizem a hipótese de que as pessoas são mais sensíveis a estímulos de recompensa quando estão famintas. Nesse caso específico, pelo menos, as mulheres bem alimentadas apresentaram sensibilidade maior em comparação com as que estavam com fome.  Os resultados foram publicados na revista Appetite.

O estudo contou com garotas que tinham histórico de dietas e também com garotas que nunca haviam feito regime. É que, em um estudo anterior, publicado no ano passado, a mesma equipe havia comprovado que mulheres acostumadas a controlar a alimentação respondiam de forma mais dramática a estímulos alimentares (ou seja, de recompensa) do que aqueles que nunca tinham feito regime.

Os pesquisadores perceberam que o histórico de dietas faz as mulheres desejarem mais os alimentos. No estudo com exposição de imagens românticas, elas também apresentaram  uma ativação mais forte nas regiões de recompensa após terem comido. Se você quer conquistar uma garota, portanto, não deixe de incluir o jantar no seu encontro romântico, especialmente se ela for do tipo que está sempre de dieta.


Produtos “fitness” podem fazer você comer mais e malhar menos
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BARRINHA300Shakes e barrinhas energéticas têm forte apelo entre jovens que praticam atividade física e querem perder gordura. O problema é que muita gente, ao olhar uma embalagem associada a fitness, fica com a sensação de que pode comer o produto à vontade. E, segundo sugere um estudo, passa até a se exercitar menos. E aí, não tem jeito: os esforços para manter a forma vão por água abaixo.

Pesquisadores da Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, e da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, concluíram que muitos consumidores encaram esses produtos, até de forma inconsciente, como substitutos da atividade física.

Joerg Koenigstorfer e Hans Baumgartner criaram embalagens diferentes para um mesmo produto: um mix de frutas secas e oleaginosas. Uma delas era neutra, enquanto a outra continha a palavra “fitness” e a figura de um tênis.

Ao todo, 162 pessoas foram convidadas a testar os produtos. Metade recebeu o neutro, enquanto a outra, o “fitness”. Todos responderam a questionários sobre hábitos alimentares e eventuais restrições na dieta. Depois de saborear os lanches, eles eram convidados a usar uma bicicleta ergométrica pelo tempo que quisessem.

Aqueles mais preocupados com o peso foram os que mais comeram – eles consumiram cerca de 200 calorias a mais e fizeram menos exercício do que os participantes menos encanados com a forma física. Os resultados foram publicados no Journal of Marketing Research.

Os autores sugerem que produtos alimentares associados a fitness deveriam ter mais específicos, nas embalagens, sobre a importância de se exercitar para ter os resultados desejados com o produto. Mas também é importante que as pessoas fiquem de olho nos rótulos e tenham consciência das calorias consumidas.


Conexão com pessoas explica poder reconfortante de alimentos, diz estudo
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BOLOCHOCOLATE300Purê de batatas, macarronada ou chocolate? Qual a sua “confort food”, ou seja, o tipo de comida que desperta seu desejo quando precisa se sentir reconfortado? Segundo um estudo norte-americano, a atração por determinados pratos depende muito do relacionamento que você tem (ou teve) com a pessoa que primeiro preparou essa iguaria para você.

Os resultados, levantados por uma equipe da Universidade de Buffalo, mostram como fatores sociais interferem em nossas preferências e comportamentos alimentares.

De acordo com Shira Gabriel, professora associada de psicologia da universidade e autora do estudo, os “alimentos de conforto” quase sempre são aqueles que foram preparados por nossos cuidadores, quando éramos crianças. A associação positiva leva a buscar esse tipo de comida quando enfrentamos rejeição ou isolamento.

Vários trabalhos já tinham mostrado que determinados alimentos são capazes de reduzir sensações negativas. Mas a pesquisa atual, publicada na revista Appetite, sugere a que a associação com outras pessoas é o que faz a comida ser mais ou menos especial, e não seus ingredientes ou calorias.

A pesquisadora percebeu, com o estudo, que para muita gente os alimentos de conforto são itens saudáveis, e não necessariamente cheios de gordura e açúcar. Para ela, ingerir essas iguarias em momentos de crise pode funcionar até como remédio, o que é positivo. Mas, em alguns casos, pode destruir dietas.


Quer emagrecer ou economizar? Não valorize muito cada sacrifício
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Jairo Bouer

BALANCA300Quando estão em dieta, as pessoas costumam achar que abrir mão da sobremesa é uma realização enorme. E até pode ser, mas a conquista não deve ser valorizada demais, de acordo com um estudo publicado no Journal of Consumer Research.

Pesquisadores das universidades do Colorado e Texas A&M, nos EUA, dizem que as pessoas tendem a superestimar progressos e subestimar contratempos ao perseguir determinados objetivos de longo prazo, como emagrecer ou poupar dinheiro para a aposentadoria.

Ao avaliar sete estudos, os autores encontraram evidências desse “viés de progresso”, ou seja, a crença de que o positivo tem mais impacto que o negativo. Isso faz com que as pessoas achem que estão fazendo uma grande coisa, quando na verdade pode não ser bem assim.

Eles dão o seguinte exemplo para deixar o conceito mais claro: quem economiza 100 reais por mês acredita que está perto de cumprir o objetivo de juntar 100 mil reais para uma reforma. Mas, ao gastar 100 reais, a pessoa não acha que se distanciou tanto assim da meta, entendeu?

O mesmo vale para dietas. A pessoa acha que, deixando de tomar refrigerante com açúcar, por exemplo, vai conseguir perder dois quilos no fim do mês. Mas, ao esvaziar uma travessa de brigadeiros na festa, não sente que fez algo tão grave assim para arruinar seu plano.

Para os pesquisadores, esse viés de progresso faz com que as pessoas parem de trabalhar por um objetivo antes da hora. É por isso, também, que muita gente fica decepcionada ao iniciar uma atividade física e não ver diferença nenhuma na balança: por causa dos exercícios, elas se sentem liberadas para comer a mais.


Casal que tenta entrar em forma junto tem mais chance de conquistar a meta
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Jairo Bouer

corrida300Pessoas que decidem ter hábitos mais saudáveis são mais bem-sucedidas quando o parceiro faz parte do projeto também. É o que mostra uma pesquisa da Universidade College London, financiada pelo Instituto de Pesquisa sobre o Câncer do Reino Unido.

Os dados, publicados na revista médica Jama desta segunda-feira (19), mostra que homens e mulheres são mais propensos a parar de fumar, fazer exercícios ou perder peso quando a parceira ou o parceiro também se engajam na meta.

Foram analisados 3. 722 casais com idade igual ou com idade superior a 50 anos. Entre as mulheres que fumavam, metade conseguiu parar quando o marido ou companheiro também tentava parar junto, em comparação com 17% das mulheres cujos parceiros já eram ex-fumantes, ou 8% das que viviam com fumantes regulares. Os homens apresentaram resultados semelhantes.

Os pesquisadores sugerem que as pessoas convidem os amigou ou entrem em grupos de apoio ao tentar abandonar hábitos insalubres, pois isso aumenta as chances de obter sucesso. Fazer mudanças no estilo de vida diminui a probabilidade de morrer por doenças crônicas e alguns tipos de câncer. E os laços com o parceiro ou o amigo podem até se estreitar se ambos combinarem de ir andar no parque juntos, por exemplo.