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Blog do Jairo Bouer

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Pesquisa sugere que redes sociais geraram epidemia de desnutrição

Jairo Bouer

01/08/2018 20h01

Crédito: Fotolia

Será que uma rede social é capaz de gerar uma epidemia de desnutrição? É o que sugere uma pesquisa financiada pelo governo britânico. A maioria das mulheres na faixa dos 25 anos de idade está com carência de minerais essenciais, como potássio magnésio e cobre, sem contar outras deficiências que já eram frequentes nessa idade, como de ferro e cálcio. Para os pesquisadores, a culpa é da internet, que tem incentivado medidas como a exclusão de alimentos de origem animal, glúten, laticínios ou grãos.

A Pesquisa Nacional de Dieta e Nutrição, realizada na Inglaterra, contou com dados de 3.238 adultos. A análise mostrou que a mulher média daquele país tem falta de nada menos que sete dos oito minerais essenciais. O homem médio está só um pouco mais saudável, e apresenta níveis abaixo da média de cinco deles. As deficiências podem causar fadiga, enfraquecimento do sistema imunológico, ossos frágeis, problemas musculares e até infertilidade. As informações foram divulgadas no jornal britânico Daily Mail.

Uma outra pesquisa recente, da Universidade College London, associou o uso do Instagram à ocorrência mais alta de transtornos alimentares como a ortorexia, que é a obsessão por alimentação saudável. Essas pessoas passam cortam grupos alimentares por completo, e tendem a exagerar também nos exercícios.  Assim como a anorexia, existe uma tendência a rituais, perfeccionismo, pensamentos intrusivos e isolamento social.

Embora a ortorexia ainda não seja oficialmente reconhecida como transtorno alimentar, uma pessoa que tenha deficiências nutricionais por causa desse tipo de comportamento ou sinta que a obsessão traz sofrimento deve buscar ajuda. Terapia e reeducação alimentar podem ajudar bastante. Claro que ter uma alimentação saudável é importante, mas viver em função disso pode limitar muito a vida de alguém.

Sobre o autor

Jairo Bouer é médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e bacharel em biologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Fez residência em psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da USP. Nos últimos 25 anos tem trabalhado com divulgação científica e comunicação em saúde, sexualidade e comportamento nos principais veículos de mídia impressa, digital, rádios e TVs de todo o país.

Sobre o blog

Neste espaço, Jairo Bouer publica informações atualizadas e opiniões sobre biologia, saúde, sexualidade e comportamento.