Blog do Doutor Jairo Bouer

Arquivo : concentração

Até desligado smartphone drena atenção do usuário, diz estudo
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Jairo Bouer

Um estudo revela que as pessoas têm dificuldade de executar tarefas simples que exigem concentração quando estão perto do smartphone, pois não conseguem se desligar dele, mesmo sem se dar conta disso. Segundo pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, o aparelho drena a capacidade cerebral das pessoas mesmo quando está desligado.

A equipe, liderada pelo pesquisador Adrian Ward, conduziu experimentos com cerca de 800 usuários de smartphone para medir o impacto que a simples proximidade com o aparelho causa. Os resultados foram divulgados no jornal britânico Daily Mail.

Em um deles, os participantes realizaram uma série de testes no computador que demandavam concentração. Antes de começar, todos foram orientados a deixar o aparelho silencioso. Uma parte tinha que deixar o celular virado para baixo, na mesa; outra parcela, no bolso ou na mochila; e o último grupo mantinha o aparelho em outra sala. Quem deixou o smartphone em outro ambiente se saiu bem melhor nas tarefas.

Em outro experimento parecido, os participantes responderam a um questionário para avaliar o grau de dependência do smartphone no dia a dia. Depois, tinham que fazer as tarefas no computador com o celular virado para baixo, na bolsa, em outro ambiente, ou desligado sobre a mesa.  De novo, os participantes que deixaram o aparelho em outra sala se saíram melhor nos testes. Ou seja: mesmo desligado, mas ao alcance da vista, o celular foi capaz de prejudicar o desempenho dos usuários.

 


Quais os riscos de se usar remédio para TDAH sem ter o transtorno?
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Jairo Bouer

Um estudo da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, alerta para os potenciais efeitos adversos do uso do metilfenidato em indivíduos que não sofrem de TDAH, o transtorno de deficit de atenção e hiperatividade.

Experimentos com animais indicaram que indivíduos saudáveis que utilizam o estimulante podem ter problemas de sono, além de alterações cerebrais associadas a comportamentos de risco. E isso pode ser particularmente perigoso na adolescência, quando o cérebro ainda está em formação.

Conhecido popularmente como ritalina, o metilfenidato tem sido usado por muitos estudantes na tentativa de melhorar a concentração e o desempenho nas provas. O remédio é adquirido no mercado negro ou com os usuários que têm prescrição.

Pacientes com TDAH têm uma espécie de efeito paradoxal com a droga – apesar de se tratar de um estimulante, eles ficam mais tranquilos e focados. Apesar dos benefícios para esses pacientes serem bem estabelecidos, há poucos trabalhos científicos voltados para o uso ilícito desse medicamento.

A pesquisa foi feita em ratos com idade equivalente à adolescência em humanos. Os animais apresentaram mudanças químicas no cérebro que afetaram as áreas ligadas ao sistema de recompensa e à atividade locomotora. Isso resultou em distúrbios de sono, perda excessiva de peso, atividade aumentada e tendência a atitudes de risco.

Em artigo publicado no Journal of Neural Transmission, os autores observam que compreender melhor os efeitos do metilfenidato é importante para que se conheçam os riscos da substância para jovens que a utilizam ocasionalmente.


Falta de concentração e o risco de se tornar dependente de drogas
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Muita gente usa álcool e drogas na adolescência, mas só uma parte continua a abusar dessas substâncias na vida adulta. Segundo pesquisadores, uma combinação de dois fatores o que determina a propensão a se tornar dependente:  problemas de memória e de impulso.

Uma equipe da Universidade do Oregon e da Pensilvânia, nos Estados Unidos, avalisou 387 jovens de 18 a 20 anos que participavam de um estudo de longo prazo iniciado em 2004, quando eles tinham de 10 a 12 anos.

Eles perceberam que, além de dificuldades para controlar seus impulsos, os adolescentes que continuavam usando álcool, cigarro e maconha aos 20 anos também apresentavam problemas com a chamada memória de trabalho, ou seja, eles se distraíam com muita facilidade. Os resultados foram publicados na revista Addiction.

Para os pesquisadores, os programas de prevenção ao uso de drogas também deveriam incluir intervenções para melhorar a memória, o aprendizado e o controle do impulso.


Notificações do smartphone desviam a atenção dos usuários, prova estudo
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SMARTPHONE300Um estudo da Universidade do Estado da Flórida comprovou o que todo usuário de smartphone já sabe: aqueles avisos sonoros que acompanham as notificações fazem com que a gente não consiga se concentrar direito no que está fazendo.

Os pesquisadores descobriram que mesmo quando o usuário deixa o aparelho no modo de vibração, as notificações têm uma capacidade de distração comparável a receber chamadas e mensagens de texto.

O estudo, publicado no periódico Journal of Experimental Psychology: Human Perception and Performance, mostrou que o efeito sobre a concentração é realmente marcante.

De acordo com a equipe, liderada por Cary Stothart, embora os avisos sonoros sejam de curta duração, eles são suficientes gerar divagações e desviar a atenção de uma tarefa. Isso pode ter efeito desastroso, por exemplo, para quem está dirigindo.

Para realizar o estudo, os pesquisadores compararam o desempenho dos participantes em uma tarefa no computador que demandava certa atenção.  Eles foram aleatoriamente escolhidos para receber avisos de chamadas, de textos ou nenhuma notificação.

Os participantes que receberam avisos cometeram três vezes mais erros na tarefa do que aqueles que não receberam nada. E as notificações de chamada atrapalharam um pouco mais que os alertas de texto.

Os pesquisadores planejam, agora, executar um experimento parecido enquanto os participantes conduzem um carro em um simulador. Mesmo assim, só com base no estudo atual, eles sugerem que, ao dirigir, os motoristas desliguem o celular ou os deixem fora de alcance e sem som.


Movimento pode ajudar crianças com TDAH a pensar, sugere pesquisa
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TDAH300Crianças com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) costumam se movimentar o tempo todo. E isso pode ser uma forma de melhorar sua concentração, segundo um estudo realizado nos Estados Unidos.

Pesquisadores do Instituto UC Davis Mind (Medical Investigation of Neurodevelopmental Disorders) avaliaram 26 pré-adolescentes e adolescentes diagnosticados com o transtorno, comparados com outros 18 jovens sem o diagnóstico.

Nos garotos com TDAH, a equipe encontrou uma correlação entre a intensidade e a frequência dos movimentos com a precisão em tarefas que exigiam boa atenção. Quem se deslocava mais exibiu melhor desempenho cognitivo nos testes.

Os resultados foram publicados no periódico Child Neuropsychology. Apesar de os experimentos terem contado com um número pequeno de participantes, os autores acreditam que seja uma boa ideia pais e professores deixarem as crianças hiperativas se movimentar, em vez de tentar mantê-las paradas para se concentrar melhor.


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