Blog do Doutor Jairo Bouer

Arquivo : casamento

Trocar alianças é uma boa maneira de treinar seu autocontrole, diz estudo
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Jairo Bouer

Quer saber como ter mais autocontrole e trabalhar sua capacidade de perdoar? Não precisa fazer nenhum curso. Basta se casar. De acordo com um grupo de pesquisadores, a vida a dois é um verdadeiro campo de treinamento para essas habilidades, e isso tem um reflexo positivo na vida das pessoas.

A equipe, com integrantes das universidades de Amsterdam e de Tilburg, na Holanda, e também da Turquia, acompanhou 199 duplas de recém-casados ao longo de quatro anos para chegar a essa conclusão. A cada ano cada participante respondia a longos questionários sobre o relacionamento. Os resultados foram publicados no Journal of Social and Personal Relationships.

Os estudiosos partiram do princípio de que perdão e autocontrole são duas características importantes para qualquer casamento dar certo, o que já foi comprovado em vários estudos. E não é preciso ser cientista para entender por quê. Relacionamentos não são fáceis, por isso, saber se controlar durante uma briga e ter em mente que todo mundo erra de vez em quando são determinantes para seguir em frente.

Mas a equipe descobriu que essas qualidades também são aprendidas no casamento. Ou seja: quem não tolera uma pisada de bola e sempre acaba falando o que não deve numa briga pode melhorar com uma vida a dois. E isso pode se refletir positivamente em outros tipos de relacionamento – no trabalho e na família, por exemplo.

Os pesquisadores admitem que os níveis de perdão dos participantes aumentaram de maneira mais expressiva que os de autocontrole. No entanto, eles citam os resultados de diversos estudos recentes que apontam os benefícios de programas de treinamento com esse objetivo. Se nem a vida a dois for capaz de melhorar essa característica, pode ser que um curso ou uma terapia ajudem.


Casamento também faz bem à saúde da população LGBTT, conclui estudo
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Jairo Bouer

O casamento faz bem à saúde de casais LGBTT (lésbicas, gays bissexuais, transexuais e transgêneros), mostra um estudo da Universidade de Washington, nos Estados Unidos. Pesquisas anteriores já tinham confirmado os benefícios do matrimônio para heterossexuais, mas este é um dos primeiros a comprovar que a hipótese independe de orientação sexual.

Nos Estados Unidos, uma lei federal passou a impedir qualquer legislação estadual contrária ao casamento de pessoas do mesmo sexo há cerca de dois anos. No Brasil, não há uma lei, mas uma resolução do Conselho Nacional de Justiça, de 2013.

A equipe descobriu que homo ou bissexuais que trocaram alianças reportaram melhores índices de saúde física e mental, além de maior suporte social e financeiro, em relação aos solteiros.

O trabalho contou com 1.800 indivíduos LGBTT de 50 anos ou mais. Cerca de um quarto eram casados e metade eram solteiros. O casamento foi mais frequente entre mulheres e em brancos não hispânicos.

Os pesquisadores dizem que indivíduos em união estável também apresentaram melhores índices de saúde que os solteiros, mas o benefício foi ainda maior para os casados. Os dados foram publicados num suplemento especial do periódico The Gerontologist.


Legalização do casamento gay fez suicídio entre jovens cair nos EUA
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Jairo Bouer

A legalização do casamento de pessoas do mesmo sexo, nos Estados Unidos, foi associada a uma redução significativa nas taxas de suicídio entre alunos do ensino médio, e a diminuição foi ainda mais intensa entre jovens homo e bissexuais. A conclusão é de um estudo feito por pesquisadores da Faculdade de Medicina Johns Hopkins e publicado no periódico Jama Pediatrics.

A equipe analisou dados dos Estados que já tinham aprovado leis até 2015, quando uma decisão da Suprema Corte americana tornou legal a união civil de pessoas do mesmo sexo em todo o país. As taxas de suicídio entre jovens, nesses locais, foram comparadas às taxas registradas nos Estados que ainda resistiam à legalização. O levantamento inclui informações a partir de 1999, cinco anos antes de a primeira lei estadual sobre o tema ser aprovada no país.

O número é impressionante: houve 134 mil tentativas de suicídio a menos por ano nas regiões onde o casamento gay já havia sido legalizado. As taxas de suicídio entre alunos do ensino médio, em geral, foram 7% mais baixas nesses Estados. Já entre gays, lésbicas e bissexuais, a redução foi de 14%. Nos Estados em que a lei não tinha sido promulgada não houve nenhuma diminuição.

Para os pesquisadores, os resultados mostram o quanto políticas públicas podem interferir no comportamento da população. Ainda que a maioria dos adolescentes ainda não pense em casamento, o fato de gays e lésbicas terem os mesmos direitos que os heterossexuais ajuda a diminuir o estigma e faz com que os jovens se sintam mais esperançosos em relação ao futuro. Vários estudos já mostraram que o risco de suicídio é mais alto entre jovens homo ou bissexuais.


Casados têm níveis mais baixos do hormônio do estresse, diz pesquisa
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Jairo Bouer

Um estudo mostra que pessoas casadas apresentam níveis mais baixos de cortisol, o hormônio do estresse, em relação às solteiras, divorciadas ou viúvas. Isso resulta em um risco menor de doenças, já que o cortisol interfere nos níveis de açúcar do sangue, bem como na imunidade e em processos inflamatórios.

Pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, chegaram a essa conclusão depois de avaliar o nível de hormônio em amostras de saliva de 500 adultos de 21 a 55 anos, coletadas ao longo de três dias. Os dados foram divulgados no jornal britânico Daily Mail.

O ritmo de liberação do cortisol também foi analisado: em geral as pessoas acordam com níveis mais altos, que vão diminuindo ao longo do dia. E, novamente, os casados sairam ganhando, pois apresentaram um declínio mais acentuado, algo que já foi associado a menor risco cardiovascular e maior sobrevivência ao câncer.

Para os autores, dois fatores podem explicar esses resultados. O primeiro é o fato de que casais costumam ter uma sensação de segurança maior – em tese, um pode contar com o outro numa crise. Outro ponto é que ter alguém por perto pode servir de estímulo para cuidar um pouco mais da alimentação e se exercitar. Mas é bom lembrar que a qualidade do relacionamento também interfere no estresse.


Se beber, case: estudo mostra que união protege contra abuso de álcool
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vinho615

Você acha que as pessoas tendem a beber mais ou menos depois de juntar os trapos? Bom, claro que depende do relacionamento, mas, em geral, indivíduos casados ou que vivem em união estável costumam beber menos – com menor frequência e em menor quantidade, que os solteiros, de acordo com um estudo.

Para pesquisadores da Universidade de Virginia, nos Estados Unidos, a vida a dois costuma gerar uma redução no consumo de álcool. Os resultados aparecem no periódico Psychology Journal of Family.

Estudos anteriores já tinham apresentado conclusões semelhantes, mas não era possível saber se a união é que teria um efeito protetor ou se, na verdade, pessoas que bebem menos seriam mais propensos a se casar ou juntar os trapos.

Para obter essa resposta,  os pesquisadores examinaram o comportamento de 2.425 pares de gêmeos do mesmo sexo para ver se a tendência era a mesma em pessoas que compartilham as mesmas origens genéticas ou familiares.

A equipe percebeu que os casados bebiam menos que seus irmãos gêmeos solteiros. Isso reforça a tese de que viver com alguém é mesmo um fator de proteção contra o abuso de álcool, provavelmente pela sensação de estar sendo monitorado pelo parceiro ou parceira.

Curiosamente, os pesquisadores descobriram que os participantes casados tendem a beber numa frequência ainda menor que a dos que vivem em união estável. E que, uma vez separado, ele tende a beber em quantidades maiores, mas não necessariamente com frequência maior.


Viver só também pode ser bom, aponta estudo
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solteiro615

É bom ter alguém para dividir a cama e a rotina, e há até estudos que apontam os benefícios da vida a dois para a saúde. Mas uma revisão de mais de 800 pesquisas científicas, envolvendo milhares de pessoas, revela: ser solteiro também tem suas vantagens. Por isso, nada de desespero.

Numa época em que só fica sozinho quem quer, graças a redes sociais e aplicativos de encontros, pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, nos Estados Unidos, decidiram checar se esse status é algo tão ruim quanto muita gente faz parecer. E a conclusão, apresentada na convenção anual da Associação Americana de Psicologia, é que o medo da solidão acaba obscurecendo muitos dos benefícios da “carreira solo”.

Segundo os autores, liderados por Bella DePaulo, solteiros ou divorciados tendem a crescer mais como pessoas, em termos psicológicos, do que casados. Eles buscam ocupações que trazem mais significado para a vida, talvez porque não vivam tão preocupados em sustentar a família. E, além disso, são mais conectados com parentes, amigos, vizinhos e colegas de trabalho, já que casar e ter filhos leva muita gente a se isolar em seu próprio núcleo.

Um dos estudos analisados mostrou que os solteiros são mais propensos a apresentar mais determinação e resiliência. Mas outro lembrou que viver só exige uma porção extra de autossuficiência – quanto mais presente é essa característica, menor a propensão a experimentar emoções negativas. Curiosamente, o resultado foi o oposto para os casados.

Os pesquisadores ressaltam que há mais solteiros do que nunca nos Estados Unidos. Se em 1976 apenas 37,4% da população não era casada, hoje a parcela é de 50,2%. No Brasil não é diferente: em 2013 havia 49% de solteiros e 6% de divorciados, segundo o IBGE.  Claro que, como os autores deixam claro, a ideia não é mostrar que um status é melhor do que outro. Mas é aquela história: cada um tem que buscar o que faz mais sentido para si. Nem todo mundo precisa estar acompanhado para ser feliz.


Jovem quer casar logo quando a mãe se casou cedo e deu certo
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casamento615

Filhas e filhos de mulheres que se casaram cedo tendem a querer casar cedo também, por volta dos 20 anos. Mas só quando as mães continuaram casadas até a idade deles. Os jovens que viram os pais se divorciarem tendem a ir mais devagar, na tentativa de não cometer os mesmos. A conclusão é de um estudo feito por pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos.

O trabalho, publicado no Journal of Family Psychology, analisou dados de mais de 2.500 mulheres e seus 3.900 filhos. Cerca de 88% dos jovens entrevistados tinham de 13 a 24 anos em meados da década de 1980. E quase 40% das mães divorciadas tinham se casado por volta dos 20 anos.

Os pesquisadores perceberam que, nos casos em que as mães haviam se separado e, principalmente, arrumado um novo parceiro, os jovens passaram a ter expectativas reduzidas em relação ao casamento. Assim, esperaram mais para oficializar a união com namorados ou namoradas.

De acordo com os autores, liderados por Claire Kamp Dush, quem espera para se casar tende a ter um relacionamento conjugal mais maduro. Embora isso não seja garantia de que um casamento mais longevo, as chances são mais altas. Vale lembrar que presenciar a separação dos pais é sempre algo complicado para as crianças, e pode resultar até em problemas psicológicos ou psiquiátricos.


Quer manter seu casamento? Aprenda a agradecer, sugere estudo
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CASAMENTO300Um estudo sugere que a gratidão é um dos ingredientes mais importantes para a manutenção de um casamento. De acordo com pesquisadores da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, ouvir um “obrigado” faz a pessoa se sentir valorizada, o que interfere na forma como ela enxerga o relacionamento e cuida dele.

O trabalho, publicado na revista Personal Relationships, partiu da análise de entrevistas com 468 indivíduos casados feitas por telefone. A equipe, coordenada pelo pesquisador Allen Barton, da Faculdade de Ciências da Família e do Consumidor, concluiu que a expressão de gratidão foi o indicador mais consistente de qualidade conjugal.

Os pesquisadores perceberam que, mesmo quando um casal estava passando por dificuldades financeiras ou algum outro tipo de crise, a gratidão trazia resultados positivos para os conflitos.

O estudo também associou a capacidade de dizer “obrigado” a um maior compromisso com o relacionamento e uma comunicação mais efetiva entre o casal. Segundo os pesquisadores, essa palavra poderosa ajuda a interromper o círculo vicioso de defesa e crítica que costuma se instalar nas brigas conjugais. Afinal, não importa tanto a frequência das discussões, mas o tom que elas têm.


Casamento pode inibir o consumo exagerado de álcool, diz estudo
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Jairo Bouer

CASAMENTO300Pesquisadores das universidades do Missouri e do Estado da Arizona, nos Estados Unidos, revelam que o casamento faz adultos jovens reduzirem bastante o consumo de álcool, inclusive aqueles que desenvolveram problemas com a bebida.

Segundo os pesquisadores, o casamento traz novas responsabilidades para as pessoas. Beber exageradamente quase sempre impede um jovem de se dedicar ao trabalho e garantir dinheiro para o aluguel e a comida, por exemplo. Como o padrão existente passa a ser conflitante com as demandas do novo papel, uma maneira de resolver a incompatibilidade é mudar o comportamento.

A equipe usou dados de um estudo de longo prazo com mais de 800 pessoas. Cerca de 50% dos participantes eram filhos de alcoólatras. Os pesquisadores examinaram como as taxas de consumo de álcool mudou dos 18 anos aos 40 anos, e como essa mudança foi afetada pelo casamento.

Os resultados mostraram que o casamento não só levou a reduções no consumo, como esse efeito foi muito mais forte para aqueles que tinham problemas graves com a bebida antes de se casar.

Os pesquisadores sugerem mais estudos são necessários para uma melhor compreensão do assunto. Mas eles acreditam que as descobertas podem levar a intervenções mais bem-sucedidas no combate ao uso abusivo do álcool.


Estudo diz que casados comem melhor, mas pesam mais
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Jairo Bouer

CASAMENTO300Muitos estudos já mostraram que o casamento tem influência positiva sobre a saúde e a expectativa de vida. Por outro lado, muitas pesquisas também indicaram pelo menos um “lado negro” de juntar os trapos: alguns quilos a mais na balança.

Para confirmar esse resultado, pesquisadores da Universidade de Basel, na Suíça, e do Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano, na Alemanha, compararam o Índice de Massa Corporal (IMC) de casais e solteiros de nove países europeus. Ao todo, foram entrevistadas mais de 10 mil pessoas. Os resultados foram publicados na revista Social Science & Medicine.

Eles chegaram à conclusão que casados tendem a se alimentar melhor do que solteiros, mas também fazem menos atividade física. No final das contas, quem subiu ao altar acaba apresentando IMC mais elevado. E isso resulta em fator de risco para doenças crônicas, como diabetes e problemas no coração.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o IMC é considerado normal fica entre 18,5 e 25. O excesso de peso é definido com um índice entre 25 e 30, e a obesidade, como acima de 30. O IMC médio dos homens solteiros do estudo foi de 25,7, contra 26,3 dos casados. Para as mulheres, o índice médio foi de 25,1 para as solteiras e de 25,6 para as casadas. Fatores como idade, status socioeconômico e nacionalidade foram isolados.

Embora as diferenças sejam pequenas, elas são significativas. Em uma mulher com 1,65 metro de altura ou um homem com 1,80, representam uma diferença de cerca de 2 quilos.