Blog do Doutor Jairo Bouer

Arquivo : casal

Que tal esfregar os pés sob o lençol e compartilhar algumas bactérias?
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Jairo Bouer

Casais que vivem juntos compartilham muitas coisas: quarto, banheiro, geladeira e até bactérias. E sabe qual a parte do corpo com mais micro-organismos em comum? Os pés, segundo um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Waterloo, no Canadá.

A equipe coletou 330 amostras de micro-organismos da pele de 17 partes diferentes do corpo de diferentes casais heterossexuais e levou o material para ser analisado em laboratório. Com ajuda de algoritmos, eles conseguiram identificar com uma precisão de 86% quais pessoas viviam juntas apenas com base no conjunto de bactérias encontrado. Os resultados foram publicados na revista da Sociedade Americana de Microbiologia.

Eles esclarecem que cada pessoa tem um perfil específico de micro-organismos, chamado de microbioma, e ele não fica igual ao do parceiro. Mas diversas partes do corpo passam a acumular bactérias da outra pessoa também, em especial os pés, já que o casal anda descalço sobre o mesmo piso o tempo todo.

Os pesquisadores descobriram, no entanto, que pessoas do mesmo sexo compartilham mais bactérias em comum do que casais que vivem juntos – nesse caso, foi possível fazer a identificação com 100% de precisão. Isso também é mais forte em determinadas partes do corpo, como a parte interna da coxa. Ou seja: nessa região, uma mulher tem mais micro-organismos em comum com outra mulher do que com o parceiro de cama.

Outra curiosidade revelada pelo estudo é que os perfis microbianos do lado esquerdo do corpo, como mãos, pálpebras, axilas ou narinas, são muito parecidos com os encontrados do lado direito. A equipe espera, no futuro, ver análises semelhantes obtidas de casais do mesmo sexo e de diferentes origens étnicas.


Ser casada com um cara atraente pode ter suas desvantagens
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Jairo Bouer

Mulheres casadas com homens atraentes são mais propensas a desenvolver transtornos alimentares como anorexia, bulimia ou transtorno do comer compulsivo. A conclusão é de uma pesquisa da Universidade do Estado da Flórida, nos Estados Unidos.egundo o trabalho, jovens que acreditam que os maridos são mais atraentes do que elas acabam se sentindo pressionadas a fazer dietas rigorosas. E a busca por um corpo magro acaba aumentando o risco de transtornos alimentares.

O curioso é que isso não acontece com os homens, por mais atraentes que suas mulheres sejam. Os resultados foram publicados na revista Body Image.

Os psicólogos, liderados pela pesquisadora Andrea Meltzer, acreditam que compreender melhor os gatilhos para os transtornos alimentares pode fazer com que o diagnóstico ocorra mais cedo e, assim, a condição fica mais fácil de ser tratada.

Os pesquisadores avaliaram 113 casais com idade média de 20 anos e que estavam juntos há pouco tempo – menos de quatro meses. Cada uma das partes respondeu a perguntas sobre o quanto achavam o parceiro ou a parceira atraentes, o quanto se achavam atraentes, e ainda deram informações sobre comportamento alimentar e preocupação com o peso.

Os participantes também foram fotografados e avaliados por estudantes de graduação em relação ao nível de atratividade. De acordo com os autores, está claro que, para as mulheres, os relacionamentos podem interferir na autoimagem e na propensão a problemas como a anorexia, que podem ser graves.

Se você acha que sua mulher ou namorada se preocupa demais em emagrecer, tente dar uma força e reforçar os atributos dela, não só os físicos.


Raiva do parceiro pode interferir até na escolha do refrigerante
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problemasexual615

O que as pessoas fazem quando estão chateadas com o parceiro amoroso, mas não querem abrir o jogo? Segundo um estudo, elas compram um produto que o parceiro jamais compraria.

Segundo pesquisadores da Universidade de New Hampshire, esse tipo de reação é inconsciente, e mais comum entre parceiros que sentem ter menos poder no relacionamento. Como não querem brigar com o outro para não arriscar a relação, acabam colocando a raiva para fora de outra maneira. E o consumo é a válvula de escape, de acordo com o estudo.

Um exemplo citado pelos autores do trabalho: a pessoa ficou brava com o parceiro porque ele saiu de manhã e deixou a louça suja na pia. Em vez de pedir para ele lavar, ela fica quieta para não criar atrito. Mais tarde, porém, ela vai sozinha a uma lanchonete e escolhe a marca de refrigerante que concorre com a que o parceiro mais gosta.

O padrão foi identificado em três experimentos diferentes. Em um deles, os participantes passavam por uma pesquisa para medir seu poder sobre o relacionamento. Depois, eram convidados a relatar as marcas preferidas dos parceiros em seis categorias de produtos diferentes. Em seguida, passavam por uma tarefa que evocava, de forma subliminar, uma frustração em relação ao outro. Por fim, tinham que descrever suas próprias marcas prediletas. Quanto maior a raiva e menor o poder sobre o relacionamento, maior a tendência a escolher as marcas que rivalizam com as preferidas do parceiro ou parceira.

Os resultados, publicados no Journal of Consumer Psychology, mostram como comprar envolve processos inconscientes. E que relacionamentos podem interferir até na tendência a escolher uma marca ou outra.


Seu parceiro precisa entrar em forma? Comece você a malhar
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corrida300Um estudo mostra que a melhor maneira de entrar em forma é ter um parceiro ou parceira que também pratique atividade física. Melhor até que contratar um personal trainer.

Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv descobriram que casais tendem a ser mais bem-sucedidos na prática de atividade física quando ambos decidem adotar o hábito. Juntos, fica mais fácil não apenas entrar em forma, mas também perder peso, de acordo com reportagem sobre o assunto divulgada no jornal britânico Daily Mail.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores analisaram dados de um amplo estudo iniciado em 1987 que inclui mais de 15.700 indivíduos de meia-idade de quatro Estados norte-americanos. Em visitas médicas feitas com intervalos de seis anos, os pesquisadores pediram a 3.261 casais que relatassem a frequência e intensidade dos exercícios.

Na primeira visita, 45% dos maridos e 33% das mulheres atendiam às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), de fazer 150 minutos de atividade moderada durante a semana, ou pelo menos 75 minutos de atividade intensa. O restante recebeu orientações para cumprir a cota.

Seis anos mais tarde, foi observado que, quando a mulher seguia a recomendação feita na primeira consulta, seu marido era 70% mais propenso a seguir também, em comparação com mulheres menos ativas fisicamente.

O inverso também foi detectado: quando o marido recebia a recomendação de fazer exercícios, sua mulher era 40% mais propensa a apresentar os mesmos níveis de atividade física na visita de acompanhamento.

Os resultados reforçam os de outros estudos do gênero, que envolvem não apenas atividade física, como também dieta e outros hábitos. Se você acha que sua cara-metade está precisando malhar, portanto, trate de começar a fazer exercícios.


Hormônio promove vínculo entre os pais, mostra estudo
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FAMILIA300Quase todo mundo já ouviu falar na oxitocina, hormônio que ajuda a induzir o parto e que reforça os laços afetivos não só entre mãe e filho, como também entre marido e mulher. Agora, cientistas descobriram que outro hormônio, a prolactina, responsável pela produção de leite, também pode ter efeito sobre esses vínculos.

Pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison associaram níveis mais altos dessa substância com atividade sexual aumentada e afagos mais frequentes entre pares de adultos. A comprovação, por enquanto, envolve em um tipo específico de macaco colombiano, que vive em grupos familiares monogâmicos e cujos machos ajudam a cuidar dos filhos, como acontece entre humanos.

A equipe notou que os níveis de prolactina eram mais altos entre os pares que tinham relações sexuais frequentes e se abraçavam mais, e mais baixos nas mães que tinham parado de amamentar, ainda que os filhotes estivessem por perto.

Os resultados, publicados na edição online do PLoS One, reforçam o paralelo entre a oxitocina e a prolactina, e indicam que os hormônios têm papel importante no estilo de vida monogâmico.

Alguns estudos anteriores já tinham observado níveis mais altos de prolactina em homens e outros primatas que cuidam de crianças. Mas os pesquisadores do trabalho atual, do Wisconsin National Primate Research Center, acreditam que o hormônio não seja uma causa para o cuidado parental, e sim uma consequência, ou melhor, uma recompensa para a atenção dos pais.

A noção de que a prolactina e a oxitocina trazem uma sensação de recompensa emergiu há alguns anos, quando um estudo alemão descobriu que ambos os hormônios apresentam picos logo após o orgasmo. A prolactina, por sinal, é conhecida por reduzir o desejo sexual das mulheres que amamentam.

A descoberta reforça a ideia de que adultos com bom vínculo tendem a ser pais mais dedicados para as crianças.


Casal que tenta entrar em forma junto tem mais chance de conquistar a meta
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corrida300Pessoas que decidem ter hábitos mais saudáveis são mais bem-sucedidas quando o parceiro faz parte do projeto também. É o que mostra uma pesquisa da Universidade College London, financiada pelo Instituto de Pesquisa sobre o Câncer do Reino Unido.

Os dados, publicados na revista médica Jama desta segunda-feira (19), mostra que homens e mulheres são mais propensos a parar de fumar, fazer exercícios ou perder peso quando a parceira ou o parceiro também se engajam na meta.

Foram analisados 3. 722 casais com idade igual ou com idade superior a 50 anos. Entre as mulheres que fumavam, metade conseguiu parar quando o marido ou companheiro também tentava parar junto, em comparação com 17% das mulheres cujos parceiros já eram ex-fumantes, ou 8% das que viviam com fumantes regulares. Os homens apresentaram resultados semelhantes.

Os pesquisadores sugerem que as pessoas convidem os amigou ou entrem em grupos de apoio ao tentar abandonar hábitos insalubres, pois isso aumenta as chances de obter sucesso. Fazer mudanças no estilo de vida diminui a probabilidade de morrer por doenças crônicas e alguns tipos de câncer. E os laços com o parceiro ou o amigo podem até se estreitar se ambos combinarem de ir andar no parque juntos, por exemplo.


Se isolar ou esperar que o outro “se toque”: pragas comuns nas relações
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Jairo Bouer

DISCUSSAO300Quando você tem um conflito com seu parceiro (a) ou alguém próximo, você costuma se isolar como uma tartaruga que se esconde dentro do casco? Ou espera que o outro perceba sozinho o que está te incomodando? Ambos os comportamentos são adotados por motivos diferentes e são uma praga para o relacionamento, segundo estudo feito por psicólogos da Universidade Baylor, nos Estados Unidos.

Segundo o líder do trabalho, o professor de psicologia e neurociência Keith Sanford, a tendência a se isolar, ou se retirar, é o comportamento mais problemático para as relações a dois. Trata-se de uma reação de defesa, e não deve ser confundida com indiferença.

Já quem espera que o outro adivinhe o que está passando pela sua cabeça, o que o pesquisador chama de “imobilidade passiva”, costuma fazer isso porque está ansioso com o relacionamento. E isso dificulta bastante a solução de conflitos. A análise foi publicada na revista Psychological Assessment, da Associação Americana de Psicologia.

Para chegar às conclusões, foram feitas três pesquisas. Na primeira, 2.588 participantes casados ou em união estável preencheram um questionário anônimo, descrevendo um único conflito em detalhes e elegendo um índice de satisfação com o relacionamento. Na segunda, 223 adultos comprometidos responderam às perguntas. E, na terceira, 135 estudantes de graduação comprometidos fizeram o mesmo.

Sanford concluiu que quase todo mundo se isola de vez em quando durante um conflito, especialmente os indivíduos mais entediados ou apáticos. Mas as pessoas tendem a fazer isso com mais frequência em relacionamentos problemáticos, segundo ele.

Já aqueles que acreditam estar sendo negligenciados tendem a esperar que o parceiro adivinhe o que estão sentindo. Essas pessoas têm dúvidas sobre o quanto são amadas de verdade, e são mais propensas a reagir com raiva, levando a situação para uma espécie de beco sem saída.

Para o pesquisador, é importante que as pessoas tenham consciência desse tipo de comportamento e tentem buscar uma abordagem mais construtiva durante os conflitos. Claro que falar é fácil, mas a simples autoanálise já pode fazer toda a diferença.


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