Blog do Doutor Jairo Bouer

Arquivo : adolescência

Ficar bêbado antes dos 15 anos pode dobrar risco de morte precoce
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Jairo Bouer

Uma pesquisa mostra que ter o primeiro episódio de bebedeira antes de completar 15 anos de idade aumenta o risco de uma pessoa morrer precocemente em 47%, ou seja, a propensão é praticamente o dobro. A conclusão é de pesquisadores da Universidade da Flórida.

Segundo eles, isso acontece porque começar a beber cedo eleva o risco de abusar da substância na vida adulta, o que acaba deflagrando doenças graves.

Estudos anteriores já associaram o início precoce do uso de álcool eleva a probabilidade de o indivíduo adotar comportamentos de risco e desenvolver transtornos mentais.

O trabalho atual analisou os hábitos de consumo de álcool de quase 15 mil adultos, que foram acompanhados por três décadas. Em comparação com indivíduos que nunca beberam, aqueles que começaram antes dos 15 anos tiveram risco 20% maior de morrer durante o estudo.

Cerca de 37% dos participantes que iniciaram o consumo de álcool precocemente apresentava alguma doença associada ao abuso da substância, em comparação com 11% dos que tiveram a primeira bebedeira mais velhos.

No final da pesquisa, 26% daqueles que começaram a ter episódios de bebedeira cedo tinham morrido, em comparação com 23% dos que começaram mais tarde e 19% dos que nunca haviam bebido. As informações são do jornal britânico Daily Mail.


Estudo associa emergência por álcool e drogas na adolescência e suicídio
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Jairo Bouer

Adolescentes que vão por parar no hospital por causa do uso excessivo de álcool e drogas ou por envolvimento em violência têm risco mais alto de tentar suicídio na década seguinte, segundo um estudo publicado na revista médica The Lancet.

Pesquisadores das universidades College London e de Leeds, no Reino Unido, advertem que, até hoje, a preocupação era voltada apenas para os adolescentes que se automutilam, quando, na verdade, o grupo que merece atenção é muito maior.

A equipe chegou à conclusão após analisar dados de mais de 1 milhão de adolescentes de 10 a 19 anos atendidos nos setores de emergência do país entre 1997 e 2012. Eles checaram o que aconteceu com eles uma década depois.

Entre as garotas, a taxa de mortalidade encontrada foi de 7,3 por 1.000. Para os garotos, de 15,6 por 1.000. Dois terços das mortes foram atribuídas a suicídio, abuso de álcool e drogas ou homicídio.

O número de suicídios foi cinco vezes maior entre os jovens que tinham sido atendidos por causa de ferimentos ligados a violência ou uso de substâncias, em relação aos jovens feridos por acidente.

Os pesquisadores também descobriram que pacientes com histórico de automutilação foram mais propensos a morrer, na década seguinte, tanto por suicídio quanto por abuso de álcool e drogas.

As informações servem de alerta não só para profissionais de saúde, mas também para os pais. Intervir precocemente, oferecendo suporte à saúde mental de jovens que bebem demais ou usam drogas é uma forma de evitar tragédias mais tarde.


Adolescente que não se exercita fica com ossos frágeis, alerta estudo
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Jairo Bouer

Um estudo canadense traz um alerta importante para adolescentes que passam o dia todo sentados na sala de aula ou no computador: esses jovens podem ficar com os ossos fracos e mais propensos a fraturas. E isso pode influenciar a saúde deles pelo resto da vida.

Pesquisadores da Universidade de British Columbia e do instituto de pesquisas em saúde Vancouver Coastal acompanharam 309 adolescentes durante quatro anos, considerados os mais importantes para o desenvolvimento ósseo. Nas meninas, essa “janela” vai dos 10 aos 14 anos e, para os meninos, de 12 a 16 anos.

Nesse período da vida dos adolescentes, até 36% do esqueleto humano é formado. Isso significa que é nessa fase que se constrói a base para uma saúde óssea.

Durante a pesquisa, os jovens tiveram sua atividade física e desenvolvimento ósseo monitorados. Isso porque os ossos são sensíveis à atividade física: quanto mais a pessoa se movimenta, mais fortes eles ficam.

Exames de raios-X em 3D e alta resolução apontaram diferenças significativas nos ossos dos adolescentes que seguiam a recomendação diária de exercícios, que é de 60 minutos de atividade moderada ou vigorosa por dia (como correr, saltar ou jogar bola), e daqueles que faziam no máximo 30 minutos por dia.

De acordo com os autores do estudo, publicado no Journal of Bone and Mineral Research, a atividade não precisa ser estruturada para fazer efeito. Dançar em casa, correr com o cachorro ou brincar de pega-pega também funcionam. O duro é convencer a turma a largar a TV e o videogame para se movimentar.


Falta de concentração e o risco de se tornar dependente de drogas
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Jairo Bouer

Muita gente usa álcool e drogas na adolescência, mas só uma parte continua a abusar dessas substâncias na vida adulta. Segundo pesquisadores, uma combinação de dois fatores o que determina a propensão a se tornar dependente:  problemas de memória e de impulso.

Uma equipe da Universidade do Oregon e da Pensilvânia, nos Estados Unidos, avalisou 387 jovens de 18 a 20 anos que participavam de um estudo de longo prazo iniciado em 2004, quando eles tinham de 10 a 12 anos.

Eles perceberam que, além de dificuldades para controlar seus impulsos, os adolescentes que continuavam usando álcool, cigarro e maconha aos 20 anos também apresentavam problemas com a chamada memória de trabalho, ou seja, eles se distraíam com muita facilidade. Os resultados foram publicados na revista Addiction.

Para os pesquisadores, os programas de prevenção ao uso de drogas também deveriam incluir intervenções para melhorar a memória, o aprendizado e o controle do impulso.


Adolescentes devem entrar mais tarde na escola, mostra estudo
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jovensinsonia615

Vários estudos já sugeriram que atrasar o horário de entrada na escola melhora o sono e, consequentemente, o desempenho dos alunos durante a adolescência. Um deles, que acaba de ser publicado, contou com dados de 30 mil estudantes canadenses de 362 escolas de todas as partes do país.

Os pesquisadores, da Universidade McGill, compararam jovens que entram às 8h com os que começam entre 9h e 9h30 (sim, lá essa possibilidade já foi adotada por algumas escolas para os mais velhos). E a associação entre entrar mais tarde e ter uma boa qualidade de sono foi muito forte.

Adolescentes têm o ciclo circadiano, ou seja, o relógio biológico atrasado em cerca de duas ou três horas durante essa fase. Quando chegam ao ensino médio, é quase impossível, para eles, dormir antes das 11h da noite e acordar antes das 8h da manhã. Para cumprir os horários, eles têm que, literalmente, lutar contra o próprio corpo.

Os pesquisadores explicam que a privação crônica de sono não só prejudica o desempenho escolar dos jovens, como também os torna mais vulneráveis a problemas de comportamento, ansiedade e depressão.

No artigo com os resultados, publicado no Journal of Sleep Research, os autores admitem que mudar o horário de entrada nas escolas não é fácil, já que exige o envolvimento de diversos setores. Mas eles acreditam que o esforço beneficiaria muita gente.


Estudo liga bullying e excesso de peso aos 18 anos
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obesidadeinfantil615

Crianças que sofrem bullying no ensino fundamental ou médio têm uma probabilidade quase duas vezes maior de apresentar excesso de peso aos 18 anos em relação às que não são intimidadas. A conclusão é de pesquisadores do King`s College, no Reino Unido.

A equipe analisou dados de um estudo que contou com mais de 2.000 crianças da Inglaterra e do País de Gales. Eles foram avaliados desde o nascimento, durante os anos de 1990, até os 18 anos. As mães desses garotos e garotas foram entrevistadas quando os filhos tinham 7, 10 e 12 anos.

Os pesquisadores descobriram que 28% das crianças tinham enfrentado o problema no ensino fundamental ou médio, e 13% foram intimidadas em ambas as fases, ou seja, tinham um histórico de bullying crônico.

As crianças que sofreram agressões constantes na escola foram quase duas vezes mais propensas a apresentar excesso de peso – Índice de Massa Corporal (IMC) e razão entre cintura e quadril mais altos. A associação se confirmou mesmo quando isolados fatores que poderiam contribuir no resultado, como maus tratos em casa, problemas de saúde mental e baixo nível socioeconômico.

O novo estudo, publicado no periódico Psychosomatic Medicine, sugere que intervenções contra o bullying nas escolas poderiam ser tão importante quanto a promoção de exercícios e dieta saudável.


Estudo associa sono ruim na adolescência a uso de álcool e drogas
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Um estudo norte-americano revela que existe uma conexão entre dormir mal no início da adolescência e ser mais propenso a abusar de álcool ou drogas mais tarde, no início da vida adulta.

Psicólogos e psiquiatras da Universidade de Pittsburgh avaliaram 186 garotos que tiveram seus hábitos de sono analisados aos 11 anos, por meio de questionários respondidos por suas mães. Aos 20 anos, os mesmos jovens foram entrevistados sobre o consumo de bebida alcoólica e maconha.

Os pesquisadores descobriram que os garotos que tinham uma qualidade de sono ruim ou dormiam menos do que o recomendado foram mais propensos a usar as substâncias precocemente, além de apresentar maior frequência de uso e mais episódios de abuso.

A associação foi observada mesmo depois de isolados fatores que poderiam interferir no risco, como problemas socioeconômicos. Os resultados foram publicados no periódico Drug and Alcohol Dependence.

Os dados reforçam a ideia de que prestar atenção no sono das crianças e do adolescentes é uma forma de evitar que eles tenham problemas com drogas ou bebida no futuro.


Estudo associa abuso na infância e tendência a ter enxaqueca
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Pesquisadores descobriram uma associação entre o histórico de abuso (físico, sexual ou emocional) na infância ou na juventude e a tendência a ter enxaquecas na idade adulta.

O trabalho, realizado na Universidade de Toledo, em Ohio, nos Estados Unidos, incluiu dados de quase 14.500 pessoas de 24 a 32 anos, dos quais 14% sofriam desse tipo de dor de cabeça , que também inclui náusea e sensibilidade à luz.

Os resultados mostraram que indivíduos que sofreram algum tipo de abuso na juventude foram 55% mais propensos a sofrer de enxaqueca.

Entre os que tinham a doença, 61% relataram alguma forma de abuso na infância. Já entre os que não tinham enxaqueca, 49% afirmaram ter sido abusados.

Os autores ressalta, contudo, que o estudo não comprovou causa e efeito – ou seja, são necessárias mais pesquisas para entender melhor a ligação entre enxaqueca e abuso.


O que faz uma criança de 11 anos beber?
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alcooladolescente615

Um estudo britânico mostra que uma a cada sete crianças de 11 já experimentou bebida alcoólica. O trabalho, feito por  pesquisadores da Universidade College London e London School School of Economics contou com quase 10.500 meninos e meninas dessa faixa etária.

Os resultados mostram que cerca de 14% das crianças beberam mais do que só alguns goles nessas experimentações. Aquelas cujas mães bebem foram 80% mais propensas a consumir álcool. Quando os amigos bebiam, o risco de que elas bebessem também era cinco vezes maior. O estudo também mostrou que meninos são mais propensos a beber precocemente do que as meninas.

Os pesquisadores encontraram alguns fatores associados à tendência a beber tão cedo, como o início da puberdade, ter um irmão caçula, apresentar comportamentos antissociais e dificuldades emocionais. Ausência de supervisão dos pais e insatisfação com o relacionamento familiar também foram identificados.

A pesquisa mostrou que a maioria das crianças tem crenças positivas em relação ao álcool – elas acham que beber faz as pessoas se sentirem melhor consigo mesmas e também facilita na hora de fazer amizades.

Como se pode ver, a prevenção do uso abusivo de álcool é complexa e deve envolver a família toda, além da escola. Sem contar que oferecer suporte psicológico para que os adolescentes enfrentem melhor seus conflitos pode ser outra estratégia importante.


Se beber, não tenha a primeira transa, sugere estudo
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Jairo Bouer

BINGEDRINKING300Quando a primeira experiência sexual de uma garota envolve álcool, ela é mais propensa a se envolver em algum tipo de abuso, segundo uma pesquisa realizada nos EUA. E esse risco pode persistir no futuro.

O trabalho, coordenado por Jennifer Livingston, do Instituto de Pesquisas sobre Dependência da Universidade de Buffalo, contou com a participação de 228 mulheres com idades entre 18 e 20 anos. A idade média de início do consumo de álcool foi 14 e da primeira relação sexual, 16 anos.

Segundo a pesquisadora, as primeiras experiências sexuais que envolvem excesso de bebida alcoólica têm maior probabilidade de ocorrer fora do contexto de um relacionamento, e com um parceiro que também exagerou no álcool.

A pesquisadora acrescenta que, de acordo com os dados, esses jovens continuam a fazer sexo depois de beber, e há mais risco de transmissão de DSTs, violência sexual e gravidez indesejada.

Quase 20% das garotas entrevistadas que bebiam relataram que suas primeiras experiências sexuais ocorreram sem seu consentimento, ou seja, como um estupro. E elas foram três vezes mais propensas a ser vítimas desse tipo de violência no futuro. Por isso, a pesquisadora sugere que as discussões sobre sexo na escola também envolvam o tema do álcool.

Quando a primeira transa acontece com um namorado, é mais comum que o casal planeje um pouco melhor a situação, e um costuma saber o que o outro gosta ou não gosta. De qualquer forma, é bom ter em mente que, se você bebeu demais, talvez seja melhor ir para casa em vez de ir para a cama com alguém.