Blog do Doutor Jairo Bouer

Arquivo : transtorno alimentar

Um único dia de comilança pode elevar risco de diabetes, alerta estudo
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Jairo Bouer

Sabe aquele dia em que as pessoas decidem chutar o pau da barraca e comer tudo o que veem pela frente, seja numa aposta para ver quem come mais ou porque vão começar uma dieta no dia seguinte? Pois um único dia de exagero já pode aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2, segundo um pequeno, mas preocupante estudo.

Pesquisadores da Universidade Loughborough, na Inglaterra, acompanharam 15 jovens adultos saudáveis antes e depois de um dia regado a salsichas, bacon, ovo frito, hambúrguer, queijo e cheesecake. Todos passaram por exames de tolerância à glicose antes e depois das comilanças. Os resultados mostraram que, depois de fazer as refeições ricas em calorias e gordura, eles apresentaram um fenômeno conhecido como resistência à insulina – o organismo não responde adequadamente ao hormônio, e o corpo precisa produzir uma quantidade maior para controlar o açúcar no sangue. Quando esse quadro se torna crônico, acaba resultando em diabetes.

Apesar de ser um estudo pequeno e limitado, os resultados, publicados no periódico Nutrients, mostram o quanto é importante que as pessoas tentem evitar exageros, mesmo em datas especiais. E também chama a atenção para a importância de se tratar adequadamente transtornos como o do comer compulsivo e a bulimia, que envolvem episódios de consumo extremo de calorias.


Ser casada com um cara atraente pode ter suas desvantagens
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Jairo Bouer

Mulheres casadas com homens atraentes são mais propensas a desenvolver transtornos alimentares como anorexia, bulimia ou transtorno do comer compulsivo. A conclusão é de uma pesquisa da Universidade do Estado da Flórida, nos Estados Unidos.egundo o trabalho, jovens que acreditam que os maridos são mais atraentes do que elas acabam se sentindo pressionadas a fazer dietas rigorosas. E a busca por um corpo magro acaba aumentando o risco de transtornos alimentares.

O curioso é que isso não acontece com os homens, por mais atraentes que suas mulheres sejam. Os resultados foram publicados na revista Body Image.

Os psicólogos, liderados pela pesquisadora Andrea Meltzer, acreditam que compreender melhor os gatilhos para os transtornos alimentares pode fazer com que o diagnóstico ocorra mais cedo e, assim, a condição fica mais fácil de ser tratada.

Os pesquisadores avaliaram 113 casais com idade média de 20 anos e que estavam juntos há pouco tempo – menos de quatro meses. Cada uma das partes respondeu a perguntas sobre o quanto achavam o parceiro ou a parceira atraentes, o quanto se achavam atraentes, e ainda deram informações sobre comportamento alimentar e preocupação com o peso.

Os participantes também foram fotografados e avaliados por estudantes de graduação em relação ao nível de atratividade. De acordo com os autores, está claro que, para as mulheres, os relacionamentos podem interferir na autoimagem e na propensão a problemas como a anorexia, que podem ser graves.

Se você acha que sua mulher ou namorada se preocupa demais em emagrecer, tente dar uma força e reforçar os atributos dela, não só os físicos.


Mulheres com transtorno alimentar podem ter mais estresse ao fazer sexo
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Jairo Bouer

Um estudo sugere que mulheres com transtornos alimentares são mais propensas a ter episódios de “dissociação” ao transar com os parceiros. É como se elas deixassem de ser elas mesmas, ou se desligassem emocionalmente da situação – uma reação de defesa que costuma estar ligada a situações traumáticas ou a transtornos de personalidade.

De acordo com pesquisadores da Universidade de Florença, na Itália, e de Vermont, nos Estados Unidos, quem sofre de anorexia, bulimia e transtorno do comer compulsivo tem problemas com a autoimagem, de tal forma que o sexo pode se tornar uma fonte de estresse.

A equipe avaliou 60 mulheres heterossexuais de 25 a 35 anos, entrevistadas sobre seus hábitos alimentares, sua relação com a própria imagem corporal e as sensações que tinham ao ter relações sexuais. As participantes também tiveram seus níveis de cortisol – o hormônio do estresse – medidos antes, durante e depois de serem expostas a estímulos sexuais explícitos num laboratório.

As mulheres que tinham sintomas de transtorno alimentar apresentaram níveis mais altos do hormônio em relação às que não tinham. Os resultados foram publicados no Journal of Sexual Medicine, e divulgados no jornal britânico Daily Mail.  Os autores afirmam que mais estudos devem ser feitos para confirmar a hipótese.


Oferecer comida para animar uma criança pode ser má ideia
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Jairo Bouer

Comer para lidar com a frustração é algo que faz muita gente ganhar peso e ficar mais frustrado ainda. Segundo um estudo recente, divulgado no jornal britânico Daily Mail, esse hábito pode ser aprendido bem mais cedo que se imagina, por culpa dos pais.

Pesquisadores da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia analisaram os hábitos alimentares e emoções de 801 crianças de 4 anos, que tiveram questionários respondidos pelos pais. Os participantes foram reavaliados aos 6, 8 e 10 anos.

A equipe concluiu que cerca de 65% das crianças apresentaram o hábito de comer para tentar aliviar emoções negativas. E isso teve como origem o fato de pais ou cuidadores às vezes oferecerem comida para tentar confortá-los.

Claro que servir algo gostoso para o filho num momento de frustração é uma manifestação de carinho, feita com a melhor das intenções. O problema é que, em geral, os alimentos confortantes são ricos em calorias. E o comer emocional pode acabar gerando problemas mais tarde, como compulsão, transtornos alimentares e obesidade, que são difíceis de ser tratados.


Bullies e suas vítimas são mais encanados com o corpo, diz pesquisa
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Jairo Bouer

Um estudo realizado no Reino Unido sugere que jovens que costumam intimidar os colegas na escola, assim como as vítimas do bullying, são mais encanados com o peso do que outros adolescentes.

Segundo pesquisadores do departamento de psicologia da Universidade de Warwick, 42% dos bullies, ou seja, aqueles que gostam de humilhar os colegas, têm uma preocupação excessiva em perder peso ou ter mais músculos. Entre as vítimas, a proporção é de 55%, e, entre os que intimidam e também são intimidados, chega a 57%.  Já entre os adolescentes sem qualquer envolvimento com bullying, 35%  têm essa obsessão.

A equipe contou com dados de 2.800 adolescentes britânicos, que descreveram suas experiências com bullying e também falaram sobre seus pares. Ao todo, 800 deles tinham envolvimento com o problema, amostra que depois foi testada em relação a hábitos alimentares, atividade física, autoestima, bem-estar e autoimagem corporal.

Os pesquisadores acreditam que indivíduos envolvidos em bullying são mais propensos a desenvolver transtornos alimentares, como bulimia, anorexia ou vigorexia (obsessão em ganhar músculos). As consequências desses transtornos podem ser graves, para não falar nos danos causados pelas humilhações constantes. Os autores recomendam que pais e especialistas que lidam com esses adolescentes fiquem atentos à tendência.

Os resultados, publicados no International Journal of Behavioral Nutrition and Physical Activity, mostram que esses jovens entendem que ser gordo ou magro demais pode levar ao isolamento, e que, para dominar o grupo, eles devem não só ter um comportamento intimidador, como também ser mais atraentes fisicamente.


Transtornos mentais e doenças físicas costumam andar juntas
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jovemsono615

Certas doenças tendem a ocorrer com mais frequência em crianças e adolescentes com transtornos mentais prévios. Pesquisadores descobriram que, nessa faixa etária, é comum que artrite e doenças do aparelho digestivo apareçam após a depressão, enquanto transtornos de ansiedade tendem a ser seguidos por doenças da pele.

As conclusões fazem parte de um trabalho financiado pela Fundação Nacional de Ciência, da Suíça, que contou com pesquisadores da Universidade da Basileia, e também da Universidade Ruhr de Bochum, na Alemanha.

Os resultados, publicados na revista PLoS ONE, foram obtidos a partir de uma amostra representativa de 6.500 jovens dos Estados Unidos, com idades entre 13 e 18 anos.

Assim como um transtorno mental pode preceder uma doença física, o oposto também pode ocorrer. Os pesquisadores verificaram que é comum que o jovem desenvolva um transtorno de ansiedade depois de apresentar problemas cardíacos.

Outra descoberta da equipe é associação entre a epilepsia e o posterior surgimento de transtornos alimentares como a bulimia e a anorexia. Esse fenômeno já tinha sido descrito em relatos isolados, mas agora foi confirmado em um número maior de adolescentes.

Conhecer as doenças que mais costumam andar de mãos dadas pode abrir caminho para abordagens de prevenção e tratamento mais eficazes no futuro.


Crianças de 4 anos já podem se achar gordas, revela um levantamento
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crianca615

Um pequeno estudo realizado no Reino Unido traz um dado alarmante: crianças de 3 a 5 já podem ter preocupações relacionadas a autoimagem.

O levantamento, que contou com 361 funcionários de escolas e berçários daquele país, mostrou que um terço deles já ouviu os pequenos dizerem que estão gordos, e 10%, que são feios. E o mais chocante: uma em cinco crianças já rejeitou algum tipo de alimento por receio de engordar, segundo a pesquisa, conduzida por uma associação de profissionais chamada Pacey (Professional Association for Childcare and Early Years).

Para a médica que presta consultoria para a entidade, a TV e mesmo personagens de livros infantis podem ter influência na autoimagem das crianças, bem como, é claro, comentários feitos pelos pais e por outras crianças. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

A Pacey faz parte de uma campanha chamada Be Real (Seja Real), que tem como objetivo fazer com que os jovens valorizem mais a saúde do que a aparência ao escolher determinadas atitudes. A preocupação excessiva com o corpo pode gerar problemas de autoestima e levar a transtornos alimentares, entre outros.

Apesar de a pesquisa ter contado com uma amostra pequena, outros trabalhos mais robustos já apontaram uma tendência semelhante. Entre eles, um levantamento anterior realizado com 6 mil crianças de 3 a 14 anos, também no Reino Unido, que revelou como crianças com menos de 10 anos já apresentam sinais de insatisfação com o próprio corpo.

Quanto mais cedo certas crenças são incorporadas, mais difícil fica mudar a cabeça de um adolescente com transtornos graves como a anorexia e a bulimia.


Canal do YouTube mostra rotina de quem sofre de bulimia
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Jairo Bouer

Reprodução/YouTube

Reprodução/YouTube

Enquanto muita gente tem feito sucesso com vídeos de humor ou games no YouTube, outras pessoas usam a plataforma para desabafar sobre problemas de saúde e acabam, com isso, ajudando outras pessoas com a mesma condição. Um exemplo desse tipo é o de uma norte-americana que lançou um canal, no ano passado, chamado ED Shanny, que expõe de forma nua e crua o que é conviver com a bulimia.

Esse transtorno, para quem não sabe, é caracterizado por ataques de comer compulsivo seguidos de purgação, com vômitos, laxantes, exercícios em excesso ou jejuns. A obsessão com a imagem corporal e o peso também é algo marcante neste, assim como em outros transtornos alimentares. A bulimia costuma ter início na adolescência e afeta especialmente as mulheres. A prevalência estimada é de aproximadamente 4% da população feminina.

Shanny conta, nos vídeos, que tem 30 anos e que, desde que se entende por gente, tem uma relação complicada com a comida. Ela mostra, sem constrangimento, a ausência de vários dentes – é comum que vítimas de anorexia e bulimia tenham problemas de dentários devido aos vômitos constantes.

Em um vídeo recente, que teve mais de 350 mil visualizações até o fechamento deste texto, ela mostra como é um dia na vida de uma pessoa que tem a doença. Começa com a encanação em frente ao espelho, uma consulta à balança, um ataque sem critério à geladeira (o que os especialistas chamam de “binge”) , outra ida à balança, o vômito, mais um “binge”….e o processo se repete até a hora de dormir. Como não há texto, o vídeo pode ser visto sem problemas por quem não sabe inglês.

Shanny diz que está bem melhor hoje em dia, e só reproduziu sua pior fase no vídeo para mostrar do que o transtorno é capaz. Não dá para saber até que ponto ela tem acompanhamento médico- em um vídeo ela diz não ter mais dinheiro para pagar a terapia; em outro, expõe ao público, chorando, o que acontece quando para de tomar o antidepressivo e que tem vontade de se ferir ou morrer.

A YouTuber diz que espera, com o canal, não apenas ajudar quem sofre com o transtorno, mas também fazer uma espécie de terapia em grupo – desabafar e receber o suporte de outras pessoas na mesma condição, fenômeno comum nestes tempos de redes sociais. Se tudo o que ela fala é verdade, se ela vai melhorar e até ganhar dinheiro com isso, não dá para saber. Mas é positivo que o tema seja levado ao público sem o verniz das revistas de celebridades. Assim como a anorexia, a bulimia também pode trazer consequências trágicas, ou, no mínimo, atrapalhar muito a vida de uma pessoa.


Praticantes de bullying podem desenvolver bulimia e anorexia, diz estudo
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Jairo Bouer

ANOREXIA300O bullying na escola aumenta o risco de uma pessoa desenvolver ansiedade, depressão e até transtornos alimentares como bulimia e anorexia. Mas, segundo uma pesquisa, não só as vitimas de humilhação sofrem, como também quem intimida os colegas.

Pesquisadores da faculdade de medicina da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, ficaram surpresos ao descobrir que os chamados “bullies”  (aqueles que protagonizam obullying) têm uma propensão duas vezes maior a desenvolver sintomas de bulimia, como episódios de comer compulsivo seguidos de purgação, em comparação com quem não se envolve nesse tipo de agressão.

A conclusão foi tirada a partir da análise dos dados de um estudo com 1.420 indivíduos entrevistados aos 9 anos, e acompanhados por quase duas décadas.

Em artigo publicado no International Journal of Eating Disorders, os pesquisadores sugerem que os bullies podem ser bons em manipular situações sociais e fugir de encrencas, mas talvez não sejam tão bons em lidar com os próprios problemas de autoimagem. Outra possibilidade é que a tendência a se punir após os episódios de comilança também seja resultado da culpa gerada pelo bullying.

As vítimas de intimidações constantes na escola, como os pesquisadores já previam, também foram mais propensos a desenvolver transtornos alimentares. Elas apresentaram duas vezes mais risco de ter bulimia e também anorexia.

Crianças que ora são vítimas de humilhação e ora agridem as outras foram as que mais apresentaram risco de desenvolver anorexia, além de comer compulsivamente e vomitar em seguida para tentar manter o peso.


Corpo em forma de maçã é associado à perda de controle ao comer
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Jairo Bouer

maca300Mulheres com corpo em forma de maçã, ou seja, com maior acúmulo de gordura no tronco e no abdômen, são mais propensas a sofrer episódios de comer compulsivo, em que há perda de controle e ingestão exagerada comida. A conclusão é de um estudo realizado na Universidade Drexel , nos Estados Unidos.

O trabalho também demonstrou que as mulheres com mais gordura na barriga e no tronco são as que relatam menor satisfação com a sua imagem corporal, o que também pode ter a ver com a perda de controle sobre a alimentação e o desenvolvimento de transtornos alimentares como anorexia, bulimia e comer compulsivo.

Segundo os pesquisadores, a sensação de perda de controle diante da comida é considerado o elemento mais importante dos episódios de compulsão alimentar, mais até do que a quantidade de alimento ingerida. Por isso, eles queriam verificar se essa sensação aumentaria o risco de desenvolver um transtorno como a bulimia, por exemplo, em pessoas saudáveis.

Para isso, eles contaram com 300 jovens adultas, que foram avaliadas no início do estudo, depois de seis meses e depois de um ano. Elas também tiveram sua distribuição da gordura corporal analisada.

Os pesquisadores descobriram que as mulheres com maiores depósitos de gordura central foram mais propensas a ter episódios de perda de controle diante da comida. Elas também apresentavam maior insatisfação com o próprio corpo, independente do percentual de gordura corporal e dos níveis de depressão apresentados.

O aumento de uma unidade no percentual de gordura concentrada na região do tronco e da barriga foi associado a uma elevação de 53% no risco de desenvolver perda de controle ao comer nos dois anos seguintes.  Já o percentual total de gordura não foi associado à propensão maior a comer sem conseguir parar.  Ou seja: o que importa é a localização, e não a quantidade de gordura.

Os autores, em artigo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, esclarecem que são necessários mais estudos para entender o que está por trás dos resultados. Uma das hipóteses s é que esse tipo de distribuição de gordura não apenas afeta as mulheres psicologicamente, como também poderia interferir nos sinais de fome e saciedade.

Esse tipo de estudo é importante porque, quanto mais cedo um transtorno alimentar é identificado, maiores as chances de sucesso do tratamento. Embora os pesquisadores conheçam fatores psicológicos envolvidos nesses problemas, ainda faltam informações sobre eventuais bases biológicas.