Blog do Doutor Jairo Bouer

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Maconha na adolescência pode inibir sensações prazerosas mais tarde
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Jairo Bouer

Adolescentes que aumentam o consumo de maconha com a idade têm risco mais alto de sofrer de depressão, mais dificuldade para sentir prazer e pior desempenho educacional mais tarde, no início da vida adulta. A conclusão é de um estudo da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores avaliaram 158 homens que faziam parte de um estudo sobre nutrição que acompanhou indivíduos de seis meses de idade por toda a adolescência. Aos 20 anos, usuários de maconha foram procurados para relatar a frequência de uso de maconha dos 14 aos 19 anos. Eles também foram submetidos a exames de ressonância magnética para ter suas funções cerebrais testadas.

A maioria dos jovens tinha usado a droga ocasionalmente entre os 15 e 16 anos de idade, mas aumentou o consumo de forma dramática até alcançar os 19. Esses foram os indivíduos que mais apresentaram sintomas depressivos, menor capacidade de experimentar sensações prazerosas e menores ganhos em termos de educação.

São necessários mais estudos para concluir se os resultados, publicados na revista Addiction e noticiados no jornal britânico Daily Mail, são causa ou consequência do uso da droga. Mas eles reforçam a ideia de que a substância pode ser bastante prejudicial para o cérebro em desenvolvimento dos adolescentes.


Composto da maconha, em dose moderada, pode causar ansiedade
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Jairo Bouer

Quem usa maconha em geral diz que a droga ajuda a relaxar e aliviar o estresse, embora não existam muitos estudos que comprovem esse efeito. Agora, uma pesquisa confirma que uma dose baixa de THC (tetrahidrocanabinol), o principal composto psicoativo da maconha, ajuda a acalmar. Mas uma dose um pouco mais alta, suficiente para causar um “barato” moderado nos usuários, tem o efeito oposto: aumenta a ansiedade.

Os pesquisadores, das universidades norte-americanas de Illinois e de Chicago, recrutaram 42 voluntários saudáveis, de 18 a 40 anos, que já haviam tido experiências com a maconha, mas que não eram usuários diários.

Os participantes foram divididos em três grupos: o primeiro recebeu uma cápsula com 7,5 mg de THC; o segundo, 12,5 mg; e o terceiro recebeu um placebo. Nem os voluntários, nem os pesquisadores sabiam quem havia recebido o quê.

Os integrantes da pesquisa passaram por duas sessões diferentes, com cindo dias de intervalo entre elas. Na primeira, eles foram convidados a se preparar para uma entrevista simulada, de cinco minutos, em que os participantes eram filmados e podiam visualizar seu próprio desempenho. Eles também tiveram que fazer um cálculo matemático utilizado para induzir o estresse.

Nas segunda visita, cada um tinha que falar sobre um livro ou filme favorito por cinco minutos e, depois, fazer um jogo sozinho por mais cinco minutos. Antes, durante e depois das atividades de ambas as sessões, os voluntários tiveram seus níveis de ansiedade avaliados com perguntas. A pressão arterial, a frequência cardíaca e o cortisol (hormônio do estresse) também foram medidos.

Os participantes que receberam 7,5 miligramas de THC relataram menos estresse nos testes do que aqueles que receberam um placebo, e a tensão deles também diminuiu mais rápido. Já os que receberam 12,5 mg de THC antes das duas sessões ficaram com um humor pior, e relataram que as primeiras tarefas eram ameaçadoras antes mesmo de começar os testes. Eles ainda fizeram mais pausas durante a entrevista simulada, em relação ao placebo.

Não houve diferenças significativas na pressão arterial dos três grupos, nem na freqüência cardíaca ou nos níveis de cortisol – antes, durante ou após as tarefas.

Os autores do estudo observam que conseguir aprovação para estudos em humanos com doses controladas de maconha não é fácil, por questões éticas. Mas eles são importantes, uma vez que ainda faltam evidências científicas sobre os efeitos da droga, apesar de o uso recreativo e medicinal serem aprovados em várias localidades.


Cerca de 36 milhões são alérgicos a maconha nos EUA, diz relatório
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Jairo Bouer

Mais de 36 milhões de norte-americanos podem ter reações alérgicas à maconha, mesmo que não usem a droga. A conclusão é de um relatório publicado recentemente pelo Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia.

De acordo com o levantamento, que analisou os tipos de alergia mais frequentes no país, 73% das pessoas que reagem ao pólen também apresentam problemas com a Cannabis sativa. E a tendência é o número aumentar, segundo reportagem do jornal britânico Daily Mail.

Sintomas típicos de alergia, como espirros, olho inchado, coceira, nariz entupido e escorrendo, bem como asma e conjuntivite, foram observados em certos pacientes não só ao fumar maconha, mas também ao ter contato com a fumaça, ao pólen da planta e até às sementes, que são usadas em certas receitas regionais.

O pólen da maconha costuma ser liberado no final do verão e no início do outono no Hemisfério Norte, e pode ser carregado pelo vento a quilômetros de distância.

Agora que a maconha foi legalizada de alguma forma, em cerca de metade dos Estados Unidos, pesquisas têm revelado algumas consequências da droga que eram pouco conhecidas. Além das alergias, foi noticiado o aumento dos casos de uma síndrome causada pela substância, a hiperemese por canabinoide, que deflagra náuseas, vômitos e fortes dores no estômago.


Entenda por que a maconha sintética é tão perigosa
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Jairo Bouer

Fonte: Departamento de Justiça dos EUA

Fonte: Departamento de Justiça dos EUA

A maconha sintética, também chamada de K2 ou Spice, tem ganhado popularidade no Brasil e fora do país. Nos Estados Unidos, por exemplo, seu uso é bastante comum entre adolescentes e militares, já que a estrutura química da droga não é identificada em testes padrão para detectar o uso de maconha.

Mas relatos de médicos e estudos científicos têm chamado atenção para os perigos dessa versão produzida em laboratórios de fundo de quintal. Um trabalho que acaba de ser publicado pela Universidade de Arkansas aponta efeitos graves como convulsões, psicose, dependência, AVC, lesões renais, problemas cardíacos e morte.

O principal composto psicoativo da maconha, o THC, é conhecido por ativar dois receptores canabinoides, o CB1 e CB2, que estão espalhados pelo corpo humano. Os pesquisadores descobriram que a versão sintética ativa o primeiro receptor numa intensidade que a erva jamais seria capaz de alcançar. Além disso, ele dizem que, por ser quimicamente diferente do THC, a maconha sintética ativaria outros receptores, além do CB1 e CB2, o que explicaria os efeitos potencialmente fatais.

Em artigo publicado no periódico Trends in Pharmacological Sciences, os pesquisadores alertam que os usuários nunca sabem o que vão consumir, pois a quantidade de composto ativo varia muito não só entre os laboratórios, como também de lote para lote. Eles ainda observam que as pessoas, hoje, tendem a ver tudo o que é rotulado como maconha como mais seguro, o que não é verdade, especialmente no caso das drogas sintéticas.

 


Casos de síndrome rara associada à maconha disparam nos EUA
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A legalização da maconha para fins medicinais e recreativos em vários Estados norte-americanos tem trazido à tona temas que antes eram pouco conhecidos até por médicos. Entre eles, uma condição rara chamada de síndrome de hiperemese por canabinoide: o usuário tem fortes dores de estômago, náusea e vômitos, e os sintomas só são aliviados com banhos quentes, por razão ainda desconhecida.

A síndrome, associada ao uso pesado de maconha, tem sido reportada com muito mais frequência nos locais em que a droga foi legalizada, segundo um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Denver. Por ser um problema desconhecido, o diagnóstico é difícil e, em geral, os pacientes recorrem aos serviços de emergência diversas vezes até descobrirem o motivo do mal-estar intenso.

Uma reportagem veiculada na rede CBS e no site britânico Daily Mail conta a história de um homem, em Indiana, nos Estados Unidos, que passou dois anos com dores abdominais e vômitos até descobrirem o que ele tinha.

A doença foi descrita pela primeira vez na literatura médica em 2004, após dez pacientes terem sido diagnosticados em Adelaide, na Austrália.

O trabalho publicado no periódico Academic Emergency Medicine mostra que, entre 2008 e 2009, houve 41 suspeitas da hiperemese no Estado de Colorado. Já entre 2010 e 2011, após a legalização, foram diagnosticados 87 casos. A maior parte das vítimas eram mulheres brancas com idade média de 30 anos.

Como o uso crônico da maconha é frequente, é importante que não apenas os médicos tenham consciência da síndrome, como também os usuários.


Uso de maconha cresceu 71% entre adultos com 50 anos ou mais nos EUA
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Um levantamento mostra que o consumo de maconha nos Estados Unidos cresceu 71% entre adultos com 50 anos ou mais entre 2006 e 2013. Na faixa dos 65 em diante, a prevalência de uso foi comparativamente mais baixa, mas, mesmo assim, aumentou 2,5 vezes no mesmo período. Os dados ajudam a derrubar o mito de que indivíduos mais maduros são avessos a drogas recreativas.

O trabalho foi feito por equipes do Centro de Pesquisa sobre Uso de Drogas e HIV (CDUHR, na sigla em inglês) e da Universidade de Nova York , e publicado no periódico Addiction.  Os pesquisadores analisaram as  respostas de mais de 47 mil norte-americanos com 50 anos ou mais da Pesquisa Nacional sobre Uso de Drogas e Saúde.

A pesquisa mostra que a prevalência é mais alta entre os homens. Apenas 5% desses adultos mais maduros acreditam que fumar maconha uma ou duas vezes por semana pode trazer algum risco grave à saúde.  E a maioria começou a usar a substância antes dos 18 anos. O seja: eles pararam e voltaram a fumar de novo recentemente.

Para os autores, a recente legalização do uso recreativo de maconha em alguns Estados norte-americanos e do uso medicinal em 27 deles pode explicar essa tendência.

Embora muita gente pense nos jovens quando se fala em maconha, os pesquisadores afirmam que a geração Baby Boomer é a que concentra as maiores taxas de uso. Esses indivíduos sentiram diretamente a influência do fim da década de 1960, quando a droga ganhou muita popularidade.

Os autores acreditam que os maiores riscos, nessa faixa etária, sejam o uso associado de várias substâncias ao mesmo tempo (maconha, medicamentos e álcool, por exemplo) e também a propensão a quedas.

Embora as pesquisas mais recentes tenham se concentrado no impacto da droga no cérebro em desenvolvimento dos adolescentes, tudo indica que está na hora de estudar um pouco mais os efeitos que os avôs deles podem ter ao fumar maconha.


Estudo com ratos sugere que maconha dá preguiça
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Um estudo realizado em ratos de laboratório confirma a tese de que a maconha deixa o usuário preguiçoso, uma noção que sempre existiu, e até gera estigma, mas conta com pouco fundamento científico.

A maconha é conhecida por gerar sensação de euforia, alterações de percepção, redução da dor e aumento do apetite, entre outros sintomas. Esses efeitos são provocados principalmente por  dois componentes ativos da maconha: o canabidiol (CNB) e o tetrahidrocanabinol (THC).

Para verificar se alguma das substâncias interfere na motivação, pesquisadores da Universidade de British Columbia, no Canadá, treinaram grupos de ratos para realizarem determinadas tarefas: eles podiam optar entre realizar a mais difícil ou a mais fácil para obter uma recompensa melhor ou pior, respectivamente mais ou menos pedaços de açúcar.

Em condições normais, os ratos davam preferência à tarefa mais complicada, a fim de ser recompensados com mais alimento. Mas, depois de receberem o THC, eles passavam a escolher o desafio mais simples, recebendo menos doce como prêmio. Já o CNB não produziu o mesmo efeito.

O trabalho foi publicado no periódico Journal of Psychiatry and Neuroscience e divulgado noMedical News Today. Os autores observam que são necessários mais estudos para confirmar a tese e para entender melhor como o THC interfere na tendência a preferir ações que envolvem menor esforço físico. Com isso, talvez seja possível neutralizar esse efeito indesejado para quem utiliza a substância para fins medicinais.


Maconha e álcool pioram saúde mental e notas na escola, diz pesquisa
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Alunos do ensino fundamental e médio que usam maconha e bebida alcoólica apresentam os piores resultados acadêmicos, além de maior risco de desenvolver problemas de saúde mental.

A conclusão foi obtida após um estudo da Rand Corporation, uma organização norte-americana sem fins lucrativos.

A pesquisa envolveu mais de 6.500 jovens de 11 a 17 anos de 16 escolas da Califórnia, que faziam parte de um programa de prevenção de álcool e drogas. Eles foram questionados sobre seus hábitos de uso dessas substâncias, além de responder perguntas sobre comportamento, relacionamento e saúde física e mental.

Em comparação com quem bebia menos ou não usava álcool e maconha, os que mais consumiam as substâncias foram mais propensos a apresentar pior desempenho na escola e comportamentos delinquentes.

Os autores ressaltam que os jovens que usavam maconha com frequência, mas não álcool, também foram mais propensos a ter notas ruins e problemas de saúde mental.

O estudo também revelou que jovens brancos são mais propensos a se envolver com álcool e maconha. No entanto, alunos hispânicos e de múltiplas etnias tenderam a apresentar desempenho acadêmico mais baixo ao se comparar os usuários.

Os dados foram apresentados na revista científica Addiction, e divulgados no site Medical News Today.


Uso pesado de maconha pode afetar liberação de dopamina
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Um estudo traz evidências de que o uso pesado de maconha pode prejudicar a liberação de dopamina, um mensageiro químico importante para o cérebro. Pesquisadores da Universidade de Columbia, no Estados Unidos, descobriram baixas quantidades dessa substância em uma região envolvida na memória, no atenção e na impulsividade dos usuários. Outros trabalhos já tinham chamado atenção para esse efeito após o consumo de cocaína e heroína, mas, em consumidores da erva, este foi o primeiro.

A pesquisa incluiu 11 adultos de 21 a 40 anos que eram muito dependentes de maconha há pelo menos sete anos, além de 12 indivíduos saudáveis, que fizeram parte do grupo de controle. A maioria dos usuários da droga havia iniciado aos 16 anos e tornou-se dependente por volta dos 20. Todos foram submetidos aos testes, que envolviam exames de tomografia específicos para rastrear receptores de dopamina.

Comparados ao grupo de controle, os usuários apresentaram uma liberação bem menor de dopamina em uma região do cérebro conhecida como corpo estriado, incluindo algumas áreas em volta associadas ao aprendizado motor e sensorial. Os pesquisadores também aplicaram testes de aprendizado e memória nos participantes do estudo, e os indivíduos com menor liberação da substância naquelas regiões tiveram desempenho pior nos dois tipos de tarefa.

Os autores observam que não dá para ter certeza se a redução de dopamina era uma condição pré-existente ou relacionada ao uso pesado e contínuo de maconha. Mas eles acreditam na segunda hipótese. Os resultados foram publicados no periódico Molecular Psychiatry. 


Jovens sociáveis são menos propensos a beber, fumar e se drogar
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Adolescentes mais sociáveis são menos propensos a beber, usar drogas e fumar, segundo cientistas da Universidade de Dundee, na Escócia. O trabalho também mostrou que, em contraste, jovens que não interagem bem com familiares, colegas de classe e amigos têm mais dificuldade de evitar essas substâncias.

Os pesquisadores entrevistaram mais de 1.000 estudantes de 13 a 17 anos para chegar à conclusão.  Do total, 14% tinham fumado cigarro, 7,5%, consumido maconha e 31%, exagerado na bebida no mês anterior à conversa.

Os autores perceberam que quanto mais forte a conexão com os três grupos considerados chaves – família, colegas de escola e amigos – menor o risco de se tornar vítimas de abuso de álcool, drogas e cigarro.

No caso do tabaco, a propensão era de 24% para quem não se identificava com esses grupos, mas caía para 8,8% para quem era ligado aos três. Para o abuso de bebidas, o risco caía de 41,6% para 25,6%. E para a maconha, de 13% para 2,7%.

Entre os adolescentes que diziam não ter laços fortes com os três grupos, 71% relataram ter enfrentado algum problema de saúde mental. Já naqueles que se tinham boas conexões, apenas 17% tinham sido diagnosticados com algum transtorno.

As conclusões, publicadas na Revista Britânica de Psicologia do Desenvolvimento, indicam que se ligar a diferentes grupos sociais, desde cedo, é um escudo poderoso contra problemas de saúde mental e de comportamento. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

* Atualizado em 17 de março às 12h02