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Ajuda do parceiro pode piorar quadro de insônia, sugere estudo
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Jairo Bouer

Com a intenção de ajudar, muita gente acaba prejudicando os parceiros que sofrem de insônia. Um estudo mostra que conselhos que os companheiros de cama dão quase sempre contradizem as recomendações dos especialistas em medicina do sono.

O trabalho foi feito com 31 parceiros de pessoas que sofrem com insônia, sendo 14 do sexo feminino, por uma equipe do centro de pesquisas sobre o sono da Universidade Monash, na Austrália.

Segundo os resultados, 74% dos parceiros encorajam o marido ou a mulher a ir para a cama mais cedo ou a acordar mais tarde, quando o ideal é que o insone vá se deitar só quando está com muito sono, e procure se levantar sempre no mesmo horário, para não perpetuar o problema.

O levantamento também mostrou que 42% sugerem que o parceiro leia ou assista à TV na cama, para relaxar e pegar no sono mais facilmente, o que também é um erro: quem sofre de insônia deve usar a cama apenas para dormir e ter relações sexuais.

Outros equívocos estimulados pelos bem-intencionados parceiros são servir café à tarde, para afastar a sonolência, estimular sonecas e tentar convencer o insone a fazer menos atividades durante o dia. Tudo isso foi relatado por 35% dos entrevistados.

Os pesquisadores ainda concluíram que, embora os insones se sintam bem pelo suporte que recebem dos parceiros, a preocupação deles pode causar um certo aumento da ansiedade para dormir melhor, o que acaba prejudicando o quadro.

Os dados, preliminares, foram apresentados num suplemento da revista científica Sleep e numa conferência anual sobre o tema realizada nos Estados Unidos esta semana.


Sofre de insônia? Durma menos
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Jairo Bouer

INSONIA700

A recomendação pode parecer contraditória, mas um estudo sugere que quem custa a pegar no sono ou acorda cedo demais deveria passar menos tempo na cama, em vez de mais. Para pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, reduzir a oportunidade de dormir é uma forma de evitar que a insônia se torne crônica.

O experimento contou com  461 pacientes, acompanhados ao longo de seis meses. Aqueles que costumavam se deitar às 23h e se levantar às 7h30, por exemplo, foram orientados a sair da cama às 5h30, horário em que muitos deles já estavam acordados por causa da insônia. Além disso, eles tinham que manter diários.

Entre os participantes, 36 apresentaram insônia aguda e conseguiram se recuperar com a técnica. Outros 31 desenvolveram insônia aguda que evoluiu para a crônica. A primeira é definida como a dificuldade para manter pegar no sono ou mantê-lo ao menos três noites por semanas por no mínimo 15 dias. Já quando a tendência persiste por mais de três meses, significa que o problema virou crônico, algo comum a cerca de 10% dos norte-americanos.

Segundo os pesquisadores, liderados pelo professor de psiquiatria e medicina do sono Michael Perlis, a tendência das pessoas que brigam com a cama, muitas vezes, é tentar compensar as noites mal dormidas com uma soneca no dia seguinte, ou indo para a cama mais cedo, o que é um erro. Alterar os horários de dormir apenas alimenta ainda mais o problema.

Os resultados foram apresentar no Sleep 2016, um encontro anual de profissionais de sono em Denver, nos Estados Unidos.


Insônia crônica é associada a risco 58% maior de morrer
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Jairo Bouer

INSONIA300Você sabia que dormir mal pode fazer você morrer mais cedo? Um estudo feito por cientistas da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, mostra que ter insônia por seis anos ou mais leva a um risco 58% maior de morrer.

Além disso, a insônia aumenta o risco de doenças cardíacas, diabetes, obesidade, câncer, demência e depressão. Os resultados foram publicados na edição on-line da revista American Journal of Medicine.

O trabalho acompanhou os dados de 1.400 pessoas ao longo de quatro décadas. Do total, 18% tinham insônia intermitente e 9%, insônia crônica.

Eles descobriram que a falta de sono persistente foi associada a níveis mais altos de inflamação no sangue, medido por um biomarcador chamado proteína C-reativa. O estudo mostrou que o risco de morrer era maior independente do sexo, da idade e do uso de remédios para dormir.

Nos Estados Unidos, 20% da população se queixa de insônia. E estima-se que o problema é crônico em metade dos casos.


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