Blog do Doutor Jairo Bouer

Arquivo : envelhecimento

Você se sente mais jovem do que é? Sua vida sexual agradece
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Jairo Bouer

Você já deve ter ouvido falar que não importa a idade que você tem, mas como você se sente? Pesquisadores canadenses descobriram que essa afirmação faz todo o sentido quando o assunto é sexo. Pessoas que se sentem jovens têm mais desejo e uma vida sexual mais satisfatória, segundo eles.

O estudo, conduzido por uma equipe da Universidade de Waterloo, avaliou informações de 1.170 adultos norte-americanos de 40 a 70 anos, de diferentes orientações sexuais, ao longo de dez anos. E o resultado mostrou que quanto mais próximas de sua idade cronológica as pessoas se sentiam, mais baixa era a qualidade da vida sexual delas.

Os pesquisadores perceberam que o envelhecimento tem um significado que varia muito entre as pessoas. E que a forma como as pessoas encaram esse processo tem um forte impacto na satisfação e no interesse por sexo. Apesar disso, sentir-se velho não altera muito a frequência sexual, segundo os resultados.

A equipe avisa que não levou em conta o quanto a idade dos parceiros interferia na equação. Namorar ou viver com alguém mais jovem pode fazer com que algumas pessoas se sintam rejuvenescidas, enquanto outras se veem mais velhas, por causa da comparação constante.

A descoberta, publicada no periódico Journal of Sex Research, reforça a ideia de que a noção subjetiva que temos sobre a nossa própria idade pode ser tão importante quanto a nossa idade real. Como uma vida sexual satisfatória melhora a qualidade de vida e até a saúde, ter uma visão positiva sobre o envelhecimento pode fazer muita diferença na cama. Quanto mais cedo você mudar seu conceito, melhor.


Uso de maconha cresceu 71% entre adultos com 50 anos ou mais nos EUA
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maconha615

Um levantamento mostra que o consumo de maconha nos Estados Unidos cresceu 71% entre adultos com 50 anos ou mais entre 2006 e 2013. Na faixa dos 65 em diante, a prevalência de uso foi comparativamente mais baixa, mas, mesmo assim, aumentou 2,5 vezes no mesmo período. Os dados ajudam a derrubar o mito de que indivíduos mais maduros são avessos a drogas recreativas.

O trabalho foi feito por equipes do Centro de Pesquisa sobre Uso de Drogas e HIV (CDUHR, na sigla em inglês) e da Universidade de Nova York , e publicado no periódico Addiction.  Os pesquisadores analisaram as  respostas de mais de 47 mil norte-americanos com 50 anos ou mais da Pesquisa Nacional sobre Uso de Drogas e Saúde.

A pesquisa mostra que a prevalência é mais alta entre os homens. Apenas 5% desses adultos mais maduros acreditam que fumar maconha uma ou duas vezes por semana pode trazer algum risco grave à saúde.  E a maioria começou a usar a substância antes dos 18 anos. O seja: eles pararam e voltaram a fumar de novo recentemente.

Para os autores, a recente legalização do uso recreativo de maconha em alguns Estados norte-americanos e do uso medicinal em 27 deles pode explicar essa tendência.

Embora muita gente pense nos jovens quando se fala em maconha, os pesquisadores afirmam que a geração Baby Boomer é a que concentra as maiores taxas de uso. Esses indivíduos sentiram diretamente a influência do fim da década de 1960, quando a droga ganhou muita popularidade.

Os autores acreditam que os maiores riscos, nessa faixa etária, sejam o uso associado de várias substâncias ao mesmo tempo (maconha, medicamentos e álcool, por exemplo) e também a propensão a quedas.

Embora as pesquisas mais recentes tenham se concentrado no impacto da droga no cérebro em desenvolvimento dos adolescentes, tudo indica que está na hora de estudar um pouco mais os efeitos que os avôs deles podem ter ao fumar maconha.


Tem muita espinha? É provável que você vá ter menos rugas
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ACNE615

Para quem está sofrendo ou já penou muito por causa das espinhas, aqui vai uma boa notícia: cientistas do King College, de Londres, descobriram que quem já enfrentou a acne tem uma proteção maior contra o envelhecimento.

De acordo com o estudo, isso acontece porque essas pessoas tendem a ter telômeros mais longos nos glóbulos brancos, nossas células de defesa. Os telômeros são estruturas que ficam nas pontas dos cromossomos, para protegê-los, e são comparadas às pontas de plástico dos cadarços.

Estudos anteriores já mostraram que o comprimento dos telômeros dos glóbulos brancos podem dar indícios sobre o envelhecimento de uma pessoa. Com a idade, o comprimento das estruturas diminui, levando à morte celular.

O trabalho, publicado no Journal of Investigative Dermatology, analisou glóbulos brancos de 1.205 gêmeos do Reino Unido. Um quarto deles relataram ter sofrido de acne na adolescência ou idade adulta.

Muitos dermatologistas já observaram que a pele de quem teve espinhas parece envelhecer mais lentamente. A hipótese era de que isso se devia à oleosidade, mas, agora, parece que também há outro fator envolvido na questão. Novos estudos devem ser feitos para confirmar a associação entre acne e telômeros mais longos.


Bem-estar psicológico melhora com a idade, diz estudo
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tempo615

Muita gente acredita que envelhecer é ruim, mas um estudo mostra que, na verdade, as pessoas tendem a ser mais felizes conforme ficam mais velhas. De acordo com pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego, nos Estados Unidos, a sensação de bem-estar psicológico tende a aumentar de década para década.

O trabalho contou com mais de 1.500 participantes de diferentes idades, selecionados aleatoriamente e submetidos a testes de saúde física e mental. A análise mostrou que, apesar do declínio na memória e no aprendizado, natural do envelhecimento, os mais velhos apresentam níveis de saúde mental significativamente mais altos que os mais jovens.

Já indivíduos com 20 e 30 anos foram os que apresentaram os maiores níveis de estresse, ansiedade e depressão, apesar de muita gente achar que essas são as melhores fases da vida. Aparentemente, a maturidade faz com que as pessoas aprendam a regular melhor suas emoções e a tomar decisões com mais tranquilidade.

Os resultados, publicados no Journal of Clinical Psychiatry, contrariam a noção de que o envelhecimento do cérebro estaria atrelado a uma piora na saúde mental. Eles também servem de alento para quem acha que as coisas só pioram com o tempo.


Quem é mais invejoso? Veja o que diz uma pesquisa sobre esse sentimento
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inveja300Adultos jovens sentem mais inveja que os mais velhos. Eles tendem a invejar mais gente da mesma idade e do mesmo gênero, principalmente por questões ligadas a aparência.

Segundo os resultado publicados por pesquisadores da Universidade da Califórnia na revista Basic and Applied Social Psychology, a Branca de Neve é quem deveria perguntar para o espelho sobre a mais bela, e não sua madrasta.

Os pesquisadores Christine Harris e Nicole Henniger contam que decidiram estudar o tema porque, apesar de ser considerado um dos pecados capitais, a inveja também serve de motivação para muita gente.

A dupla entrevistou mais de 900 homens e mulheres com idades entre 18 e 80 anos para ouvir relatos sobre ocasiões em que esses indivíduos tinham sentido inveja. Eles também pediram para outras 800 pessoas da mesma faixa etária para se lembrarem de casos em que tinham sido alvo de inveja.

A maioria dos estudos prévios sobre esse sentimento foi feita com estudantes universitários, por isso os pesquisadores decidiram ampliar a idade dos participantes.

Os resultados são bem curiosos: mais de três quartos de todos os entrevistados relataram ter sentido inveja no ano anterior à pesquisa. As mulheres foram um pouquinho mais invejosas (79,4%) que os homens (74,1%). E cerca de 80% dos entrevistados com menos de 30 anos admitiram ter sentido inveja, contra 69% daqueles com 50 anos ou mais.

Em praticamente todos os casos, a inveja foi dirigida a alguém do mesmo gênero. Isso surpreendeu os pesquisadores – eles achavam que iriam encontrar mulheres almejando a posição e o salário de colegas homens no trabalho, o que não ocorreu com muita frequência.

O motivo do sentimento, no entanto, mudou com o avançar da idade. Enquanto os jovens eram mais propensos a invejar a aparência ou a vida amorosa de outra pessoa, menos de 15% dos entrevistados com mais de 50 anos relatavam o mesmo.

Sucesso profissional e dinheiro foram motivos comuns para o “pecado” em todas as faixas etárias, mas um pouco mais frequentes entre os mais velhos.

As mulheres tenderam a invejar mais a aparência de outras mulheres (23,8% contra 13,5% dos homens), enquanto os homens pensavam mais no sucesso profissional dos colegas (41,4% contra 24,5% das mulheres).

Os pesquisadores comentam que não dá para saber se essa diferença entre as faixas etárias tem a ver com o envelhecimento, em si, ou é apenas algo que apareceu na pesquisa por uma diferença entre a geração atual e a anterior. Só estudos futuros poderão chegar a essa conclusão. Mas é bom acreditar que o tempo e a experiência tornam as pessoas menos invejosas, não?


Estudo explica por que nem todos os fumantes morrem cedo
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CIGARRO300Todo mundo sabe que fumar aumenta o risco de câncer e de morte prematura. Mas por que, então, sempre ouvimos relatos de pessoas que vivem mais de 90 anos e nunca abandonaram o cigarro? Segundo cientistas, a genética pode explicar o fenômeno.

A equipe, da Universidade de Oxford, nos EUA, avaliou um grupo de 90 fumantes idosos e identificou uma variação genética que seria responsável por fazer essas pessoas serem mais resistentes a estressores ambientais, como fumo e poluição.

Segundo os pesquisadores, liderados por Morgan Levine, o organismo desses indivíduos seriam mais eficientes para reparar danos causados nas células. Portanto, além de viver mais, essas pessoas também teriam um risco 11% menor de ter câncer.

A descoberta, publicada no Journals of Gerontology, Series A: Biological Sciences and Medical Sciences, fortalece a noção de que a longevidade não está ligada somente a fatores ambientais. A genética também possui um papel importante nisso.


Vida social aos 20 e aos 30 são determinantes para o bem-estar aos 50 anos
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SELFIE300Um estudo norte-americano mostra que a quantidade de interações sociais que uma pessoa tem aos 20 anos e a qualidade das relações aos 30 são determinantes para a saúde e o bem-estar na vida adulta.

Pesquisadores da Universidade de Rochester  entrevistaram 222 pessoas e conseguiram acompanhar 133 delas ao longo de 30 anos para chegar às conclusões, publicadas no periódicoPsychology and Aging. Os participantes foram entrevistados até os 50 anos, e então avaliados em relação a saúde, humor e solidão.

As análises mostraram que pessoas com poucas interações sociais na juventude apresentaram risco mais alto de morrer precocemente. De acordo com o principal autora, Cheryl Carmichael, ter poucas conexões pode ser tão prejudicial à saúde quanto fumar e é até pior do que ser obeso.

O trabalho mostra que as interações sociais que ocorrem aos 20 anos ajudam as pessoas a se conhecer melhor, além de adquirir ferramentas que são úteis para desenhar a vida adulta. Nessa fase, é comum encontrar gente de diversas origens, com opiniões e valores diferentes, e isso é importante para aprender a gerenciar diferenças.

O interessante é que, aos 30 anos, é mais importante ter relações de qualidade do que um grande número de interações. Outra descoberta curiosa dos pesquisadores é que nem sempre ter uma vida social agitada aos 20 garante relacionamentos de qualidade aos 30 anos.


Hormônio da longevidade é mais baixo em mulheres sob estresse
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ESTRESSE300Mulheres sob estresse crônico têm níveis significativamente mais baixos de um hormônio que regula o envelhecimento e melhora o funcionamento do cérebro, mostra uma pesquisa.

O trabalho é o primeiro a mostrar as influências psicológicas da substância conhecida como Klotho (o nome foi dado em homenagem a uma personagem da mitologia grega ligada à longevidade). Ela regula uma série de funções no organismo e já foi associada a diversas doenças do envelhecimento.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em São Francisco, avaliaram 90 mães de crianças com transtorno do espectro do autismo, comparadas a 88 mulheres sem sintomas de estresse. Eles descobriram que aquelas que apresentavam sintomas depressivos apresentavam níveis mais baixos de Klotho.

Segundo o principal autor do estudo, o professor de psiquiatria Aric Prather, o hormônio pode ser o elo entre o estresse crônico e doenças que levam à morte prematura.

Em pesquisas com ratos e vermes, os cientistas já descobriram que a falta de Klotho leva a sintomas de envelhecimento, como endurecimento das artérias e perda de músculos e ossos. E quanto o hormônio existe em abundância, os animais vivem mais tempo.

Outro estudo também já mostrou que uma variante genética relativamente comum faz com que algumas pessoas tenham maiores níveis de Klotho na corrente sanguínea e, por isso, tenham um córtex pré-frontal aumentado e melhor função cognitiva. Isso até foi encarado como uma possível promessa contra o alzheimer.

No trabalho atual, os pesquisadores descobriram que a quantidade de Klotho diminuía com a idade, mas apenas nas mães com sintomas de estresse e depressão. Nas outras, o hormônio permanecia estável.

O estudo foi apenas observacional, e os pesquisadores afirmam que é preciso pesquisar melhor a relação entre estresse, longevidade e esse hormônio. Mas eles acreditam que manter a substância em alta pode ser uma forma de, no futuro, adiar certas doenças ligadas ao envelhecimento.


Poluição pode fazer o cérebro “envelhecer” mais rápido
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POLUICAO300A exposição a longo prazo à poluição pode causar mudanças estruturais no cérebro capazes de prejudicar seu funcionamento. É o que mostra uma pesquisa publicada na revista Stroke, da Associação Americana do Coração.

Partículas finas em suspensão com menos de 2,5 micrômetros de diâmetro (PM2.5) são um dos tipos de poluentes mais perigosos para a saúde. Elas têm origem na combustão de madeira ou de carvão, e também saem dos automóveis.

De acordo com a pesquisadora Elissa Wilker, da Faculdade de Saúde Pública Harvard TH Chan, nos EUA, a exposição a longo prazo a essas partículas tem efeitos nocivos, ainda que sutis, no cérebro das pessoas, especialmente em idosos.

Para chegar à conclusão, ela e sua equipe analisaram 943 adultos saudáveis, sem problemas de demência ou acidente vascular cerebral, que viviam em Boston, New England e Nova York. Essas regiões apresentam níveis de poluição mais baixos que de outras cidades grandes, como São Paulo, por exemplo.

Os pesquisadores usaram imagens de ressonância magnética cerebral para determinar o efeito da exposição entre 1995 e 2005. Eles descobriram que áreas com 2 microgramas por metro cúbico de partículas PM2,5, concentração comum em regiões metropolitanas, foram associadas a um volume cerebral 0,32% menor e a um risco 46% maior de sofrer pequenos derrames silenciosos, que costumam trazer alguns prejuízos à função do cérebro.

Segundo Wilker, a principal autora do trabalho, essa redução de volume no cérebro equivaleria a cerca de um ano de envelhecimento do cérebro. Isso sem contar outras consequências já comprovadas das partículas finas, como o prejuízo aos pulmões e o estreitamento das artérias que levam sangue ao cérebro.


Após os 70, quase um terço das mulheres tem vida sexual ativa, diz estudo
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Jairo Bouer

TERCEIRAIDADE300Mais da metade dos homens e quase um terço das mulheres com mais de 70 anos têm vida sexual ativa, segundo uma pesquisa britânica publicada no Archives of Sexual Behavior.

Esta é a primeira pesquisa desse tipo a incluir pessoas com idades superiores a 80 anos, segundo os autores, da Universidade de Manchester, na Inglaterra. E, ao contrário do que muita gente pensa, essa população tem vida sexual ativa, sim.

O levantamento, que incluiu mais de 7.000 pessoas de um estudo longitudinal sobre envelhecimento, mostra que 54% dos idosos e 31% das idosas têm relações sexuais pelo menos duas vezes por mês.

O coordenador do trabalho, David Lee, conta que menos de 3% dos entrevistados se recusaram a responder perguntas diretas sobre atividades e problemas sexuais.

Doenças crônicas e autopercepção ruim da saúde pareceram ter impactos negativos mais evidentes para os homens do que para as mulheres, segundo os resultados. Mas elas apresentaram níveis mais altos de insatisfação com a vida sexual do que eles.

Os problemas mais relatados pelas mulheres sexualmente ativas com mais de 70 anos foram dificuldades para alcançar a excitação (32%) e atingir o orgasmo (27%). Entre os homens, a principal queixa foram as dificuldades de ereção (39%).

O estudo também revelou que 31% dos homens e 20% das mulheres acima dos 70 anos continuam a beijar e acariciar com frequência o parceiro ou a parceira.

Entre os que relataram ter tido relações nos três meses anteriores à pesquisa, 1% dos homens e 10% das mulheres disseram ter se sentido obrigados a fazer sexo.

O autor do trabalho espera que os achados ajudem a quebrar preconceitos e estereótipos em relação à sexualidade dos idosos.

Com o envelhecimento da população, nada mais apropriado que um estudo desse tipo. Profissionais de saúde não podem negligenciar a vida sexual dos mais velhos, e precisam, cada vez mais, conhecer melhor as necessidades dessa faixa etária.