Blog do Doutor Jairo Bouer

Arquivo : comportamento

Jovens que mentem para os pais tendem a beber mais cedo, segundo pesquisa
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Jairo Bouer

Em geral, os adolescentes que bebem costumam mentir para os pais . Mas um estudo mostra que a tendência a mentir, por si só, também aumenta o risco de o jovem iniciar o consumo de álcool precocemente. As conclusões são de pesquisadores das universidades de Nova York, nos Estados Unidos, e da Higher School of Economics, na Rússia.

Os resultados, publicados no Journal of Adolescence, foram obtidos a partir de uma amostra de mais de 4.000 norte-americanos de 12 e 13 anos de idade, ouvidos com garantia de confidencialidade, e suas respectivas mães, também entrevistadas.

A equipe encontrou uma associação forte entre omitir o que se faz para os pais e iniciar o uso de álcool cedo demais. Mesmo nessa idade, os jovens sabem como evitar serem descobertos. O estudo ainda mostrou que, quando os colegas bebem, os adolescentes também tendem a mentir mais em casa.

Os adolescentes que têm um relacionamento afetuoso e de confiança com os pais apresentaram menor tendência a beber e também a mentir – saber que podem contar com o apoio do pai ou da mãe faz com que eles tenham liberdade para falar sobre esses assuntos. Já com os pais que ficam o tempo todo tentando vigiar os filhos foi o oposto.

Para os autores, pais superprotetores acabam agravando o problema do consumo precoce de álcool, em vez de evitá-lo. Eles sugerem que os pais estabeleçam uma relação de confiança e honestidade com os filhos, para que eles se sintam mais à vontade para contar o que acontece fora de casa.


Seu smartphone pode ser o culpado pela birra do seu filho, segundo estudo
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O uso exagerado de dispositivos móveis pelas crianças tem deixado muitos pais de cabelo em pé. Mas será que a forma como os adultos utilizam a tecnologia também não tem gerado problemas para os pequenos? Segundo uma pesquisa, crises de choro, birra e hiperatividade são mais frequentes em crianças cujos pais estão sempre no smartphone.

Especialistas das universidades de Michigan e de Illiois, nos Estados Unidos, avaliaram 170 famílias para chegar à conclusão, publicada na edição on-line do periódico Child Development. Pais e mães responderam a perguntas sobre o uso de tecnologia e fizeram uma estimativa sobre quantas vezes costumavam interromper o tempo gasto com os filhos para checar ou responder a alguma mensagem, inclusive nas refeições ou durante atividades rotineiras em que as crianças estavam por perto.

Cerca de metade dos entrevistados (48%) relatou que, num dia típico, param três ou mais vezes de fazer o que estão fazendo com os filhos para checar o smartphone, o computador ou ambos. Para 24%, a média era de duas interrupções, e, para 17%, uma ao dia. Só 11% disseram que nunca paravam para usar algum dispositivo.  O estudo também constatou que as mães foram mais propensas que os pais a achar essa situação problemática.

Mesmo poucas e pequenas interrupções  foram associadas a problemas de comportamento entre as crianças, como hipersensibilidade, irritação, hiperatividade e tendência a choramingar com frequência. Isso se manteve mesmo quando os pesquisadores isolaram fatores como depressão ou nível baixo de escolaridade.

O estudo é pequeno e os próprios pesquisadores advertem que o objetivo deles não foi ligar causa e efeito. Ou seja: ainda é preciso investigar bastante o tema antes de confirmar a hipótese. Os autores observam, por exemplo, que muitos pais podem acabar usando a tecnologia como fuga porque as crianças dão muito trabalho, e isso pode ter interferido nos resultados.

Mas a gente sabe que a atenção que se dá à criança muda ao interagir com a internet. Será que isso também não causa uma certa irritação nos filhos, da mesma forma que um marido ou uma namorada podem ficar chateados quando o parceiro pega o smartphone durante um jantar romântico? A dica dos pesquisadores é reservar alguns horários ao dia para ficar longe da tecnologia. Será que dá?


Cheiro e voz também contam para atrair alguém, diz pesquisa
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Ter um rosto bonito ou um corpo perfeito nem sempre é o suficiente para conquistar alguém. A voz e o perfume também contam muito no jogo da sedução, de acordo com uma revisão de estudos feita por uma equipe de psicólogos da Universidade de Wroclaw, na Polônia.

Os pesquisadores analisaram trabalhos feitos sobre o tema nos últimos 30 anos, e concluíram que o olfato e a audição têm um papel tão importante quanto a visão quando se trata de julgar se alguém é atraente ou não.

Alguns experimentos revisados pela equipe indicam, por exemplo, que só de ouvir alguém falar é possível ter uma ideia do estado emocional e da idade da pessoa, e até mesmo se ela é dominadora ou cooperativa. Alguns trabalhos sugerem que dá pra adivinhar até o peso de alguém pela voz. E o cheiro, sozinho, é capaz de gerar deduções parecidas, de acordo com os pesquisadores.

Mas, ao que tudo indica, os sentidos somados têm um poder muito maior. Uma das pesquisas encontradas mostra, com ajuda de escaneamento cerebral, que a visão e o olfato funcionam em sinergia, produzindo reações muito mais fortes juntos do que isoladamente. Em outras palavras, “o conjunto da obra” é o que importa, segundo os resultados publicados no periódico Frontiers in Psychology.

Os autores lembram que a atração não tem impacto somente nos romances, mas também nas relações profissionais e nas amizades. Embora o objetivo deles seja orientar outros pesquisadores que estudam o assunto, eles servem de alerta para quem dá atenção demais à aparência, para o bem e para o mal. Beleza não é tudo.


Hormônio “do amor” aumenta quando relação está em crise, diz pesquisa
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Você já ouviu falar na oxitocina, o “hormônio do amor”? Essa substância, liberada pelo cérebro durante o orgasmo e também durante a amamentação, é associada ao vínculo afetivo entre duas pessoas. Agora, um grupo de pesquisadores sugere que ela também pode ser chamada de “hormônio da crise”.

Uma equipe de psicólogos das universidades de Ciência e Tecnologia da Noruega e do Novo México, nos Estados Unidos, descobriu que, toda vez que uma pessoa percebe que seu parceiro está demonstrando menos interesse no relacionamento do que ela, seus níveis de oxitocina aumentam na tentativa de reforçar os laços.

Os pesquisadores avaliaram 75 casais norte-americanos e 148 indivíduos noruegueses em relacionamento estável. Durante os experimentos, os participantes foram estimulados a pensar sobre o parceiro e escrever como era a relação e o quanto gostariam que o outro estivesse envolvido nela. Os níveis de oxitocina foram medidos antes e depois da tarefa.

Em ambos os grupos, os níveis de hormônio foram altos quando os participantes tinham um vínculo forte, como esperado. Mas, ao analisar as duas partes do casal, os pesquisadores perceberam que a quantidade de oxcitocina era mais alta na pessoa que acreditava se doar mais para o relacionamento do que o parceiro. Mas eles também viram que parece haver um limite nessa estratégia, pois, quando o participante que investia mais na relação achava que já não tinha mais jeito, os níveis do hormônio também eram mais baixos.

Os resultados foram semelhantes nos Estados Unidos e na Noruega, o que mostra que a questão transcende a cultura. Para os autores, é possível que o hormônio tenha a função de incentivar as pessoas a cuidar mais da relação quando percebem que o parceiro está menos interessado que eles. Mas ainda são necessários mais estudos para confirmar esse novo papel da oxitocina.


É preciso falar com o jovem sobre assédio, amor e misoginia, alerta estudo
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Um relatório que acaba de ser divulgado por especialistas em educação da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, alerta para o alto número de adolescentes e jovens adultos que vêm sofrendo preconceito e assédio sexual. O documento faz um alerta para os adultos,  muitas vezes ignoram o problema ou não sabem lidar com ele, por achar que tudo faz parte da cultura do “ficar”.

O trabalho, intitulado “A Conversa: Como os adultos podem promover relacionamentos saudáveis entre os jovens e prevenir a misoginia e o assédio sexual”, envolveu pesquisas com mais de 3.000 estudantes do ensino médio e jovens adultos que vivem naquele país, dezenas de entrevistas formais e conversas informais.

Entre as principais descobertas está o fato de que tanto adultos como adolescentes superestimam a cultura do “ficar” e do sexo casual. E isso tem feito muitos jovens se sentirem pressionados a transar mesmo sem ter  muito interesse.

O estudo também mostrou que os adolescentes sentem muita ansiedade em relação a relacionamentos românticos duradouros, mas os pais, educadores e outros adultos muitas vezes não ajudam com nenhum tipo de orientação sobre isso. Cerca de 70% dos entrevistados de 18 a 25 anos relataram ter desejo de receber mais informações sobre aspectos emocionais dos relacionamentos. E 65% disseram que gostariam de ter esse tipo de orientação no contexto da educação sexual, na escola.

A misoginia (desprezo pelas mulheres) e o assédio sexual são um problema generalizado, bem como o preconceito de gênero, e os pais também não têm falado sobre isso com os jovens, de acordo com o relatório. Nada menos que 87% das mulheres entrevistadas afirmaram já ter sofrido algum tipo de assédio sexual, e 76% dos entrevistados de ambos os sexos nunca tiveram uma conversa com os pais sobre como é importante não assediar os outros. E um em cada 3 homens disse pensar que os homens devem ser dominantes em relacionamentos românticos.

A questão do consentimento em relação ao sexo é outro tema que carece de discussão, segundo os pesquisadores, que também recomendam que os pais conversem com seus filhos sobre as diferenças entre amor, paixão e atração, e sobre como identificar um relacionamento saudável ou não, um assédio ou uma demonstração de preconceito.

A dica dos especialistas é utilizar exemplos da própria vida ou até da mídia para explorar o assunto. Parece bobagem, mas às vezes é preciso explicar o que é ser respeitoso com os outros, em vez de apenas mandar o jovem fazer isso. Embora o estudo tenha sido feito nos Estados Unidos, os conselhos valem para qualquer cultura.


Personalidade muda ao beber, mas nem sempre os outros percebem
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Quando você exagera na bebida, seu comportamento muda, e até alguns traços de personalidade podem se alterar. Mas, para os seus amigos, pode não ser tão fácil assim saber quando você está bêbado ou sóbrio, segundo psicólogos.

Pesquisadores do Instituto de Saúde Mental da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, fizeram um experimento e constataram que existe uma discrepância entre o que uma pessoa acha que muda em si mesma quando bebe e o que os outros percebem.

O trabalho foi baseado no modelo dos “cinco fatores”, bastante usado em psicologia para analisar traços de personalidade. A análise envolve cinco principais aspectos: neuroticismo (se a pessoa é mais ou menos instável emocionalmente), extroversão, amabilidade, abertura a novas experiências e conscienciosidade (que pode ser interpretado como cautela ou disciplina).

O experimento foi feito em laboratório, com 156 pessoas, que responderam a questionários sobre consumo de bebida, características de personalidade e percepções sobre o que muda ao exagerar na bebida. Depois vieram com os amigos, em grupos de 3 ou 4 pessoas, e passaram por uma simulação de encontro num bar.

Todos foram servidos com bebidas, mas uma parte consumia refrigerante de limão, enquanto outra tomava vodca. A ideia era que os amigos não soubessem se o integrante da pesquisa tinha consumido álcool ou não.

Depois de mais ou menos 15 minutos, os grupos eram submetidos a uma série de atividades que tinham o objetivo de fazer transparecer diferentes traços de personalidade e comportamentos. Os participantes, então, fizeram uma nova autoavaliação, e os observadores foram convidados a avaliar o que havia mudado no amigo.

Os participantes que ingeriram álcool relataram diferenças em cada um dos cinco fatores, mas os outros só perceberam de forma consistente as mudanças na extroversão, que é o aspecto de personalidade mais fácil de identificar em alguém. Os resultados foram publicados na revista Clinical Psychological Science.

Os psicólogos admitem que o ideal seria fazer um experimento como esse fora do laboratório para ter um resultado mais fiel. Mas eles acreditam que estudos científicos bem controlados sobre personalidade e álcool podem resultar em intervenções mais bem-sucedidas para evitar o impacto negativo do abuso da substância na vida das pessoas.  Em geral, indivíduos que têm problemas com a bebida tendem a apresentar mudanças claras de comportamento, e  o ideal seria intervir antes disso acontecer.


Quais os riscos de se usar remédio para TDAH sem ter o transtorno?
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Um estudo da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, alerta para os potenciais efeitos adversos do uso do metilfenidato em indivíduos que não sofrem de TDAH, o transtorno de deficit de atenção e hiperatividade.

Experimentos com animais indicaram que indivíduos saudáveis que utilizam o estimulante podem ter problemas de sono, além de alterações cerebrais associadas a comportamentos de risco. E isso pode ser particularmente perigoso na adolescência, quando o cérebro ainda está em formação.

Conhecido popularmente como ritalina, o metilfenidato tem sido usado por muitos estudantes na tentativa de melhorar a concentração e o desempenho nas provas. O remédio é adquirido no mercado negro ou com os usuários que têm prescrição.

Pacientes com TDAH têm uma espécie de efeito paradoxal com a droga – apesar de se tratar de um estimulante, eles ficam mais tranquilos e focados. Apesar dos benefícios para esses pacientes serem bem estabelecidos, há poucos trabalhos científicos voltados para o uso ilícito desse medicamento.

A pesquisa foi feita em ratos com idade equivalente à adolescência em humanos. Os animais apresentaram mudanças químicas no cérebro que afetaram as áreas ligadas ao sistema de recompensa e à atividade locomotora. Isso resultou em distúrbios de sono, perda excessiva de peso, atividade aumentada e tendência a atitudes de risco.

Em artigo publicado no Journal of Neural Transmission, os autores observam que compreender melhor os efeitos do metilfenidato é importante para que se conheçam os riscos da substância para jovens que a utilizam ocasionalmente.


Analgésicos podem não funcionar se você dormiu pouco, sugere pesquisa
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Você já sabe que dormir mal afeta a concentração, o humor e pode até levar ao ganho de peso. Agora, um estudo feito em animais indica que a privação de sono não só eleva a sensibilidade à dor como também diminui o efeito de analgésicos comuns e até mesmo da morfina.

O trabalho foi conduzido por pesquisadores do Hospital Infantil de Boston e do Centro Médico Beth Israel, na mesma cidade norte-americana. E a descoberta foi descrita na revista Nature Medicine.

A equipe monitorou os ciclos de sono e a sensibilidade sensorial de um grupo de ratos, que, depois, foram submetidos a privação de sono por meio de entretenimento. Assim como acontece com os humanos, que muitas vezes dormem pouco porque querem ver um filme ou sair com os amigos e precisam acordar cedo no dia seguinte.

Os ratos foram mantidos acordados por mais tempo do que de costume durante cinco dias consecutivos. Nesses períodos, os pesquisadores monitoraram seu cansaço, nível de estresse e sensibilidade à dor perante estímulos quentes, frios ou de pressão. A associação entre dormir pouco e se incomodar mais com estímulos dolorosos foi clara.

Mas o que mais chamou atenção da equipe foi que nem o ibuprofeno, um anti-inflamatório usado como analgésico, e nem mesmo a morfina foram capazes de anular a hipersensibilidade à dor causada pela falta de sono.

Os pesquisadores ressaltam que dormir bem é fundamental para pacientes com dor crônica. Eles acreditam que a descoberta pode abrir caminho para novas abordagens para tratar esses pacientes, que levem em conta o seu sono.


Xingar alto pode aumentar a força física, mostram experimentos
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Se você não consegue ficar sem falar palavrão, saiba que agora tem uma boa desculpa para manter seu mau hábito: uma pesquisa mostra que soltar o verbo em alto e bom som pode aumentar a força física.

Este não é o primeiro estudo a observar os benefícios dos xinagmentos para a saúde. Um deles sugeriu que gritar palavrões melhora a tolerância a dor, e outro, que aumentaria a capacidade de aguentar o frio. A teoria dos cientistas é que, ao soltar o verbo, as pessoas ativariam uma reação de “luta ou fuga”, e isso reduziria a sensação de dor.

Algumas doenças tornam as pessoas mais propensas a falar palavrões, como lesões cerebrais e depressão em idosos, bem como demência, encefalite e síndrome de Tourette (conhecida como “tique nervoso”). É por isso que o tema tem sido estudado há bastante tempo.

O pesquisadores da Universidade de Keele, no Reino Unido, fizeram um experimento duplo. Na primeira fase, 29 jovens adultos, de 21 anos de idade, em média, tinham que peladar numa bicicleta ergométrica em alta velocidade e por pouco tempo. Na primeira vez, tinham que repetir uma palavra neutra em voz alta. Na segunda, um palavrão.

Na segunda parte do experimento, 52 participantes com 19 anos de idade, em média, fizeram um teste similar em um aparelho que mede a força das mãos.

Os benefícios dos xingamentos ficaram claros para os pesquisadores. No exercício aeróbico, ajudou os participantes a pedalar com mais força – cerca de 24 watts a mais. E no teste de esforço para as mãos, houve um aumento de 2 kg, em média.

Os resultados foram apresentados na conferência anual da Sociedade Britânica de Psicologia  e divulgada no site Medical News Today. Outros estudos devem ser feitos, no futuro, para entender melhor o que está por trás desse benefício.


Suicídio e automutilação: registros entre crianças mais que dobrou nos EUA
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Jairo Bouer

O número de crianças e adolescentes atendidos em hospitais infantis por causa de atos ou pensamentos sobre suicídio, bem como  automutilação, mais do que dobrou na última década nos Estados Unidos, segundo uma pesquisa apresentada na conferência anual das Sociedades Acadêmicas de Pediatria, em São Francisco.

Naquele país, estudos anteriores já tinham revelado a tendência. Um levantamento divulgado no ano passado mostrou que a taxa de mortes por suicídio, na faixa dos 10 aos 14 anos de idade,  já tinha superado a de acidentes de trânsito. Mas os novos dados, que incluem ideação suicida e mutilação, expõem a base do iceberg.

A atual pesquisa incluiu dados de 32 hospitais infantis norte-americanos de diferentes partes do país, relativos ao período entre 2008 e 2015, e jovens de 5 a 17 anos. Os pesquisadores encontraram 118.363 registros de atos ou ideação suicida e automutilação no período estudado. A proporção de ocorrências desse tipo, em relação às gerais, passou de 0,67%, em 2008, para 1,79, em 2015.

Mais da metade dos pacientes com pensamentos ou atos suicidas tinham de 15 a 17 anos de idade, enquanto 36,9% tinham de 12 a 14 anos. O dado que mais choca é que 12,7% dos registros referem-se a crianças de 5 a 11 anos.

O aumento mais significativo em relação aos dados anteriores foi observado na faixa de 15 a 17 anos: a variação foi de 0,27 ponto percentual. A primavera e o outuno foram as estações com maior número de casos. E o verão, a que teve menos registros.

No Brasil, segundo reportagem recente da BBC Brasil, a taxa de suicídio entre jovens de 15 a 29 anos aumentou 27,2%. A informação foi revelada no Mapa da Violência 2017, feito a partir de dados deo Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.  Faz sentido que episódios como o da “Baleia Azul” causem preocupação. A saúde mental de crianças e adolescentes precisa ser levada a sério.