Blog do Doutor Jairo Bouer

Um bolo de chocolate pode acabar com a sua atenção, mostra estudo
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Jairo Bouer

Imagens de biscoitos, pizza, sorvete e outras guloseimas podem acabar com a sua concentração, mesmo que você não esteja pensando em  comida, mostra um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

A conclusão, publicada na revista científica Psychonomic Bulletin & Review, partiu de uma série de experimentos. Enquanto as pessoas realizavam tarefas que exigiam atenção no computador, imagens diversas eram apresentadas rapidamente na tela, por milésimos de segundos, sem que fosse possível identificar os objetos de forma consciente.

No primeiro teste, com 18 pessoas, fotos de objetos neutros, como uma bicicleta, um peça de boliche, ou de comida saudável, como cenouras e maçãs, causaram uma certa distração, fazendo com que os participantes levassem mais tempo para completar as tarefas. Mas quando a imagem era de algum alimento cheio de açúcar ou gordura, como um bolo ou um sorvete, o impacto na velocidade foi o dobro.

No segundo experimento, outro grupo com 18 voluntários foi convidado a completar as tarefas no computador, só que, desta vez, eles tinham que comer duas barrinhas de chocolate antes do teste. Nesse caso, as imagens de guloseimas apresentadas na tela não causaram uma distração maior do que os objetos neutros ou os alimentos saudáveis.

No terceiro teste, que contou com 64 pessoas, as imagens de alimentos saudáveis foram substituídas por rostos com expressões chamativas, como de medo ou desgosto. Metade do grupo, que não havia comido nada antes do experimento, ficou mais distraída com as fotos de guloseimas que as de objetos neutros ou emoções. Mas isso não ocorreu com a outra metade, que havia tomado um lanche antes de começar a tarefa.

Para os pesquisadores, os resultados reforçam o velho conselho de que é melhor ir ao supermercado de barriga cheia para não acabar comprando o que não deve. Para não falar na distração que os anúncios de guloseimas podem gerar quando as pessoas estão na internet.


Mulher chama mais atenção quando empina o bumbum, confirma estudo
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Jairo Bouer

Imagem: Wikimedia Commons

Cientistas da Universidade do Minho, em Portugal, comprovaram algo que todo mundo já sabe: homens ficam loucos quando as mulheres ficam com a coluna arqueada, projetando a barriga para frente e o bumbum para trás.

Utilizando modelos 3D e tecnologia de rastreamento ocular, uma equipe liderada pelo pesquisador Farid Pazhoohi comprovou que a chamada postura lordótica, que simula uma coluna com lordose, atrai a visão de qualquer homem e até das mulheres.

De acordo com a equipe, que levantou estudos com animais como ratos, camundongos, ovelhas, gatos, furões e primatas, a postura sinaliza prontidão das fêmeas para o acasalamento. Por isso, eles acreditam que a pose também evoluiu como parte do comportamento de cortejo entre os seres humanos. Uma mulher com bumbum empinado, portanto, passaria o sinal de que está disposta a ser cortejada.

O grupo criou seis modelos femininos em 3D, que tiveram os ângulos corporais manipulados. Os corpos foram apresentados de frente, de lado e de costas para 82 estudantes de ambos os sexos, para que fossem avaliados de acordo com o nível de atratividade. Quanto maior a curvatura, maior era a nota dada ao modelo.

O rastreamento ocular ainda mostrou que tanto homens quanto mulheres olharam mais tempo para as modelos apresentadas de costas. Mas, enquanto as mulheres concentraram mais o olhar na cintura das modelos, os homens se fixaram nos quadris.

Segundo os autores, os resultados também explicam por que as mulheres chamam mais atenção quando estão de salto alto – esse tipo de calçado acaba forçando a postura lordótica. Os dados foram publicados no periódico Evolutionary Psychological Science.


Dormir mal leva você a comer 385 calorias a mais por dia, diz estudo
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Dormir menos que sete horas por noite faz com que as pessoas consumam cerca de 385 calorias a mais por dia, o que leva a um aumento progressivo da cintura. A conclusão é de cientistas do King`s College London, no Reino Unido, que analisaram 11 estudos sobre sono e aumento de peso.

Segundo a análise, que contou com um total de 172 indivíduos, a privação de sono não necessariamente leva as pessoas a comer mais no dia seguinte, mas a fazer escolhas menos saudáveis, como alimentos mais ricos em gordura e, consequentemente, calorias.

Os pesquisadores afirmam que a falta de descanso adequado aumenta a motivação a buscar a comida como recompensa pelo cansaço extra. É como se a pessoa olhasse uma porção de batata frita e pensasse: “Eu mereço”. As informações foram divulgadas no jornal britânico Daily Mail.

A recomendação geral dos médicos é que pessoas com idades entre 18 e 64 anos dormam de sete a nova horas por noite. Segundo a Fundação Nacional do Sono dos Estados Unidos, isso é imperativo para manter uma dieta saudável.  Lembre-se que trocar tablets e celulares por livros é uma forma de evitar a insônia e melhorar a qualidade do sono.


Infidelidade pode ser perdoada, mas tem um custo
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Perdoar uma infidelidade não é fácil. Mas acreditar que seu parceiro ou parceira te perdoou depois de uma pulada de cerca também é difícil, segundo um estudo feito por psicólogos da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia.

Após entrevistarem 92 jovens casais heterossexuais, a equipe confirmou que a infidelidade envolve um custo considerável, mesmo quando a outra parte decide relevar o episódio e o relacionamento continua. O instinto de quem trai, quando isso acontece, é tentar compensar o erro com mais atenção e fazer o possível para agradar o parceiro traído, até comprar presentes.

Segundo os pesquisadores, subestimar o perdão é um mecanismo evolutivo, algo natural das pessoas diante da ameaça de perder o parceiro. Apesar disso, o estudo constatou que os traídos nem sempre resolvem se vingar.  A tendência maior é reagir com um certo distanciamento, para não deixar barato.

Os resultados desafiam o senso comum de que mulheres teriam uma tendência maior a perdoar – o estudo não encontrou essa diferença. Tanto homens quanto mulheres acham que ter uma relação sexual com um terceiro é errado, mas ambos demonstraram a mesma probabilidade de superar uma infidelidade.

Uma diferença, no entanto, existe em relação à chamada infidelidade emocional. Flertar com alguém numa festa e se encontrar com a pessoa algumas vezes, mesmo sem sexo, é algo que chateia muito mais as mulheres do que os homens, segundo a pesquisa. Eles acham que, enquanto não houver uma relação sexual, não é trair. Nesse caso, eles não tentam compensar e isso sim pode comprometer o relacionamento.

Os autores do trabalho, publicado no Evolutionary Behavioral Sciences, avisam, no entanto, que os resultados não podem ser generalizados porque os participantes eram jovens. Pode ser que o tempo aumente o cinismo e os comportamentos diante da traição também mudem.


O que atiradores de escola têm em comum, segundo estudo norte-americano
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O que garotos envolvidos em tiroteios em escolas têm em comum? Um estudo conduzido nos Estados Unidos com 31 jovens que protagonizaram esse tipo de crime entre 1995 e 2015, e publicado nesta quinta-feira (20), traz informações que fazem a gente refletir, depois de assistir a um episódio como o do Colégio Goyases, em Goiânia.

A principal questão levantada pelos pesquisadores é que todos esses garotos lutavam para viver de acordo com o que era percebido como ideal de masculinidade na escola: ser durão, popular e tirar sarro de comportamentos que seriam típicos de garotos afeminados.

Socialmente rejeitados, e vítimas de bullying, esses jovens desenvolveram um rancor profundo por colegas de classe e professores. Com o tempo, foram ficando cada vez mais irritados, deprimidos e violentos, até culminarem com o tiroteio.

A análise da equipe, liderada pela pesquisadora Kathryn Farr, da Universidade Estadual de Portland, sugere que o status social de garotos do ensino médio e secundário é determinado, em grande parte, pela aceitação dos pares com base no que é considerado “adequadamente masculino”.

É importante ressaltar que as questões levantadas pelo estudo, publicado no periódico Gender Issues, não têm a ver, necessariamente, com orientação sexual, mas com estereótipos. Dos 31 atiradores norte-americanos, 30 se declaravam heterossexuais. O que acontece é que existe um conjunto de regras de comportamento esperado para os meninos e, quem não se enquadra, por qualquer que seja o motivo, é visto como inadequado e vira vítima de bullying.

A maioria dos autores do crime foram repetidas vezes chamados publicamente de “gays”, “maricas”, “bebês” ou “chorões”. Todos eles foram “conscientizados de suas falhas” por outros garotos, sofreram rejeição por parte das garotas e isolamento, em geral. Alguns deles afirmaram até terem sido vitimados física ou sexualmente pelos pares masculinos.

Os garotos analisados enxergavam essas reações como injustas e imerecidas. Levar armas para a escola ou apresentar textos e desenhos violentos em sala de aula eram formas de enfatizar o estereótipo masculino. E todos eles se orgulhavam dos planos que criaram para os ataques.

Entre os 31 garotos, dez tinham histórico de problemas psiquiátricos, enquanto outros dez haviam sido criados por famílias extremamente abusivas, segundo os pesquisadores. Os onze restantes apresentavam uma tendência a reagir de forma inadequada e exposiva quando se sentiam injustiçados.

Claro que os crimes cometidos por eles são injustificáveis. Mas os pesquisadores acreditam que ter um espaço na escola para discutir esses estereótipos de masculinidade poderia ajudar a evitar o bullying. Eles alertam, também, para o risco de achar que qualquer adolescente problemático seja um potencial atirador.  Mesmo nos Estados Unidos, comportamentos desse tipo são uma exceção.


Confirmado: iniciar uso de cocaína na adolescência traz prejuízo maior
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Indivíduos que usam cocaína na adolescência sofrem mais com deficits de atenção e aprendizado que aqueles que iniciam o uso a partir dos 18 anos. Neurocientistas já suspeitavam disso, mas, agora, a hipótese foi confirmada num estudo feito por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

A equipe comparou dois grupos de usuários de cocaína com 50 indivíduos cada. O primeiro era formado por pessoas que tinham começado a usar a droga na adolescência e o segundo, após os 18 anos.

Os pesquisadores encontraram diferenças pronunciadas entre os dois grupos, principalmente no que diz respeito a determinadas funções cerebrais, como atenção prolongada (importante quando precisamos completar tarefas longas), memória de trabalho (de curto prazo, que usamos no dia a dia) e memória declarativa (de longo prazo e que pode ser declarada, como lembrar datas importantes ou acontecimentos passados).

Eles também descobriram que entre os usuários que começaram na adolescência o consumo concomitante de maconha e álcool foi entre 50 e 30% mais frequente, respectivamente, em comparação com os que começaram mais tarde. A pesquisa foi financiada pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e os dados, publicados no periódico Addictive Behaviors.

Os neurocientistas hoje sabem que a adolescência é uma das fase mais importantes para o desenvolvimento do cérebro. É nessa fase que certas estruturas, ligadas à comunicação entre os neurônios, são refinadas. Por isso é tão importante adiar ao máximo o uso de drogas: além de ser pra sempre, o prejuízo é maior.


Um em nove homens tem HPV transmitido por sexo oral, diz estudo
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Jairo Bouer

Um em nove homens americanos tem a infecção oral por papilomavírus humano, o HPV, segundo uma pesquisa conduzida nos Estados Unidos. Esse tipo de cepa, que se instala na boca ou na garganta, é transmitida pelo sexo oral e pode evoluir para câncer. O vírus foi identificado em 11,5 milhões de homens e 3,2 milhões de mulheres, segundo estudiosos da Universidade da Flórida.

A equipe descobriu que o HPV 16, uma das cepas responsáveis pela maior parte dos cânceres de boca e garganta, é sete vezes mais frequente nos homens do que nas mulheres. Quase 2 milhões de norte-americanos do sexo masculino têm esse tipo de vírus, e a prevalência é maior entre os 50 e 69 anos.

Os dados, publicados no periódico Annals of Internal Medicine, mostram que os homens com múltiplos parceiros sexuais são os mais propensos a contrair o HPV oral.

Os pesquisadores ainda encontraram uma associação forte entre essa forma de infecção e o HPV genital. Homens que tiveram mais de 16 parceiros de sexo oral foram dez vezes mais propensos a ter uma dupla infecção. E os homens com histórico de outras infecções sexualmente transmissíveis, como clamídia e gonorreia, foram três vezes mais propensos a ter infecção oral e genital.

Cerca de 38 mil casos de câncer por HPV são diagnosticados todos os anos, nos EUA, sendo 59% em mulheres. Mas os homens são mais propensos a desenvolver um tipo de câncer de cabeça ou pescoço conhecido como carcinoma de células escamosas orofaríngeas, segundo os pesquisadores. Nos últimos 40 anos, as taxas de incidência aumentaram mais de 300%.

Enquanto os exames de papanicolau têm ajudado a reduzir a incidência do câncer cervical, especialistas do mundo inteiro têm se preocupado com o visível aumento de casos de câncer de boca e garganta, mais difíceis de serem diagnosticados precocemente. A melhor ferramenta de prevenção do HPV é a vacina, que protege contra as principais tipos de vírus causadores de câncer e verrugas genitais.


Mulheres com doença de pele são mais infelizes que os homens no Brasil
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Jairo Bouer

Relatório sobre psoríase e felicidade mostra que o impacto é maior para as mulheres no Brasil (Reprodução/Happiness Research Institute/Leo Innovation Lab)

Conviver com uma doença crônica de pele, como a psoríase, é algo que interfere na autoestima e até nos relacionamentos. As manchas escamosas que aparecem com maior frequência em partes do corpo como mãos, cotovelos, joelhos e couro cabeludo são difíceis de serem escondidas num país como o nosso. Mas uma grande pesquisa mostra que o impacto dessa condição autoimune é ainda maior para o bem-estar das mulheres, no Brasil: 50% delas são menos felizes do que os homens afetados, segundo o Relatório Mundial sobre Psoríase e Felicidade, divulgado nesta segunda-feira (16).

O levantamento (primeiro desse tipo no mundo) foi conduzido pelo Instituto de Pesquisa em Felicidade, uma organização  sediada na Dinamarca, em parceria com a empresa LEO Pharma. Eles contaram com a participação de 121.800 pessoas que vivem com psoríase, de 184 países. Do Brasil, participaram mais de 10 mil pessoas, sendo que 50% eram mulheres. Os resultados mostram que 29% delas sentem falta de uma companhia, enquanto apenas 14% deles dizem o mesmo. Na análise, os pesquisadores observam que as brasileiras têm mais que o dobro de propensão a altos níveis de estresse, uma discrepância que é mais comum na América Latina do que em outras regiões, segundo eles.

Quase 70% dos brasileiros afetados, de ambos os sexos, acham que falta conscientização sobre a psoríase. A consequência dessa falta de conhecimento os pacientes conhecem bem: as pessoas olham torto, temem que o problema seja contagioso (o que não é verdade) e isso só gera estigma e sofrimento. “Alguns estudos mostram que o nível de impacto psicossocial da psoríase é comparável ao de doenças como asma e câncer”, conta o dermatologista Marcelo Arnone, coordenador do Ambulatório de Psoríase do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Ele acrescenta que a depressão, que pode surgir pelo estresse e receio de se expor, só agrava os sintomas da psoríase, num círculo vicioso.

Quarto lugar no ranking

Apesar de todas as dificuldades, o relatório traz um dado positivo sobre o Brasil: ficamos em quarto lugar no Índice Mundial de Psoríase e Felicidade, elaborado com base nos dados da pesquisa. Uma colocação superior a de várias nações desenvolvidas que têm níveis gerais de felicidade mais altos que o nosso. Os três primeiros colocados foram México, Colombia e Espanha. Os temas centrais da pesquisa foram impacto da doença e do tratamento, gravidade dos sintomas, avaliação do sistema e dos profissionais de saúde, preocupações dos pacientes e questões de comportamento.

Uma explicação para os líderes do ranking é de caráter cultural: “Esses países podem ser categorizados como sociedades coletivistas, em que as pessoas se esforçam para desempenhar um papel dentro da família ou de uma organização para alcançar um senso de satisfação com a vida”, diz Meik Wiking, CEO do instituto dinamarquês. “Nossa suposição é que a psoríase tem um impacto emocional menos debilitante em culturas desse tipo, já que laços sociais e familiares contribuem de forma mais significativa para os níveis de felicidade.”

“O ranking condiz com nossa filosofia de que as redes de apoio são uma maneira inestimável de melhorar o bem-estar entre os que vivem com psoríase e artrite psoriática”, afirma a diretora-executiva da Federação Internacional de Associações de Pacientes com Psoríase. Para a entidade, aplicar a metodologia de pesquisa de felicidade é uma forma de chamar a anteção para o impacto que uma doença crônica pode ter na vida das pessoas, independente do país em que elas vivam. Esta, aliás, também é a missão do instituto dinamarquês: incluir a parte subjetiva do bem-estar no debate de políticas públicas para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.

De qualquer forma, a sensação de isolamento também é realidade para os brasileiros com psoríase: 37% se sentem como as únicas pessoas do mundo com a condição (a média global foi de 40%). E metade sente que suas famílias e amigos não compreendem o que é viver com psoríase. Por outro lado, 64% dos brasileiros consideram que seus médicos sabem qual o impacto da doença para o seu bem-estar mental, enquanto que a média foi de 51%.

Aproximadamente 1,3% da população brasileira tem a condição. Além de afetar a pele, alguns pacientes também ter outros problemas associados, como artrite, doenças cardiometabólicas, gastrointestinais e transtornos de humor. O tratamento varia de acordo com o tipo de psoríase e de sua gravidade, podendo incluir cremes e pomadas, fototerapia, comprimidos ou injeções. Como bem mostra o relatório, em países da América Latina é comum os pacientes interromperem o tratamento devido ao custo – infelizmente, nem todas as terapias consideradas mais eficazes pelos médicos estão disponíveis no SUS (Sistema Único de Saúde).


Quer saber o que alguém sente? Use o ouvido, sugerem pesquisadores
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Jairo Bouer

A melhor maneira de saber o que alguém está sentindo é olhar nos olhos, certo? Embora esse seja um instinto comum, pesquisadores afirmam que fechar os olhos e prestar atenção na voz de uma pessoa é a melhor estratégia para reconhecer suas emoções reais.

Uma equipe estudiosos da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, executou cinco diferentes experimentos para chegar a essa conclusão, envolvendo um total de 1.800 participantes. Em cada um deles, cada integrante tinha que interagir com outra pessoa ou ouvir uma conversa. Algumas vezes, era possível apenas ouvir o outro, ou a conversa; em outras ocasiões, podia-se ver e ouvir; ou então só olhar.

Em todos os experimentos, os indivíduos conseguiram reconhecer as emoções com maior precisão quando usaram apenas o ouvido. A única exceção foi quando, em um dos testes, os participantes foram expostos a uma gravação computadorizada, tipo uma voz de robô, sem as tipicas diferenças de entonação da fala humana.

Em reportagem no jornal britânico Daily Mail, os autores do estudo comentam que o resultado contradiz uma tendência comum em pesquisas sobre emoções humanas, que é se basear muito nas expressões faciais.  Eles acreditam que a visão acaba tirando o foco de pistas mais consistentes, que estariam na voz. Ou talvez muita gente tenha aprendido a mascarar o que está sentindo.


Estudo mostra como testosterona pode causar bolhas no mercado de ações
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Jairo Bouer

Bolsa de Nova York: hormônio masculino em alta eleva risco de colapso  (Wikimedia Commons)

Altos níveis de testosterona podem fazer com que operadores do mercado de ações superestimem os valores de ações futuras, causando bolhas no mercado e subsequentes colapsos. O alerta é de um novo estudo sobre a Bolsa de Wall Street, conduzido por pesquisadores das universidades Western, Oxford, Claremont e de Loma Linda, nos Estados Unidos.

O trabalho envolveu 140 jovens do sexo masculino, que receberam um gel tópico com testosterona ou placebo antes de participar de um mercado de ações experimental, em que podiam determinar valores de compra e venda, bem como comprar e vender ativos para ganhar dinheiro de verdade.

Os pesquisadores descobriram que, entre os grupos que receberam hormônio, formaram-se bolhas de preços maiores, elas duraram mais, e a percepção dos operadores em relação aos valores mudou, apesar de os números terem sido mostrados durante todo o experimento. Enquanto o grupo que recebeu placebo apresentou o comportamento de “comprar baixo para vender alto”, o da testosterona aderiram ao “comprar alto para vender mais alto”.

Para os autores, os resultados sugerem que é preciso considerer influências hormonais na tomada de decisões em ambientes profissionais, especialmente o mercado de ações, em que os homens dominam. Eles alertam que fatores biológicos podem exacerbar o risco de colapsos e, por isso, recomendam que implementar pausas no processo para controlar os ânimos.

Ainda segundo eles, a testosterona altera a forma como o cérebro calcula os valores das ações e os coloca de volta no mercado. Essa influência pode comprometer as decisões dos operadores de forma perigosa, a menos que haja sistemas para impedir que isso aconteça.