Blog do Doutor Jairo Bouer

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Seus parceiros têm algo em comum, sugere estudo
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Jairo Bouer

Você já parou para se perguntar o que seus ex têm em comum? Pesquisadores da Universidade da Califórnia afirmam que os parceiros românticos de uma pessoa tendem a ter algumas semelhanças entre si.

O trabalho, coornenado pelo professor de psicologia Paul Eastwick, confirma a ideia de que as pessoas têm uim “tipo”, uma preferência por parceiros com determinadas qualidades. Mas, de acordo com os resultados, essas características têm mais a ver com o meio em que elas vivem do que com a busca por determinado perfil.

Explico melhor: é mais provável que seus ex-namorados ou namoradas sejam todos educados, ou então religiosos, por exemplo. Mas isso não acontece só porque você busca pessoas educadas ou religiosas, respectivamente, mas porque muita gente a seu redor têm essas características. Em outras palavras, a disponibilidade importa mais do que sua capacidade de selecionar.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores analisaram o perfil dos envolvidos em mais de 1.000 relacionamentos heterossexuais passados e presentes. Em uma parte do estudo, foi constatado que os parceiros anteriores tendem a ter até características físicas em comum. E isso incluía não só namorados, como também parceiros casuais.

O estudo foi publicado on-line este mês no Journal of Personality and Social Psychology, da Associação Americana de Psicologia.


Lista de desejos tem pouca utilidade em sites de encontros, mostra estudo
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Jairo Bouer

Ao se inscrever em um site de encontros, as pessoas costumam elencar as qualidades buscadas em um eventual parceiro. Mas no final das contas, a maioria acaba fazendo contato com gente que tem características bem diferentes da sua lista de desejos, segundo um grande estudo australiano sobre paquera on-line.

Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Queensland analisaram as preferências e o histórico de contatos de mais de 41 mil australianos de 18 a 80 anos cadastrados em um site de encontros popular na Austrália.

Eles chegaram à conclusão de que a lista de preferências, ou seja, as características do “parceiro ideal”, acabam ficando de lado, na prática. Os resultados foram publicados na revista Cyberpsychology Behaviour and Social Networking.

Talvez por falta de tempo de pesquisar candidatos que se enquadrem no perfil ideal, ou simplesmente pela variedade enorme de pessoas cadastradas nesses sites, os usuários acabam aproveitando as oportunidades que aparecem, mais ou menos como acontece na vida real.

Para quem se acha muito exigente, a notícia traz uma luz no fim do túnel – mostra que também é possível se interessar por alguém diferente do que estava buscando. E um encontro pode dar certo mesmo que a outra pessoa não seja um príncipe encantado ou uma donzela perfeita.


Exigência diminui com a idade em sites de encontros, diz estudo
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Quem usa a internet para buscar parceiros costuma dar preferência a homens ou mulheres com o mesmo nível de educação. Mas um estudo mostra que essa exigência vai minguando à medida que as pessoas envelhecem.

O título do trabalho, publicado no periódico Personality and Individual Differences, já é bem sugestivo: “As coisas mudam com a idade”.  Ele contou com mais 41 mil australianos de 18 a 80 anos inscritos em um site de encontros– trata-se de uma das maiores análises comportamentais de namoro on-line naquele país.

Os autores, da Universidade de Tecnologia de Queensland, observam que a internet mudou completamente a forma como as pessoas escolhem parceiros, já que oferece um leque maior de opções. Enquanto na vida real é mais comum as pessoas entrarem em contato com gente do mesmo meio, os aplicativos e sites permitem encontrar candidatos de diferentes culturas, níveis de educação e socioeconômico.

O estudo concluiu que usuários mais educados tendem a se preocupar menos em buscar parceiros com o mesmo nível intelectual à medida que envelhecem. A tendência é observada em ambos os sexos, mas principalmente entre mulheres mais velhas, segundo os pesquisadores.

Se essas diferenças podem, ou não, ter impacto nos relacionamentos a longo prazo, isso é algo que, para os autores, merece novos estudos.


Será que eles sabem mesmo quando a garota está “a fim”?
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As pessoas, em geral, costumam se basear em sinais não verbais, como olhares ou sorrisos insinuantes, para intuir se o outro está interessado sexualmente nela. Esse efeito da linguagem corporal é automático. Mas pesquisadores descobriram que esse julgamento rápido também é influenciado pela beleza e pela forma de se vestir de uma mulher.

Em um estudo na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos,  psicólogos convidaram  500 estudantes universitários (sendo 220 do sexo masculino) para avaliar fotografias de diferentes mulheres, e dizer quais delas demonstravam estar “abertas” para uma investida.

Os resultados mostram que muitos jovens confundem uma aparência mais provocante como um sinal de interesse sexual, inclusive as do sexo feminino que viram as fotografias. Mas, enquanto eles levam mais em conta o quanto a mulher está atraente, na hora de fazer o julgamento, elas prestam mais atenção nos sinais não verbais e na roupa da garota.

Como observam os autores, julgar as intenções de uma mulher pela aparência é perigoso, e pode, muitas vezes, levar a situações de assédio ou abuso. Então, a equipe, coordenada por Teresa Treat, decidiu apurar se orientar os jovens poderia evitar esse tipo de mal-entendido.

Em um segundo experimento, metade dos participantes do experimento teve uma “aulinha” sobre linguagem corporal e expressões faciais, antes de ser exposta às fotos. A ideia era dar algumas pistas que indicam quando uma mulher está interessada em um homem. Depois da intervenção, os jovens ficaram mais atentos aos sinais não verbais ao invés de se basear tanto na aparência das moças retratadas.

Mas os pesquisadores também perceberam que indivíduos com certas crenças equivocadas, como a de que mulheres sentem prazer em ser abordadas de forma mais violenta, ou de que certas mulheres “pedem” para ser estupradas, foram mais propensos a confundir atratividade com interesse sexual.

As pesquisas, publicadas na revista Psychonomic Bulletin & Review, fazem pensar que está na hora de desfazer alguns conceitos que alimentam a cultura do estupro nas aulas de educação sexual, tanto as que supostamente ocorrem nas escolas, como também em casa. E pode ser que incluir noções de comunicação não verbal no pacote também seja uma boa ideia.


Homens que usam Tinder têm autoestima mais baixa, segundo estudo
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Homens que usam o Tinder têm uma autoestima mais baixa do que os que não usam, segundo um estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Norte do Texas.

A equipe entrevistou mais de 1.000 mulheres e 273 homens, sendo que 8% dos participantes eram usuários do aplicativo de encontros. Eles foram submetidos a questionários de avaliação de autoestima e de satisfação com o próprio corpo.

Havia mais mulheres na amostra porque o objetivo primário do estudo era avaliar o quanto elas se sentiam ao usar o aplicativo. Mas os pesquisadores acabaram chegando a essa conclusão sobre os homens.

Em comparação com os não usuários, tanto homens quanto mulheres que frequentam o Tinder são mais encanados com a autoimagem. Eles reportaram menor satisfação com o próprio corpo, e maiores níveis de vergonha e autovigilância. Eles também demonstraram internalizar mais as expectativas da sociedade em relação a beleza, segundo os resultados.

No entanto, no que se refere especificamente à autoestima, as mulheres se saíram melhor que os homens inscritos no aplicativo. O dado foi apresentando na convenção anual da Associação Americana de Psicologia, e noticiado no site Live Science.

Os autores, liderados por Jessica Strubel, explicam que isso não significa necessariamente que o Tinder faça os homens se sentirem diminuídos. Os pesquisadores acreditam que mais estudos são necessários para entender como esse tipo de mídia social afeta as pessoas psicologicamente.


“Melhor” parceiro ou “o ideal”? Estudo mostra qual ganha
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A satisfação com o relacionamento e a energia investida para mantê-lo não dependem tanto das características do parceiro, segundo um estudo da Universidade do Texas, nos Estados Unidos. De acordo com os pesquisadores, o que conta mesmo é se o parceiro é melhor ou pior do que os pretendentes à disposição.

Uma equipe de psicólogos, coordenada pelo pesquisador Daniel Conroy-Beam, desenvolveu um método para testar como as preferências na fase de paquera influenciam o comportamento e as emoções no relacionamento que se estabelece depois. Os resultados foram publicados no periódico Evolution & Human Behavior.

Os pesquisadores conduziram entrevistas com 119 homens e 140 mulheres que estavam em um relacionamento por 7,5 anos, em média. Cada participante deu notas para 27 características que julgavam importantes em um parceiro ideal e, depois, tinha que dizer até que ponto os critérios descreviam o parceiro e a si próprio.

Os dados foram utilizados para calcular qual o valor de cada participante e de seus respectivos parceiros, e determinar aqueles que tinham as notas mais altas (considerando-se os critérios mais valorizados pelo grupo todo). Cada um também relatou o quanto estava satisfeito e feliz com seu relacionamento.

Os resultados mostram que a satisfação com o relacionamento não depende do fato de o parceiro ter características que o aproximam do ideal, e sim de como ele (ou ela) se compara aos outros que você pode ter.  Ou seja: mais importante do que ter um namorado ou namorada que preenche todos os critérios de “parceiro ideal” é ter o melhor entre os disponíveis, segundo o estudo.


Opostos não se atraem, dizem pesquisadores
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Um estudo realizado por psicólogos derruba o mito de que os opostos se atraem. Segundo os pesquisadores, as pessoas tendem a se sentir atraídos por quem possui pontos de vista e valores parecidos com os seus.

A equipe, da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, avaliou mais de 1.500 pares escolhidos aleatoriamente. Havia casais, mas também havia amigos e pessoas que tinham acabado de se conhecer no experimento. Cada um dos indivíduos respondeu a questionários sobre valores, preconceitos, atitudes e traços de personalidade.

As informações foram comparadas e os pesquisadores perceberam que, mesmo entre aqueles que tinham acabado de se conhecer, havia muitas características em comum, especialmente em aspectos considerados muito importantes para cada um deles.

Em um segundo experimento, foram entrevistados pares que tinham acabado de se conhecer em uma sala de aula de faculdade. Mais tarde, eles foram procurados de novo, e as crenças em comum eram as mesmas.

Para os pesquisadores, entrar num relacionamento com a esperança de mudar as opiniões do outro é perda de tempo.  Eles acrescentam que a procura por semelhantes é algo tão automático nas pessoas que pode ser considerado um padrão psicológico.

A pesquisa foi publicada no Journal of Personality and Social Pschology e noticiada no jornal britânico The Telegraph.


Será que ela está mesmo a fim de você?
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A sede por um relacionamento íntimo pode fazer com que muitos homens interpretem o olhar de uma mulher como uma resposta positiva para o sexo. Pelo menos é o que diz um experimento feito nos Estados Unidos.

Já se sabe que o consumo de álcool pode fazer com que um homem acredite que uma mulher quer fazer sexo com ele sem que ela realmente esteja a fim. Mas o estudo quis ir mais além e examinar um outro aspecto: a personalidade da pessoa.

É que, segundo psicólogos, certas pessoas têm uma tendência maior a se apegar, e têm anseio por relacionamentos íntimos, enquanto outras tendem a evitar muito envolvimento. Esse traço da personalidade, de acordo com o estudo, seria um fator importante na hora de interpretar a resposta do outro, ou da outra, numa situação de paquera.

Os resultados mostraram que, quanto maior a necessidade de apego, maiores as chances de os homens do experimento relatarem que a mulher da cena imaginada estava interessada, sexualmente falando, por eles. Já os participantes com medo de intimidade foram os que menos encararam o sorriso como um sinal verde para o sexo.

Embora o estudo seja limitado, ele mostra que os desejos das pessoas também podem interferir na forma como elas interpretam os sinais dos outros. É bom levar isso em conta durante a paquera.


Rituais de paquera mudaram com a internet, mas não muito
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Populares no mundo todo, os sites de encontros trouxeram um formato novo para uma atividade tão antiga quanto o ser humano – a busca por um companheiro, ou pelo menos por sexo. Mas um estudo mostra que certas normas sociais permanecem as mesmas, como a resistência das mulheres em dar o primeiro passo.

Um experimento conduzido pela Universidade McGill, no Canadá, examinou o impacto de um recurso “premium” oferecido a usuários de um grande site de paquera on-line da América do Norte – a navegação anônima. De um total de 100 mil novos integrantes, escolhidos aleatoriamente, 50 mil tiveram acesso à vantagem de graça, durante um mês. Ele podiam visualizar os perfis de outros usuários sem deixar vestígios, ou seja, a pessoa não era vista na lista de visitantes recentes.

Os pesquisadores esperavam que o recurso do anonimato anulasse certas inibições. E isso realmente aconteceu: comparados com o grupo controle, os usuários foram mais propensos, por exemplo, a analisar perfis do mesmo sexo e de etnias diferentes.

No entanto, os que navegaram anonimamente também acabaram trocando menos mensagens com outros usuários, especialmente as mulheres. Entre aquelas que utilizaram o recurso, a média de investidas foi 14% mais baixa.

Para os autores, isso aconteceu porque as mulheres ainda evitam tomar a iniciativa. Elas preferem apenas enviar o que os pesquisadores chamam de “sinal fraco”, e deixar visível o fato de terem visitado o perfil é uma forma de fazer isso.  No ambiente real, é como dar um olhar mais longo para um potencial parceiro na festa, mas deixar que ele venha puxar papo.

Segundo os pesquisadores, os homens enviam quatro vezes mais mensagens do que as mulheres. Por isso, para eles, o anonimato não mudou tanto o cenário.

Para os administradores de sites de namoro, fica a mensagem de que o anonimato pode não ser tão útil para usuários médios, ainda que muita gente esteja disposta a pagar pelo recurso. Já para quem acabou de entrar no universo das paqueras on-line, fica a dica:  os rituais de acasalamento mudaram, mas não muito.


Vida de cupido não é fácil, pois cada um tem seu jeito de paquerar
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Jairo Bouer

CUPIDO300Se você quer saber se alguém está interessado em você, basta prestar atenção em como a pessoa se comporta, dizem os “experts” no assunto. Mas cada indivíduo tem seu próprio estilo de paquera, segundo um estudo.

Segundo Jeffrey Hall, professor da Universidade do Kansas, nos EUA que já publicou livros e pesquisas sobre o assunto, a forma como alguém manifesta interesse por outra diz muito sobre o que o flerte significa para a pessoa.

Em um trabalho recente em parceria com Chong Xing, publicado no Journal of Nonverbal Behavior, ele fez uma análise dos comportamentos verbais e não verbais e concluiu que existem cinco estilos básicos de paquera, associados ao perfil de cada pessoa.

Em um primeiro momento, os pesquisadores avaliaram 51 pares de heterossexuais conforme seu estilo de paquera, segundo um questionário específico (quem se interessar pode fazer o teste em inglês em flirtingstyles.dept.ku.edu/.

Os pesquisadores contaram com 51 pares heterossexuais, que foram convidados a interagir ao longo de 12 minutos em um ambiente com mesas e café. Eles foram filmados e cada um tinha à disposição cartões com frases para puxar assunto, como “do que você mais se orgulha na vida?”.

Os pesquisadores codificaram 36 comportamentos verbais, como fazer elogios e perguntar bastante sobre o outro,  e não verbais, como cruzar as pernas e brincar com objetos na mesa. Eles perceberam que, ao longo da conversa, quanto mais atraída a pessoa se sentia, mais ela revelava seu estilo de paquera.

Os sinceros, por exemplo, demonstravam atenção e sorriam mais, com aquele olhar tímido que muita gente conhece. Os tradicionais também se comportavam seguindo sua lógica: os homens adotavam uma postura corporal aberta e as mulheres, mais recatadas.

Os educados é que foram os mais difíceis de ser “lidos”. Como se pode imaginar, esse estilo de paquera não é muito óbvio para quem está sendo paquerado. Manter o espaço entre as duas pessoas, por exemplo, é uma atitude que muita gente interpreta como falta de proximidade, mas os educados adotam o comportamento porque são respeitosos.

Os mais físicos, porém, surpreenderam um pouco os pesquisadores. Eles fizeram menos elogios e pareceram se comportar de forma um pouco mais hesitante ao conversar com a pessoa cara a cara. Talvez para esse perfil seja mais fácil agir em ambientes como festas e casas noturnas.

Concluir que alguém não está interessado em nós é relativamente fácil, segundo os autores da pesquisa. Mas ter certeza de que somos correspondidos é bem mais difícil, e a razão é justamente o fato de existirem estilos diferentes de paquera. Não é à toa que o cupido com frequência erra seu alvo ao lançar a flecha.


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