Blog do Doutor Jairo Bouer

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Risada social faz o corpo liberar endorfinas, mostra estudo
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Jairo Bouer

Dá desânimo ir para uma festa com os amigos depois de um dia puxado no trabalho? Pois um estudo sugere que mesmo aquelas risadas que a gente dá só porque todos estão rindo, em situações sociais, ajudam o cérebro a liberar endorfina, substância que alivia a dor e a tensão, e, por isso mesmo, pode reforçar laços de amizade.

A afirmação é de pesquisadores das universidades de Oxford, no Reino Unido, e de Aalto, na Finlândia.  Eles fizeram um experimento com um grupo de voluntários submetidos a exames de tomografia por emissão de pósitrons (PET), depois de receberem injeções de contraste para destacar os receptores opioides (substâncias que aliviam a dor) no cérebro de cada um.

Os participantes fizeram o exame duas vezes: primeiro, depois de passar um tempo considerável sozinhos no laboratório e, na segunda vez, depois de assistir a vídeos engraçados com os amigos.

O riso social levou a sensações prazerosas e aumentou significativamente a liberação de endorfinas e de outras substâncias opioides no cérebro. Os pesquisadores também viram que, quanto mais receptores opioides os participantes tinham no cérebro, mais eles riam durante o experimento.

As descobertas foram publicadas na revista científica The Journal of Neuroscience.

Os autores do estudo concluíram que o riso social pode ser fundamental para a formação, reforço e manutenção dos vínculos sociais entre os humanos. Isso aconteceria porque a endorfina gera relaxamento e prazer, o que se traduziria no desejo de se encontrar de novo com aquelas pessoas.

Segundo os autores, os primatas têm algo parecido, mas, como não se comunicam verbalmente, a liberação de endorfina é mais demorada. Por isso, eles acreditam que a comunicação vocal trouxe uma vantagem enorme para os seres humanos. E, como o riso é contagioso, esse efeito se espalha muito mais, gerando redes sociais bem maiores e complexas.

 


Vida social aos 20 e aos 30 são determinantes para o bem-estar aos 50 anos
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Jairo Bouer

SELFIE300Um estudo norte-americano mostra que a quantidade de interações sociais que uma pessoa tem aos 20 anos e a qualidade das relações aos 30 são determinantes para a saúde e o bem-estar na vida adulta.

Pesquisadores da Universidade de Rochester  entrevistaram 222 pessoas e conseguiram acompanhar 133 delas ao longo de 30 anos para chegar às conclusões, publicadas no periódicoPsychology and Aging. Os participantes foram entrevistados até os 50 anos, e então avaliados em relação a saúde, humor e solidão.

As análises mostraram que pessoas com poucas interações sociais na juventude apresentaram risco mais alto de morrer precocemente. De acordo com o principal autora, Cheryl Carmichael, ter poucas conexões pode ser tão prejudicial à saúde quanto fumar e é até pior do que ser obeso.

O trabalho mostra que as interações sociais que ocorrem aos 20 anos ajudam as pessoas a se conhecer melhor, além de adquirir ferramentas que são úteis para desenhar a vida adulta. Nessa fase, é comum encontrar gente de diversas origens, com opiniões e valores diferentes, e isso é importante para aprender a gerenciar diferenças.

O interessante é que, aos 30 anos, é mais importante ter relações de qualidade do que um grande número de interações. Outra descoberta curiosa dos pesquisadores é que nem sempre ter uma vida social agitada aos 20 garante relacionamentos de qualidade aos 30 anos.


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