Blog do Doutor Jairo Bouer

Arquivo : transtorno bipolar

Metade dos pacientes com ansiedade ou depressão tem dor crônica
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Jairo Bouer

Metade dos adultos que sofrem de ansiedade ou transtornos de humor, como depressão ou transtorno bipolar, também tem dor crônica, segundo um estudo conduzido pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, com pacientes de São Paulo.

A análise, feita pela professora Silvia Martins, brasileira que dá aula na Columbia, contou com 5.037 adultos diagnosticados com transtornos de humor ou ansiedade. Entre pacientes com depressão ou transtorno bipolar, 50% apresentam um quadro de dor crônica. Em seguida, aparecem doenças respiratórias (comuns a 30% deles), doenças do coração (10%), artrite (9%) e diabetes (7%), todas elas condições crônicas, também.

Entre os que sofrem de ansiedade, os resultados foram parecidos. E a hipertensão é comum em 23% dos pacientes com ambos os transtornos psiquiátricos. Indivíduos que convivem com mais de uma doença crônica também apresentaram tendência ainda maior a ter ansiedade ou transtornos de humor.

Os resultados, publicados no Journal of Affective Disorders, mostram que as doenças crônicas representam um fardo ainda maior do que se imagina, já que com frequência envolve transtornos mentais.


Transtorno bipolar pode ser confundido com depressão em jovens
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Jairo Bouer

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Um estudo indica que cerca de 10% dos adultos jovens medicados com remédios contra depressão e ansiedade sofrem, na verdade, de transtorno bipolar. E o uso isolado de antidepressivos, entre esses pacientes, pode trazer consequências graves.

O transtorno bipolar é caracterizado pela alternância entre períodos de depressão e euforia (mania). A pessoa pode passar longos períodos em um estado depressivo, por isso é comum que médicos prescrevam antidepressivos e nem cheguem a desconfiar de bipolaridade.

O problema é que esses remédios, quando não acompanhados de estabilizadores de humor, podem deflagrar crises de mania. Os sintomas que costumam aparecer são aumento de energia, autoconfiança, tendência a falar bastante, insônia e, em alguns casos, as pessoas assumem comportamentos de risco, como ter múltiplos parceiros sexuais ou contrair dívidas.

Infelizmente, nem todos os pacientes que tomam antidepressivos são acompanhados de perto pelo psiquiatra. E quem está em mania não percebe que precisa de ajuda – pelo contrário, a pessoa acha que nunca esteve tão bem.

O estudo da Universidade de Leeds, que foi financiado pelo governo britânico, mostrou que o equívoco de prescrever antidepressivos isoladamente para bipolares é mais comum entre pacientes mais jovens e com episódios mais graves de depressão. Os dados foram publicados no British Journal of General Practice.

Além dos prejuízos que as crises de mania podem causar, após a euforia é comum que a depressão venha com mais força, deixando o indivíduo ainda mais vulnerável ao risco de suicídio. Por isso, os autores recomendam aos médicos que sejam mais criteriosos e analisem, também, o passado do paciente antes de prescrever antidepressivos.

É importante que amigos e familiares tenham consciência do problema, já que são as pessoas mais próximas. Elas podem notar algum comportamento diferente ou inadequado e insistir para que a pessoa consulte o médico, por exemplo.

 


YouTube ajuda pessoas com transtorno mental grave, indica estudo
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Jairo Bouer

YOUTUBE300Pessoas com doenças mentais graves, como esquizofrenia ou transtorno bipolar, utilizam sites populares como o YouTube para dar e receber apoio de indivíduos com as mesmas condições. É o que mostra um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Dartmouth, nos Estados Unidos.

No artigo com os resultados, publicado no periódico PLOS ONE, os pesquisadores contam ter se surpreendido com a forma como vítimas de transtornos psiquiátricos são abertas em um site público de mídia social. Elas não parecem se preocupar com os riscos de tornar pública sua condição porque realmente querem ajudar pessoas com problemas semelhantes.

Os pesquisadores utilizaram um método chamado etnografia on-line para analisar mais de 3.000 comentários postados em 19 vídeos de pessoas que afirmam ter transtornos psiquiátricos.

Coordenada pelo pesquisador John Naslund, do instituto de políticas de saúde da universidade, a equipe concluiu que o YouTube ajuda a diminuir a solidão e encontrar esperanças, além de ser uma forma de defender quem sofre de transtornos mentais. Os vídeos postados também ajudam as pessoas por relatarem experiências com uso de medicamentos e trazerem dicas para lidar com desafios diários.

A esquizofrenia, o transtorno esquizoafetivo e o transtorno bipolar estão entre as principais causas de incapacidade em todo o mundo. Essas doenças também estão associadas a estigma e discriminação. Por isso, as mídias sociais podem ser uma ferramenta útil para superar os medos de lidar com um transtorno mental e criar um senso de comunidade entre indivíduos que sofrem com o problema.


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