Blog do Doutor Jairo Bouer

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Até desligado smartphone drena atenção do usuário, diz estudo
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Jairo Bouer

Um estudo revela que as pessoas têm dificuldade de executar tarefas simples que exigem concentração quando estão perto do smartphone, pois não conseguem se desligar dele, mesmo sem se dar conta disso. Segundo pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, o aparelho drena a capacidade cerebral das pessoas mesmo quando está desligado.

A equipe, liderada pelo pesquisador Adrian Ward, conduziu experimentos com cerca de 800 usuários de smartphone para medir o impacto que a simples proximidade com o aparelho causa. Os resultados foram divulgados no jornal britânico Daily Mail.

Em um deles, os participantes realizaram uma série de testes no computador que demandavam concentração. Antes de começar, todos foram orientados a deixar o aparelho silencioso. Uma parte tinha que deixar o celular virado para baixo, na mesa; outra parcela, no bolso ou na mochila; e o último grupo mantinha o aparelho em outra sala. Quem deixou o smartphone em outro ambiente se saiu bem melhor nas tarefas.

Em outro experimento parecido, os participantes responderam a um questionário para avaliar o grau de dependência do smartphone no dia a dia. Depois, tinham que fazer as tarefas no computador com o celular virado para baixo, na bolsa, em outro ambiente, ou desligado sobre a mesa.  De novo, os participantes que deixaram o aparelho em outra sala se saíram melhor nos testes. Ou seja: mesmo desligado, mas ao alcance da vista, o celular foi capaz de prejudicar o desempenho dos usuários.

 


“Trocados” pelo smartphone vão atrás de aceitação nas redes sociais
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Jairo Bouer

Sabe quando uma pessoa que está jantando com outra e pega o celular e simplesmente ignora a companhia para usar o smartphone? Esse tipo de atitude, cada vez mais fácil de ser observado, ganhou até um apelido, em inglês: “phubbing”, uma mistura de phone (telefone) e “snubbing” (esnobar).

Pois um estudo mostra que as vítimas dessa falta de atenção acabam se voltando para seus próprios smartphones e usam as mídias sociais para buscar aceitação.

Essa não é a primeira vez que os  pesquisadores, da Baylor University, nos Estados Unidos, analisam os efeitos do “snubbing”. Em trabalhos anteriores, eles concluíram que o comportamento prejudica relacionamentos e pode até aumentar o risco de depressão.

Agora, eles perceberam que as vítimas de “snubbing” tentam compensar a frustração de serem ignoradas por alguém que costuma trocá-las pelas redes sociais apelando para as próprias plataformas em busca de inclusão social. Os resultados foram publicados no Journal of the Association for Consumer Research.

O curioso é que, no final das contas, as vítimas desse comportamento acabam correndo o risco de perpetuá-lo, fazendo o mesmo com outras pessoas. E então vira um ciclo vicioso.

A equipe entrevistou mais de 330 pessoas em dois diferentes experimentos. Eles observaram que metado dos que já foram “trocados pelo smartphone” reportou gastar mais de 1,5 hora usando o aparelho por dia. Um quarto relatou gastar mais de 90 minutos apenas em redes sociais. E mais de um terço admitiu que usava a plataforma para tentar interagir com gente nova e se sentir mais aceito.

Embora o propósito declarado das redes sociais seja conectar as pessoas, parece que a ferramenta também acaba exercendo o papel contrário.


Seu smartphone pode ser o culpado pela birra do seu filho, segundo estudo
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O uso exagerado de dispositivos móveis pelas crianças tem deixado muitos pais de cabelo em pé. Mas será que a forma como os adultos utilizam a tecnologia também não tem gerado problemas para os pequenos? Segundo uma pesquisa, crises de choro, birra e hiperatividade são mais frequentes em crianças cujos pais estão sempre no smartphone.

Especialistas das universidades de Michigan e de Illiois, nos Estados Unidos, avaliaram 170 famílias para chegar à conclusão, publicada na edição on-line do periódico Child Development. Pais e mães responderam a perguntas sobre o uso de tecnologia e fizeram uma estimativa sobre quantas vezes costumavam interromper o tempo gasto com os filhos para checar ou responder a alguma mensagem, inclusive nas refeições ou durante atividades rotineiras em que as crianças estavam por perto.

Cerca de metade dos entrevistados (48%) relatou que, num dia típico, param três ou mais vezes de fazer o que estão fazendo com os filhos para checar o smartphone, o computador ou ambos. Para 24%, a média era de duas interrupções, e, para 17%, uma ao dia. Só 11% disseram que nunca paravam para usar algum dispositivo.  O estudo também constatou que as mães foram mais propensas que os pais a achar essa situação problemática.

Mesmo poucas e pequenas interrupções  foram associadas a problemas de comportamento entre as crianças, como hipersensibilidade, irritação, hiperatividade e tendência a choramingar com frequência. Isso se manteve mesmo quando os pesquisadores isolaram fatores como depressão ou nível baixo de escolaridade.

O estudo é pequeno e os próprios pesquisadores advertem que o objetivo deles não foi ligar causa e efeito. Ou seja: ainda é preciso investigar bastante o tema antes de confirmar a hipótese. Os autores observam, por exemplo, que muitos pais podem acabar usando a tecnologia como fuga porque as crianças dão muito trabalho, e isso pode ter interferido nos resultados.

Mas a gente sabe que a atenção que se dá à criança muda ao interagir com a internet. Será que isso também não causa uma certa irritação nos filhos, da mesma forma que um marido ou uma namorada podem ficar chateados quando o parceiro pega o smartphone durante um jantar romântico? A dica dos pesquisadores é reservar alguns horários ao dia para ficar longe da tecnologia. Será que dá?


Smartphone tem gerado problemas de coluna em jovens, alertam médicos
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Médicos especializados em cirurgia de coluna têm notado um aumento no número de pacientes com queixas de dores no pescoço e nas costas, provavelmente devido ao uso prolongado de smartphones. De acordo com os profissionais, jovens que teoricamente ainda não deveriam ter esse tipo de problema têm chegado aos consultórios com hérnias de disco e problemas posturais.

A pesquisa, realizada por cirurgiões do Centro Médico Cedars-Sinai, nos Estados Unidos, foi publicada no periódico The Spine Journal e divulgada pela agência de notícias Reuters.

Os especialistas afirmam que a curva natural do pescoço é para trás, mas isso se modifica nos pacientes que ficam o tempo todo olhando para baixo. O problema é que, se uma pessoa está com a coluna ereta, sua cabeça tem um determinado peso, em torno de 10 a 12 quilos. Mas, ao se curvar para frente, o peso aumenta para o equivalente a 27 quilos, o que eleva significativamente a pressão na coluna.

Os autores do trabalho recomendam que as pessoas procurem deixar o smartphone mais perto da altura dos olhos, e acrescentam que usar as duas mãos e os dois polegares tornaria o uso mais confortável para a coluna. Eles também lembram que usuários de laptop devem sempre utilizar um suporte para elevar o monitor.


Tecnologia permite testar a fertilidade masculina com o smartphone
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Jairo Bouer

Avaliar a fertilidade de um homem, em breve, será tão simples quanto usar um teste de farmácia para confirmar a gravidez. Cientistas norte-americanos criaram um dispositivo que, ao ser conectado ao smartphone, pode mostrar se um homem tem espermatozoides de qualidade e em boa quantidade.

Um estudo publicado nesta quarta-feira (22), na revista Science Translational Medicine, indica que o dispositivo fornece resultados com 98% de precisão. Os pesquisadores, dos hospitais Brigham and Women e de Massachusetts, contaram com amostras de sêmen de 350 homens para chegar a esse número.

A tecnologia envolve um uma lâmina com microchip que é mergulhada em uma amostra de sêmen que deve colhida pelo usuário em um recipiente descartável. O dispositivo é, então, conectado ao smartphone e um aplicativo faz a análise das imagens das células reprodutivas em poucos segundos. Se a concentração ou a capacidade de se movimentar dos espermatozoides estiverem abaixo da média, é recomendado que o indivíduo procure o médico.

Embora ainda não esteja disponível comercialmente, o dispositivo deve ter um preço mais acessível que o espermograma feito em laboratório. O produto diminuiria o incômodo de ter que ir a uma clínica e entrar numa sala para se masturbar, algo que deixa muitos homens constrangidos. Além de ajudar casais com problemas de fertilidade, a tencologia seria útil após a vasectomia, que requer alguns testes até que o paciente tenha certeza de que não pode mais ter filhos.

 


Mensagens de texto mudam ondas cerebrais, indica estudo
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Enviar mensagens de texto pelo smartphone pode mudar o ritmo das ondas cerebrais, de acordo com um estudo publicado no periódico Epilepsy & Behavior.

Pesquisadores da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, analisaram dados de 129 pacientes para chegar à conclusão. Suas ondas cerebrais foram monitoradas ao longo de um ano e quatro meses com exames de eletroencefalograma (EEG) combinados a imagens de vídeo.

A equipe, coordenada pelo professor de neurologia William Tatum, constatou um a cada cinco pacientes apresentou um ritmo específico de ondas cerebrais ao usar mensagens de texto no smartphone, um padrão diferente de todos que já foram descritos.

Os pesquisadores acreditam que o novo ritmo é uma métrica objetiva da capacidade do cérebro para processar informação não verbal durante o uso de dispositivos eletrônicos, algo que teria relação com o fato de esse tipo de ação exigir mais atenção ou emoção.

O mesmo ritmo também foi observado em usuários de iPad, o que leva os cientistas a crer que dispositivos com telas menores exigem mais concentração e, por isso, gerariam um tipo específico de ondas cerebrais.

Os autores explicam que ainda há muitas pesquisas a serem feitas nessa área, mas eles acreditam que os resultados reforçam a ideia de que trocar mensagens ao dirigir é extremamente perigoso.


Checar o smartphone é como receber uma recompensa, diz pesquisa
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Por que algumas pessoas tendem a verificar o smartphone o tempo todo enquanto outras são mais tranquilas? Um grupo de psicólogos da Universidade de Temple, nos Estados Unidos, decidiram investigar esse assunto.

Compreender melhor o impacto das tecnologias móveis é importante, pois, embora sua utilidade seja indiscutível, muita gente tem se incomodado com o uso mais pesado, algo que tem causado estresse e até prejudicado relacionamentos.

Os pesquisadores, em artigo publicado no periódico Psychonomic Bulletin & Review, mostram que checar o celular o tempo todo é um impulso que tem a ver com o sistema de recompensa do cérebro. E algumas pessoas são menos capazes de adiar uma gratificação do que outras.

A pesquisa contou com 91 alunos de graduação, submetidos a uma série de questionários e testes cognitivos. Os autores perceberam que os indivíduos com mais dificuldade para negar uma recompensa imediata com o objetivo de obter uma gratificação melhor mais tarde foram os mais propensos a conferir o smartphone o tempo todo.

Os autores concluíram que o comportamento compulsivo em relação às tecnologias móveis caminha lado a lado com a impaciência e a impulsividade.


Você é mais negativo e egocêntrico quando manda tweets pelo celular
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SMARTPHONE300Ninguém duvida que as mídias sociais são o lugar perfeito para quem gosta de aparecer e de reclamar. Mas, segundo um estudo, quem publica mensagens no Twitter usando o smartphone tende a ser ainda mais egocêntrico e negativo do que quem usa o computador para fazer isso.

Uma equipe da Universidade de Londres coletou uma amostra de 235 milhões de tweets enviados na América do Norte ao longo de sete semanas. Com uma ferramenta da psicologia social, o grupo analisou as palavras mais usadas nas mensagens do microblog.

Os pesquisadores, coordenados por Dhiraj Murthy, concluíram que os tweets enviados por celulares são 25% mais negativos, ou seja, contam mais com termos como “dor”, “angústia” e “agonia”, que os enviados pelo computador. Provavelmente porque as pessoas tendem a usar o smarphone para desabafar quando estão presas no trânsito ou numa fila, por exemplo.  E as mensagens também apresentavam com mais frequência as palavras “meu”, “eu” ou “minha”.

A equipe também descobriu que os tweets tendem a ter mais esse perfil em determinados dias da semana e em certas horas do dia. As mensagens mais negativas são postadas no início da manhã e tarde da noite, enquanto o egocentrismo fica mais evidente depois do trabalho ou da escola.

No domingo de manhã, segundo a pesquisa, o ego tira um período de folga e as pessoas deixam de se concentrar tanto nos próprios problemas. Os resultados foram publicados no Journal of Communication e divulgados na revista Time.


Notificações do smartphone desviam a atenção dos usuários, prova estudo
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Jairo Bouer

SMARTPHONE300Um estudo da Universidade do Estado da Flórida comprovou o que todo usuário de smartphone já sabe: aqueles avisos sonoros que acompanham as notificações fazem com que a gente não consiga se concentrar direito no que está fazendo.

Os pesquisadores descobriram que mesmo quando o usuário deixa o aparelho no modo de vibração, as notificações têm uma capacidade de distração comparável a receber chamadas e mensagens de texto.

O estudo, publicado no periódico Journal of Experimental Psychology: Human Perception and Performance, mostrou que o efeito sobre a concentração é realmente marcante.

De acordo com a equipe, liderada por Cary Stothart, embora os avisos sonoros sejam de curta duração, eles são suficientes gerar divagações e desviar a atenção de uma tarefa. Isso pode ter efeito desastroso, por exemplo, para quem está dirigindo.

Para realizar o estudo, os pesquisadores compararam o desempenho dos participantes em uma tarefa no computador que demandava certa atenção.  Eles foram aleatoriamente escolhidos para receber avisos de chamadas, de textos ou nenhuma notificação.

Os participantes que receberam avisos cometeram três vezes mais erros na tarefa do que aqueles que não receberam nada. E as notificações de chamada atrapalharam um pouco mais que os alertas de texto.

Os pesquisadores planejam, agora, executar um experimento parecido enquanto os participantes conduzem um carro em um simulador. Mesmo assim, só com base no estudo atual, eles sugerem que, ao dirigir, os motoristas desliguem o celular ou os deixem fora de alcance e sem som.


Tempo gasto no smartphone pode ser indicativo de depressão
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Jairo Bouer

SMARTPHONE300Quanto tempo você gasta usando seu smartphone? Pesquisadores afirmam que indivíduos que passam mais de uma hora por dia no aparelho têm grandes chances de sofrer de depressão.

De acordo com o pesquisador David Mohr, da Universidade Northwestern, a probabilidade é ainda maior quando a pessoa usa o smartphone em casa. Com análise de dados de empresas de telefonia celular, ele e sua equipe conseguiram identificar o transtorno de humor com 87% de precisão.

O tempo médio gasto no smartphone por pessoas com depressão foi 68 minutos. Já entre indivíduos sem sintomas a média foi de 17 minutos por dia. As informações foram publicadas no jornal Daily Mail.

A amostra do estudo foi pequena – apenas 28 homens e mulheres foram avaliados, ao longo de apenas duas semanas. O local em que estavam foi rastreado via GPS a cada 5 minutos. Apesar das limitações, os pesquisadores acreditam que essa pode ser uma forma simples e barata de diagnosticar a depressão, segundo artigo publicado no Journal of Medical Internet Research.