Blog do Doutor Jairo Bouer

Arquivo : saúde do homem

Cientistas testam solução permanente contra disfunção erétil
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Jairo Bouer

Um estudo preliminar sugere que a terapia com células-tronco pode solucionar casos de disfunção erétil que não respondem a medicamentos como sildenafil (Viagra), tadalafil (Cialis) e vardenafil (Levitra).

A possibilidade traz esperanças para homens que passaram pela cirurgia da próstata, que nem sempre se beneficiam dos remédios e, muitas vezes, têm de recorrer a próteses. Além disso, se esse tipo de terapia se confirmar eficaz e segura, pode se tornar uma opção para homens que não curtem a ideia de tomar um remédio sempre que vão ter uma relação sexual.

Um grupo de pesquisadores do hospital universitário de Odense, na Dinamarca, afirma que uma única injeção dessas células, que têm capacidade de se transformar em várias outras, regerando tecidos e vasos, seria capaz de ajudar homens a obter uma ereção naturalmente. A matéria-prima seria retirada dos próprios pacientes, por meio de uma lipoaspiração na barriga.

A equipe apresentou os resultados promissores de uma pesquisa com 21 homens de meia-idade em uma conferência da Associação Europeia de Urologia no Reino Unido, segundo o jornal britânico Daily Mail. Em seis meses, todos recuperaram a capacidade de ter relações com auxílio de medicação, mas oito deles conseguiram ter ereções mesmo sem tomar remédio. O cenário se manteve igual 12 meses depois, sugerindo que os resultados são de longo prazo.

Para a líder do estudo, a médica Martha Haahr, a terapia resolveria a raiz do problema, em vez de apenas tratar os sintomas. Mas ela ressalta que o estudo é de fase 1, ou seja, teve o objetivo apenas de confirmar a segurança do tratamento. A fase 2 está sendo iniciada, mas ainda são necessárias pesquisas com grupos bem maiores de pacientes até que se chegue à fase 3 e uma eventual aprovação, o que pode levar anos.


Certos homens também sofrem de depressão pré-natal ou pós-parto
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Jairo Bouer

Homens estressados ou com a saúde debilitada podem ficar deprimidos quando as parceiras ficam grávidas, e os sintomas também podem surgir depois do nascimento do filho. É o que mostra um estudo feito na Nova Zelândia, e publicado no periódico Jama Psychiatry.

Hoje, sabe-se que alguns homens também podem ser vítimas da depressão pré-natal ou pós-parto, condições já bem estudadas nas mulheres.  O objetivo do trabalho atual foi identificar os principais fatores de risco para a depressão paterna.

Pesquisadores da Universidade de Auckland analisaram os sintomas de 3.523 homens na faixa dos 33 anos, que foram entrevistados quando suas parceiras estavam no terceiro trimestre de gravidez e nove meses após a chegada do filho.

Os resultados mostraram que 2,3% dos participantes, ou seja, 82 homens, apresentaram sintomas fortes de depressão durante a gravidez das parceiras, e 4,3% (153) relataram os sintomas depois do nascimento da criança.

Os pesquisadores notaram que o problema foi mais frequente nos homens mais estressados e com saúde mais frágil, de um modo geral. No caso da depressão após o nascimento, os sintomas também foram mais presentes nos pais que estavam desempregados, separados da mãe da criança e que já tinham histórico do transtorno.

Os autores observam que o pai exerce uma influência vital para o desenvolvimento da criança, por isso a depressão também pode ter efeitos diretos ou indiretos nos filhos. Reconhecer os sintomas e buscar ajuda o quanto antes pode evitar que isso aconteça.


Agora é hora dos homens (de todas as idades) pensarem na saúde
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Jairo Bouer

novembroazul615

Assim como outubro ficou famoso pela cor rosa, em alusão às mulheres, novembro é o mês de conscientização de um dos problemas de saúde que mais afetam os homens, o câncer de próstata. Mais de 61 mil novos casos devem ser registrados até o fim deste ano, segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), e cerca de 13 mil mortes.

A campanha Novembro Azul, este ano, é um pouco mais ampla e tem como mote a saúde integral do homem. Isso significa que o cuidado deve começar cedo, já que cada fase possui as suas particularidades, da infância à velhice.

A ideia é do Instituto Lado a Lado pela Vida, e tem como objetivo incentivar os homens a procurarem o urologista com regularidade, assim como as mulheres vão ao ginecologista.

Durante todo o mês haverá atividades de orientação sobre saúde masculina, com distribuição de material informativo, ações de estímulo à atividade física e monumentos iluminados de azul em vários monumentos em todo o país.

Se você é homem, que tal agendar uma consulta de rotina, para checar se está tudo OK? E se é mulher, incentive seu filho, pai ou parceiro a se cuidar. Qualquer que seja a doença ou condição, o diagnóstico precoce ajuda a evitar complicações.

No site do Lado a Lado pela Vida, há uma seção com informações sobre os principais problemas de saúde entre meninos, adolescentes, adultos e idosos. Confira aqui: http://bit.ly/2f7KpOy


Ter mais de uma mulher não faz bem ao coração, sugere estudo
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Jairo Bouer

CORACAO300Vários estudos já mostraram que ser casado pode aumentar a longevidade de um homem. Mas não pense que ter mais de uma mulher pode trazer vantagem extra. De acordo com um estudo feito por pesquisadores do Hospital King Faisal, na Arábia Saudita, polígamos têm quase cinco vezes mais risco de sofrer doenças cardíacas.

Trabalhos anteriores já tinham mostrado que pessoas casadas tendem a sofrer menos estresse e, portanto, apresentam melhores índices de saúde. Mas quase não havia pesquisa sobre o impacto da poligamia, algo que é praticado em algumas regiões do Norte e Oeste da África, do Oriente Médio e da Ásia.

Os resultados foram apresentados no Congresso da Sociedade de Cardiologia da Ásia e do Pacífico, a partir de pacientes atendidos com angina (dores no peito) em cinco hospitais da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes. Ao todo, foram avaliados 687 homens, com idade média de 59 anos. Desses, 56% tinham diabetes, 57% tinham hipertensão arterial e 45%, histórico de doença arterial coronariana.

Dois terços dos pacientes tinham apenas uma mulher; 19% tinham duas, 10% tinham três e 3% tinham quatro esposas. Os polígamos eram, em geral, os mais velhos. Eles também tinham melhor renda e viviam principalmente em áreas rurais.

Os pesquisadores observam que homens com mais de uma mulher precisam garantir o sustento das famílias, o que aumenta a pressão para ter um emprego extra e viajar com mais frequência. Tudo isso pode ter impacto na saúde, informaram os autores do estudo em reportagem do jornal britânico Daily Mail.

A pesquisa mostrou que os homens que praticavam a poligamia tinha um 4,6 vezes maior risco de doença arterial coronariana e um risco 3,5 vezes maior de apresentar estreitamento da artéria principal esquerda. Eles também tinham um risco 2,6 vezes mais elevado de sofrer de doença microvascular coronariana, que afeta as paredes dos pequenos vasos sanguíneos no coração.

Os autores do estudo observam que é preciso analisar com mais profundidade outras variáveis, como o nível de atividade física, a dieta e questões genéticas. Mas, a princípio, tudo indica que ter mais de uma mulher não é só alegria.


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