Blog do Doutor Jairo Bouer

Arquivo : satisfação

Você se sente mais jovem do que é? Sua vida sexual agradece
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Jairo Bouer

Você já deve ter ouvido falar que não importa a idade que você tem, mas como você se sente? Pesquisadores canadenses descobriram que essa afirmação faz todo o sentido quando o assunto é sexo. Pessoas que se sentem jovens têm mais desejo e uma vida sexual mais satisfatória, segundo eles.

O estudo, conduzido por uma equipe da Universidade de Waterloo, avaliou informações de 1.170 adultos norte-americanos de 40 a 70 anos, de diferentes orientações sexuais, ao longo de dez anos. E o resultado mostrou que quanto mais próximas de sua idade cronológica as pessoas se sentiam, mais baixa era a qualidade da vida sexual delas.

Os pesquisadores perceberam que o envelhecimento tem um significado que varia muito entre as pessoas. E que a forma como as pessoas encaram esse processo tem um forte impacto na satisfação e no interesse por sexo. Apesar disso, sentir-se velho não altera muito a frequência sexual, segundo os resultados.

A equipe avisa que não levou em conta o quanto a idade dos parceiros interferia na equação. Namorar ou viver com alguém mais jovem pode fazer com que algumas pessoas se sintam rejuvenescidas, enquanto outras se veem mais velhas, por causa da comparação constante.

A descoberta, publicada no periódico Journal of Sex Research, reforça a ideia de que a noção subjetiva que temos sobre a nossa própria idade pode ser tão importante quanto a nossa idade real. Como uma vida sexual satisfatória melhora a qualidade de vida e até a saúde, ter uma visão positiva sobre o envelhecimento pode fazer muita diferença na cama. Quanto mais cedo você mudar seu conceito, melhor.


Sono de qualidade pode resultar em mais sexo
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Jairo Bouer

despertador615

Muitas mulheres, no período da menopausa, têm um sono de má qualidade por causa das alterações hormonais que marcam essa fase. Esse sintoma traz consequências negativas, como o risco maior de hipertensão, doenças cardíacas e sintomas depressivos. Um novo estudo mostra que dormir mal pode interferir até no nível de satisfação sexual delas.

O trabalho, publicado no periódico Menopause, da Sociedade Norte-Americana de Menopausa, analisou dados de 93.668 mulheres de 50 a 79 anos. A prevalência de insônia foi de 13%. E aquelas que dormiam menos de 7 horas por noite eram menos propensas a dizer que estavam satisfeitas com sua vida sexual.

Os pesquisadores afirmam que a relação entre sono e satisfação com o sexo foi mantida mesmo depois de eliminadas outras causas possíveis de problemas de sono, como doenças crônicas e depressão.

O climatério pode ser uma fase difícil para muitas mulheres, mas é importante que elas saibam que existem diferentes formas de tratar os incômodos, inclusive os distúrbios de sono.


Insatisfação no trabalho antes dos 30 anos interfere na saúde aos 40
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Jairo Bouer

trabalho615

A satisfação (ou a falta dela) com o trabalho entre os 20 e 30 anos de idade pode ter impacto direto na saúde de uma pessoa aos 40, revela um estudo feito nos Estados Unidos.

Segundo pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio, embora o impacto também inclua aspectos físicos, é na saúde mental que a coisa pega mais. Quanto mais infeliz com o emprego e a carreira um adulto está por volta dos 28 anos, maior a probabilidade de vir a apresentar sintomas depressivos, preocupação excessiva e dificuldades para dormir dez ou doze anos depois.

Os autores, que apresentaram os dados no encontro anual da Associação Americana de Sociologia, afirmam que os efeitos do trabalho sobre o bem-estar físico e psicológico é cumulativo. Ou seja: quanto mais tempo de insatisfação a pessoa experimenta, maiores serão as consequências. E quanto mais cedo o indivíduo for capaz de melhorar suas condições, maiores as chances de atravessar os 40 com boa saúde mental.

O estudo contou com informações de mais de 6.400 norte-americanos de uma pesquisa nacional que teve início em 1979, quando os participantes tinham de 14 a 22 anos. Eles tinham que dar notas de 1 a 4 ao dizer o quanto estavam satisfeitos com o trabalho, e também dizer se os níveis foram sempre baixos, sempre altos, ou mudaram ao longo do tempo.

Cerca de 45% dos participantes apresentaram notas baixas consistentemente, enquanto só 15% deram notas altas ao longo da carreira. Além de reportar mais depressão e problemas de sono, os insatisfeitos também foram mais propensos a reclamar de problemas como dores nas costas e dores de cabeça. Já as taxas de diabetes e câncer foram mais ou menos semelhantes nos dois grupos.

Os participantes foram reavaliados somente aos 40 anos. Os autores observam que a depressão e o sono ruim também podem deflagrar doenças físicas, com o passar do tempo. Por isso, quem planeja ter uma velhice saudável deve refletir sobre a carreira e fazer algo por ela o quanto antes.


Aumento de salário não traz felicidade, segundo estudo
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Jairo Bouer

dinheiro615

Você acha que ganhar um aumento vai melhorar seu nível de satisfação com a vida? Pois, de acordo com um estudo, uma renda melhor não faz esse milagre, pelo menos para a maioria das pessoas.

Pesquisadores acompanharam 18 mil adultos ao longo de um período de nove anos no Reino Unido e na Alemanha. Anualmente, eles respondiam a um questionário que avaliava seu nível de satisfação e também aumentos de renda.

Resultado? Pessoas que receberam mais aumentos não foram mais propensas a ter uma vida mais satisfatória.

Os autores do trabalho, da Universidade de Stirling, dizem que o impacto no bem-estar só ocorre, mesmo, quando a pessoa perde a fonte de renda. Isso é ainda mais forte se a pessoa é muito rigorosa com suas atitudes em relação ao trabalho – nesse caso, a perda de dinheiro é encarada como um fracasso, por isso o risco de depressão aumenta.

Os dados foram publicados na revista Personality and Social Psychology Bulletin. Mas os autores ressaltam que os resultados só valem para países economicamente desenvolvidos. Pode ser que no Brasil ganhar um aumento seja mais importante para a felicidade de alguém.


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