Blog do Doutor Jairo Bouer

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Risada social faz o corpo liberar endorfinas, mostra estudo
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Jairo Bouer

Dá desânimo ir para uma festa com os amigos depois de um dia puxado no trabalho? Pois um estudo sugere que mesmo aquelas risadas que a gente dá só porque todos estão rindo, em situações sociais, ajudam o cérebro a liberar endorfina, substância que alivia a dor e a tensão, e, por isso mesmo, pode reforçar laços de amizade.

A afirmação é de pesquisadores das universidades de Oxford, no Reino Unido, e de Aalto, na Finlândia.  Eles fizeram um experimento com um grupo de voluntários submetidos a exames de tomografia por emissão de pósitrons (PET), depois de receberem injeções de contraste para destacar os receptores opioides (substâncias que aliviam a dor) no cérebro de cada um.

Os participantes fizeram o exame duas vezes: primeiro, depois de passar um tempo considerável sozinhos no laboratório e, na segunda vez, depois de assistir a vídeos engraçados com os amigos.

O riso social levou a sensações prazerosas e aumentou significativamente a liberação de endorfinas e de outras substâncias opioides no cérebro. Os pesquisadores também viram que, quanto mais receptores opioides os participantes tinham no cérebro, mais eles riam durante o experimento.

As descobertas foram publicadas na revista científica The Journal of Neuroscience.

Os autores do estudo concluíram que o riso social pode ser fundamental para a formação, reforço e manutenção dos vínculos sociais entre os humanos. Isso aconteceria porque a endorfina gera relaxamento e prazer, o que se traduziria no desejo de se encontrar de novo com aquelas pessoas.

Segundo os autores, os primatas têm algo parecido, mas, como não se comunicam verbalmente, a liberação de endorfina é mais demorada. Por isso, eles acreditam que a comunicação vocal trouxe uma vantagem enorme para os seres humanos. E, como o riso é contagioso, esse efeito se espalha muito mais, gerando redes sociais bem maiores e complexas.

 


Facilidade para rir de piadas pode estar nos genes
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Jairo Bouer

anoes300Por que algumas pessoas caem facilmente na gargalhada, enquanto outras mal conseguem esboçar um sorriso diante de uma comédia? A resposta para isso parece estar nos genes, segundo uma pesquisa.

O trabalho, feito por uma equipe das universidades de Northwestern e de Berkeley, nos EUA, e também de Genebra, na Suíça, foi publicado no periódico Emotion, da Associação Americana de Psicologia.

Segundo os pesquisadores, pessoas com uma determinada variante genética – alelos curtos no gene 5-HTTLPR – tendem a ter mais expressões emocionais positivas, como rir e sorrir, quando comparadas àquelas com alelos longos. (Para quem não se lembra das aulas de genética: cada um dos nossos genes tem dois alelos – um herdado da mãe e outro do pai.)

Outras pesquisas já tinham ligado esse gene a emoções negativas. Agora, surge uma evidência forte de que ele também tem relação com emoções positivas. O gene também está envolvido na regulação de serotonina, neurotransmissor que costuma estar associado a depressão e ansiedade.

Os pesquisadores dizem que ter o alelo curto não é exatamente bom ou ruim, apenas significa que a pessoa pode ter reações emocionais amplificadas – tanto negativas quanto positivas. Ou seja: quem tem essa característica também costuma ser mais sensível aos picos emocionais da vida.

O artigo esclarece que os genes nunca têm a palavra final, ou melhor, há sempre uma interação com a natureza que molda uma pessoa. Mas a tendência é que, por ter esse alelo curto, a pessoa sofra mais em ambientes negativos.

Em dois experimentos, voluntários foram convidados a assistir a filmes e desenhos animados considerados engraçados. Já em um terceiro, casais de meia-idade foram estimulados a discutir uma área crítica do casamento.

Todos foram filmados nas três situações e, segundo os pesquisadores, foram considerados como expressões positivas apenas os sorrisos genuínos, e não aqueles que as pessoas dão só por educação. Na análise final, havia 336 participantes, dos quais foram coletados amostras de saliva para análise do gene 5-HTTLPR.

Os dados dos três experimentos combinados indicaram que as pessoas com o alelo curto desse gene apresentaram mais expressões emocionais positivas, ou seja, mais risadas e sorrisos genuínos.

Você ficou curioso para saber como os pesquisadores distinguiam os sorrisos sinceros dos “sociais”? Segundo eles, os primeiros produzem mais rugas, os famosos “pés de galinha”. Fica a dica para você descobrir se você sabe mesmo contar uma boa piada…


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