Blog do Doutor Jairo Bouer

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Quais os riscos de se usar remédio para TDAH sem ter o transtorno?
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Jairo Bouer

Um estudo da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, alerta para os potenciais efeitos adversos do uso do metilfenidato em indivíduos que não sofrem de TDAH, o transtorno de deficit de atenção e hiperatividade.

Experimentos com animais indicaram que indivíduos saudáveis que utilizam o estimulante podem ter problemas de sono, além de alterações cerebrais associadas a comportamentos de risco. E isso pode ser particularmente perigoso na adolescência, quando o cérebro ainda está em formação.

Conhecido popularmente como ritalina, o metilfenidato tem sido usado por muitos estudantes na tentativa de melhorar a concentração e o desempenho nas provas. O remédio é adquirido no mercado negro ou com os usuários que têm prescrição.

Pacientes com TDAH têm uma espécie de efeito paradoxal com a droga – apesar de se tratar de um estimulante, eles ficam mais tranquilos e focados. Apesar dos benefícios para esses pacientes serem bem estabelecidos, há poucos trabalhos científicos voltados para o uso ilícito desse medicamento.

A pesquisa foi feita em ratos com idade equivalente à adolescência em humanos. Os animais apresentaram mudanças químicas no cérebro que afetaram as áreas ligadas ao sistema de recompensa e à atividade locomotora. Isso resultou em distúrbios de sono, perda excessiva de peso, atividade aumentada e tendência a atitudes de risco.

Em artigo publicado no Journal of Neural Transmission, os autores observam que compreender melhor os efeitos do metilfenidato é importante para que se conheçam os riscos da substância para jovens que a utilizam ocasionalmente.


Cientistas testam solução permanente contra disfunção erétil
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Jairo Bouer

Um estudo preliminar sugere que a terapia com células-tronco pode solucionar casos de disfunção erétil que não respondem a medicamentos como sildenafil (Viagra), tadalafil (Cialis) e vardenafil (Levitra).

A possibilidade traz esperanças para homens que passaram pela cirurgia da próstata, que nem sempre se beneficiam dos remédios e, muitas vezes, têm de recorrer a próteses. Além disso, se esse tipo de terapia se confirmar eficaz e segura, pode se tornar uma opção para homens que não curtem a ideia de tomar um remédio sempre que vão ter uma relação sexual.

Um grupo de pesquisadores do hospital universitário de Odense, na Dinamarca, afirma que uma única injeção dessas células, que têm capacidade de se transformar em várias outras, regerando tecidos e vasos, seria capaz de ajudar homens a obter uma ereção naturalmente. A matéria-prima seria retirada dos próprios pacientes, por meio de uma lipoaspiração na barriga.

A equipe apresentou os resultados promissores de uma pesquisa com 21 homens de meia-idade em uma conferência da Associação Europeia de Urologia no Reino Unido, segundo o jornal britânico Daily Mail. Em seis meses, todos recuperaram a capacidade de ter relações com auxílio de medicação, mas oito deles conseguiram ter ereções mesmo sem tomar remédio. O cenário se manteve igual 12 meses depois, sugerindo que os resultados são de longo prazo.

Para a líder do estudo, a médica Martha Haahr, a terapia resolveria a raiz do problema, em vez de apenas tratar os sintomas. Mas ela ressalta que o estudo é de fase 1, ou seja, teve o objetivo apenas de confirmar a segurança do tratamento. A fase 2 está sendo iniciada, mas ainda são necessárias pesquisas com grupos bem maiores de pacientes até que se chegue à fase 3 e uma eventual aprovação, o que pode levar anos.


Pesquisadores buscam remédio para tratar dependência de maconha
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Jairo Bouer

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Já existem algumas drogas disponíveis para o tratamento da dependência do cigarro e do álcool. Já para a maconha, ainda não existe nenhuma opção. Um estudo recém-publicado, porém,  apontou os benefícios de uma substância, o topiramato, já utilizada contra enxaqueca e obesidade.

Em combinação com aconselhamento psicológico, o uso da droga gerou resultados significativamente melhores em jovens dependentes de maconha do que o aconselhamento por si só. O único problema é que muitos participantes do estudo não toleraram os efeitos colaterais do topiramato.

Segundo especialistas, o tratamento psicológico sozinho não tem sido eficaz para ajudar pessoas que não conseguem ficar longe da maconha. Isso foi o que motivou os pesquisadores da Universidade de Brown, nos Estados Unidos, que receberam financiamento do Instituto Nacional de Saúde para Abuso de Drogas.

O topiramato já foi pesquisado como potencial tratamento para dependência do álcool, da nicotina e da cocaína. Em relação à maconha, a combinação de droga e aconselhamento não diminuiu a frequência do fumo, mas a quantidade consumida em cada ocasião. Os resultados foram publicados na revista Addiction Biology.

O trabalho contou com 66 voluntários, com idades entre 15 e 24 anos, que fumavam no mínimo duas vezes por semana e tinham interesse em reduzir o consumo. Mais da metade preenchia os critérios para dependência. O uso pesado de maconha é associado a perturbações da memória e aprendizado, dificuldade em manter a atenção e filtrar informações relevantes.

Divididos em dois grupos, um recebeu placebo e o outro, topiramato. Todos receberam sessões de 50 minutos de aconselhamento em três ocasiões ao longo do estudo, que durou seis semanas. As sessões envolviam um profissional que guiava discussões de caráter motivacional para redução do uso. Os resultados foram aferidos por entrevistas e também por testes de urina.

Apesar de os pesquisadores terem se animado com os efeitos da medicação, 21 dos 40 indivíduos que receberam a droga desistiram de participar, em comparação com apenas 5 entre os 26 que tomaram placebo. Dois terços daqueles que deixaram o estudo citaram os efeitos colaterais como motivo para sair – eles apresentaram depressão, ansiedade, perda de peso, dificuldades de coordenação e equilíbrio.

O próximo passo, segundo os pesquisadores, seria conseguir fazer uma pesquisa com mais gente. E também, se possível, determinar se existem características genéticas ou outros fatores que possam prever quem pode ter mais efeitos colaterais com o uso do topiramato.

 


Droga contra HIV em estudo poderia ser administrada a cada seis meses
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Jairo Bouer

LABORATORIO300Um composto que ainda está sendo testado em laboratório pode trazer uma nova perspectiva para o tratamento da Aids. Com o uso de nanotecnologia, uma equipe de cientistas da Universidade de Nebrasca e de Rochester, nos EUA, criou um antiviral que poderia ser administrado apenas uma ou duas vezes por ano.

A droga é uma combinação de uma nova substância e um produto nanoformulado, que evita sua eliminação pelos rins e ajuda a conter o HIV. Eles seriam administrados no lugar dos inibidores de protease, que devem ser tomados todos os dias pelos pacientes infectados.

Em células humanas do sistema imunológico e também em ratos, os resultados foram positivos. Os resultados aparecem na revista  Nanomedicine: Nanotechnology, Biology and Medicine.

A grande vantagem de se administrar um remédio apenas a cada seis meses seria evitar esquecimentos e falta de aderência por parte dos pacientes, algo que prejudica o tratamento e pode até contribuir para a geração de vírus mais resistentes.


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