Blog do Doutor Jairo Bouer

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Cheiro e voz também contam para atrair alguém, diz pesquisa
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Jairo Bouer

Ter um rosto bonito ou um corpo perfeito nem sempre é o suficiente para conquistar alguém. A voz e o perfume também contam muito no jogo da sedução, de acordo com uma revisão de estudos feita por uma equipe de psicólogos da Universidade de Wroclaw, na Polônia.

Os pesquisadores analisaram trabalhos feitos sobre o tema nos últimos 30 anos, e concluíram que o olfato e a audição têm um papel tão importante quanto a visão quando se trata de julgar se alguém é atraente ou não.

Alguns experimentos revisados pela equipe indicam, por exemplo, que só de ouvir alguém falar é possível ter uma ideia do estado emocional e da idade da pessoa, e até mesmo se ela é dominadora ou cooperativa. Alguns trabalhos sugerem que dá pra adivinhar até o peso de alguém pela voz. E o cheiro, sozinho, é capaz de gerar deduções parecidas, de acordo com os pesquisadores.

Mas, ao que tudo indica, os sentidos somados têm um poder muito maior. Uma das pesquisas encontradas mostra, com ajuda de escaneamento cerebral, que a visão e o olfato funcionam em sinergia, produzindo reações muito mais fortes juntos do que isoladamente. Em outras palavras, “o conjunto da obra” é o que importa, segundo os resultados publicados no periódico Frontiers in Psychology.

Os autores lembram que a atração não tem impacto somente nos romances, mas também nas relações profissionais e nas amizades. Embora o objetivo deles seja orientar outros pesquisadores que estudam o assunto, eles servem de alerta para quem dá atenção demais à aparência, para o bem e para o mal. Beleza não é tudo.


Hormônio “do amor” aumenta quando relação está em crise, diz pesquisa
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Você já ouviu falar na oxitocina, o “hormônio do amor”? Essa substância, liberada pelo cérebro durante o orgasmo e também durante a amamentação, é associada ao vínculo afetivo entre duas pessoas. Agora, um grupo de pesquisadores sugere que ela também pode ser chamada de “hormônio da crise”.

Uma equipe de psicólogos das universidades de Ciência e Tecnologia da Noruega e do Novo México, nos Estados Unidos, descobriu que, toda vez que uma pessoa percebe que seu parceiro está demonstrando menos interesse no relacionamento do que ela, seus níveis de oxitocina aumentam na tentativa de reforçar os laços.

Os pesquisadores avaliaram 75 casais norte-americanos e 148 indivíduos noruegueses em relacionamento estável. Durante os experimentos, os participantes foram estimulados a pensar sobre o parceiro e escrever como era a relação e o quanto gostariam que o outro estivesse envolvido nela. Os níveis de oxitocina foram medidos antes e depois da tarefa.

Em ambos os grupos, os níveis de hormônio foram altos quando os participantes tinham um vínculo forte, como esperado. Mas, ao analisar as duas partes do casal, os pesquisadores perceberam que a quantidade de oxcitocina era mais alta na pessoa que acreditava se doar mais para o relacionamento do que o parceiro. Mas eles também viram que parece haver um limite nessa estratégia, pois, quando o participante que investia mais na relação achava que já não tinha mais jeito, os níveis do hormônio também eram mais baixos.

Os resultados foram semelhantes nos Estados Unidos e na Noruega, o que mostra que a questão transcende a cultura. Para os autores, é possível que o hormônio tenha a função de incentivar as pessoas a cuidar mais da relação quando percebem que o parceiro está menos interessado que eles. Mas ainda são necessários mais estudos para confirmar esse novo papel da oxitocina.


Mãe feliz tem menos risco de ter bebê com cólica, sugere pesquisa
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O nível de satisfação com o relacionamento e de suporte social que uma mulher recebe pode interferir na chance de seu filho sofrer mais ou menos de cólicas, segundo pesquisadores norte-americanos. Eles encontraram uma associação significativa entre esse incômodo, comum nos primeiros meses de vida, e o estado emocional das mães, em especial as de primeira viagem.

A equipe, da Faculdade de Medicina Penn State, avaliou dados de 3.000 mulheres, de 18 a 35 anos, que tiveram filhos em 78 maternidades da Pensilvânia. Fatores como felicidade no relacionamento, nível de ajuda do parceiro e de outras pessoas foram analisados durante a gestação e um mês após o parto. O trabalho foi financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos.

Uma parcela de 11,6% das mães entrevistadas relataram que seus bebês tinham cólicas, o que foi definido na pesquisa como choro e agitação por no mínimo três horas ao dia.

Quanto maior era a ansiedade das mães e menor o apoio que elas tinham da sociedade, maior era a propensão a ter filhos com o incômodo. A relação foi encontrada inclusive em mulheres que sofriam de depressão pós-parto ou que não estavam vivendo junto com os pais biológicos dos filhos. As conclusões foram publicadas no periódico Child: Care, Health and Development.

Para os autores do estudo, liderado pelo gastroenterologista pediátrico Chandran Alexander, é provável que os bebês chorem menos quando o pai e a mãe estão felizes. Mas também é possível que mães mais satisfeitas encarem os choros frequentes dos filhos como algo natural, e acabem não reclamando tanto da cólica.

Os pesquisadores também observaram que mães solteiras tiveram uma leve tendência a relatar menos o problema, e eles acreditam que isso se deve ao fato de muitas delas terem contado com mais apoio da família e dos amigos, justamente por não terem parceiro.

Outros trabalhos já haviam associado o estado emocional das mães com a frequência de cólicas dos bebês, mas esse é um tema que ainda precisa ser estudado melhor, já que muitas das estratégias utilizadas para aliviar o incômodo dos bebês não têm comprovação. A própria equipe planeja, agora, pesquisar se o bem-estar das mães também pode interferir em outros problemas que são associados às cólicas, como distúrbios gastrointestinais e alergias alimentares, à medida que as crianças envelhecem.


Efeito placebo também funciona para coração partido, mostra estudo
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Você está com o coração partido porque acabou de sair de um relacionamento? Faça algo que você acredita ser útil para aliviar sua dor emocional. Qualquer coisa. De acordo com uma pesquisa recém-publicada, o efeito placebo pode influenciar regiões cerebrais associadas à regulação emocional e, como consequência, diminuir a percepção do sofrimento.

Rompimentos amorosos costumam ser experiências extremamente dolorosas, e funcionam como gatilho para problemas psicológicos e até suicídio. Segundo os autores do estudo, da Universidade de Colorado Boulder, nos Estados Unidos, esse tipo de sofrimento está associado a um risco 20 vezes maior de depressão.

Como há evidências de resultados positivos do placebo para diversas doenças físicas, a equipe decidiu avaliar se a crença em algo que pudesse ajudar a superar um rompimento teria efeito também. Para isso, os pesquisadores selecionaram 40 voluntários que tinham sido rejeitados pelos parceiros até seis meses antes da abordagem.

Os participantes foram convidados a ir ao laboratório levando a foto do ex, ou da ex, e também a de um amigo do mesmo sexo. Enquanto passavam por um exame de ressonância magnética funcional, les tinham que olhar a foto e contar como tinha sido a separação. Em seguida, tinham que olhar a foto do amigo. Por último, ainda foram submetidos a um estímulo doloroso, um toque quente no antebraço. Em todos os casos, eles tinham que dizer como se sentiam, numa escala de 1 (muito mal) a 5 (muito bem).

A primeira constatação do estudo é que as regiões do cérebro ativadas pela dor física e pela emocional foram as mesmas. Ou seja: levar um fora causa uma dor real.

Em seguida, todos foram convidados a usar um spray nasal. Para metade do grupo, os pesquisadores disseram que era apenas uma solução salina. Já a outra metade ouviu que aquilo era um analgésico poderoso para combater dores emocionais.

De volta à ressonância, os participantes voltaram a ver as fotos dos ex e, de novo, foram submetidos ao estímulo doloroso no braço. O grupo que recebeu o suposto analgésico não apenas sentiu menos dor física, como se sentiu melhor emocionalmente, e a resposta do cérebro se modificou. As áreas envolvidas na modulação de emoções e de substâncias ligadas ao bem-estar tiveram atividade aumentada, enquanto a área associada à dor ficou mais fraca.

O estudo foi financiado pelo Instituto Nacional de Saúde Mental norte-americano, com apoio adicional da Fundação Nacional de Ciência, na Suíça, e os resultados foram publicados no Journal of Neuroscience.


Casamento também faz bem à saúde da população LGBTT, conclui estudo
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O casamento faz bem à saúde de casais LGBTT (lésbicas, gays bissexuais, transexuais e transgêneros), mostra um estudo da Universidade de Washington, nos Estados Unidos. Pesquisas anteriores já tinham confirmado os benefícios do matrimônio para heterossexuais, mas este é um dos primeiros a comprovar que a hipótese independe de orientação sexual.

Nos Estados Unidos, uma lei federal passou a impedir qualquer legislação estadual contrária ao casamento de pessoas do mesmo sexo há cerca de dois anos. No Brasil, não há uma lei, mas uma resolução do Conselho Nacional de Justiça, de 2013.

A equipe descobriu que homo ou bissexuais que trocaram alianças reportaram melhores índices de saúde física e mental, além de maior suporte social e financeiro, em relação aos solteiros.

O trabalho contou com 1.800 indivíduos LGBTT de 50 anos ou mais. Cerca de um quarto eram casados e metade eram solteiros. O casamento foi mais frequente entre mulheres e em brancos não hispânicos.

Os pesquisadores dizem que indivíduos em união estável também apresentaram melhores índices de saúde que os solteiros, mas o benefício foi ainda maior para os casados. Os dados foram publicados num suplemento especial do periódico The Gerontologist.


Um terço das mulheres quer menos sexo que o parceiro, segundo pesquisa
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Uma pesquisa britânica que contou com 5.000 pessoas revela que um terço das mulheres admite que não tem vontade de transar tanto quanto seus parceiros. O trabalho, conduzido por sociólogos das universidades Open e Huddersfield, no Reino Unido, teve participantes de 16 a 65 anos.

Segundo os pesquisadores, as mulheres acreditam que é normal os homens quererem mais sexo que elas, e que isso faz parte do relacionamento. Somente um em dez homens relata querer transar menos que suas parceiras.

Mas os resultados mostram que o tempo é um fator que interfere bastante no desejo sexual feminino. No início do relacionamento, apenas uma em cinco mulheres diz que o parceiro quer transar mais que ela. Já depois de 16 anos de convívio, praticamente metade acha que a libido delas é mais baixa que a do marido.

Outro achado interessante é que, para alguns homens, sexo é algo que as mulheres fazem por eles, e não algo compartilhado pelo casal.

Apesar de tudo, quase dois terços dos casais dizem que o sexo é uma parte importante da relação.

A pesquisa foi apresentada na conferência anual da Associação Britânica de Sociologia e noticiada pelo jornal Daily Mail.


Solitário sofre mais quando fica resfriado, segundo pesquisa
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Ficar doente é muito chato, mas se você estiver se sentindo só, é provável que vá sofrer mais ainda, segundo uma pesquisa feita na Universidade Rice e financiada pelos Institutos Nacionais de Saúde, nos Estados Unidos.

Vários estudos já mostraram que a solidão pode aumentar o risco de doenças e de morte prematura. Mas os psicólogos da universidade decidiram pesquisar qual seria o impacto em uma condição aguda, temporária e extremamente comum, o resfriado.

Eles selecionaram 159 pessoas de 18 a 55 anos, sendo que 60% eram homens. Os participantes responderam a diversos questionários e passaram cinco dias em quarentena em quartos de hotel, recebendo gotas nasais para induzi um resfriado. Um grupo usado como controle recebeu só placebo.

A sensação de isolamento social não interferiu na probabilidade de pegar a doença – nem todos ficaram resfriados, apesar da exposição ao vírus. No entanto, aqueles que ficaram doentes e se sentiam solitários relataram uma gravidade maior nos sintomas.

Os pesquisadores esclarecem que o tamanho da rede social também não interferiu nos resultados. O que importa, segundo eles, não é quantos amigos uma pessoa tem, mas a qualidade dos relacionamentos. Uma pessoa pode até namorar, ter uma vida social ativa e mesmo assim se sentir só.

O estudo foi publicado no periódico Health Psychology. Para os autores, ele revela o quanto é importante as pessas investirem nas relações sociais, e o quanto os sentimentos podem interferir na qualidade de vida e até na produtividade das empresas.


Pornografia gera insatisfação no relacionamento, mas só para o homem
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Homens que consomem pornografia são menos satisfeitos com seus relacionamentos, mas o mesmo não pode ser dito sobre as mulheres. É o que dizem pesquisadores das universidades de Indiana e do Hawaii, nos Estados Unidos.

Eles chegaram a essas conclusões após fazer uma meta-análise que envolveu 50 estudos sobre pornografia e mais de 50 mil pessoas de dez diferentes países. Os resultados foram publicados no periódico Human Communication Research e divulgados no jornal britânico Daily Mail.

Ao contrário do que aconteceu com os homens, os pesquisadores não conseguiram encontrar uma relação entre consumo desse tipo de conteúdo e baixa satisfação com os relacionamentos entre as mulheres (sim, elas também curtem pornografia).

Para os autores do trabalho, pode ser que os homens criem expectativas mais irreais em relação ao sexo e acabam se desapontando com as relações de verdade. Isso não significa que a pornografia tenha que ser abandonada, mas talvez seja o caso de conscientizar as pessoas de que esses vídeos não são retratos fiéis da realidade.


Seus parceiros têm algo em comum, sugere estudo
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Você já parou para se perguntar o que seus ex têm em comum? Pesquisadores da Universidade da Califórnia afirmam que os parceiros românticos de uma pessoa tendem a ter algumas semelhanças entre si.

O trabalho, coornenado pelo professor de psicologia Paul Eastwick, confirma a ideia de que as pessoas têm uim “tipo”, uma preferência por parceiros com determinadas qualidades. Mas, de acordo com os resultados, essas características têm mais a ver com o meio em que elas vivem do que com a busca por determinado perfil.

Explico melhor: é mais provável que seus ex-namorados ou namoradas sejam todos educados, ou então religiosos, por exemplo. Mas isso não acontece só porque você busca pessoas educadas ou religiosas, respectivamente, mas porque muita gente a seu redor têm essas características. Em outras palavras, a disponibilidade importa mais do que sua capacidade de selecionar.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores analisaram o perfil dos envolvidos em mais de 1.000 relacionamentos heterossexuais passados e presentes. Em uma parte do estudo, foi constatado que os parceiros anteriores tendem a ter até características físicas em comum. E isso incluía não só namorados, como também parceiros casuais.

O estudo foi publicado on-line este mês no Journal of Personality and Social Psychology, da Associação Americana de Psicologia.


Sensação boa depois do sexo dura 48 horas e ajuda a unir casais, diz estudo
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Um estudo realizado na Universidade do Estado da Flórida mostra que a sensação agradável que as pessoas costumam ter depois do sexo dura até dois dias. E, segundo os pesquisadores, quem tem um maior nível de satisfação nesse período tende a relatar níveis mais elevados de satisfação com o relacionamentos vários meses depois.

Os pesquisadores partiram do princípio de que, se o sexo é tão bom, por que a maioria dos parceiros não transa todos os dias? A resposta, segundo eles, é que o “brilho” de uma relação satisfatória dura mais do que um dia.

Para testar a hipótese, a equipe analisou dados de dois estudos independentes – um com 96 casais e outro com 118 casais. Todos tinham acabado de se casar, e aceitaram completar um diário sobre frequência e satisfação não só com o sexo, mas com o relacionamento como um todo, por alguns dias seguidos. Eles tinham que dar notas de 1 a 7 para cada item. Em um período que variou de quatro a seis meses depois, os casais passaram pelo processo novamente.

A frequência sexual variou muito entre os casais, mas, em média, os participantes tiveram relações em quatro dos 14 dias de diário, e o “fogo” apagou um pouco depois de alguns meses. Mesmo assim, foi possível observar que a satisfação, depois de uma relação sexual, durava até 48 horas, e a intensidade dessa sensação foi associada a um casamento mais feliz no fim do estudo. O mesmo padrão foi observado nos dois trabalhos independentes, o que confirou a hipótese da equipe.

O trabalho foi publicado na Psychological Science, a revista da Associação de Ciências Psicológicas, nos Estados Unidos. Ele reforça a ideia, já apontada em outras pesquisas recentes, de que o prazer sexual não é importante só para a reprodução, mas também para manter os parceiros unidos. Tudo indica que os relacionamentos também ajudaram o ser humano a sobreviver como espécie.