Blog do Doutor Jairo Bouer

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Quer saber o que alguém sente? Use o ouvido, sugerem pesquisadores
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Jairo Bouer

A melhor maneira de saber o que alguém está sentindo é olhar nos olhos, certo? Embora esse seja um instinto comum, pesquisadores afirmam que fechar os olhos e prestar atenção na voz de uma pessoa é a melhor estratégia para reconhecer suas emoções reais.

Uma equipe estudiosos da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, executou cinco diferentes experimentos para chegar a essa conclusão, envolvendo um total de 1.800 participantes. Em cada um deles, cada integrante tinha que interagir com outra pessoa ou ouvir uma conversa. Algumas vezes, era possível apenas ouvir o outro, ou a conversa; em outras ocasiões, podia-se ver e ouvir; ou então só olhar.

Em todos os experimentos, os indivíduos conseguiram reconhecer as emoções com maior precisão quando usaram apenas o ouvido. A única exceção foi quando, em um dos testes, os participantes foram expostos a uma gravação computadorizada, tipo uma voz de robô, sem as tipicas diferenças de entonação da fala humana.

Em reportagem no jornal britânico Daily Mail, os autores do estudo comentam que o resultado contradiz uma tendência comum em pesquisas sobre emoções humanas, que é se basear muito nas expressões faciais.  Eles acreditam que a visão acaba tirando o foco de pistas mais consistentes, que estariam na voz. Ou talvez muita gente tenha aprendido a mascarar o que está sentindo.


Divisão de tarefas em casa ainda é desigual, mostra experimento
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Quantos minutos por dia as mulheres passam cuidando da casa e do bebê? E os homens? Pesquisadores norte-americanos decidiram investigar a fundo a rotina de 52 casais jovens, logo após o nascimento do primeiro filho, para descobrir se a igualdade entre os sexos na divisão de tarefas domésticas é uma realidade. E, infelizmente, a conclusão não é animadora: em dias de folga, eles passam cerca de 101 minutos descansando, enquanto as mulheres, no máximo 49 minutos.

O trabalho foi feito por pesquisadores da faculdade de sociologia da Universidade da Carolina do Norte. Os autores do estudo alertam que se trata de uma amostra pequena, por isso não dá para generalizar os resultados. De qualquer forma, eles podem dar uma ideia do que acontece em muitos lares.

Os casais que participaram do experimento eram, na maioria, brancos, com nível elevado de educação, e tanto o homem quanto a mulher trabalhavam. Cada integrante preencheu um diário com detalhes e horários das atividades executadas nos dias de descanso e de trabalho. O monitoramento começou no terceiro trimestre da gravidez e terminou no terceiro mês após o parto.

Nos dias de folga, após o nascimento da criança, os homens descansaram durante 46% do período investido pelas parceiras no cuidado com o bebê. Já elas conseguiram relaxar apenas 16% do período em que eles assumiram a tarefa. Em relação ao cuidado com a casa, como lavar louça ou arrumar a bagunça, eles folgaram em 35% do tempo investido por elas na função. E elas, em apenas 19% do período gasto por eles.

Para os autores, está claro que homens e mulheres devem conversar para dividir melhor as tarefas, especialmente nessa fase tão delicada, que é a chegada do primeiro filho. Eles acreditam que os padrões que se estabelecem nessa fase acabam prevalecendo nos anos seguintes, embora isso não tenha sido investigado. Por outro lado, eles também observam que as mulheres devem dar mais espaço para que os maridos assumam certas tarefas, sem se preocupar tanto com o a qualidade do trabalho.


Música ajuda a conquistar a garota? Veja o que mostra uma pesquisa
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Por que as pessoas investem tanta energia, tempo e dinheiro em música? De acordo com muitos estudiosos, esse tipo de arte teria se desenvolvido através da seleção sexual. As habilidades motoras e cognitivas necessárias para fazer música seriam indicadores de bons genes e, assim, aumentariam o sucesso reprodutivo, assim como o canto de pássaros na época de acasalamento.

Com base nesse pressuposto, pesquisadores da Universidade de Viena, na Áustria, decidiram investigar se a música é capaz de interferir na capacidade de alguém se sentir atraído por outra. A equipe apresentou trechos de músicas instrumentais com temas variados para um grupo de indivíduos heterossexuais. Eles também foram expostos a fotografias de possíveis candidatos a parceiro ou parceira, retratados com uma expressão neutra.

Havia três grupos de participantes: mulheres na fase fértil (quando o comportamento de busca por parceiro parece ser mais ativo), mulheres fora da fase fértil e homens. Todos tinham preferências musicais consideradas semelhantes. Os resultados mostraram que as participantes do sexo feminino classificaram os rostos masculinos como mais atraentes e estavam mais dispostas a sair com os caras das fotos quando eram expostas a música antes de ver as imagens. A fase do ciclo menstrual não fez muita diferença. E as músicas mais estimulantes e complexas fizeram mais efeito. Já para os homens a estratégia não funcionou.

Os pesquisadores esperam, no futuro, averiguar se a exposição à música pode ser útil para compensar a ausência de algum atributo físico.  Outros estudos já mostraram que ela melhora a coesão social e também ajuda no relacionamento entre mãe e filho. Ainda existe um longo caminho a percorrer até que se comprovem esses conceitos. Mas, na dúvida, talvez valha a pena caprichar na trilha sonora antes de abordar uma garota.


Trocar alianças é uma boa maneira de treinar seu autocontrole, diz estudo
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Quer saber como ter mais autocontrole e trabalhar sua capacidade de perdoar? Não precisa fazer nenhum curso. Basta se casar. De acordo com um grupo de pesquisadores, a vida a dois é um verdadeiro campo de treinamento para essas habilidades, e isso tem um reflexo positivo na vida das pessoas.

A equipe, com integrantes das universidades de Amsterdam e de Tilburg, na Holanda, e também da Turquia, acompanhou 199 duplas de recém-casados ao longo de quatro anos para chegar a essa conclusão. A cada ano cada participante respondia a longos questionários sobre o relacionamento. Os resultados foram publicados no Journal of Social and Personal Relationships.

Os estudiosos partiram do princípio de que perdão e autocontrole são duas características importantes para qualquer casamento dar certo, o que já foi comprovado em vários estudos. E não é preciso ser cientista para entender por quê. Relacionamentos não são fáceis, por isso, saber se controlar durante uma briga e ter em mente que todo mundo erra de vez em quando são determinantes para seguir em frente.

Mas a equipe descobriu que essas qualidades também são aprendidas no casamento. Ou seja: quem não tolera uma pisada de bola e sempre acaba falando o que não deve numa briga pode melhorar com uma vida a dois. E isso pode se refletir positivamente em outros tipos de relacionamento – no trabalho e na família, por exemplo.

Os pesquisadores admitem que os níveis de perdão dos participantes aumentaram de maneira mais expressiva que os de autocontrole. No entanto, eles citam os resultados de diversos estudos recentes que apontam os benefícios de programas de treinamento com esse objetivo. Se nem a vida a dois for capaz de melhorar essa característica, pode ser que um curso ou uma terapia ajudem.


Robôs ainda têm domínio limitado sobre as leis da atração, mostra estudo
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Dá para prever se uma pessoa vai sentir atração por outra apenas pelos traços de personalidade e preferências que ambas têm em comum? Esse é o princípio da maioria dos aplicativos de encontro, por isso um grupo de pesquisadores decidiu testar até que ponto a tecnologia pode revelar uma alma gêmea.esquisadores das universidades de Utah, da Califórnia e de Northwestern, utilizaram dados de dois grupos de candidatos a encontros rápidos, de quatro minutos, que tinham preenchido questionários que detalhavam mais de 100 características e preferências de cada um deles.

A equipe contou com um algoritmo de aprendizado de máquinas sofisticado para testar quem se interessaria por quem antes dos encontros ocorrerem.

Após cada encontro, os integrantes tinham que indicar o nível de interesse e de atração sexual em relação a cada candidato. Os pesquisadores perceberam que é possível antecipar, de modo geral, quem tende a despertar mais atenção de quem, mas não se duas pessoas, em particular, vão se interessar uma pela outra. Nesse último aspecto, o acerto foi zero.

De acordo com os autores, pelo menos com as ferramentas disponíveis hoje em dia, ainda não é possível pular a tarefa de encontrar um monte de gente até encontrar sua alma gêmea. Claro que os aplicativos dão uma ajuda boa para filtrar os candidatos. Mas, pelo menos por enquanto, robôs estão longe de decifrar os mistérios da atração. Os resultados serão apresentados no TEDxSaltLakeCity, no dia 9 de setembro.

 


Que tal esfregar os pés sob o lençol e compartilhar algumas bactérias?
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Casais que vivem juntos compartilham muitas coisas: quarto, banheiro, geladeira e até bactérias. E sabe qual a parte do corpo com mais micro-organismos em comum? Os pés, segundo um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Waterloo, no Canadá.

A equipe coletou 330 amostras de micro-organismos da pele de 17 partes diferentes do corpo de diferentes casais heterossexuais e levou o material para ser analisado em laboratório. Com ajuda de algoritmos, eles conseguiram identificar com uma precisão de 86% quais pessoas viviam juntas apenas com base no conjunto de bactérias encontrado. Os resultados foram publicados na revista da Sociedade Americana de Microbiologia.

Eles esclarecem que cada pessoa tem um perfil específico de micro-organismos, chamado de microbioma, e ele não fica igual ao do parceiro. Mas diversas partes do corpo passam a acumular bactérias da outra pessoa também, em especial os pés, já que o casal anda descalço sobre o mesmo piso o tempo todo.

Os pesquisadores descobriram, no entanto, que pessoas do mesmo sexo compartilham mais bactérias em comum do que casais que vivem juntos – nesse caso, foi possível fazer a identificação com 100% de precisão. Isso também é mais forte em determinadas partes do corpo, como a parte interna da coxa. Ou seja: nessa região, uma mulher tem mais micro-organismos em comum com outra mulher do que com o parceiro de cama.

Outra curiosidade revelada pelo estudo é que os perfis microbianos do lado esquerdo do corpo, como mãos, pálpebras, axilas ou narinas, são muito parecidos com os encontrados do lado direito. A equipe espera, no futuro, ver análises semelhantes obtidas de casais do mesmo sexo e de diferentes origens étnicas.


Ser casada com um cara atraente pode ter suas desvantagens
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Mulheres casadas com homens atraentes são mais propensas a desenvolver transtornos alimentares como anorexia, bulimia ou transtorno do comer compulsivo. A conclusão é de uma pesquisa da Universidade do Estado da Flórida, nos Estados Unidos.egundo o trabalho, jovens que acreditam que os maridos são mais atraentes do que elas acabam se sentindo pressionadas a fazer dietas rigorosas. E a busca por um corpo magro acaba aumentando o risco de transtornos alimentares.

O curioso é que isso não acontece com os homens, por mais atraentes que suas mulheres sejam. Os resultados foram publicados na revista Body Image.

Os psicólogos, liderados pela pesquisadora Andrea Meltzer, acreditam que compreender melhor os gatilhos para os transtornos alimentares pode fazer com que o diagnóstico ocorra mais cedo e, assim, a condição fica mais fácil de ser tratada.

Os pesquisadores avaliaram 113 casais com idade média de 20 anos e que estavam juntos há pouco tempo – menos de quatro meses. Cada uma das partes respondeu a perguntas sobre o quanto achavam o parceiro ou a parceira atraentes, o quanto se achavam atraentes, e ainda deram informações sobre comportamento alimentar e preocupação com o peso.

Os participantes também foram fotografados e avaliados por estudantes de graduação em relação ao nível de atratividade. De acordo com os autores, está claro que, para as mulheres, os relacionamentos podem interferir na autoimagem e na propensão a problemas como a anorexia, que podem ser graves.

Se você acha que sua mulher ou namorada se preocupa demais em emagrecer, tente dar uma força e reforçar os atributos dela, não só os físicos.


Dormir mal faz casal reagir pior às discussões do dia a dia, mostra estudo
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Dormir mal não só aumenta a chance de você brigar com seu parceiro, como também aumenta o risco de você desenvolver processos inflamatórios que predispõem a doenças cardiovasculares, diabetes e artrite. Quem afirma são pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos.

A equipe recrutou 43 casais, que foram examinados e passaram por exames de sangue duas vezes, após preencher questionários sobre como tinham dormido nas noites anteriores. Em seguida, eles foram estimulados a falar sobre algum tema que costumava gerar conflitos entre o casal, para depois repetirem os exames de sangue.

Os resultados do estudo foram publicados na revista Psychoneuroendocrinology.

Os pesquisadores descobriram que ter dormido mal não fez os participantes apresentassem marcadores de inflamação no primeiro exame. Mas fez com que eles reagissem aos conflitos com mais inflamação. Em outras palavras, a falta de sono aumentou a vulnerabilidade deles ao estresse.

Para cada hora de sono perdida, os níveis de marcadores inflamatórios aumentaram 6%. Entre os casais que usaram táticas mais agressivas no momento de discutir o tema delicado, o aumento foi de 10%. Já quem tinha dormido pelo menos sete horas reagiu melhor à discussão – o sono ajudou a neutralizar o impacto.

Conflitos fazem parte da vida conjugal, bem como dormir pouco. Agora imagine o estrago que viver brigando e dormir mal toda noite pode causar à saúde?


Ajuda do parceiro pode piorar quadro de insônia, sugere estudo
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Com a intenção de ajudar, muita gente acaba prejudicando os parceiros que sofrem de insônia. Um estudo mostra que conselhos que os companheiros de cama dão quase sempre contradizem as recomendações dos especialistas em medicina do sono.

O trabalho foi feito com 31 parceiros de pessoas que sofrem com insônia, sendo 14 do sexo feminino, por uma equipe do centro de pesquisas sobre o sono da Universidade Monash, na Austrália.

Segundo os resultados, 74% dos parceiros encorajam o marido ou a mulher a ir para a cama mais cedo ou a acordar mais tarde, quando o ideal é que o insone vá se deitar só quando está com muito sono, e procure se levantar sempre no mesmo horário, para não perpetuar o problema.

O levantamento também mostrou que 42% sugerem que o parceiro leia ou assista à TV na cama, para relaxar e pegar no sono mais facilmente, o que também é um erro: quem sofre de insônia deve usar a cama apenas para dormir e ter relações sexuais.

Outros equívocos estimulados pelos bem-intencionados parceiros são servir café à tarde, para afastar a sonolência, estimular sonecas e tentar convencer o insone a fazer menos atividades durante o dia. Tudo isso foi relatado por 35% dos entrevistados.

Os pesquisadores ainda concluíram que, embora os insones se sintam bem pelo suporte que recebem dos parceiros, a preocupação deles pode causar um certo aumento da ansiedade para dormir melhor, o que acaba prejudicando o quadro.

Os dados, preliminares, foram apresentados num suplemento da revista científica Sleep e numa conferência anual sobre o tema realizada nos Estados Unidos esta semana.


Cheiro e voz também contam para atrair alguém, diz pesquisa
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Ter um rosto bonito ou um corpo perfeito nem sempre é o suficiente para conquistar alguém. A voz e o perfume também contam muito no jogo da sedução, de acordo com uma revisão de estudos feita por uma equipe de psicólogos da Universidade de Wroclaw, na Polônia.

Os pesquisadores analisaram trabalhos feitos sobre o tema nos últimos 30 anos, e concluíram que o olfato e a audição têm um papel tão importante quanto a visão quando se trata de julgar se alguém é atraente ou não.

Alguns experimentos revisados pela equipe indicam, por exemplo, que só de ouvir alguém falar é possível ter uma ideia do estado emocional e da idade da pessoa, e até mesmo se ela é dominadora ou cooperativa. Alguns trabalhos sugerem que dá pra adivinhar até o peso de alguém pela voz. E o cheiro, sozinho, é capaz de gerar deduções parecidas, de acordo com os pesquisadores.

Mas, ao que tudo indica, os sentidos somados têm um poder muito maior. Uma das pesquisas encontradas mostra, com ajuda de escaneamento cerebral, que a visão e o olfato funcionam em sinergia, produzindo reações muito mais fortes juntos do que isoladamente. Em outras palavras, “o conjunto da obra” é o que importa, segundo os resultados publicados no periódico Frontiers in Psychology.

Os autores lembram que a atração não tem impacto somente nos romances, mas também nas relações profissionais e nas amizades. Embora o objetivo deles seja orientar outros pesquisadores que estudam o assunto, eles servem de alerta para quem dá atenção demais à aparência, para o bem e para o mal. Beleza não é tudo.