Blog do Doutor Jairo Bouer

Arquivo : Redes sociais

Cerca de 1 em 6 jovens costumam dar um tempo no uso de mídias sociais
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Jairo Bouer

Muitos pais de adolescentes adorariam ver os filhos se concentrarem tanto nas redes sociais e tão pouco nos estudos e em outras atividades. Esta pesquisa pode deixá-los um pouco mais tranquilos: cerca de 58% dos jovens norte-americanos têm feito pausas voluntárias para ficar um tempo longe das plataformas, porque eles próprios percebem que o excesso faz mal.

O levantamento foi feito pela agência de notícias Associated Press (AP) em parceria com o centro de pesquisas Norc, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. A conclusão foi baseada em entrevistas com 790 adolescentes de 13 a 17 anos.

Entre os jovens que fizeram essas pausas, 65% fizeram isso voluntariamente. Do total, 24% responderam que o motivo era o fato de estarem cansados de conflitos. Vinte por cento responderam que estavam cansados da obrigação de saber tudo o que está acontecendo. E 8% relataram que as mídias sociais estavam prejudicando seu desempenho na escola ou no trabalho.

Os garotos foram mais propensos a fazer pausas mais longas, sendo que 36% ficavam duas semanas ou mais sem acessar as mídias sociais, enquanto 22% das meninas ficaram esse mesmo tempo longe das plataformas.

O estudo também mostrou que os jovens de lares com menor rendimento são mais propensos a querer dar esses tempos, e suas pausas são mais longas que as de adolescentes de famílias de renda mais alta.

O principal motivo das pausas involuntárias foi a decisão dos pais de tirar os aparelhos dos filhos (38%). Em seguida aparecem as perdas e roubos (17%).

Quem deu um tempo por conta própria relatou ter se sentido melhor com a experiência. Já quem teve o perdido ou tirado dos pais afirmaram ter sentido muita ansiedade e a sensação de estar perdendo algum acontecimento importante.

Fazer essas pausas por conta própria é uma atitude saudável e mostra que esses jovens têm domínio sobre o hábito. Quem não consegue ficar nem um dia sem acessar as redes talvez esteja precisando de ajuda…


Noção de tempo muda quando você está no Facebook, mostra experimento
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tempo615

Você às vezes perde a noção do tempo quando está nas redes sociais? Acha que ficou só um pouco, mas, quando vai ver, os minutos voaram? Um experimento conduzido com psicólogos comprovou que isso realmente acontece, porque as distrações alteram nossa percepção do tempo.

Pesquisadores da Universidade de Kent, no Reino Unido, convidaram 44 pessoas para observar 20 imagens diferentes, por quantidades variáveis de tempo. Cinco delas eram associadas ao Facebook; outras cinco diziam respeito à internet de um modo geral; e as outras dez eram imagens neutras, para servir de controle.

Depois de visualizar cada imagem, os participantes tinham que dizer se ela tinha ficado na tela por muito tempo ou por pouco tempo.

Os resultados mostraram que os participantes subestimaram o tempo quando as imagens eram relacionadas ao Facebook ou à internet, o que não aconteceu com as imagens neutras. Mas o Facebook causou uma distorção bem maior, segundo os pesquisadores.

O estudo, publicado no Journal of Applied Social Psychology, mostra que as redes sociais podem ser uma ótima fonte de distração. Mas também podem ser uma armadilha para quem tem dificuldade de administrar o próprio tempo. Se você tem trabalho ou estudo para fazer, é melhor deixar o Facebook para outra hora.


Xingar é feio, mas é sinal de sinceridade, segundo estudo
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raivaemoji615

Atire a primeira pedra quem não usa um palavrão de vez em quando para xingar alguém ou alguma coisa. Mas tem gente que exagera. Essas pessoas muitas vezes são consideradas grossas e desagradáveis, mas, segundo um estudo recém-publicado, elas tendem a ser mais sinceras.

Em geral, o xingamento está relacionado a emoções como raiva ou frustração, mas também pode ser uma estratégia para chamar atenção dos outros.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, em parceria com estudiosos da Holanda, dos Estados Unidos e de Hong Kong, decidiu testar a hipótese com dois experimentos.

Primeiro, a equipe convidou 276 pessoas para listar as palavras que mais gostavam de usar e explicar o motivo. Em seguida, eles passaram por um detector de mentiras, que indicou quem estava sendo verdadeiro ou apenas tentava ser socialmente aceitável. Aqueles que listaram mais palavrões foram os menos propensos a mentir.

O segundo experimento envolveu a coleta de dados de 75 mil usuários do Facebook. Os pesquisadores concluíram que quem xinga mais também tende a usar mais padrões de linguagem que, segundo estudos anteriores, são mais relacionados a honestidade.

Os resultados, publicados na revista Social Psychological and Personality Science, também sugerem que a tendência a xingar mais ou menos em público tende a variar dependendo da região em que a pessoa vive.

Claro que a reação a esse tipo de vocabulário também vai mudando com o tempo. Os autores lembram que, em 1939, os produtores do filme “E o vento levou” chegaram a ser multados porque o personagem de Clark Gable disse: “Francamente, minha querida, eu não dou a mínima”.

 


20% dos jovens acessam mídias sociais no meio da noite, diz estudo
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joveminternet615

Um em cada cinco jovens acorda com frequência no meio da noite para checar ou enviar mensagens pelas mídias sociais, mostra uma pesquisa publicada no periódico Journal of Youth Studies. Essa atividade notura faz com que os adolescentes tenham uma propensão três vezes maior a sentir cansaço na escola, e ainda pode ser um empecilho para o bem-estar.

O levantamento foi feito com mais de 900 alunos de 12 a 15 anos, que foram entrevistados sobre hábitos da internet e sobre a satisfação com diversos aspectos da vida, como estudos, aparência e amizades.

As meninas foram bem mais propensas a acessar mídias sociais durante a noite que os meninos. Os resultados também mostraram que os alunos que relataram estar sempre cansados na escola eram significativamente menos felizes que os jovens mais dispostos.

Para os pesquisadores do Instituto de Pesquisa Social e Econômica do País de Gales, no Reino Unido, o número é pequeno, mas significativo, e dá uma dimensão de o quanto as mídias sociais podem levar à privação de sono e atrapalhar a vida dos jovens.

 


O que está por trás das suas selfies?
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SELFIE615

Para muita gente, inclusive alguns estudiosos, tirar selfies o tempo todo é sinal de narcisismo. Mas uma pesquisa mostra que nem todos os adeptos dessa mania têm obsessão pela própria imagem. As motivações por trás das fotos podem ser bem diversas.

Após analisar uma extensa amostra de perfis de redes sociais, uma equipe da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, chegou à conclusão de que existem basicamente três categorias de “tiradores de selfies”:

O primeiro grupo é o dos comunicadores. Eles tirariam as fotos para interagir com os amigos e parentes, ou para iniciar uma conversa. Diferente dos narcisistas, a ferramenta, para eles, é uma via de mão dupla, e não apenas uma oportunidade para se exibir.

A segunda parcela, segundo os pesquisadores, é a dos autobiógrafos, que têm como objetivo preservar memórias que foram importantes para eles. Eles não estariam tão preocupados com a reação dos outros em relação às postagens, apesar de gostarem de curtidas, é claro.

O último grupo, e o menor deles, de acordo com o estudo, é o dos que buscam autopromoção – pessoas que tentam documentar tudo o que fazem para se mostrar de uma forma positiva para o mundo. Nessa categoria estariam personalidades como Taylor Swift, Katy Perry e os Kardashians.

Em artigo publicado no periódico Visual Communication Quarterly, os autores observam que entender a motivação por trás das selfies é valioso, já que a boa parte da história da sociedade atual vai ser contada dessa forma.


Usar múltiplas plataformas de mídia social é ligado a ansiedade e depressão
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Alguns estudos têm chamado atenção para o impacto que as redes sociais podem ter na saúde de quem passa dia e noite mergulhado nelas. Mas parece que o tempo não é o único termômetro para detectar possíveis problemas – a forma de usar também importa. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos diz que quem costuma usar de sete a onze plataformas de mídia social tem um risco três vezes maior de sofrer de ansiedade e depressão do que usuários mais conservadores, que usam no máximo duas.

A conclusão é de pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, e foi publicada no periódico Computers in Human Behavior. Eles afirmam que o risco é significativo a ponto de justificar que médicos e psicólogos orientem pacientes com esses transtornos a evitar o uso de múltiplas pataformas. Mas eles admitem que é difícil saber se é o comportamento que aumenta a ansiedade ou vice-versa.

A equipe avaliou uma amostra de 1.787 adultos norte-americanos de 19 a 32 anos, que passaram por testes para diagnosticar sintomas depressivos e descreveram a forma como usavam plataformas como Facebook, YouTube, Twitter, Instagram, Google Plus, Pinterest e Linkedln. Os usuários ativos do maior número de sites foram 3,3 vezes mais propensos a apresentar níveis mais altos de ansiedade e depressão, mesmo quando outros fatores de risco foram isolados, como situação financeira e status de relacionamento.

Os autores têm algumas hipóteses para explicar a associação. Alguns estudos já associaram a tendência a fazer várias coisas ao mesmo tempo a prejuízos na memória e aprendizado, o que, segundo eles, poderia ter algum impacto na saúde mental. Outro ponto levantado é que as particularidades de cada plataforma tornam essa migração constante estressante, o que poderia prejudicar o humor. Por último, eles lembram que, quanto maior o número de perfis, maior a exposição caso ocorra alguma situação embaraçosa.


Posts no Facebook podem revelar baixa autoestima ou narcisismo
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Pessoas que sempre publicam posts sobre seu parceiro romântico no Facebook são mais propensas a ter problemas de autoestima. Já quem vive atualizando seu status com detalhes sobre os exercícios que fez ou a dieta que segue tende a ser narcisista.

As conclusões são de um estudo com 555 usuários da rede social, que responderam a pesquisas on-line e tiveram seus traços de personalidade analisados por psicólogos da Universidade de Brunel, na Inglaterra.

O estudo ainda concluiu que pessoas mais conscienciosas tendem a postar mais sobre os filhos.

Não é nenhuma novidade que as pessoas publicam posts para chamar atenção para si mesmas. A recompensa vem em forma de “likes”, que traz uma sensação agradável de inclusão social.

Segundo os pesquisadores, posts com caráter narcisista costumam receber mais aprovação, o que acaba alimentando novas inserções sobre os esforços feitos para melhorar a própria aparência. Mas não dá para saber se esse apoio é fruto do interesse verdadeiro dos amigos, ou apenas uma forma de ser educado.

Os resultados foram publicados no periódico Personality and Individual Differences.


Estudo alerta para risco de abuso de deficientes intelectuais na web
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Jovens com deficiência intelectual são mais suscetíveis a situações de abuso, e a internet só aumenta essa vulnerabilidade. É o que revela um estudo feito por uma equipe da Universidade do Estado do Michigan, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores entrevistaram 28 adultos, com 27 anos, em média, que sofrem da síndrome de Williams, uma condição genética que gera atraso no desenvolvimento e torna as pessoas extremamente sociais e confiantes. Os dados foram publicados no periódico Journal of Intellectual Disability Research. 

O número de participantes é pequeno, e a doença, relativamente rara. Mesmo assim, os resultados são preocupantes. Dois terços deles afirmaram que enviariam fotos para uma pessoa desconhecida em redes sociais como o Facebook. Eles também disseram que aceitariam ir para a casa de uma pessoa que conheceram on-line e teriam um relacionamento com elas sem que os pais soubessem.

A coordenadora do estudo, Marisa Fisher, estuda a síndrome de Williams há mais de uma década. Outros estudos conduzidos por ela mostram que indivíduos com essa condição, e também com síndrome de Down e autismo, costumam passar por situações de intimidação, roubo e abuso com alguma frequência.

Segundo ela, 86% dos adultos com a síndrome de Williams entram em redes sociais quase todos os dias, geralmente sem supervisão. Ela espera, com sua experiência, desenvolver um programa de habilidades sociais que inclui regras de comportamento e segurança on-line.

Apesar de a internet ajudar indivíduos com deficiência intelectual a ter uma qualidade de vida melhor, é preciso que essas pessoas sejam auxiliadas para definir configurações de privacidade, por exemplo, e para ter discernimento ao aceitar convites.


Estudo associa uso de mídias sociais e problemas de sono
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SMARTPHONE615

Adultos jovens que passam muito tempo conectados às mídias sociais, ou que costumam checar suas páginas várias vezes ao dia, são mais propensos a ter distúrbios do sono, segundo um estudo.

O trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, teve financiamento dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos. Os resultados aparecem no periódicoPreventive Medicine.

A pesquisa contou com 1.788 adultos de 19 a 32 anos, com diferentes graus de interesse e conectados às principais mídias sociais. Os participantes investiam, em média, 61 minutos por dia nos sites, e costumavam acessar as redes cerca de 30 vezes ao longo da semana. As entrevistas também indicaram que 30% dos indivíduos tinham problemas graves de sono.

Os participantes que conectavam as mídias sociais mais vezes ao longo da semana foram três vezes mais propensos a apresentar alterações no sono em comparação com os usuários mais ocasionais. E aqueles que passavam mais tempo nas redes ao longo do dia tinham o dobro do risco. Ou seja, aquelas pessoas que têm um comportamento meio obsessivo e o checam várias vezes ao dia o que os outros estão postando parecem ser os mais afetados.

Os autores do trabalho, liderados por Brian Primack, enfatizam que são necessários mais estudos para determinar se o uso excessivo das mídias sociais é que gera problemas de sono ou se é o inverso – a falta de descanso faz com que as pessoas tenham mais obsessão pelas redes. Ou ambos.

Há várias ligações entre sono e internet. Em primeiro lugar, as pessoas perdem a noção do tempo quando estão conectadas, e isso faz com que elas fiquem acordadas até mais tarde. As redes sociais também geram expectativas e excitação, por exemplo quando as pessoas se engajam em discussões polêmicas ou trocam flertes. Por último, a luz emitida pelas telas prejudica o relógio biológico, como já foi comprovado em diversos estudos. Da próxima vez que você for ao médico e se queixar de cansaço, portanto, não se assuste se ele perguntar sobre seus hábitos na internet.


Jovem que fica muito em rede social pode ter problemas emocionais
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Jairo Bouer

ADOLESCENTE300Jovens que passam mais de três horas por dia em mídias sociais são duas vezes mais propensos a sofrer problemas de saúde mental, segundo levantamento divulgado pelo Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unido.

O relatório aponta níveis mais elevados de problemas emocionais e de comportamento, além hiperatividade, nas crianças e adolescentes que passam muito tempo em sites como Facebook, Twitter e Pinterest. Os dados foram divulgados no jornal britânico Daily Mail.

Entre 2012 e 2013, 56% dos jovens passaram até três horas por dia nas redes sociais. Cerca de 8% passam mais de três horas em um dia de aula. As meninas são bem mais propensas que os meninos – cerca de 11% delas gastam mais de três horas nos sites em relação a 5% dos colegas do sexo masculino.

O relatório constatou uma “clara associação” entre o tempo gasto em sites sociais e a incidência de problemas emocionais ou de comportamento.

O texto alerta que, embora as redes sociais sejam úteis para conectar as pessoas e estabelecer relações – o que é bom para a saúde mental, elas também são uma fonte de comparação, cyberbullying e isolamento.