Blog do Doutor Jairo Bouer

Arquivo : Redes sociais

Impulsividade não é único fator envolvido ao postar conteúdo impróprio
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Jairo Bouer

Por que alguns jovens adultos publicam conteúdos pouco inapropriados na internet, como ofensas, informações pessoais, sexuais ou sobre uso de álcool e drogas? Para muita gente, inclusive pesquisadores, o motivo disso é a impulsividade ou a inconsequência. Mas um novo estudo mostra que não é só isso. Pessoas com altos níveis de autocontrole são propensas a fazer isso também.

Segundo pesquisadores da Universidade de Plymouth, muitos dos jovens que adotam esse comportamento de risco na internet são providos do que eles chamam de automonitoramento – eles se adaptam de acordo com as normas sociais. Ou seja: eles postam conteúdo impróprio deliberadamente, por acreditar que essa é a coisa certa a ser feita.

A equipe, do departamento de psicologia, criou uma escala de exposição a risco para avaliar uma série de imagens e textos considerados inapropriados, como relativos a álcool, sexo e drogas, material ofensivo e informações pessoais. Eles também analisaram o nível de automonitoramento e de impulsividade dos participantes – 178 britânicos e 90 italianos de ambos os sexos, com idades entre 20 e 22 anos.

Eles perceberam que os britânicos foram mais propensos a publicar conteúdo relacionado a álcool e drogas, enquanto os italianos apresentaram tendência maior a expor conteúdo ofensivo e informações pessoais. Para os pesquisadores, um indício de que aspectos culturais desempenham um papel importante no tipo de assunto compartilhado. Tanto os indivíduos com altos níveis de impulsividade quanto aqueles que se automonitoram mais foram os que mais adotaram o comportamento de risco.

Nessa faixa etária, muitos jovens ainda estão na faculdade e não prestam atenção no quanto postar conteúdo impróprio pode vir a prejudicar a carreira deles no futuro. Por descuido ou mesmo por uma decisão deliberada, eles podem acabar se envolvendo em situações indesejadas e se arrepender amargamente depois.


Por que é tão difícil romper com as mídias sociais?
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Jairo Bouer

Algumas pessoas até tentam dar um tempo para Twitter, Facebook e Instagram, mas acabam voltando. Pesquisadores holandeses e norte-americanos decidiram investigar por que isso acontece, e confirmaram o que muita gente já sabia: mídia social dá prazer. E ficar sem ela causa fissura.

Cientistas das universidades do Michigan, de Vrije e Radboud Nijmegen fizeram dois experimentos diferentes com usuários assíduos e menos frequentes do Facebook. Eles descobriram que até uma rápida exposição a qualquer imagem relacionada à rede, como o logotipo ou uma captura de tela, foi capaz de gerar uma resposta prazerosa, como uma recompensa, nos usuários mais frequentes.

Depois da imagem que remetia à rede, os participantes eram expostos a um símbolo chinês. Mais tarde, eles tinham que avaliar o símbolo, e a maioria afirmou que a imagem chinesa trazia uma sensação agradável também. Para a equipe, é uma espécie de condicionamento, difícil de ser desaprendido.

No segundo experimento, eles convidaram os participantes a medir sua fissura por Facebook. Eles detectaram que muitos usuários sofriam uma espécie de culpa pela “tentação” de ficar o tempo todo na rede. Tentavam se afastar e, daí, falhavam, o que gerava uma sensação ruim constante.

Para essas pessoas, os autores recomendam tirar o atalho da tela inicial do celular, por exemplo. Isso poderia aliviar a fissura e, por consequência, a culpa por não conseguir se controlar diante da rede. Os dados foram publicados na revista Cyberpsychology, Behavior and Social Networking.


Cerca de 1 em 6 jovens costumam dar um tempo no uso de mídias sociais
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Jairo Bouer

Muitos pais de adolescentes adorariam ver os filhos se concentrarem tanto nas redes sociais e tão pouco nos estudos e em outras atividades. Esta pesquisa pode deixá-los um pouco mais tranquilos: cerca de 58% dos jovens norte-americanos têm feito pausas voluntárias para ficar um tempo longe das plataformas, porque eles próprios percebem que o excesso faz mal.

O levantamento foi feito pela agência de notícias Associated Press (AP) em parceria com o centro de pesquisas Norc, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. A conclusão foi baseada em entrevistas com 790 adolescentes de 13 a 17 anos.

Entre os jovens que fizeram essas pausas, 65% fizeram isso voluntariamente. Do total, 24% responderam que o motivo era o fato de estarem cansados de conflitos. Vinte por cento responderam que estavam cansados da obrigação de saber tudo o que está acontecendo. E 8% relataram que as mídias sociais estavam prejudicando seu desempenho na escola ou no trabalho.

Os garotos foram mais propensos a fazer pausas mais longas, sendo que 36% ficavam duas semanas ou mais sem acessar as mídias sociais, enquanto 22% das meninas ficaram esse mesmo tempo longe das plataformas.

O estudo também mostrou que os jovens de lares com menor rendimento são mais propensos a querer dar esses tempos, e suas pausas são mais longas que as de adolescentes de famílias de renda mais alta.

O principal motivo das pausas involuntárias foi a decisão dos pais de tirar os aparelhos dos filhos (38%). Em seguida aparecem as perdas e roubos (17%).

Quem deu um tempo por conta própria relatou ter se sentido melhor com a experiência. Já quem teve o perdido ou tirado dos pais afirmaram ter sentido muita ansiedade e a sensação de estar perdendo algum acontecimento importante.

Fazer essas pausas por conta própria é uma atitude saudável e mostra que esses jovens têm domínio sobre o hábito. Quem não consegue ficar nem um dia sem acessar as redes talvez esteja precisando de ajuda…


Noção de tempo muda quando você está no Facebook, mostra experimento
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tempo615

Você às vezes perde a noção do tempo quando está nas redes sociais? Acha que ficou só um pouco, mas, quando vai ver, os minutos voaram? Um experimento conduzido com psicólogos comprovou que isso realmente acontece, porque as distrações alteram nossa percepção do tempo.

Pesquisadores da Universidade de Kent, no Reino Unido, convidaram 44 pessoas para observar 20 imagens diferentes, por quantidades variáveis de tempo. Cinco delas eram associadas ao Facebook; outras cinco diziam respeito à internet de um modo geral; e as outras dez eram imagens neutras, para servir de controle.

Depois de visualizar cada imagem, os participantes tinham que dizer se ela tinha ficado na tela por muito tempo ou por pouco tempo.

Os resultados mostraram que os participantes subestimaram o tempo quando as imagens eram relacionadas ao Facebook ou à internet, o que não aconteceu com as imagens neutras. Mas o Facebook causou uma distorção bem maior, segundo os pesquisadores.

O estudo, publicado no Journal of Applied Social Psychology, mostra que as redes sociais podem ser uma ótima fonte de distração. Mas também podem ser uma armadilha para quem tem dificuldade de administrar o próprio tempo. Se você tem trabalho ou estudo para fazer, é melhor deixar o Facebook para outra hora.


Xingar é feio, mas é sinal de sinceridade, segundo estudo
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raivaemoji615

Atire a primeira pedra quem não usa um palavrão de vez em quando para xingar alguém ou alguma coisa. Mas tem gente que exagera. Essas pessoas muitas vezes são consideradas grossas e desagradáveis, mas, segundo um estudo recém-publicado, elas tendem a ser mais sinceras.

Em geral, o xingamento está relacionado a emoções como raiva ou frustração, mas também pode ser uma estratégia para chamar atenção dos outros.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, em parceria com estudiosos da Holanda, dos Estados Unidos e de Hong Kong, decidiu testar a hipótese com dois experimentos.

Primeiro, a equipe convidou 276 pessoas para listar as palavras que mais gostavam de usar e explicar o motivo. Em seguida, eles passaram por um detector de mentiras, que indicou quem estava sendo verdadeiro ou apenas tentava ser socialmente aceitável. Aqueles que listaram mais palavrões foram os menos propensos a mentir.

O segundo experimento envolveu a coleta de dados de 75 mil usuários do Facebook. Os pesquisadores concluíram que quem xinga mais também tende a usar mais padrões de linguagem que, segundo estudos anteriores, são mais relacionados a honestidade.

Os resultados, publicados na revista Social Psychological and Personality Science, também sugerem que a tendência a xingar mais ou menos em público tende a variar dependendo da região em que a pessoa vive.

Claro que a reação a esse tipo de vocabulário também vai mudando com o tempo. Os autores lembram que, em 1939, os produtores do filme “E o vento levou” chegaram a ser multados porque o personagem de Clark Gable disse: “Francamente, minha querida, eu não dou a mínima”.

 


20% dos jovens acessam mídias sociais no meio da noite, diz estudo
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joveminternet615

Um em cada cinco jovens acorda com frequência no meio da noite para checar ou enviar mensagens pelas mídias sociais, mostra uma pesquisa publicada no periódico Journal of Youth Studies. Essa atividade notura faz com que os adolescentes tenham uma propensão três vezes maior a sentir cansaço na escola, e ainda pode ser um empecilho para o bem-estar.

O levantamento foi feito com mais de 900 alunos de 12 a 15 anos, que foram entrevistados sobre hábitos da internet e sobre a satisfação com diversos aspectos da vida, como estudos, aparência e amizades.

As meninas foram bem mais propensas a acessar mídias sociais durante a noite que os meninos. Os resultados também mostraram que os alunos que relataram estar sempre cansados na escola eram significativamente menos felizes que os jovens mais dispostos.

Para os pesquisadores do Instituto de Pesquisa Social e Econômica do País de Gales, no Reino Unido, o número é pequeno, mas significativo, e dá uma dimensão de o quanto as mídias sociais podem levar à privação de sono e atrapalhar a vida dos jovens.

 


O que está por trás das suas selfies?
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Jairo Bouer

SELFIE615

Para muita gente, inclusive alguns estudiosos, tirar selfies o tempo todo é sinal de narcisismo. Mas uma pesquisa mostra que nem todos os adeptos dessa mania têm obsessão pela própria imagem. As motivações por trás das fotos podem ser bem diversas.

Após analisar uma extensa amostra de perfis de redes sociais, uma equipe da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, chegou à conclusão de que existem basicamente três categorias de “tiradores de selfies”:

O primeiro grupo é o dos comunicadores. Eles tirariam as fotos para interagir com os amigos e parentes, ou para iniciar uma conversa. Diferente dos narcisistas, a ferramenta, para eles, é uma via de mão dupla, e não apenas uma oportunidade para se exibir.

A segunda parcela, segundo os pesquisadores, é a dos autobiógrafos, que têm como objetivo preservar memórias que foram importantes para eles. Eles não estariam tão preocupados com a reação dos outros em relação às postagens, apesar de gostarem de curtidas, é claro.

O último grupo, e o menor deles, de acordo com o estudo, é o dos que buscam autopromoção – pessoas que tentam documentar tudo o que fazem para se mostrar de uma forma positiva para o mundo. Nessa categoria estariam personalidades como Taylor Swift, Katy Perry e os Kardashians.

Em artigo publicado no periódico Visual Communication Quarterly, os autores observam que entender a motivação por trás das selfies é valioso, já que a boa parte da história da sociedade atual vai ser contada dessa forma.


Usar múltiplas plataformas de mídia social é ligado a ansiedade e depressão
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Alguns estudos têm chamado atenção para o impacto que as redes sociais podem ter na saúde de quem passa dia e noite mergulhado nelas. Mas parece que o tempo não é o único termômetro para detectar possíveis problemas – a forma de usar também importa. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos diz que quem costuma usar de sete a onze plataformas de mídia social tem um risco três vezes maior de sofrer de ansiedade e depressão do que usuários mais conservadores, que usam no máximo duas.

A conclusão é de pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, e foi publicada no periódico Computers in Human Behavior. Eles afirmam que o risco é significativo a ponto de justificar que médicos e psicólogos orientem pacientes com esses transtornos a evitar o uso de múltiplas pataformas. Mas eles admitem que é difícil saber se é o comportamento que aumenta a ansiedade ou vice-versa.

A equipe avaliou uma amostra de 1.787 adultos norte-americanos de 19 a 32 anos, que passaram por testes para diagnosticar sintomas depressivos e descreveram a forma como usavam plataformas como Facebook, YouTube, Twitter, Instagram, Google Plus, Pinterest e Linkedln. Os usuários ativos do maior número de sites foram 3,3 vezes mais propensos a apresentar níveis mais altos de ansiedade e depressão, mesmo quando outros fatores de risco foram isolados, como situação financeira e status de relacionamento.

Os autores têm algumas hipóteses para explicar a associação. Alguns estudos já associaram a tendência a fazer várias coisas ao mesmo tempo a prejuízos na memória e aprendizado, o que, segundo eles, poderia ter algum impacto na saúde mental. Outro ponto levantado é que as particularidades de cada plataforma tornam essa migração constante estressante, o que poderia prejudicar o humor. Por último, eles lembram que, quanto maior o número de perfis, maior a exposição caso ocorra alguma situação embaraçosa.


Posts no Facebook podem revelar baixa autoestima ou narcisismo
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Jairo Bouer

narcisismo615

Pessoas que sempre publicam posts sobre seu parceiro romântico no Facebook são mais propensas a ter problemas de autoestima. Já quem vive atualizando seu status com detalhes sobre os exercícios que fez ou a dieta que segue tende a ser narcisista.

As conclusões são de um estudo com 555 usuários da rede social, que responderam a pesquisas on-line e tiveram seus traços de personalidade analisados por psicólogos da Universidade de Brunel, na Inglaterra.

O estudo ainda concluiu que pessoas mais conscienciosas tendem a postar mais sobre os filhos.

Não é nenhuma novidade que as pessoas publicam posts para chamar atenção para si mesmas. A recompensa vem em forma de “likes”, que traz uma sensação agradável de inclusão social.

Segundo os pesquisadores, posts com caráter narcisista costumam receber mais aprovação, o que acaba alimentando novas inserções sobre os esforços feitos para melhorar a própria aparência. Mas não dá para saber se esse apoio é fruto do interesse verdadeiro dos amigos, ou apenas uma forma de ser educado.

Os resultados foram publicados no periódico Personality and Individual Differences.


Estudo alerta para risco de abuso de deficientes intelectuais na web
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Jovens com deficiência intelectual são mais suscetíveis a situações de abuso, e a internet só aumenta essa vulnerabilidade. É o que revela um estudo feito por uma equipe da Universidade do Estado do Michigan, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores entrevistaram 28 adultos, com 27 anos, em média, que sofrem da síndrome de Williams, uma condição genética que gera atraso no desenvolvimento e torna as pessoas extremamente sociais e confiantes. Os dados foram publicados no periódico Journal of Intellectual Disability Research. 

O número de participantes é pequeno, e a doença, relativamente rara. Mesmo assim, os resultados são preocupantes. Dois terços deles afirmaram que enviariam fotos para uma pessoa desconhecida em redes sociais como o Facebook. Eles também disseram que aceitariam ir para a casa de uma pessoa que conheceram on-line e teriam um relacionamento com elas sem que os pais soubessem.

A coordenadora do estudo, Marisa Fisher, estuda a síndrome de Williams há mais de uma década. Outros estudos conduzidos por ela mostram que indivíduos com essa condição, e também com síndrome de Down e autismo, costumam passar por situações de intimidação, roubo e abuso com alguma frequência.

Segundo ela, 86% dos adultos com a síndrome de Williams entram em redes sociais quase todos os dias, geralmente sem supervisão. Ela espera, com sua experiência, desenvolver um programa de habilidades sociais que inclui regras de comportamento e segurança on-line.

Apesar de a internet ajudar indivíduos com deficiência intelectual a ter uma qualidade de vida melhor, é preciso que essas pessoas sejam auxiliadas para definir configurações de privacidade, por exemplo, e para ter discernimento ao aceitar convites.