Blog do Doutor Jairo Bouer

Arquivo : internet

Pesquisa associa exposição a pornografia e início sexual precoce
Comentários Comente

Jairo Bouer

Jovens que são expostos muito cedo a conteúdo pornográfico explícito são mais propensos a se envolver em comportamentos sexuais de risco precocemente. A conclusão é de um estudo apresentado esta semana na conferência anual da Sociedade Britânica de Psicologia.

Um total de 73 adultos com idades entre 18 e 25 anos participaram do estudo, sendo 42 homens e 31 mulheres. Eles responderam a questionários online sobre hábitos de consumo de pornografia e comportamento sexual. Com a internet e as tecnologias móveis, hoje ficou muito mais fácil para um adolescente acessar vídeos de sexo explícito.

A análise mostrou que os jovens expostos cedo a conteúdo pornográfico foram mais propensos a adotar comportamentos sexuais de risco mais cedo, o que significa transar sem camisinha e sem adotar outros métodos contraceptivos.

Os integrantes da pesquisa relataram ter sido expostos a material explícito já aos 12 anos de idade, em média, sendo que os comportamentos sexuais tiveram início em torno de um ano depois. A exposição contínua a esse tipo de conteúdo também indicou uma tendência maior, entre as garotas, a ter mais parceiros sexuais.

Os autores do trabalho, da Universidade de Buckingham, lembram que jovens de 15 a 24 anos estão entre a parcela da população mais exposta a infecções sexualmente transmissíveis no Reino Unido atualmente, uma realidade semelhante à brasileira.


Impulsividade não é único fator envolvido ao postar conteúdo impróprio
Comentários Comente

Jairo Bouer

Por que alguns jovens adultos publicam conteúdos pouco inapropriados na internet, como ofensas, informações pessoais, sexuais ou sobre uso de álcool e drogas? Para muita gente, inclusive pesquisadores, o motivo disso é a impulsividade ou a inconsequência. Mas um novo estudo mostra que não é só isso. Pessoas com altos níveis de autocontrole são propensas a fazer isso também.

Segundo pesquisadores da Universidade de Plymouth, muitos dos jovens que adotam esse comportamento de risco na internet são providos do que eles chamam de automonitoramento – eles se adaptam de acordo com as normas sociais. Ou seja: eles postam conteúdo impróprio deliberadamente, por acreditar que essa é a coisa certa a ser feita.

A equipe, do departamento de psicologia, criou uma escala de exposição a risco para avaliar uma série de imagens e textos considerados inapropriados, como relativos a álcool, sexo e drogas, material ofensivo e informações pessoais. Eles também analisaram o nível de automonitoramento e de impulsividade dos participantes – 178 britânicos e 90 italianos de ambos os sexos, com idades entre 20 e 22 anos.

Eles perceberam que os britânicos foram mais propensos a publicar conteúdo relacionado a álcool e drogas, enquanto os italianos apresentaram tendência maior a expor conteúdo ofensivo e informações pessoais. Para os pesquisadores, um indício de que aspectos culturais desempenham um papel importante no tipo de assunto compartilhado. Tanto os indivíduos com altos níveis de impulsividade quanto aqueles que se automonitoram mais foram os que mais adotaram o comportamento de risco.

Nessa faixa etária, muitos jovens ainda estão na faculdade e não prestam atenção no quanto postar conteúdo impróprio pode vir a prejudicar a carreira deles no futuro. Por descuido ou mesmo por uma decisão deliberada, eles podem acabar se envolvendo em situações indesejadas e se arrepender amargamente depois.


Seu smartphone pode ser o culpado pela birra do seu filho, segundo estudo
Comentários Comente

Jairo Bouer

O uso exagerado de dispositivos móveis pelas crianças tem deixado muitos pais de cabelo em pé. Mas será que a forma como os adultos utilizam a tecnologia também não tem gerado problemas para os pequenos? Segundo uma pesquisa, crises de choro, birra e hiperatividade são mais frequentes em crianças cujos pais estão sempre no smartphone.

Especialistas das universidades de Michigan e de Illiois, nos Estados Unidos, avaliaram 170 famílias para chegar à conclusão, publicada na edição on-line do periódico Child Development. Pais e mães responderam a perguntas sobre o uso de tecnologia e fizeram uma estimativa sobre quantas vezes costumavam interromper o tempo gasto com os filhos para checar ou responder a alguma mensagem, inclusive nas refeições ou durante atividades rotineiras em que as crianças estavam por perto.

Cerca de metade dos entrevistados (48%) relatou que, num dia típico, param três ou mais vezes de fazer o que estão fazendo com os filhos para checar o smartphone, o computador ou ambos. Para 24%, a média era de duas interrupções, e, para 17%, uma ao dia. Só 11% disseram que nunca paravam para usar algum dispositivo.  O estudo também constatou que as mães foram mais propensas que os pais a achar essa situação problemática.

Mesmo poucas e pequenas interrupções  foram associadas a problemas de comportamento entre as crianças, como hipersensibilidade, irritação, hiperatividade e tendência a choramingar com frequência. Isso se manteve mesmo quando os pesquisadores isolaram fatores como depressão ou nível baixo de escolaridade.

O estudo é pequeno e os próprios pesquisadores advertem que o objetivo deles não foi ligar causa e efeito. Ou seja: ainda é preciso investigar bastante o tema antes de confirmar a hipótese. Os autores observam, por exemplo, que muitos pais podem acabar usando a tecnologia como fuga porque as crianças dão muito trabalho, e isso pode ter interferido nos resultados.

Mas a gente sabe que a atenção que se dá à criança muda ao interagir com a internet. Será que isso também não causa uma certa irritação nos filhos, da mesma forma que um marido ou uma namorada podem ficar chateados quando o parceiro pega o smartphone durante um jantar romântico? A dica dos pesquisadores é reservar alguns horários ao dia para ficar longe da tecnologia. Será que dá?


Filtros nem sempre protegem jovens de conteúdo impróprio
Comentários Comente

Jairo Bouer

Um estudo realizado no Reino Unido mostra que usar filtros de internet para proteger crianças e adolescentes nem sempre os impede de ter acesso a conteúdos pornográficos ou violentos. Muitas vezes, eles chegam a esses vídeos pelos aplicativos dos smartphones.

Pesquisadores da Universidade de Oxford analisaram entrevistas com 515 jovens de 12 a 15 anos, das quais um terço tinha restrições na internet instaladas pelos pais no computador.

Eles descobriram que um em cada quatro desses jovens que tinham filtros já acessou vídeos com conteúdo indevido, e quase 14% foram abordados por um estranho que tentava se tornar um amigo.

Entre os entrevistados que não tinham esses filtros instalados no computador, a proporção de acesso a conteúdo impróprio para a idade foi de 14,5% Os resultados foram publicados no Journal of Pediatrics.

Os pesquisadores ressaltam que os pais devem orientar os adolescentes desde cedo sobre o assunto, para garantir sua segurança e evitar que tenham acesso a imagens que podem assustar ou perturbá-los. E é bom lembrar de instalar os filtros também nos celulares, embora seja mais difícil controlar o que chega por aplicativos como o WhatsApp, por exemplo.

Estudos mostram que o número de horas que as crianças passam on-line passou de oito para quase 19 horas por semana. As informações são do jornal britânico Daily Mail.


Noção de tempo muda quando você está no Facebook, mostra experimento
Comentários Comente

Jairo Bouer

tempo615

Você às vezes perde a noção do tempo quando está nas redes sociais? Acha que ficou só um pouco, mas, quando vai ver, os minutos voaram? Um experimento conduzido com psicólogos comprovou que isso realmente acontece, porque as distrações alteram nossa percepção do tempo.

Pesquisadores da Universidade de Kent, no Reino Unido, convidaram 44 pessoas para observar 20 imagens diferentes, por quantidades variáveis de tempo. Cinco delas eram associadas ao Facebook; outras cinco diziam respeito à internet de um modo geral; e as outras dez eram imagens neutras, para servir de controle.

Depois de visualizar cada imagem, os participantes tinham que dizer se ela tinha ficado na tela por muito tempo ou por pouco tempo.

Os resultados mostraram que os participantes subestimaram o tempo quando as imagens eram relacionadas ao Facebook ou à internet, o que não aconteceu com as imagens neutras. Mas o Facebook causou uma distorção bem maior, segundo os pesquisadores.

O estudo, publicado no Journal of Applied Social Psychology, mostra que as redes sociais podem ser uma ótima fonte de distração. Mas também podem ser uma armadilha para quem tem dificuldade de administrar o próprio tempo. Se você tem trabalho ou estudo para fazer, é melhor deixar o Facebook para outra hora.


Exigência diminui com a idade em sites de encontros, diz estudo
Comentários Comente

Jairo Bouer

sitepaquera615

Quem usa a internet para buscar parceiros costuma dar preferência a homens ou mulheres com o mesmo nível de educação. Mas um estudo mostra que essa exigência vai minguando à medida que as pessoas envelhecem.

O título do trabalho, publicado no periódico Personality and Individual Differences, já é bem sugestivo: “As coisas mudam com a idade”.  Ele contou com mais 41 mil australianos de 18 a 80 anos inscritos em um site de encontros– trata-se de uma das maiores análises comportamentais de namoro on-line naquele país.

Os autores, da Universidade de Tecnologia de Queensland, observam que a internet mudou completamente a forma como as pessoas escolhem parceiros, já que oferece um leque maior de opções. Enquanto na vida real é mais comum as pessoas entrarem em contato com gente do mesmo meio, os aplicativos e sites permitem encontrar candidatos de diferentes culturas, níveis de educação e socioeconômico.

O estudo concluiu que usuários mais educados tendem a se preocupar menos em buscar parceiros com o mesmo nível intelectual à medida que envelhecem. A tendência é observada em ambos os sexos, mas principalmente entre mulheres mais velhas, segundo os pesquisadores.

Se essas diferenças podem, ou não, ter impacto nos relacionamentos a longo prazo, isso é algo que, para os autores, merece novos estudos.


Estudo associa uso de mídias sociais e problemas de sono
Comentários Comente

Jairo Bouer

SMARTPHONE615

Adultos jovens que passam muito tempo conectados às mídias sociais, ou que costumam checar suas páginas várias vezes ao dia, são mais propensos a ter distúrbios do sono, segundo um estudo.

O trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, teve financiamento dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos. Os resultados aparecem no periódicoPreventive Medicine.

A pesquisa contou com 1.788 adultos de 19 a 32 anos, com diferentes graus de interesse e conectados às principais mídias sociais. Os participantes investiam, em média, 61 minutos por dia nos sites, e costumavam acessar as redes cerca de 30 vezes ao longo da semana. As entrevistas também indicaram que 30% dos indivíduos tinham problemas graves de sono.

Os participantes que conectavam as mídias sociais mais vezes ao longo da semana foram três vezes mais propensos a apresentar alterações no sono em comparação com os usuários mais ocasionais. E aqueles que passavam mais tempo nas redes ao longo do dia tinham o dobro do risco. Ou seja, aquelas pessoas que têm um comportamento meio obsessivo e o checam várias vezes ao dia o que os outros estão postando parecem ser os mais afetados.

Os autores do trabalho, liderados por Brian Primack, enfatizam que são necessários mais estudos para determinar se o uso excessivo das mídias sociais é que gera problemas de sono ou se é o inverso – a falta de descanso faz com que as pessoas tenham mais obsessão pelas redes. Ou ambos.

Há várias ligações entre sono e internet. Em primeiro lugar, as pessoas perdem a noção do tempo quando estão conectadas, e isso faz com que elas fiquem acordadas até mais tarde. As redes sociais também geram expectativas e excitação, por exemplo quando as pessoas se engajam em discussões polêmicas ou trocam flertes. Por último, a luz emitida pelas telas prejudica o relógio biológico, como já foi comprovado em diversos estudos. Da próxima vez que você for ao médico e se queixar de cansaço, portanto, não se assuste se ele perguntar sobre seus hábitos na internet.


Cérebro de viciados em games na internet é um pouco diferente, diz estudo
Comentários Comente

Jairo Bouer

gameinternet615

Você não consegue ficar longos períodos longe do videogame? Então saiba que seu cérebro funciona de forma um pouco diferente, segundo um estudo publicado no periódico Addiction Biology.

Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, e de Chung-Ang, na Coreia do Sul, avaliaram exames de ressonância magnética de 78 jovens de 10 a 18 anos diagnosticados como dependentes de jogos na internet e perceberam algumas características em comum no cérebro dos garotos.

Eles compararam os resultados com exames de 73 indivíduos com idade equivalente, mas sem o vício por jogos, e notaram algumas diferenças significativas.

O estudo sugere que a conectividade do cérebro dos dependentes permite que eles respondam mais rápido a informações novas. No entanto, essa mesma qualidade tem um efeito colateral: torna os jovens mais suscetíveis a distrações e a dificuldades para controlar os impulsos.

Vale lembrar que ser viciado em videogame é diferente de gostar de jogar. Jovens dependentes tem a vida realmente afetada porque não conseguem controlar seu impulso. Muitos deixam de se relacionar com outras pessoas e de se concentrar nos estudos, por exemplo. Há casos até de adolescentes que ficam sem comer e sem dormir diante do computador.

Os pesquisadores esclarecem que ainda não é possível saber se o jogar crônico leva a essas alterações no cérebro, ou se as alterações é que levam um indivíduo a jogar compulsivamente. De qualquer forma, se você acha que às vezes passa tempo demais no videogame, vale a pena tentar fazer alguma coisa a respeito.


Sedentarismo aumenta propensão à ansiedade, dizem cientistas
Comentários Comente

Jairo Bouer

JOVEMNETSAUDE300Cientistas descobriram que passar longos períodos sentado no sofá é prejudicial não apenas ao corpo, mas também à saúde mental. Segundo experimentos com adultos e adolescentes, ficar muito tempo no computador ou em frente à TV aumenta a propensão à ansiedade.

Sentir-se tenso ou ansioso é absolutamente normal em determinadas situações, como fazer uma prova ou ser diagnosticado com uma doença grave. Mas algumas pessoas apresentam sintomas crônicos, que incluem taquicardia, tensão muscular e dores de cabeça, o que interfere bastante na qualidade de vida.

O convite ao sedentarismo proporcionado pela TV e pelo computador já foi associado a inúmeras doenças, como as do coração, o diabetes tipo 2, a obesidade e a osteoporose.

Agora, pesquisadores do Centro de Atividade Física e Pesquisa Nutricional da Universidade Deakin, na Austrália, decidiram investigar uma possível associação com a ansiedade, outro problema bastante frequente na sociedade moderna.

Para isso, eles examinaram nove estudos científicos. Em cinco deles a associação foi positiva. E os pesquisadores também encontraram ligação entre sedentarismo e sintomas depressivos. O trabalho foi noticiado no jornal britânico Daily Mail.

A equipe acredita que o “link” ocorre devido a distúrbios do sono, menor interação social e efeitos negativos sobre a saúde proporcionados pelo excesso de tempo dedicado à tecnologia. Mas os autores ressaltam que são necessários estudos mais amplos para confirmar a tese.


Idosos também debatem sexo na internet, mostra estudo
Comentários Comente

Jairo Bouer

TERCEIRAIDADE300Esqueça a ideia de que idosos têm pouco interesse por sexo e, mais ainda, por tecnologia. Um estudo mostra que muita gente nessa faixa etária vai atrás de informações e debate questões sobre a vida sexual na internet.

De acordo com a pesquisadora Liza Berdychevsky, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, a popularidade de comunidades on-line para pessoas com mais de 50 anos é a prova disso. Ela e Galit Nimrod, da Universidade Ben-Gurion de Negev, em Israel, conduziram uma análise sobre os debates em torno de sexo em 14 comunidades on-line voltadas para esse público. Sete dos sites são baseados nos Estados Unidos, quatro no Reino Unido, dois no Canadá e um na Austrália.

A dupla descobriu que a internet tem um potencial enorme para ajudar essas pessoas a lidar com três questões principais: condições de saúde ou de vida que afetam a sexualidade, dificuldade de comunicação com profissionais de saúde sobre o assunto e acesso limitado a informações sobre saúde sexual.

Os tópicos sobre sexo foram bastante populares na amostra selecionada nos fóruns por um período de um ano. Alguns posts tiveram audiência de 5 mil cliques. Os assuntos mais frequentes eram: diferença de idade entre parceiros, tabus, casamento com parceiros do mesmo sexo, pornografia, prostituição, próteses sexuais, brinquedos eróticos e medicamentos para melhorar o sexo. Muitos dos usuários debatiam o assunto de forma aberta e animada, tanto que muitos posts têm piadas e insinuações bem-humoradas.

Alguns dos participantes relataram ter tido experiências ruins ao tentar discutir questões sexuais com os médicos. Muitos profissionais ignoravam ou até rejeitaram as preocupações dos pacientes. O anonimato permitiu a muitos idosos superar o constrangimento e falar abertamente sobre sexo pela primeira vez, de acordo com certos posts. Os fóruns se mostraram, também, úteis para quem queria desabafar sobre problemas mais sérios e obter apoio emocional.