Blog do Doutor Jairo Bouer

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Você se sente mais jovem do que é? Sua vida sexual agradece
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Jairo Bouer

Você já deve ter ouvido falar que não importa a idade que você tem, mas como você se sente? Pesquisadores canadenses descobriram que essa afirmação faz todo o sentido quando o assunto é sexo. Pessoas que se sentem jovens têm mais desejo e uma vida sexual mais satisfatória, segundo eles.

O estudo, conduzido por uma equipe da Universidade de Waterloo, avaliou informações de 1.170 adultos norte-americanos de 40 a 70 anos, de diferentes orientações sexuais, ao longo de dez anos. E o resultado mostrou que quanto mais próximas de sua idade cronológica as pessoas se sentiam, mais baixa era a qualidade da vida sexual delas.

Os pesquisadores perceberam que o envelhecimento tem um significado que varia muito entre as pessoas. E que a forma como as pessoas encaram esse processo tem um forte impacto na satisfação e no interesse por sexo. Apesar disso, sentir-se velho não altera muito a frequência sexual, segundo os resultados.

A equipe avisa que não levou em conta o quanto a idade dos parceiros interferia na equação. Namorar ou viver com alguém mais jovem pode fazer com que algumas pessoas se sintam rejuvenescidas, enquanto outras se veem mais velhas, por causa da comparação constante.

A descoberta, publicada no periódico Journal of Sex Research, reforça a ideia de que a noção subjetiva que temos sobre a nossa própria idade pode ser tão importante quanto a nossa idade real. Como uma vida sexual satisfatória melhora a qualidade de vida e até a saúde, ter uma visão positiva sobre o envelhecimento pode fazer muita diferença na cama. Quanto mais cedo você mudar seu conceito, melhor.


Mulheres se sentem mais sensuais na faixa dos 30 anos, diz pesquisa
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Jairo Bouer

SELFIE615

A maioria das mulheres se sente mais atraente e sensual por volta dos 34 anos. A conclusão é de uma pesquisa realizada por uma loja de departamentos no Reino Unido que contou com 2.000 entrevistadas.

Para a maioria delas, ou 64%, o motivo seria o aumento da autoconfiança com a idade, sendo que 34% das entrevistadas com essa faixa etária afirmaram estar em um relacionamento melhor nessa fase da vida. Cerca de um quarto delas achava que a causa era ter ganhado mais jogo de cintura na cama. Os resultados foram publicados no jornal britânico Daily Mail.

O levantamento também incluiu perguntas sobre gatilhos para se sentir “sexy”. Para 52% as entrevistadas (de todas as idades), o principal é saber que alguém as considera atraentes. Em segundo lugar, com 46% dos votos, elas citam o elogio do parceiro; em terceiro (38%), usar uma roupa nova; e em quarto (37%), usar uma lingerie sensual.

Uma proporção considerável (36%) de mulheres também respondeu que a perda de peso funciona como receita para se sentir sensual, e o elogio de um estranho foi citado por outros 36%.  Um dado curioso é que, para 30% das entrevistadas, sair com as amigas deflagrava mais essa sensação do que sair com o parceiro.

Metade das entrevistadas disse que se sente “sexy” somente às vezes, e apenas 3% declararam se sentir assim o tempo todo. A pesquisa ainda mostrou que a maioria das mulheres acha que sensualidade tem a ver com ter controle sobre a própria vida e estar satisfeita consigo mesma, independente do corpo que tem.


Fertilidade do homem também diminui com a idade, mostra pesquisa
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Jairo Bouer

sperm300Assim como as mulheres, alguns homens também podem se tornar menos férteis com a idade. E isso ocorre devido a fatores ambientais, como excesso de trabalho, pressão alta ou consumo de medicamentos. É o que concluíram pesquisadores da Universidade de Stanford e dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA.

Cerca de 7,5% dos homens norte-americanos procuram o médico devido a problemas de infertilidade. De acordo com o principal autor do estudo, o médico Michael Eisenberg, explorar as causas é importante, uma vez que os homens têm tido filhos cada vez mais tarde.

De acordo com ele, fatores ambientais interferem na qualidade do sêmen, ou seja, no número, na forma e na capacidade de se movimentar dos espermatozoides.

Trabalhos anteriores já haviam mostrado que atividade física intensa, ou então trabalho intenso, produz altos níveis de hormônios esteroides supra-renais, que levam à deficiência de testosterona. Um deles é o cortisol, produzido em resposta ao estresse. Ele acaba permitindo o esforço excessivo no trabalho e pode contribuir para o aumento da pressão e, consequentemente, para o uso de medicamentos.

Os pesquisadores analisaram o histórico de saúde, a atividade ocupacional e a qualidade do esperma de 456 homens com idade média de 32 anos. Todos eles estavam em relacionamentos estáveis e tentavam ter filhos.

Eles descobriram que 13% dos homens que executavam trabalhos pesados apresentaram baixa produção de esperma, em comparação com 6% dos que não eram muito ativos. E 21% dos participantes que tinham pressão alta tinham qualidade de esperma menor em comparação com 17% dos homens sem hipertensão. A qualidade do sêmen também se mostrou pior à medida que aumentava o número de medicamentos consumidos.

Além dos fatores citados, sabe-se que tabagismo, ocorrência anterior de DST, cirrose, exposição a toxinas ambientais, doença falciforme e desnutrição têm sido associados a problemas de fertilidade.

Pesquisas adicionais devem mostrar se mudanças de comportamento no trabalho ou cuidados médicos específicos podem combater esses efeitos negativos sobre a fertilidade nos homens.


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