Blog do Doutor Jairo Bouer

Arquivo : hipertensão

Metade dos pacientes com ansiedade ou depressão tem dor crônica
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Jairo Bouer

Metade dos adultos que sofrem de ansiedade ou transtornos de humor, como depressão ou transtorno bipolar, também tem dor crônica, segundo um estudo conduzido pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, com pacientes de São Paulo.

A análise, feita pela professora Silvia Martins, brasileira que dá aula na Columbia, contou com 5.037 adultos diagnosticados com transtornos de humor ou ansiedade. Entre pacientes com depressão ou transtorno bipolar, 50% apresentam um quadro de dor crônica. Em seguida, aparecem doenças respiratórias (comuns a 30% deles), doenças do coração (10%), artrite (9%) e diabetes (7%), todas elas condições crônicas, também.

Entre os que sofrem de ansiedade, os resultados foram parecidos. E a hipertensão é comum em 23% dos pacientes com ambos os transtornos psiquiátricos. Indivíduos que convivem com mais de uma doença crônica também apresentaram tendência ainda maior a ter ansiedade ou transtornos de humor.

Os resultados, publicados no Journal of Affective Disorders, mostram que as doenças crônicas representam um fardo ainda maior do que se imagina, já que com frequência envolve transtornos mentais.


Jovem que bebe muito no fim de semana pode ter pressão alta mais tarde
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Jovens adultos que costumam beber grandes quantidades de álcool nos fins de semana tendem a ter uma pressão arterial mais elevada, o que, com o tempo, aumenta as chances de ser hipertenso, alerta um estudo realizado na Universidade do Montreal, no Canadá.

O chamado “beber em binge”, ou “beber pesado periódico”, é o nome que se dá para quem, com certa frequência, costuma consumir cinco ou mais doses de bebida em menos de duas horas. Esse hábito é bastante comum entre os jovens, quando saem no fim de semana, e cada vez mais estudos têm alertado para os riscos desse comportamento a curto e longo prazo.

Nos Estados Unidos e no Canadá, cerca de quatro em cada dez indivíduos de 18 a 24 anos têm esse hábito, e os números não são muito diferentes no Brasil. Em qualquer festa ou churrasco, sempre há alguém que bebe uma latinha atrás da outra.

O estudo atual contou com dados de 765 jovens na faixa dos 20 anos de diversas classes sociais de Montreal . Quatro anos depois, esses participantes tiveram sua pressão arterial medida.

Os pesquisadores descobriram que mais de um a cada quatro participantes preenchia os critérios para pré-hipertensão, ou seja, eles estavam a um passo da doença crônica, um dos principais fatores de risco para infartos e derrames.

Os autores também alertam que 85% dos participantes continuavam a beber pesado aos 24 anos. Isso mostra que o padrão é incorporado, aumentando os riscos não só de hipertensão, como também de vários outros problemas de saúde física e mental.  Os resultados foram publicados no Journal of Adolescent Health.

 


Jovens que se estressam com facilidade podem ter pressão alta no futuro
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Um estudo sugere que a dificuldade em lidar com o estresse na juventude é um fator de risco importante para a hipertensão na idade adulta. O trabalho contou com 1,5 milhão de adolescentes, acompanhados até a idade adulta.

A hipertensão é uma das principais causas de doenças cardíacas e acidente vascular cerebral. Sedentarismo, obesidade e dieta inadequada podem interferir na tendência a desenvolver a condição. No entanto, alguns estudiosos têm apontado a influência de fatores psicossociais, como traumas na infância, problemas financeiros, ansiedade, depressão e características de personalidade, como falta de paciência e agressividade.  O trabalho atual, publicado na revista  “Heart”, reforça essa ideia.

Pesquisadores da Faculdade de Medicina Icahn, de Monte Sinai, em Nova York, analisaram dados de garotos recrutados para o Exército na Suécia entre 1969 e 1997. Todos eles haviam passado por testes psicológicos para avaliar sua capacidade de lidar com estresse. Eles recebiam uma nota de 1 a 9, sendo que a mais alta era para os que tinham mais resiliência, ou seja, eram mais resistentes a adversidades.

Aos 47 anos, 6% dos homens foram diagnosticados com hipertensão. Aqueles que apresentaram as notas mais baixas nos testes de resiliência, aos 18 anos, foram 40% mais propensos a apresentar a doença mais tarde.

A obesidade e o diabetes tipo 2 também aumentaram bastante o risco de pressão alta nos participantes, segundo a análise. Por outro lado, nível de educação mais alto e moradia em bairros com melhores condições socioeconômicas funcionaram como fator de proteção.

Para os autores, ainda é preciso pesquisar melhor como a falta de resiliência interfere na pressão arterial. Mesmo assim, eles acreditam que ajudar os jovens com mecanismos de enfrentamento do estresse pode ser uma forma de evitar doenças no futuro. As informações são do site Medical News Today.

 


Mulheres com TPM podem ser mais propensas a ter pressão alta
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TPM300Mulheres que sofrem de tensão pré-menstrual (TPM) podem ter um risco maior de pressão alta, segundo um estudo realizado na Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores acompanharam dados de mais de 3.500 mulheres com 25 anos ou mais ao longo de duas décadas. Segundo eles, cerca de um terço das participantes apresentava oscilações no humor, insônia, dores nas costas e outros sintomas antes da menstruação.

Entre essas mulheres, foi observada uma propensão 40% maior a desenvolver pressão alta, inclusive antes dos 40 anos. O resultado foi publicado na Revista Americana de Epidemiologia e divulgado no site britânico Daily Mail.

Não dá para saber exatamente qual a relação entre TPM e pressão arterial. Mas a equipe, liderada pela pesquisadora Elizabeth Bertone-Johnson, acredita que os sistemas hormonais envolvidos nos sintomas sejam os mesmos que provocam a hipertensão.

Se a informação for confirmada, é possível que mulheres com TPM sejam orientadas a medir a pressão com uma frequência maior, a fim de identificar e intervir mais cedo a hipertensão, que pode ter consequências negativas para o sistema cardiovascular.


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