Blog do Doutor Jairo Bouer

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Por que é tão difícil romper com as mídias sociais?
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Jairo Bouer

Algumas pessoas até tentam dar um tempo para Twitter, Facebook e Instagram, mas acabam voltando. Pesquisadores holandeses e norte-americanos decidiram investigar por que isso acontece, e confirmaram o que muita gente já sabia: mídia social dá prazer. E ficar sem ela causa fissura.

Cientistas das universidades do Michigan, de Vrije e Radboud Nijmegen fizeram dois experimentos diferentes com usuários assíduos e menos frequentes do Facebook. Eles descobriram que até uma rápida exposição a qualquer imagem relacionada à rede, como o logotipo ou uma captura de tela, foi capaz de gerar uma resposta prazerosa, como uma recompensa, nos usuários mais frequentes.

Depois da imagem que remetia à rede, os participantes eram expostos a um símbolo chinês. Mais tarde, eles tinham que avaliar o símbolo, e a maioria afirmou que a imagem chinesa trazia uma sensação agradável também. Para a equipe, é uma espécie de condicionamento, difícil de ser desaprendido.

No segundo experimento, eles convidaram os participantes a medir sua fissura por Facebook. Eles detectaram que muitos usuários sofriam uma espécie de culpa pela “tentação” de ficar o tempo todo na rede. Tentavam se afastar e, daí, falhavam, o que gerava uma sensação ruim constante.

Para essas pessoas, os autores recomendam tirar o atalho da tela inicial do celular, por exemplo. Isso poderia aliviar a fissura e, por consequência, a culpa por não conseguir se controlar diante da rede. Os dados foram publicados na revista Cyberpsychology, Behavior and Social Networking.


Noção de tempo muda quando você está no Facebook, mostra experimento
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Você às vezes perde a noção do tempo quando está nas redes sociais? Acha que ficou só um pouco, mas, quando vai ver, os minutos voaram? Um experimento conduzido com psicólogos comprovou que isso realmente acontece, porque as distrações alteram nossa percepção do tempo.

Pesquisadores da Universidade de Kent, no Reino Unido, convidaram 44 pessoas para observar 20 imagens diferentes, por quantidades variáveis de tempo. Cinco delas eram associadas ao Facebook; outras cinco diziam respeito à internet de um modo geral; e as outras dez eram imagens neutras, para servir de controle.

Depois de visualizar cada imagem, os participantes tinham que dizer se ela tinha ficado na tela por muito tempo ou por pouco tempo.

Os resultados mostraram que os participantes subestimaram o tempo quando as imagens eram relacionadas ao Facebook ou à internet, o que não aconteceu com as imagens neutras. Mas o Facebook causou uma distorção bem maior, segundo os pesquisadores.

O estudo, publicado no Journal of Applied Social Psychology, mostra que as redes sociais podem ser uma ótima fonte de distração. Mas também podem ser uma armadilha para quem tem dificuldade de administrar o próprio tempo. Se você tem trabalho ou estudo para fazer, é melhor deixar o Facebook para outra hora.


Posts no Facebook podem revelar baixa autoestima ou narcisismo
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Pessoas que sempre publicam posts sobre seu parceiro romântico no Facebook são mais propensas a ter problemas de autoestima. Já quem vive atualizando seu status com detalhes sobre os exercícios que fez ou a dieta que segue tende a ser narcisista.

As conclusões são de um estudo com 555 usuários da rede social, que responderam a pesquisas on-line e tiveram seus traços de personalidade analisados por psicólogos da Universidade de Brunel, na Inglaterra.

O estudo ainda concluiu que pessoas mais conscienciosas tendem a postar mais sobre os filhos.

Não é nenhuma novidade que as pessoas publicam posts para chamar atenção para si mesmas. A recompensa vem em forma de “likes”, que traz uma sensação agradável de inclusão social.

Segundo os pesquisadores, posts com caráter narcisista costumam receber mais aprovação, o que acaba alimentando novas inserções sobre os esforços feitos para melhorar a própria aparência. Mas não dá para saber se esse apoio é fruto do interesse verdadeiro dos amigos, ou apenas uma forma de ser educado.

Os resultados foram publicados no periódico Personality and Individual Differences.


Experiência negativa no Facebook triplica risco de depressão, diz estudo
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Pesquisadores comprovam que jovens adultos que tiveram experiências negativas no Facebook, como assédio moral, mal-entendidos ou contatos indesejados, têm um risco significativamente maior de sofrer de depressão.

O trabalho, publicado no Journal of Adolescent Health, foi feito pela faculdade de saúde pública da Universidade Brown, nos Estados Unidos. Os pesquisadores mediram a prevalência, a frequência, a natureza e a gravidade das experiências interpessoais negativas relatadas por 264 usuários.

Um dos diferenciais da pesquisa é que, como ela inclui jovens adultos, foi possível medir a condição dos participantes antes do advento do Facebook, o que traz um resultado um pouco mais preciso sobre a influência da rede social. Isso porque nem sempre é possível saber o que vem primeiro: a depressão e os sentimentos de baixa autoestima ou a experiência negativa na internet.

Dentre os participantes, 82% relataram ter tido pelo menos uma experiência negativa desde que começaram a usar a rede social. E 63% afirmaram ter tido quatro ou mais delas. Do total, 24% apresentaram níveis moderados a graves de sintomas depressivos.

Após isolar fatores que pudessem influenciar os resultados, como o nível de emprego e saúde mental dos pais dos usuários, por exemplo, os pesquisadores identificaram um risco cerca de 3,2 vezes mais alto de sintomas depressivos nos participantes com experiências negativas no Facebook.

O tipo de experiência, claro, interferiu nos resultados. A ocorrência de bullying foi associada a um risco 3,5 vezes mais alto e a de contatos indesejados, a uma elevação mais discreta, de 2,5 vezes. A frequência também contou bastante, exceto para o bulying – um único caso foi suficiente para gerar consequências.

 


Ser autêntico no Facebook traz benefícios psicológicos, mostra estudo
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Muita gente tem mais facilidade para se expressar pela internet do que pessoalmente. Mas será que isso é bom? Segundo um estudo , quanto maior a diferença entre o comportamento de uma pessoa no Facebook e seu verdadeiro “eu”, maior a probabilidade de que ela tenha poucas conexões sociais e sofra de estresse.

O estudo foi publicado no periódico Cyberpsychology, Behavior and Social Networking por uma equipe de psicólogos da Universidade da Tasmânia, na Austrália.

A equipe, coordenada por Rachel Grieve e Jarrah Watkinson, entrevistou 164 pessoas, que falaram sobre a forma como costumam se apresentar no Facebook. Os participantes também preencheram questionários para avaliação de depressão, ansiedade, estresse e bem-estar.Os resultados mostraram que quanto mais autênticas são as pessoas na rede social, menor a propensão delas ao estresse e maior o número de conexões.

Os pesquisadores também perceberam que os indivíduos com mais facilidade de se expressar na internet do que na vida real são aqueles que mais postam conteúdos emocionais, e com uma motivação mais autocentrada – eles buscam chamar a atenção dos outros e querem se sentir validados por eles.

Os autores observam que o Facebook hoje conta com 1,7 bilhão de usuários, o que é uma parcela considerável da população mundial, estimada em 7,4 bilhões. Não é de se estranhar que a plataforma tenha servido de fonte para tantos estudos na área do comportamento humano.


Usuário de rede social tem receio de bloquear amigo encrenqueiro
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Encrenqueiros existem em qualquer ambiente e não podia ser diferente nas redes sociais. Segundo um estudo, pessoas desse tipo costumam ser bem relacionadas na internet, porque muita gente tem receio de negar seus convites ou bloqueá-las a fim de evitar problemas.

As conclusões, de uma equipe da Universidade Trent Nottingham, no Reino Unido, foram apresentadas esta semana na conferência anual da Sociedade Britânica de Psicologia.

Os pesquisadores analisaram as características de relacionamento online de 5.113 contatos de um total de 52 usuários do Facebook com idades entre 13 e 45 anos. Os participantes foram convidados a avaliar 100 “amigos” escolhidos aleatoriamente e dizer com que frequência se comunicavam e se havia desentendimentos entre eles.

A pesquisa mostrou que os encrenqueiros são mantidos, na medida do possível, no âmbito da comunicação offline – os usuários evitam ao máximo o contato online para evitar conflitos. Os desentendimentos foram mais comuns na faixa de 19 a 21 anos.

Os autores perceberam que muita gente abriga essas pessoas desagradáveis em sua rede de contatos por receio de ignorá-las, e também não têm coragem de fazer denúncia para o provedor do serviço. Elas acabam sendo encarados como um “mal necessário” pelos usuários.

Os resultados mostram que bloquear alguém na internet pode ter repercussões na vida real. E fazem a gente se lembrar que as relações virtuais, no fundo, não são muito diferentes das presenciais.


Você é dependente do Facebook?
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O que faz você entrar no Facebook? Ver o feedback de um post? Notícias? Jogos? Ou a chance de fazer novos amigos? Se você respondeu “sim” a uma dessas questões, você tem algum grau de dependência da rede social, segundo um estudo.

Pesquisadores da Universidade de Akron, nos Estados Unidos, afirmam que quanto mais as pessoas usam o Facebook para cumprir um objetivo específico, mais elas se tornam dependentes da rede – o que não é necessariamente ruim, pois esse tipo de dependência é diferente da que as pessoas têm por álcool ou drogas.

A equipe, liderada por Âmbar Ferris, constatou que usuários em busca de gente nova costumam ser os mais dependentes. Em segundo lugar aparecem os que usam a rede para se atualizar. A conclusão partiu da análise de 301 indivíduos de 18 a 68 anos.

Os pesquisadores também descobriram que muita gente busca o Facebook para ter um conhecimento mais profundo sobre si mesmo. Essas pessoas observam, na rede, como os outros lidam com certas situações e obtém ideias de como abordar os outros em ocasiões importantes.  O estudo sugere que esses indivíduos com frequência têm a autoestima baixa.

A equipe ainda identificou alguns traços de personalidade comuns a quem possui certos comportamentos. Os extrovertidos, por exemplo, são mais abertos na hora de compartilhar informações pessoais, mas nem sempre são honestos.

Por último, o trabalho constatou que as mensagens mais positivas postadas na rede vêm de pessoas com a autoestima elevada. Ou seja: quanto mais feliz o usuário está com sua vida, mais propenso a compartilhar essa felicidade com os outros nas mídias sociais.

Os dados foram apresentados em uma conferência da Associação Nacional de Comunicação, em Las Vegas, e publicado na revista Computers in Human Behavior.


Sente inveja dos amigos do Facebook? Cuidado, sugere estudo
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Jairo Bouer

FACEBOOK300Pesquisadores da Universidade do Missouri descobriram que o Facebook pode causar sintomas de depressão em usuários que sentem inveja dos amigos na rede social.

A equipe entrevistou 700 estudantes para chegar à conclusão, publicada no periódico Computers in Human Behavior.

Segundo Margaret Duffy, principal autora do trabalho, algumas pessoas usam o Facebook apenas para saber o que os colegas estão fazendo, e o quão felizes eles estão no trabalho ou no relacionamento. É o que ela chama de “uso de vigilância”.

De acordo com a pesquisadora, usuários que sentem inveja dos amigos no Facebook são muito mais propensos a relatar sentimentos de depressão.

Para os pesquisadores, as pessoas precisam ter consciência do problema, até para tentar evitar sentimentos negativos ao utilizar a rede social. E devem lembrar que a maioria das pessoas só posta coisas positivas sobre si mesmas.


Como você posta novidades no FB? Depende se a notícia é boa ou ruim
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Jairo Bouer

FACEBOOK300Como é que você comunica fatos importantes da sua vida para os amigos do Facebook? De forma direta, com uma frase ou um texto, ou indireta, com uma foto ou uma simples alteração no perfil que todos serão capazes de ver? Segundo um estudo, tudo vai depender do impacto que a notícia deve causar, ou melhor, se ela é negativa ou positiva.

O trabalho, realizado por uma equipe da Universidade Chapman, na Califórnia, analisou as postagens de 599 homens e mulheres com idade média de 26 anos na rede social para chegar à conclusão. Os dados foram publicados no periódico Cyberpsychology, Behavior and Social Networking.

Os pesquisadores descobriram que positivos, como casamentos, promoções ou viagens,  tendem a ser postados de forma indireta. Já os negativos, com um texto direto. Essa lógica foi seguida pela maioria dos participantes em relação a temas variados, como relacionamentos, trabalho, saúde e vida acadêmica.

Para a equipe, coordenada por Jennifer Bevan, ninguém quer parecer muito vaidoso diante dos outros, por isso deixa para contar que decidiu se casar com uma foto do brinde, por exemplo. Ou, simplesmente, torna a alteração do status pública. O comportamento talvez se explique pelo fato de as pessoas saberem que notícias boas demais podem causar inveja ou deixar certos amigos deprimidos. Já com as notícias tristes não seria preciso pisar tanto em ovos.

A decisão de contar notícias ruins diretamente também pode ser uma estratégia para conseguir apoio, segundo os pesquisadores. Essa é uma das funções mais interessantes das redes sociais, por sinal.

A autora comenta que a descoberta é consistente com achados anteriores – um estudo já mostrou que dois terços dos jovens deixam claro que estão tristes ou estressados por meio das postagens. Outros trabalhos, no entanto, mostraram que usuários do Facebook não costumam falar muito de problemas de saúde ou sobre conflitos profissionais ou acadêmicos.

A autora alerta para as limitações da pesquisa, como a questão da faixa etária e o fato de que informações relevantes não são postadas com muita frequência, ou seja, o conteúdo analisado não foi tão vasto assim. Apesar de trazer um pequeno recorte da realidade, estudos como esse ajudam a compreender melhor o comportamento das pessoas na internet e, em última instância, como nos mostramos ao mundo.


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