Blog do Doutor Jairo Bouer

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Um único dia de comilança pode elevar risco de diabetes, alerta estudo
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Jairo Bouer

Sabe aquele dia em que as pessoas decidem chutar o pau da barraca e comer tudo o que veem pela frente, seja numa aposta para ver quem come mais ou porque vão começar uma dieta no dia seguinte? Pois um único dia de exagero já pode aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2, segundo um pequeno, mas preocupante estudo.

Pesquisadores da Universidade Loughborough, na Inglaterra, acompanharam 15 jovens adultos saudáveis antes e depois de um dia regado a salsichas, bacon, ovo frito, hambúrguer, queijo e cheesecake. Todos passaram por exames de tolerância à glicose antes e depois das comilanças. Os resultados mostraram que, depois de fazer as refeições ricas em calorias e gordura, eles apresentaram um fenômeno conhecido como resistência à insulina – o organismo não responde adequadamente ao hormônio, e o corpo precisa produzir uma quantidade maior para controlar o açúcar no sangue. Quando esse quadro se torna crônico, acaba resultando em diabetes.

Apesar de ser um estudo pequeno e limitado, os resultados, publicados no periódico Nutrients, mostram o quanto é importante que as pessoas tentem evitar exageros, mesmo em datas especiais. E também chama a atenção para a importância de se tratar adequadamente transtornos como o do comer compulsivo e a bulimia, que envolvem episódios de consumo extremo de calorias.


Metade dos pacientes com ansiedade ou depressão tem dor crônica
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Metade dos adultos que sofrem de ansiedade ou transtornos de humor, como depressão ou transtorno bipolar, também tem dor crônica, segundo um estudo conduzido pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, com pacientes de São Paulo.

A análise, feita pela professora Silvia Martins, brasileira que dá aula na Columbia, contou com 5.037 adultos diagnosticados com transtornos de humor ou ansiedade. Entre pacientes com depressão ou transtorno bipolar, 50% apresentam um quadro de dor crônica. Em seguida, aparecem doenças respiratórias (comuns a 30% deles), doenças do coração (10%), artrite (9%) e diabetes (7%), todas elas condições crônicas, também.

Entre os que sofrem de ansiedade, os resultados foram parecidos. E a hipertensão é comum em 23% dos pacientes com ambos os transtornos psiquiátricos. Indivíduos que convivem com mais de uma doença crônica também apresentaram tendência ainda maior a ter ansiedade ou transtornos de humor.

Os resultados, publicados no Journal of Affective Disorders, mostram que as doenças crônicas representam um fardo ainda maior do que se imagina, já que com frequência envolve transtornos mentais.


Bullying pode levar a doenças crônicas na vida adulta, dizem pesquisadores
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Ser alvo frequente de bullying na infância pode tornar um adulto mais propenso a enfermidades crônicas como diabetes e doenças do coração, alertam pesquisadores da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, em artigo publicado no periódico Harvard Review of Psychiatry.

Diversos estudos já apontaram uma relação clara entre o bullying e transtornos mentais, como depressão, ansiedade e até risco mais alto de suicídio. A equipe, no entanto, acrescenta que é preciso prestar atenção, também, na saúde física de indivíduos que passaram por isso. Muitas crianças apresentam sintomas sem causa aparente, e isso pode até ser um alerta para os pais de que algo não vai bem na escola.

Sofrer intimidações ou ser isolado da turma é uma enorme fonte estresse para a criança. Se acontece uma vez ou outra, as consequências podem ser superadas. Mas quando o problema é frequente, a criança entra em um estado de estresse crônico, como se o organismo estivesse sempre pronto para lutar ou fugir.

O impacto desse estado é cumulativo, de acordo com os pesquisadores, e se traduz em alterações nas respostas inflamatórias, hormonais e metabólicas. Isso é o que tornaria a vítima mais propensa a depressão, diabetes e doenças do coração.

Enfrentar situações difíceis na infância também pode afetar a maneira como o corpo responde a futuros estressores, o que tem enorme impacto na vida de um indivíduo.

Os pesquisadores afirmam que são necessários mais estudos para comprovar esta relação de causa-efeito. Com isso, eles acreditam que será possível desenvolver estratégias para prevenir as consequências de longo prazo do bullying. Enquanto isso não acontece, é importante que os pais e as escolas fiquem atentos ao problema e interfiram quando necessário.


Acordar tarde nos fins de semana pode prejudicar sua saúde
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SONOTEEN300Você já deve ter ouvido falar em jet lag, aquele mal-estar que as pessoas sentem depois de viajar para uma região em que o fuso-horário é diferente ao do país de origem. Segundo pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, não é preciso ir longe para ter o problema. Acordar mais tarde nos fins de semana já é suficiente para ter o que os especialistas chamam de “jet lag social”.

De acordo com a equipe, essa tendência a compensar as horas a menos de descanso de segunda a sexta pode interferir no nosso relógio biológico, e aumentar o risco de diabetes e doenças cardíacas. A informação foi publicada no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, e divulgada pela agência Reuters.

O experimento, coordenado pela pesquisadora Patricia Wong, contou com cerca de 450 adultos de meia-idade, que tiveram seu sono monitorado. Os resultados mostraram que, quanto maior a mudança na rotina de sono os indivíduos tinham entre os dias úteis e os de folga, maior era a propensão a diabetes e doença cardíaca. Vale lembrar que pessoas que já apresentavam esse risco foram excluídas do estudo.

Os autores sugerem que o jet lag social é ainda mais prejudicial à saúde do que o jet lag normal, por ser algo contínuo. A tentação de dormir um pouco mais no fim de semana é grande, mas quem sabe não seja possível conseguir um meio-termo, dormindo um pouco mais nos dias úteis?


Sono demais durante o dia é associado a risco de diabetes tipo 2
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SONOTEEN300Uma pesquisa associa a sonolência excessiva e a tendência a tirar cochilos longos durante o dia ao risco aumentado de diabetes tipo 2. A pesquisa, feita na Universidade de Tóquio, no Japão, foi apresentada no encontro anual da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes.

A sonolência excessiva durante o dia é um problema prevalente em todo o mundo e em todas as idades. Em alguns casos, isso é sinal de que o sono noturno não foi reparador, por ter sido mais curto do que deveria, ou devido a algum distúrbio como apneia ou insônia.

De um total de 680 estudos, os pesquisadores selecionaram dez, considerados de boa qualidade, que envolviam um total de 261 mil indivíduos de diferentes países da Ásia e da Europa.

Eles descobriram que o sintoma foi associado a um risco 56% maior de diabetes, enquanto sonecas diurnas com mais de uma hora de duração foram ligadas a uma propensão 46% maior de desenvolver a doença.

Os autores explicam que pessoas que sofrem com muito sono durante o dia devem procurar o médico para avaliar o que há de errado. Tirar sonecas com menos de 30 minutos de duração também pode aumentar a agilidade, sem prejudicar o sono noturno.


Maconha pode aumentar risco de pré-diabetes
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MARIJUANA300Usuários de maconha podem ser mais propensos a desenvolver pré-diabetes do que aqueles que nunca consumiram a droga, de acordo com pesquisa norte-americana.

Pesquisadores da Universidade de Minnesota avaliaram 3.000 pessoas e descobriram que adultos que utilizavam maconha eram 65% mais propensos a ter um controle deficiente do açúcar do sangue, condição que pode levar ao diabetes tipo 2. Aqueles que não usavam a droga com frequência, mas já tinham fumado um baseado por 100 ou mais vezes tiveram um risco 49% maior de desenvolver pré-diabetes.

A relação não foi afetada pelo IMC (Índice de Massa Corporal), nem pela circunferência da cintura dos participantes, de acordo com o artigo publicado no periódico científico Diabetology, da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes.

Os resultados contrastam com os previamente relatados envolvendo maconha e metabolismo. Por isso, os autores ressaltam que estudos futuros devem avaliar de forma mais objetiva qual a quantidade da droga capaz de causar danos. Apesar da incidência maior de pré-diabetes, a pesquisa não conseguiu estabelecer uma conexão direta com o diabetes tipo 2 em si.


Dormir pouco faz mal, mesmo que só por algumas noites, mostra pesquisa
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sono300Vários estudos já mostraram a relação entre a falta de sono e o risco de engordar e desenvolver diabetes tipo 2. Mas uma nova pesquisa mostra que apenas três noites mal-dormidas já são suficientes para reduzir a capacidade do organismo de regular o açúcar no sangue.

O trabalho, feito pela Universidade de Chicago, é o primeiro a analisar o impacto da restrição de sono sobre os níveis de ácidos graxos no sangue ao longo de 24 horas, segundo reportagem do jornal britânico Daily Mail.

Os testes foram feitos 19 homens saudáveis de 18 a 30 anos, que tiveram amostras de sangue colhidas e analisadas em intervalos de 15 a 30 minutos após três noites em que dormiram 8,5 horas, e depois de outras três noites com apenas 4 horas de sono.

Os pesquisadores descobriram que dormir pouco por três noites seguidas eleva os níveis de ácidos graxos circulantes em até um terço, levando indivíduos saudáveis a apresentarem condições semelhantes a dos pré-diabéticos por várias horas.

Segundo a equipe, a restrição de sono provoca mudanças na liberação do hormônio de crescimento e nos níveis de noradrenalina, levando ao aumento dos ácidos graxos. Enquanto os níveis permaneceram altos, a capacidade da insulina de regular o açúcar no sangue foi reduzida.

Os resultados foram publicados na revista Diabetology, da Associação Europeia para o Estudo da Obesidade.


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