Blog do Doutor Jairo Bouer

Arquivo : compulsão

Traços de personalidade apontam risco de jovem beber demais
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Jairo Bouer

Pesquisadores identificaram quatro traços de personalidade que podem indicar se uma criança ou adolescente corre risco de se tornar um bebedor compulsivo: impulsividade, ansiedade, busca de sensações e desesperança.

A associação foi feita por pesquisadores da Universidade de Barcelona, na Espanha, que analisaram estudos científicos relativos ao período de 2006 a 2017 sobre o beber pesado periódico, ou seja, o costume de tomar grandes quantidades de álcool em curto espaço de tempo – o comportamento tem se tornado cada vez mais frequente em todo o mundo.

De acordo com a equipe, os dois principais traços identificados foram a impulsividade, ou seja, a falta de habilidade em planejar, e a busca de sensações, definida como a necessidade de aventura e excitação, e a tendência a assumir riscos simplesmente para ter uma experiência.

Essas duas características foram mais frequentes em bebedores compulsivos do sexo masculino. Já no feminino, a associação foi mais forte com a ansiedade e o neuroticismo. Os resultados saíram no periódico Frontiers e foram noticiados no site britânico Daily Mail.

Identificar essas características de personalidade pode ajudar a intervir precocemente e evitar os danos do abuso de álcool. O beber pesado periódico têm impacto em diversos órgãos, mas pode ser especialmente danoso para o cérebro dos adolescentes, ainda em desenvolvimento. Além disso, aumenta o risco de acidentes, violência e sexo desprotegido.


Ser casada com um cara atraente pode ter suas desvantagens
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Mulheres casadas com homens atraentes são mais propensas a desenvolver transtornos alimentares como anorexia, bulimia ou transtorno do comer compulsivo. A conclusão é de uma pesquisa da Universidade do Estado da Flórida, nos Estados Unidos.egundo o trabalho, jovens que acreditam que os maridos são mais atraentes do que elas acabam se sentindo pressionadas a fazer dietas rigorosas. E a busca por um corpo magro acaba aumentando o risco de transtornos alimentares.

O curioso é que isso não acontece com os homens, por mais atraentes que suas mulheres sejam. Os resultados foram publicados na revista Body Image.

Os psicólogos, liderados pela pesquisadora Andrea Meltzer, acreditam que compreender melhor os gatilhos para os transtornos alimentares pode fazer com que o diagnóstico ocorra mais cedo e, assim, a condição fica mais fácil de ser tratada.

Os pesquisadores avaliaram 113 casais com idade média de 20 anos e que estavam juntos há pouco tempo – menos de quatro meses. Cada uma das partes respondeu a perguntas sobre o quanto achavam o parceiro ou a parceira atraentes, o quanto se achavam atraentes, e ainda deram informações sobre comportamento alimentar e preocupação com o peso.

Os participantes também foram fotografados e avaliados por estudantes de graduação em relação ao nível de atratividade. De acordo com os autores, está claro que, para as mulheres, os relacionamentos podem interferir na autoimagem e na propensão a problemas como a anorexia, que podem ser graves.

Se você acha que sua mulher ou namorada se preocupa demais em emagrecer, tente dar uma força e reforçar os atributos dela, não só os físicos.


Oferecer comida para animar uma criança pode ser má ideia
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Jairo Bouer

Comer para lidar com a frustração é algo que faz muita gente ganhar peso e ficar mais frustrado ainda. Segundo um estudo recente, divulgado no jornal britânico Daily Mail, esse hábito pode ser aprendido bem mais cedo que se imagina, por culpa dos pais.

Pesquisadores da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia analisaram os hábitos alimentares e emoções de 801 crianças de 4 anos, que tiveram questionários respondidos pelos pais. Os participantes foram reavaliados aos 6, 8 e 10 anos.

A equipe concluiu que cerca de 65% das crianças apresentaram o hábito de comer para tentar aliviar emoções negativas. E isso teve como origem o fato de pais ou cuidadores às vezes oferecerem comida para tentar confortá-los.

Claro que servir algo gostoso para o filho num momento de frustração é uma manifestação de carinho, feita com a melhor das intenções. O problema é que, em geral, os alimentos confortantes são ricos em calorias. E o comer emocional pode acabar gerando problemas mais tarde, como compulsão, transtornos alimentares e obesidade, que são difíceis de ser tratados.


Estudo associa vício em videogame a transtornos como o TDAH
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A tendência a se viciar em videogames pode estar associada ao transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), ao transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e à depressão. É o que aponta um estudo publicado na revista Psychology of Addictive Behaviors, da Associação Americana de Psicologia.

A pesquisa também mostrou que esse tipo de dependência é mais prevalente em homens jovens e que não estão em um relacionamento atual. Para o sexo feminino, mostram os dados, a tendência maior é a compulsão se voltar para redes sociais e compras online.

Os pesquisadores, coordenados pela doutora em psicologia Cecilie Schou Andreassen, da Universidade de Bergen, analisaram mais de 20 mil questionários para chegar às conclusões.

Para a equipe, o envolvimento excessivo com jogos pode funcionar como um mecanismo de fuga para lidar com sensações desagradáveis associadas ao TOC ou à depressão, ou acalmar a inquietação comum a quem sofre de TDAH.

O estudo utilizou as seguintes perguntas para identificar o vício em videogames entre os participantes:

– Você pensa em jogar o dia todo?

– Você tem passado cada vez mais tempo jogando?

– Você joga para esquecer sobre sua vida real?

– Outros têm tentado reduzir seu tempo de jogo, sem sucesso?

– Você se sente mal quando não pode jogar?

– Você tem brigas com os outros (como família ou amigos) por causa do seu tempo gasto em jogos

– Você negligencia outras atividades importantes (como escola, trabalho ou esportes) para jogar?

Pelo menos quatro respostas positivas configuram um sinal de alerta para que se busque ajuda. Enquanto a maioria das pessoas têm uma relação saudável com os videogames, e jogam só de vem em quando, para relaxar, para outras a necessidade é tão forte que prejudica outros aspectos da vida.


Se você quer vencer um vício em 2015, procure evitar o estresse
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VICIO300Se você pretende diminuir o consumo de bebida ou perder peso no ano que está para começar, saiba que o primeiro passo para conseguir é evitar o estresse. Diversos estudos mostram que a tensão excessiva leva as pessoas a sentirem mais desejo por guloseimas, álcool ou comida condimentada – cada um tem sua “válvula de escape” de preferência.

O curioso é que pessoas que exageram na cerveja ou no chocolate quando estão estressadas não sentem mais prazer ao consumir esses itens do que as outras. A conclusão é de uma pesquisa recém-publicada pela Associação Americana de Psicologia.

Segundo a principal autora, Eva Pool, da Universidade de Genebra, o estresse faz muita gente sair de casa no meio da noite para comprar um pote de sorvete ou uma garrafa de uísque. Mas isso não significa que elas tenham um deleite maior ao comer ou beber. Os resultados foram publicados no Journal of Experimental Psychology: Animal Learning and Cognition.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores recrutaram 36 universitários apaixonados por chocolate, dos quais 19 eram homens. Para induzir o estresse, eles pediram aos estudantes que mantivessem uma mão imersa em um balde de água gelada enquanto eram observados e filmados. Outro grupo ficava com a mão imersa em água morna.

Dez minutos antes e 30 minutos depois da tarefa, os pesquisadores coletaram amostras de saliva dos participantes para checar os níveis de cortisol, hormônio que indica resposta ao estresse.

Os estudantes tinham que apertar o punho para fazer surgir um forte aroma de chocolate toda vez que viam determinado símbolo. Eles também tinham que descrever o quão agradável era o cheiro. E ele não era mais gostoso para quem estava mais estressado, segundo os resultados.

Outro autor do trabalho, Tobias Brosch, também da Universidade de Genebra, comenta que o estresse desempenha um papel importante nas recaídas de pessoas que lutam contra a compulsão por comida, álcool ou jogos. Por isso esse tipo de pesquisa é importante.

Estudos com número maior de pessoas são necessários para confirmar os resultados, de acordo com os pesquisadores. De qualquer forma, fica a dica: se você está tentando vencer algum tipo de compulsão, procure colocar na rotina práticas como jogar bola, ler um bom livro, fazer uma massagem ou qualquer outra coisa que ajude a aliviar seu estresse.


Estudo investiga desejo de comer coisas estranhas na gravidez
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Jairo Bouer

gravidez300Um estudo feito nos Estados Unidos ajuda a desvendar o que está por trás do desejo que algumas gestantes têm de comer alimentos ou coisas estranhas, como gelo, talco, papel, amido de milho e sabonete. Esse tipo de compulsão é chamada de alotriofagia.

Pesquisadores da Universidade de Cornell avaliaram 158 adolescentes grávidas de Rochester, no Estado de Nova York, e detectaram a compulsão em quase metade delas, uma proporção bastante alta. O desejo mais comum – que afetava 82% – era o de comer grandes quantidades de gelo.

Eles descobriram que essas jovens tinham níveis significativamente mais baixos de ferro em comparação com as que não tinham alotriofagia.

Adolescentes grávidas, de forma geral, têm risco maior de apresentar redução nos níveis de hemoglobina, o que pode levar à deficiência de ferro e anemia. Isso, por sua vez, aumenta o risco de partos prematuros e bebês com baixo peso ao nascer.

De acordo com o trabalho, publicado na edição on-line do Journal of Nutrition, a associação entre anemia e alotriofagia é muito forte.  E os problemas  ficam mais intensos ao longo da gravidez.

Os pesquisadores explicam que ingerir coisas estranhas não altera os níveis de ferro no organismo. A questão é que a deficiência desse nutriente pode ter um efeito sobre a química cerebral, causando esses desejos.

O estudo foi financiado pelo Departamento de Agricultura e pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos.


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