Blog do Doutor Jairo Bouer

Arquivo : cérebro

Escrever antes de eventos importantes pode aliviar o estresse
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Jairo Bouer

Você costuma ficar nervoso ou nervosa demais antes de eventos importantes, como provas, entrevistas ou apresentações? Experimente sentar para escrever sobre seus sentimentos antes de enfrentar a situação. Uma pesquisa feita por psicólogos da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, mostra que a estratégia ajuda pessoas ansiosas a executar tarefas estressantes com mais eficiência.

O medo e a tensão costumam drenar a nossa capacidade cognitiva, ou seja, de usar o cérebro para fazer o que precisa ser feito. Quem é preocupado demais está sempre fazendo duas coisas ao mesmo tempo: tentando se acalmar e realizar a tarefa em si. A técnica chamada de escrita expressiva tem sido proposta há algum tempo, e o atual estudo mostrou que ela traz benefícios.

Os pesquisadores recrutaram estudantes de faculdade diagnosticados como ansiosos crônicos para passar por um teste no computador que demanda capacidade de processar informações precisas em pouco tempo – tipo da coisa que gera tensão. Antes da tarefa, metade do grupo escreveu sobre os sentimentos associados ao teste durante cerca de oito minutos. A outra parte foi orientada a escrever sobre o que tinha sido feito no dia anterior.

Todos os participantes foram submetidos a exames de eletroencefalografia durante o experimento. Os resultados comprovaram que os estudantes que escreveram sobre seus sentimentos foram mais eficientes, ou seja, utilizaram menos recursos cerebrais para executar o teste com rapidez e precisão. Em outras palavras, os dois grupos tiveram resultados parecidos, mas o da escrita expressiva “gastou menos combustível para chegar lá”, fazendo uma analogia aos automóveis.

O trabalho, financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde, foi publicado na revista Psychophysiology.


Se a mãe sofre de insônia, filho tende a dormir mal, mostra estudo
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Crianças tendem a dormir mal quando suas mães sofrem de insônia. A conclusão é de pesquisadres da Universidade da Basileira, na Suíça, e de Warwick, no Reino Unido, e foi publicada no periódico Sleep.

O trabalho contou com quase 200 crianças de 7 a 12 anos, que foram submetidas a exames caseiros de eletroencefalografia para monitorar a qualidade do sono. O pai e a mãe de cada participante responderam a questionários sobre o sono dos filhos e deles próprios.

A análise dos resultados revelou que filhos de mulheres que têm insônia dormem menos, pegam no sono mais tarde, e permanecem menos tempo nas fases de sono profundo. Mas a associação não ocorreu quando o pai é que tinha problemas para dormir.

Crianças tendem a dormir mal quando suas mães sofrem de insônia. A conclusão é de pesquisadres da Universidade da Basileira, na Suíça, e de Warwick, no Reino Unido, e foi publicada no periódico Sleep.

O trabalho contou com quase 200 crianças de 7 a 12 anos, que foram submetidas a exames caseiros de eletroencefalografia para monitorar a qualidade do sono. O pai e a mãe de cada participante responderam a questionários sobre o sono dos filhos e deles próprios.

A análise dos resultados revelou que filhos de mulheres que têm insônia dormem menos, pegam no sono mais tarde, e permanecem menos tempo nas fases de sono profundo. Mas a associação não ocorreu quando o pai é que tinha problemas para dormir.

Os pesquisadores acreditam que o sono da mãe tem mais impacto para a criança porque, em muitos lares, os filhos passam mais tempo com elas do que com os pais. Assim, os mesmos comportamentos que atrapalhariam o sono das mulheres seriam imitados pelas crianças.

Mas os autores do trabalho também descrevem outros mecanismos que poderiam explicar essa relação. Conflitos familiares ou discussões durante a noite podem afetar o sono da família toda, por exemplo. Outra possibilidade levantada por eles é que insones tendem a se preocupar demais com o sono e, como consequência, acabam prejudicando a si próprios e aos filhos com essa ansiedade. Por último, eles lembram que crianças podem compartilhar certos genes dos pais que predispõem a problemas de sono.

Se você é mãe e sofre de insônia, tem mais um motivo para buscar ajuda e evitar certos hábitos, como consumir cafeína depois da hora do almoço, ficar até tarde no computador ou no smartphone e ir para a cama sem estar com sono. Dormir bem é importante para todo mundo, e vital para as crianças, que ainda estão com o cérebro em desenvolvimento.

Os pesquisadores acreditam que o sono da mãe tem mais impacto para a criança porque, em muitos lares, os filhos passam mais tempo com elas do que com os pais. Assim, os mesmos comportamentos que atrapalhariam o sono das mulheres seriam imitados pelas crianças.

Mas os autores do trabalho também descrevem outros mecanismos que poderiam explicar essa relação. Conflitos familiares ou discussões durante a noite podem afetar o sono da família toda, por exemplo. Outra possibilidade levantada por eles é que insones tendem a se preocupar demais com o sono e, como consequência, acabam prejudicando a si próprios e aos filhos com essa ansiedade. Por último, eles lembram que crianças podem compartilhar certos genes dos pais que predispõem a problemas de sono.

Se você é mãe e sofre de insônia, tem mais um motivo para buscar ajuda e evitar certos hábitos, como consumir cafeína depois da hora do almoço, ficar até tarde no computador ou no smartphone e ir para a cama sem estar com sono. Dormir bem é importante para todo mundo, e vital para as crianças, que ainda estão com o cérebro em desenvolvimento.


Dormir pouco aumenta busca por risco, mostra experimento
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Jovens adultos demandam cerca de 9 horas de sono, enquanto os mais velhos podem dormir só 7,5 horas, em média. Mas a maioria das pessoas tem dormido menos do que precisa, segundo diversos estudos.

Em um pequeno estudo, cientistas da Universidade de Zurique, na Suíça, enumeram mais um possível problema associado à falta crônica de descanso adequado – a tendência a assumir mais riscos.

Os pesquisadores acompanharam 14 jovens saudáveis de 18 a 28 anos, que foram obrigados a dormir apenas 5 horas por noite durante uma semana. Duas vezes ao dia, eles tinham a oportunidade de escolher entre ganhar uma quantia específica de dinheiro com uma determinada chance de ficar com ele e receber menos, mas com 100% de certeza. Quanto maior era a aposta, maior era a probabilidade de ganhar mais ou perder tudo.

Após o período de privação de sono, os integrantes apresentaram muito mais tendência a arriscar. Uma noite mal-dormida não fez tanta diferença, mas conforme os dias passaram o risco passou a ganhar contornos preocupantes. Os cientistas ainda descobriram que o sono insuficiente altera uma área do cérebro, o córtex pré-frontal direito, diretamente associada a comportamentos de risco em pesquisas anteriores.

Os autores do trabalho, liderados pelo professor de neurologia Christian Baumann, alertam que líderes políticos e econômicos deveriam ter cuidado redobrado com o sono, devido à grande quantidade de decisões que precisam tomar e que envolvem muita gente. Os dados foram publicados no Annals of Neurology.


Traumas na cabeça podem aumentar risco de abuso de álcool
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Uma revisão de estudos conduzida por pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, mostrou que existe uma relação entre lesões cerebrais traumáticas na infância e na adolescência e o risco mais alto para abusar de álcool mais tarde.

Os cientistas já sabiam que beber pode aumentar o risco de um indivíduo machucar a cabeça, mas foi um trabalho com ratos que fez com que eles suspeitassem do inverso e decidissem fazer uma análise da literatura científica existente. Os resultados foram publicados no periódico Frontiers in Behavioral Neuroscience.

A equipe descobriu que as lesões cerebrais podem, em certos casos, tornar as pessoas mais impulsivas e menos conscientes das consequências de suas ações. Isso poderia afetar negativamente relacionamentos, estudos e empregos, e tudo isso tornaria esses indivíduos mais propensos a beber. Além disso, poderia prejudicar o fluxo de dopamina, um neurotransmissor associado ao uso de substâncias.

Além de seus efeitos psicológicos, lesões cerebrais traumáticas podem causar inflamação no cérebro, algo que também ocorre com o abuso do álcool. De acordo com os cientistas, esse efeito inflamatório também incentivaria o aumento do consumo.  Apesar do alerta, os autores esclarecem que mais estudos são necessários para confirmar a  hipótese.


Por que mulher tem mais depressão e alzheimer? Estudo pode dar pista
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Um estudo pode explicar por que certos transtornos mentais, como a depressão e o alzheimer, são bem mais comuns em mulheres do que em homens. Isso talvez se deva ao fato de que elas têm regiões muito mais ativas do que eles no cérebro.

Uma equipe da clínica Amen, na Califórnia (EUA), analisou um tipo específico de exame de imagem, que mostra a atividade em diferentes regiões do cérebro, de 119 homens e mulheres saudáveis, bem como de mais de 26 mil pacientes diagnosticados com transtornos mentais diversos.

Durante atividades que exigem concentração, as mulheres apresentaram atividade aumentada em 48 regiões cerebrais, enquanto, para os homens, isso ocorreu em apenas 22 regiões. Mas, na média do estudo, os pesquisadores encontraram 65 regiões com maior atividade nas mulheres, contra apenas 9 nos homens.

Elas também contaram com atividade aumentada em mais áreas associadas ao controle do impulso e em regiões límbicas, associadas a emoções diversas. Para os pesquisadores, isso também ajuda a explicar por que as mulheres têm maior nível de empatia.

Cerca de dois terços dos pacientes que têm Alzheimer são mulheres. No caso da depressão, a incidência é praticamente o dobro em mulheres. Já doenças do desenvolvimento, como autismo e transtorno do deficit de atenção e hiperatividade costumam ser mais frequentes em homens.

As descobertas foram publicadas no Journal of Alzheimer`s Disease e noticiadas no site Medical News Today. 


Maconha na adolescência pode inibir sensações prazerosas mais tarde
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Adolescentes que aumentam o consumo de maconha com a idade têm risco mais alto de sofrer de depressão, mais dificuldade para sentir prazer e pior desempenho educacional mais tarde, no início da vida adulta. A conclusão é de um estudo da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores avaliaram 158 homens que faziam parte de um estudo sobre nutrição que acompanhou indivíduos de seis meses de idade por toda a adolescência. Aos 20 anos, usuários de maconha foram procurados para relatar a frequência de uso de maconha dos 14 aos 19 anos. Eles também foram submetidos a exames de ressonância magnética para ter suas funções cerebrais testadas.

A maioria dos jovens tinha usado a droga ocasionalmente entre os 15 e 16 anos de idade, mas aumentou o consumo de forma dramática até alcançar os 19. Esses foram os indivíduos que mais apresentaram sintomas depressivos, menor capacidade de experimentar sensações prazerosas e menores ganhos em termos de educação.

São necessários mais estudos para concluir se os resultados, publicados na revista Addiction e noticiados no jornal britânico Daily Mail, são causa ou consequência do uso da droga. Mas eles reforçam a ideia de que a substância pode ser bastante prejudicial para o cérebro em desenvolvimento dos adolescentes.


Tendência a inclinar a cabeça à direita ao beijar pode ser universal
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Você costuma inclinar sua cabeça à esquerda para dar um beijo de língua no seu parceiro ou parceira? Então saiba que você é uma exceção. A maioria das pessoas tende a iniciar o beijo inclinando-se para a direita, inclusive os canhotos, e quem é beijado faz o mesmo, intuitivamente, segundo um estudo feito por psicólogos e neurocientistas.

Diversas pesquisas realizadas em locais públicos, em países ocidentais, já tinham indicado essa tendência. Mas para isolar o fator cultural, pesquisadores das universidades de Bath, no Reino Unido, e de Dhaka, em Bangladesh, decidiram avaliar o comportamento dos casais deste último país, já que lá o beijo de língua não ocorre em público, e também é vetado na TV e no cinema.

As equipes convidaram 48 casais para participar do experimento. Depois de se beijarem em um ambiente privado, em casa, cada um era levado para uma sala diferente e descrevia detalhes do beijo.  Mais de dois terços dos participantes inclinaram a cabeça para a direita. E os homens foram cerca de 15 vezes mais propensos a iniciar o beijo.

Comparando os resultados com os de trabalhos anteriores, os cientistas concluíram que quem é beijado tende a combinar a inclinação da cabeça com a do parceiro, de modo a evitar o movimento de espelho, algo que gera desconforto. Embora a ação seja intuitiva, existe uma decisão envolvida, pelo menos na hora de receber o beijo. Os resultados foram publicados na revista Scientific Reports.

Os autores do trabalho sugerem que essa tendência pode ter relação com as funções dos hemisférios cerebrais – o esquerdo, que controla o lado direito, está mais relacionado às emoções. Eles também acreditam que diferentes hormônios, como a testosterona (associada ao desejo) ou a dopamina (ligada a recompensa),  podem ser distribuídos de forma desigual pelos hemisférios, justificando o comportamento.

Os pesquisadores querem descobrir, no futuro, se a preferência pela direita na hora de beijar alguém é inata, já que a inclinação da cabeça para esse lado, de um modo geral, já foi observada até no útero. Apesar de ser um fenômeno cultural, beijar também tem a ver com os nossos neurônios, e pode dar pistas importantes sobre o funcionamento do cérebro.


Menstruação não afeta performance mental, segundo pesquisadores
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Muita gente acredita que, “naqueles dias”, a capacidade mental das mulheres fica comprometida, e muitos estudos observacionais constataram isso. Mas um grupo de pesquisadores resolveu testar a hipótese e, acredite, ela não foi confirmada. Segundo a equipe, apesar das cólicas, alterações de humor e inchaço nos seios, a capacidade de processar informações não se altera durante a menstruação.

O trabalho, conduzido por uma equipe da Universidade de Zurique, na Suíça, contou com 88 mulheres com ciclos regulares, um número um pouco maior de pessoas que o de pesquisas anteriores que tiveram o mesmo objetivo. Além disso, os pesquisadores testaram as participantes em dois ciclos menstruais consecutivos, enquanto os outros estudos se concentraram em apenas um.

As participantes passaram por testes em quatro diferentes fases do ciclo menstrual para medir três funções cognitivas: atenção, memória de trabalho (aquela de curto prazo) e viés cognitivo (tendência a pensar de uma determinada maneira).

No primeiro ciclo monitorado, as alterações nos níveis de estrogênio, protesterona e testosterona que ocorrem durante a menstruação afetaram a atenção e o viés cognitivo das mulheres. Mas no ciclo seguinte não houve alteração em nenhuma das três funções cognitivas. Ou seja, o resultado não se confirmou, como descrito  na revista científica Frontiers in Behavioral Neuroscience.

Conclusão? Não dá para dizer que a menstruação afeta a performance mental das mulheres, segundo os pesquisadores. Apesar disso, eles admitem que pode haver exceções e sugerem que novos estudos sejam feitos com número maior de participantes, bem como com mulheres que sofrem de disfunções hormonais.


Exagerar no álcool de vez em quando pode prejudicar tomada de decisões
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Processar informações para a tomada de decisão e planejar ou organizar tarefas simples, como uma compra no supermercado, são capacidades ameaçadas pelo abuso eventual de álcool e drogas como maconha, cocaína e tranquilizantes, segundo um estudo da Escola de Saúde Pública e do Centro Médico da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

Em um artigo publicado na revista científica Addiction, os pesquisadores revelam que problemas cognitivos como os citados acima não são exclusividade de quem é viciado nessas substâncias. Quem consome de vez em quando também sofre deficits de atenção e prejuízos nas chamadas funções executivas do cérebro, aquelas que permitem o planejamento e a tomada de decisões complexas.

A equipe analisou dados de 36.085 entrevistados de um grande estudo epidemiológico, uma amostra representativa da população norte-americana com mais de 18 anos. Metade era do sexo feminino e tinha 45 anos ou mais, e 60% tinham feito faculdade. Ao todo, 1% abusava de cocaína e 33% exagerava na bebida.

Os deficits de atenção mais preocupantes foram associados ao uso frequente e também ao uso eventual, mas em grandes quantidades, de drogas estimulantes. E o nível mais baixo de funcionamento executivo foi encontrado nos usuários de cocaína e nas pessoas que consomem grandes quantidades de álcool em períodos curtos (“binge drinking”, ou beber em binge)  – mais de quatro doses, para as mulheres, e mais de cinco, para os homens.

Os autores dizem que a abstinência e o uso reduzido de substâncias certamente protege o cérebro desses deficits. Mas eles querem descobrir, no futuro, se hábitos saudáveis, como dieta equilibrada, atividades físicas e intelectuais, também podem evitar perdas cognitivas entre os usuários de álcool e drogas.


Genética interfere na capacidade de “ler” a mente dos outros, diz estudo
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Jairo Bouer

Você consegue ler alguns pensamentos ou emoções de uma pessoa só de olhar nos olhos dela? Eu não estou falando de vidência, mas de empatia. Algumas pessoas têm mais talento para isso do que outras, e, segundo pesquisadores, isso pode ser influenciado pelo nosso DNA.

Cientistas da Universidade de Cambridge desenvolveram, há bastante tempo, um teste chamado “Leitura da Mente pelos Olhos”, que ajuda a detectar o nível de “empatia cognitiva” das pessoas, ou seja, a capacidade de interpretar rapidamente o que um outro indivíduo está pensando ou sentindo só de olhar para os olhos dele.

Em geral, as mulheres têm resultados melhores que os homens, segundo a equipe. E pessoas com autismo e anorexia nervosa tendem a ter pontuação mais baixa no teste de empatia.

Agora, esses mesmos pesquisadores publicaram um novo estudo, em parceria com cientistas da França, da Austrália e da Holanda, bem como a empresa 23andMe, especializada em exames genéticos. Eles concluíram que a genética interfere no resultado do teste de empatia. As informações foram publicadas na revista Molecular Psychiatry.

Eles analisaram o DNA de indivíduos submetidos ao teste, e descobriram algumas variantes genéticas no cromossomo 3 em mulheres com boa capacidade de “ler” a mente dos outros. Curiosamente, nos homens não houve a associação com esse cromossomo.

A equipe, liderada por Varun Warrier, e pelos professores Simon Baron-Cohen, que estuda autismo na Universidade de Cambridge, além de Thomas Bourgeron, da Universidade Paris Diderot, encontrou os mesmos resultados em uma outra pesquisa com 1.500 pessoas.

O assunto ainda precisa ser mais explorado, mas os cientistas dizem que a descoberta é fundamental para entender melhor o que causa variações no nível de empatia. De qualquer forma, a genética seria apenas parte da história: fatores ambientais, como educação e experiências de vida certamente ajudam moldar essa capacidade.