Blog do Doutor Jairo Bouer

Arquivo : calorias

Jovens podem consumir até 114 mil calorias a mais por ano só em álcool
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Jairo Bouer

Você costuma abusar do álcool de vez em quando? E já experimentou contar as calorias que você consumiu só em bebida? Pesquisadores canadenses decidiram fazer as contas, levando em consideração os hábitos de jovens menores de idade, e os resultados são impressionantes.

A equipe, da Universidade de Waterloo, coletou dados de um grande estudo nacional, chamado Compass, para saber quanto e com que frequência os jovens têm consumido qualquer quantidade de álcool, ou bebido grandes quantidades em pouco tempo (prática chamada de “binge drinking” ou “beber pesado periódico”). Para as mulheres, um “binge” significa ingerir seis ou mais copos de cerveja numa única noite. Para os homens, oito ou mais copos. Depois, eles avaliaram os tipos de bebida mais apreciados e suas calorias.

Dos mais de 10 mil adolescentes com 16 ou 17 anos, 27,2% bebiam pesado cerca de uma vez por mês. Para essa parcela, o consumo representou de 6.000 a 13.200 calorias a mais por ano, o que equivale a um acúmulo de 0,78 a 1,71 kg de gordura. Já para os 5% que bebiam grandes quantidades de álcool duas vezes por semana, o total de calorias variou de 52.000 a 114.400 a mais por ano, de 6,74 a 15 kg de gordura a mais.

O relatório com os resultados foi publicado no periódico Promoção de Saúde e Prevenção de Doenças Crônicas. A quantidade de adolescentes com excesso de peso e obesidade tem crescido, mas nem sempre as pessoas associam o consumo de álcool ao problema.

Beber pesado não só traz impacto na balança, como também prejudica o fígado, o estômago e o cérebro, além de aumentar o risco de envolvimento em acidentes, situações de abuso e sexo desprotegido.


Pessoas compram mais itens calóricos em janeiro, segundo pesquisa
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Jairo Bouer

Jeff Clarke/UVM

Jeff Clarke/UVM

Apesar de muitas resoluções de Ano Novo incluírem dietas para perder peso ou ganhar saúde, as pessoas tendem a comprar mais comida e investir em itens mais calóricos após o período de festas. É o que mostra um estudo conduzido pela Universidade de Vermont, nos Estados Unidos.

O trabalho, publicado no periódico PLoS ONE, indica que, pelo menos naquele país, os gastos dos consumidores com comida aumentam 15% após a temporada que compreende o Dia de Ação de Graças (celebrado no fim de novembro) e o Réveillon. E o pior é que a maior parte desse aumento se refere à compra de junk food, o que significa uma elevação de 9% nas calorias consumidas.

Mais de 200 famílias do Estado de Nova York foram recrutadas para participar da pesquisa, que analisou os gastos com supermercado dos voluntários de julho de 2010 a março de 2011. Os alimentos foram classificados como mais ou menos saudáveis com base em um sistema de classificação nutricional.

Os resultados surpreenderam os pesquisadores – eles achavam que os feriados de fim de ano seriam a época com maiores gastos e calorias consumidas. Eles indicam que, apesar das resoluções de Ano Novo, é difícil mudar o comportamento na hora de ir ao supermercado.

Os pesquisadores recomendam que as pessoas façam uma lista antes de fazer compras, dando prioridade a produtos frescos e ricos em nutrientes. Isso ajuda a controlar o impulso de encher o carrinho com comida pronta e guloseimas, que são itens calóricos e pouco saudáveis.


Compensar um dia difícil com alimentos calóricos é uma péssima ideia
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Jairo Bouer

hamburguer300Depois de um dia estressante, nosso metabolismo desacelera e queimamos menos calorias. Por isso é bom evitar pratos calóricos e muito gordurosos nessas ocasiões. É o que mostra um estudo publicado na revista científica Biological Psychiatry e divulgado no site Live Science.

O experimento envolveu 58 mulheres de 31 a 70 anos com relatos de estresse devido a excesso de trabalho, brigas com o companheiro, discussões com os amigos ou problemas com os filhos.

Depois de vivenciar a situação estressante, elas ingeriam refeições de 930 calorias e 60 gramas de gordura, algo similar ao hambúrguer com batata frita oferecido em lanchonetes.

Nas sete horas seguintes às refeições, os pesquisadores mediram a taxa metabólica das mulheres, índice que mostra a velocidade com que o organismo metaboliza as calorias e a gordura. Elas também tiveram os níveis de glicose, triglicérides, insulina e cortisol (hormônio do estresse) medidos.

Os pesquisadores descobriram que as participantes que relataram uma ou mais situações estressantes no dia anterior queimaram, em média, 104 menos calorias que as outras. As mulheres mais estressadas também apresentaram níveis mais altos de insulina e menor queima de gordura.

Os pesquisadores acreditam que os resultados possam valer também para os homens, mas são necessários outros estudos para confirmar a hipótese.

Segundo o principal autor do estudo, o professor de psiquiatria e psicologia Jan Kiecolt-Glaser, da Universidade do Estado de Ohio, uma diferença de 104 calorias pode parecer pouco, mas um excedente como esse todos os dias resulta em quase 5 kg depois de um ano.

Ele admite que a projeção é pessimista – em geral as pessoas não passam por situações de estresse todos os dias, nem se alimentam com fast-food diariamente. Além disso, há gente que come até menos quando está nervoso.

O estudo também mostrou, no entanto, que pessoas com histórico de depressão sofrem mais com os efeitos do estresse. Mulheres com esse perfil apresentaram um pico de triglicérides após as refeições – esse tipo de gordura é usado como fonte de energia e níveis altos podem levar a doenças cardíacas.

Assim como esse, vários outros trabalhos já mostraram que o estresse e a depressão estão associados a um risco mais alto de obesidade, síndrome metabólica e problemas cardíacos.

A lição que fica, segundo os autores, é que é impossível evitar uma situação de estresse. Mas é possível evitar a tentação de exagerar nas calorias depois de um dia difícil, enchendo a geladeira e o armário da cozinha de opções mais saudáveis.


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