Blog do Doutor Jairo Bouer

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Cerca de 36 milhões são alérgicos a maconha nos EUA, diz relatório
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Jairo Bouer

Mais de 36 milhões de norte-americanos podem ter reações alérgicas à maconha, mesmo que não usem a droga. A conclusão é de um relatório publicado recentemente pelo Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia.

De acordo com o levantamento, que analisou os tipos de alergia mais frequentes no país, 73% das pessoas que reagem ao pólen também apresentam problemas com a Cannabis sativa. E a tendência é o número aumentar, segundo reportagem do jornal britânico Daily Mail.

Sintomas típicos de alergia, como espirros, olho inchado, coceira, nariz entupido e escorrendo, bem como asma e conjuntivite, foram observados em certos pacientes não só ao fumar maconha, mas também ao ter contato com a fumaça, ao pólen da planta e até às sementes, que são usadas em certas receitas regionais.

O pólen da maconha costuma ser liberado no final do verão e no início do outono no Hemisfério Norte, e pode ser carregado pelo vento a quilômetros de distância.

Agora que a maconha foi legalizada de alguma forma, em cerca de metade dos Estados Unidos, pesquisas têm revelado algumas consequências da droga que eram pouco conhecidas. Além das alergias, foi noticiado o aumento dos casos de uma síndrome causada pela substância, a hiperemese por canabinoide, que deflagra náuseas, vômitos e fortes dores no estômago.


Excesso de peso pode aumentar risco de asma na infância
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Jairo Bouer

asma300Parte do aumento dos casos de asma em crianças no final do século 20 pode ser atribuída ao aumento do índice de massa corporal (IMC), ou excesso de peso, de acordo com uma pesquisa publicada na revista PLoS Medicine desta semana.

O estudo, liderado pela pesquisadora Raquel Granell, da Universidade de Bristol, no Reino Unido, traz evidências genéticas de que o peso e os percentuais de massa magra e de gordura aumentam o risco da doença no meio da infância.

A incidência de asma, uma doença crônica causada pela inflamação das vias aéreas, aumentou progressivamente nas últimas décadas. Estima-se que 200 milhões de adultos e crianças em todo o mundo sejam afetadas pela doença.

As causas da asma ainda são desconhecidas, mas especialistas acreditam que a obesidade seja uma delas. Estudos observacionais já trouxeram essa conclusão, mas, desta vez, os pesquisadores aplicaram um método chamado “randomização mendeliana”, que utiliza tanto informação genética quanto dados observacionais.

Para tentar resumir, eles associaram as variantes genéticas conhecidas por afetar um fator modificável de risco – no caso, a massa corporal – à ocorrência de asma na infância.

Os pesquisadores avaliaram a presença da doença, o IMC e os percentuais de massa gorda e magra em 4.845 crianças com 7,5 anos de idade matriculadas em um estudo longitudinal que começou em 1991.

Eles avaliaram 32 variações genéticas associadas ao IMC e criaram uma pontuação a partir delas. Os autores perceberam que a pontuação genética teve forte associação com o IMC das crianças avaliadas e com a presença de asma. E concluíram que o risco relativo de desenvolver a doença aumentava em 55% para cada unidade a mais de IMC.

Os pesquisadores admitem que há algumas limitações no estudo – é possível, por exemplo, que algumas das variações genéticas associadas ao IMC também aumentem, de forma independente, o risco de asma.

Eles também acrescentam que ainda são necessárias mais pesquisas para entender como a composição corporal tem influência sobre a asma. Já se sabe que a obesidade gera inflamação, mas pode ser que haja algum mecanismo diferente que explique a associação entre as duas doenças.

Por último, eles ressaltam que o IMC elevado pode explicar apenas parte do aumento do risco de asma. Embora a obesidade venha aumentando em todo o mundo, alguns países vêm registrando desaceleração nos casos de asma. Isso significa que há outros fatores envolvidos na prevalência dessa doença além da obesidade.


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