Blog do Doutor Jairo Bouer http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br Neste espaço, Jairo Bouer publica informações atualizadas e opiniões sobre saúde, sexo e comportamento. Mon, 22 Oct 2018 23:02:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Um a cada dez usuários regulares de maconha tem sintomas de abstinência http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/10/22/um-a-cada-dez-usuarios-regulares-de-maconha-tem-sintomas-de-abstinencia/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/10/22/um-a-cada-dez-usuarios-regulares-de-maconha-tem-sintomas-de-abstinencia/#respond Mon, 22 Oct 2018 23:00:11 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2964

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Um estudo financiado pelo governo, nos Estados Unidos, mostra que 12% dos usuários frequentes de maconha apresenta sintomas de abstinência ao ficar sem a droga. A conclusão é de pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Columbia.

A equipe analisou de um grande banco de dados nacional sobre uso de álcool e outras drogas, com mais de 36.300 participantes. A amostra final continha 1.527 usuários com mais de 18 anos, que relatavam ter usado a droga no mínimo três vezes por semana no ano anterior às entrevistas.

Os principais sintomas relatados foram nervosismo ou ansiedade (76% da amostra); dificuldade para dormir (68%) e humor deprimido (59%). De acordo com os autores, dores de cabeça, tremores e sudorese também foram prevalentes, embora numa proporção menor que as reações emocionais e comportamentais.

Os sintomas foram associados a diversos transtornos psiquiátricos (como os de humor e de ansiedade) e também a histórico familiar de depressão. Mas não foi significativamente associada ao histórico familiar de abuso de álcool ou drogas. Os dados foram publicados no periódico Drug and Alcohol Dependence.

A maioria dos usuários frequentes de maconha, de acordo com o levantamento, eram do sexo masculino (66%), brancos (59%), com idades entre 18 e 29 anos (50%), com nível superior (49%), nunca haviam casado (54%) e pertenciam a famílias de baixa renda (45%).

A síndrome de abstinência de cannabis foi incluído no Manual Diagnóstico de Transtornos Mentais, o DSM-5, na edição de 2013. A condição pode ser incapacitante, por isso é importante que seja mais estudada. Segundo os autores, os registros têm aumentado à medida que o consumo tornou-se mais frequente com a liberação da droga em alguns estados norte-americanos.

Eles acrescentam que a potência da maconha aumentou bastante nas últimas décadas, e que as novas formas de consumo da erva (em vaporizadores, cigarros eletrônicos, ou em alimentos) também podem ter impacto nos sintomas de abstinência.

 

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Ir pra cama com ex não é o fim do mundo, sugere pesquisa http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/10/20/ir-pra-cama-com-ex-nao-e-o-fim-do-mundo-sugere-pesquisa/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/10/20/ir-pra-cama-com-ex-nao-e-o-fim-do-mundo-sugere-pesquisa/#respond Sat, 20 Oct 2018 16:27:49 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2961

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Diz a sabedoria popular que ir para a cama com o(a) ex só atrasa a vida. Quem nunca ouviu que o melhor, depois de um rompimento, é cortar relações e partir para outra? Pois fique sabendo que, se por acaso você cair em tentação, não há motivo para se martirizar. Em primeiro lugar, porque você não é o único(a). Em segundo, porque essas reprises podem não atrapalhar tanto assim sua vida afetiva.

Segundo um estudo publicado no periódico Archives of Sexual Behavior, transar com o ex não impede que a pessoa siga em frente após o término de um relacionamento, mesmo para quem ainda sofre com a separação, garante a autora principal do trabalho, Stephanie Spielmann, da Universidade do Estado do Wayne, nos Estados Unidos.

Para você não achar que é uma pessoa fraca ou orgulho próprio, ela avisa que sair com ex-namorados, ficantes ou maridos/mulheres é algo extremamente comum, em todas as faixas etárias e em todos os tipos de relacionamento.

A equipe de Spielmann realizou dois experimentos. Um deles foi uma análise das experiências diárias relatadas por 113 pessoas que tinham acabado de se separar. Os participantes foram abordados de novo, depois de dois meses, e foram questionados se estavam bem, se tinham tentado ficar com o ex de novo e se ainda se sentiam emocionalmente ligados a eles. A outra pesquisa contou com 372 indivíduos e abordou os mesmos tópicos.

Os pesquisadores descobriram que a maioria dos participantes acabava na cama com o(a) ex, mas que isso não influenciou na forma com que essas pessoas conseguiam superar o fim do relacionamento. E a maioria não ficava mais deprimida ou aflita depois do encontro. Pelo contrário, isso fez com que se sentissem melhor no dia a dia. Para a equipe, a tal da culpa imposta pela sociedade não se justifica.

Estudar o comportamento e as emoções das pessoas após o fim de um relacionamento parece algo banal, mas não é, já que rompimentos podem ter um forte impacto na saúde mental das pessoas.

Ainda que essa pesquisa seja útil para aliviar a culpa, não há ninguém melhor que a sua própria consciência para tomar esse tipo de decisão. Se você percebe que se sente mal depois de encontrar o(a) ex, ou que está perdendo oportunidades interessantes para o seu futuro em troca de algumas horas no passado, é bom fazer um esforço maior para vencer a tentação.

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Posts podem indicar se você está com depressão, diz estudo http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/10/17/posts-podem-indicar-se-voce-esta-com-depressao-diz-estudo/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/10/17/posts-podem-indicar-se-voce-esta-com-depressao-diz-estudo/#respond Wed, 17 Oct 2018 21:47:55 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2958

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Você percebe que um amigo seu está de baixo astral só pelo conteúdo que ele publica nas mídias sociais, não é? Plataformas como o Facebook têm feito as pessoas expressarem suas opiniões e sentimentos, o que tem um lado negativo, mas também positivo.

Pesquisadores acreditam que as informações fornecidas pelas mídias sociais podem ajudar no desenvolvimento de formas mais eficazes para triar pessoas em risco e ferramentas para diagnosticar e monitorar a depressão.

Uma equipe do World Well-Being Project (WWBP), nos EUA, criou um algoritmo para analisar dados de usuários do Facebook (com o consentimento deles, é bom dizer) e conseguiu determinar algumas pistas de linguagem que podem prever que uma pessoa está deprimida.

A pesquisa, publicada na revista Proceedings of National Academy of Sciences, contou com as fichas médicas e os dados de quase 1.200 participantes da rede social. Do total, 114 tinham histórico de depressão.

Depois de analizar mais de 524 mil atualizações de status, a equipe foi capaz de determinar alguns marcadores de linguagem associados a depressão, como tristeza, solidão, hostilidade, ruminação e aumento da auto-referência (a pessoa utiliza muito a palavra “eu”).

Os pesquisadores descobriram que os marcadores linguísticos conseguiram prever a depressão com uma precisão significativa até 3 meses antes de a pessoa receber um diagnóstico formal.

Para eles, a avaliação de usuários de mídias sociais, desde que feita com o consentimento deles e com todas as regras de privacidade respeitadas, podem se tornar um complemento importante para a triagem e o monitoramento de pessoas com depressão. Eles também esperam que, um dia, esse sistema de rastreamento seja integrado a um sistema de atendimento.

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Machos que brincam mais com bebês podem ter vantagem reprodutiva http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/10/15/machos-que-brincam-mais-com-bebes-podem-ter-vantagem-reprodutiva/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/10/15/machos-que-brincam-mais-com-bebes-podem-ter-vantagem-reprodutiva/#respond Mon, 15 Oct 2018 22:27:57 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2955

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Ao contrário de outros macacos grandes, gorilas machos têm o curioso hábito desenvolver laços afetivos e passar horas brincando com filhotes, inclusive com aqueles que não compartilham seus genes, o que não é muito comum no mundo animal. Antropólogos decidiram estudar melhor esse comportamento e descobriram algo surpreendente – os indivíduos que mais dedicam tempo aos bebês são os que mais se reproduzem.

O trabalho, publicado no periódico Nature Scientific Reports, foi realizado por pesquisadores da Universidade de Northwestern, nos EUA, em parceria com antropólogos do Instituto Max Planck e do Fundo Dian Fossey.

A equipe vem estudando, há anos, os gorilas selvagens das montanhas de Ruanda. Em um estudo anterior, os pesquisadores mostraram que os machos cuidam não só dos próprios filhotes, mas também passam horas com os bebês de outros machos do grupo. A descoberta desafia a visão que se tinha do cuidado paterno entre os mamíferos.

Seguindo a lógica da teoria da evolução, dedicar tempo aos filhotes é algo que só faria sentido ao se tratar dos próprios descendentes. Afinal de contas, o importante é perpetuar os próprios genes. É por isso que o cuidado paterno é mais observado em espécies monogâmicas, sistema que traz um pouco mais de certeza sobre quem é o pai de verdade.

Mas gorilas são polígamos. E mais: são obrigados a competir bravamente para conseguirem se reproduzir num grupo liderado por um único macho-alfa. Os machos são grandes (bem maiores que as fêmeas), bravos e até batem no peito para impor respeito. Mas são fofos quando cuidam dos pequenos.

Depois de acompanhar centenas de indivíduos de diferentes idades, os pesquisadores parecem ter matado a charada: os gorilas que passam mais tempo com filhotes têm 5,5 vezes mais descendentes do que os menos interessados nos pequenos. Uma diferença marcante no sucesso reprodutivo. O que leva a crer que esses primatas encontraram uma estratégia alternativa para conquistar mais parceiras.

Você pode estar achando estranho eu falar sobre gorilas, mas entender melhor os animais que mais se assemelham com a gente na escala evolutiva pode trazer informações valiosas sobre a nossa própria espécie. Como esses animais, sabe-se que nossos ancestrais humanos também eram polígamos. É comum as mulheres se encantarem com homens que têm jeito com criança. Será que essa característica masculina tem a ver com sucesso reprodutivo?

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Nos EUA, 5% dos jovens já foram vítimas e 3% já praticaram “sextorsão” http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/10/10/nos-eua-5-dos-jovens-ja-foram-vitimas-e-3-ja-praticaram-sextorsao/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/10/10/nos-eua-5-dos-jovens-ja-foram-vitimas-e-3-ja-praticaram-sextorsao/#respond Wed, 10 Oct 2018 23:27:55 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2953

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Usar fotos e vídeos de alguém fazendo sexo para fazer chantagem não é exatamente um crime novo, mas a prática ganhou uma proporção assustadora com o uso das tecnologias móveis. Um dado preocupante é que adolescentes têm sido cada vez mais envolvidos nessa ameaça, que tem sido chamada de “sextorsão” (do inglês “sextortion”, uma mistura de “sexo” e “extorsão”).

Um estudo recém-publicado nos Estados Unidos mostra que 5% dos jovens de 12 a 17 anos já foram vítimas desse tipo de situação. E o pior: 3% admitem que já fizeram isso com alguém, ou seja, já ameaçaram divulgar imagens íntimas para obter algo em troca, como dinheiro, favores sexuais ou mais imagens. O levantamento contou com 5.548 estudantes.

Na América do Norte, esse assunto ganhou forte destaque em 2012, após o suicídio de uma garota de 15 anos que tinha sofrido bullying na internet associado a chantagens feitas com fotos íntimas dela. No Brasil também existem registros desse tipo de crime, tanto que a ong SaferNet possui um site específico com orientações sobre como agir nesses casos.

A pesquisa norte-americana trouxe um dado inesperado para os autores: eles observaram que há mais garotos do que garotas envolvidos em sextorsão, inclusive como vítimas. Já no Brasil, segundo dados da ong SaferNet, meninas e mulheres são maioria.

Outra descoberta do estudo é que jovens não heterossexuais são duas vezes mais propensos a ser chantageados. Também não é incomum que vítimas passem a chantagear e vice-versa. Por último, a maioria dos casos envolve pessoas conhecidas, como paqueras ou colegas de escola. É na base da confiança que as imagens são obtidas.

A abordagem à vítima acontece de diferentes maneiras: a pessoa é perseguida ou ameaçada pessoalmente (para 9,7% dos garotos e 23,5% das garotas), é procurada por telefone ou pela internet (para 43% dos garotos e 41% das garotas), ou o chantageador cria um perfil falso nas redes sociais para fazer as ameaças (11,2% deles e 8,7% delas).

Para 24,8% das vítimas do sexo masculino e 26% do sexo feminino, as imagens acabam caindo na internet, o que em alguns casos também pode ser chamado de pornografia de vingança (do inglês “revenge porn”). Proporções semelhantes se referem a casos em que a imagem vai parar na mão de um terceiro.

A pesquisa americana ainda mostrou que poucas vítimas relataram o ocorrido para os pais. Quando acontece, é mais comum que as garotas façam isso. Poucas também recorrem às centrais de denúncia das plataformas digitais envolvidas.

Por mais que seja empolgante trocar fotos sensuais durante a paquera, é preciso ter consciência de que, infelizmente, não dá para confiar em qualquer pessoa. Ainda mais se quem pede imagens é um amigo virtual. Mas, se alguém te chantagear, não se culpe. Salve todas as provas, peça ajuda e não tenha medo de denunciar. O SaferNet Brasil tem um canal com equipe especializada para dar orientações: www.helpline.org.br

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Droga usada em festas e em golpes, GHB muda o cérebro dos usuários http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/10/08/droga-usada-em-festas-e-em-golpes-ghb-muda-o-cerebro-dos-usuarios/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/10/08/droga-usada-em-festas-e-em-golpes-ghb-muda-o-cerebro-dos-usuarios/#respond Mon, 08 Oct 2018 18:12:59 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2949

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Uma droga que vem sendo usada em festas e clubes noturnos, o GHB (gama-hidroxibutírico), também chamado de “G”, ou “ecstasy líquido”, pode causar modificações importantes no cérebro, como prejuízos a longo prazo na memória, na atenção, no coeficiente de inteligência (QI), e ainda causar altos níveis de estresse e ansiedade.

As conclusões, obtidas por cientistas de Amsterdam, foram apresentadas em uma conferência do Colégio Europeu de Psiconeurofarmacologia, em Barcelona. O trabalho foi financiado pelo Ministério da Saúde da Holanda.

O GHB é um depressor do sistema nervoso. No início, causa euforia, mas depois provoca sonolência e pode levar os usuários rapidamente ao coma. Em 2015, um jovem de 25 anos morreu depois de consumir a droga numa festa em Florianópolis. Muitas vezes, o líquido é diluído em garrafas de água ou de outras bebidas, e usado em golpes do tipo “boa noite Cinderela”.

Na Europa, casos de coma e overdose por GHB já despontam como terceira principal causa de emergência médica por droga nos hospitais, perdendo apenas para heroína e cocaína. A tendência lá é de aumento, o que pode se refletir no Brasil também.

Os cientistas examinaram 27 usuários que já haviam entrado em coma por causa do GHB, outros 27 que não chegaram a entrar em coma, e outros 27 voluntários que já usaram diferentes tipos de drogas, mas nunca o GHB. Todos responderam a questionários e testes de QI, além de serem submetidos a exames de escaneamento cerebral.

Todos os usuários de GHB apresentaram alterações no cérebro que interferem na identificação de emoções negativas. Isso significa que eles tendem a ter reações mais exageradas diante de adversidades. Consumidores da droga que entraram em coma são os mais afetados – eles apresentaram 63% mais estresse e 23% mais ansiedade que usuários de outras substâncias.

Os episódios de coma também foram associados a coeficientes de inteligência bem mais baixos (mesmo quando os usuários tinham o mesmo nível de educação), e alterações graves na memória de longo prazo e de trabalho, aquela que usamos no dia a dia. Os exames de imagem indicam alterações na redes neuronais relacionadas à memória, o que justificaria esse efeito. Os resultados ainda serão publicados.

Os autores da pesquisa avisam que esses efeitos provavelmente se devem à privação de oxigênio (hipóxia) que é provocada por altas concentrações de GHB no cérebro. O uso da substância em doses baixas, aprovado no tratamento de certas doenças, não apresenta esse risco.

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Quem são os homens que saem com prostitutas? Estudo traça perfil http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/10/05/quem-sao-os-homens-que-saem-com-prostitutas-estudo-traca-perfil/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/10/05/quem-sao-os-homens-que-saem-com-prostitutas-estudo-traca-perfil/#respond Fri, 05 Oct 2018 23:57:30 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2947

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Um em cada oito homens faz sexo com prostitutas, segundo uma pesquisa que contou com 5.000 britânicos de 20 a 74 anos. A proporção é bem mais alta que a observada em levantamentos anteriores no Reino Unido, de um em cada dez. Mas o mesmo estudo indica que algo pode mudar um pouco esse cenário.

Segundo os resultados, homens que se declaram religiosos são mais propensos a sair com prostitutas do que aqueles que não seguem nenhuma religião. Além disso, trabalhadores mais qualificados, como indivíduos em cargos de gerência, têm probabilidade maior de utilizar os serviços de prostitutas do que profissionais com menor nível de instrução.

Os resultados surpreenderam os autores do estudo, das universidades de Turim, na Itália, e de Oslo, na Noruega. Para eles, esses homens teriam mais a perder, caso fossem flagrados pagando por sexo. Mas, aparentemente, essa preocupação não inibe a busca por prostitutas.

O levantamento, que contou com dados da Pesquisa Nacional sobre Atitudes Sexuais e Estilos de Vida, indica que a frequência do sexo com prostitutas é bem maior entre homens que vivem na capital, viajam bastante para o exterior, são usuários de álcool e drogas, e têm renda média ou média-alta (ou seja, não são pobres, nem ricos).

Os homens que pagam por sexo também são mais propensos a ter mais parceiras – a média deles é de 33, enquanto os que nunca saíram com prostitutas contabilizam 13. O preocupante é que indivíduos que saem mais vezes com profissionais do sexo são justamente os que menos usam camisinha, segundo o estudo.

A descoberta que eu considero mais importante é que os participantes do estudo que tiveram aulas de educação sexual na escola foram os menos propensos a pagar por sexo, bem como os que costumam se masturbar com frequência.

Ter acesso a informações sobre doenças transmitidas pelo sexo pode fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de se expor a riscos. Aprender sobre o desejo e o corpo dos homens e das mulheres também pode melhorar a autoconfiança para os jovens, e, no caso dos garotos, pode combater algumas crenças equivocadas, como a de que é preciso treinar com prostitutas antes de transar com uma namorada.

O estudo foi publicado na Revista Escocesa de Economia Política, e foi financiado Centro de Pesquisas Econômicas Ragnar Frisch, na Noruega.

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Mudança hormonal após o parto pode indicar se pai será dedicado http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/10/03/mudanca-hormonal-apos-o-parto-pode-indicar-se-pai-sera-dedicado/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/10/03/mudanca-hormonal-apos-o-parto-pode-indicar-se-pai-sera-dedicado/#respond Wed, 03 Oct 2018 22:52:59 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2944

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As alterações hormonais que as mulheres enfrentam durante a gravidez e após o parto já são algo bem estabelecido na medicina. Mas, de uns anos para cá, com o aumento da participação masculina no cuidado com os filhos, cientistas passaram a pesquisar o que acontece com os homens também, e os resultados são interessantes.

Uma equipe de médicos, psicólogos e antropólogos da Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos, sugere que mudanças nos níveis de certos hormônios podem indicar se homens que acabaram de ter filhos serão pais amorosos e dedicados nos meses após o nascimento. Além disso, o trabalho reforça a importância dos pais estarem presentes no parto e nos momentos seguintes.

Um total de 1.600 amostras de saliva de quase 300 papais foi coletado pelos pesquisadores no Hospital Memorial de South Bend, em Indiana, nos primeiros dois dias de vida dos recém-nascidos. O objetivo foi analisar oscilações em dois hormônios: a testosterona, associada a características como agressividade, e o cortisol, liberado em situações de estresse.

A análise revela que homens cujos níveis de cortisol se elevaram ao segurar os bebês no dia do parto são mais propensos a se mostrarem envolvidos no cuidado com a criança nos primeiros meses de vida.

Os níveis de testosterona logo após o nascimento não parecem ter importância nos resultados. Mas uma queda nesse hormônio no segundo dia de vida do bebê também coincide com um envolvimento maior com o filho mais tarde. Trabalhos anteriores já tinham mostrado esse recuo no hormônio masculino depois que a criança nasce. É mais ou menos como se os homens deixassem o escudo e as armas de lado, por um tempo, para cuidar do filho.

Mas e o cortisol? Para os pesquisadores, não é surpreendente que esse hormônio aumente após o nascimento da criança e isso é até útil, desde que não permaneça cronicamente elevado. Apesar de a gente encarar o hormônio do estresse como algo ruim, ele é importante nessa fase em que é preciso estar atento a sinais de fome ou doença. Outros estudos mostram que isso também acontece com as mães.

Os dados, publicados na revista Hormones and Behavior, justificam a tendência crescente, em muitas maternidades, de se estimular o envolvimento dos pais com os recém-nascidos e até o contato pele a pele entre eles logo após o parto. Todos ganham com esses laços fortalecidos.

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Adicionar 1,5 litro de água à rotina pode impedir que a cistite volte http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/10/01/adicionar-15-litro-de-agua-a-rotina-pode-impedir-que-a-cistite-volte/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/10/01/adicionar-15-litro-de-agua-a-rotina-pode-impedir-que-a-cistite-volte/#respond Tue, 02 Oct 2018 02:08:33 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2939

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Para muitas mulheres, cistites, ou infecções na bexiga, são um tormento que se repete com frequência. Se é o seu caso, é bom levar a hidratação a sério. Um estudo mostra que adicionar 1,5 litro de água ao volume diário de líquidos pode reduzir em 48% o risco de ter um novo episódio algum tempo depois.

Mais de um quarto das mulheres com cistite têm uma infecção secundária seis meses do primeiro episódio, e cerca de 50%, depois de um ano. Esses quadros, marcados por muito ardor ao urinar, dor no baixo ventre, fraqueza e, às vezes, sangue na urina, quase sempre são causados por bactérias. Boa parte das vezes, o vilão é um micro-organismo que vive no intestino, mas que não é bem-vindo na uretra. Por uma questão anatômica, as mulheres são mais propensas a se contaminar.

O estudo, publicado pela revista da Associação Médica Americana, Jama Internal Medicine, foi feito no Centro Médico UT Southwestern, nos Estados Unidos, e contou com 140 mulheres que ainda não tinham chegado à menopausa e tinham episódios frequentes de cistite.

As participantes consumiam menos que 1,5 litro de líquidos ao dia. Metade delas manteve sua rotina, enquanto as outras foram orientadas a acrescentar mais quatro a seis copos de água ao volume que costumavam ingerir. Todas foram acompanhadas durante um ano.

O grupo que bebia menos água teve, ao todo, 216 episódios em 12 meses, quase o dobro do registrado entre as mulheres que aumentaram a ingestão. Também no primeiro grupo, 88% das participantes tiveram três ou mais infecções durante o ano. No outro, 93% tiveram só uma ou duas.

O número de tratamentos com antibiótico também foi o dobro entre as mulheres que não aumentaram a ingestão de líquidos. Esse é um dos dados de maior destaque no artigo, já que o uso frequente desses medicamentos aumenta o risco de micro-organismos resistentes, que dificultam ainda mais o controle das infecções.

Além de beber mais líquidos, outras dicas ajudam a reduzir a ocorrência de cistites: fazer xixi antes e depois das relações sexuais, dar preferência a calcinhas de algodão, evitar o uso de calças muito apertadas, usar o papel higiênico sempre da frente para trás ao se limpar. Se o casal fizer sexo anal e quiser voltar à penetração vaginal, é preciso trocar a camisinha ou se lavar antes.

É importante procurar o médico  sempre que houver dor ao urinar.  Quando não tratada adequadamente, uma infecção na bexiga pode subir para os rins, e as complicações podem ser graves.

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Filhos do meio e caçulas podem ter menos educação sexual dos pais http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/09/28/filhos-do-meio-e-caculas-podem-ter-menos-educacao-sexual-dos-pais/ http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/2018/09/28/filhos-do-meio-e-caculas-podem-ter-menos-educacao-sexual-dos-pais/#respond Fri, 28 Sep 2018 20:41:16 +0000 http://doutorjairo.blogosfera.uol.com.br/?p=2935

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A ordem de nascimento pode ter um papel significativo na forma como adolescentes que têm irmãos recebem informações sobre sexo dos pais, principalmente os meninos. É o que mostra um estudo feito por pesquisadores da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, publicado na revista Sex Education esta semana.

Para chegar a essa conclusão, a equipe analisou dados na Pesquisa Nacional sobre Atitudes Sexuais e Estilos de Vida do Reino Unido, considerada uma das maiores e mais detalhadas sobre o tema naquele país. A amostra contou com cerca de 5.000 jovens de 17 a 29 anos.

Do total, 48% das garotas e 37% dos garotos primogênitos relataram ter tido discussões sobre sexo com pelo menos um dos pais por volta dos 14 anos de idade, contra 40% das filhas e 29% dos filhos que nasceram mais tarde.

Irmãos do meio e caçulas também foram mais propensos a dizer que achavam difícil falar sobre sexo com os pais, e a comentar que recebiam esse tipo de informação dos irmãos mais velhos.

Apesar dos resultados, os pesquisadores não encontraram uma associação significativa entre a ordem de nascimento e experiências sexuais, exceto que os garotos nascidos mais tarde apresentaram probabilidade maior de ter transado pela primeira vez antes dos 16 anos.

As diferenças foram marcantes entre os sexos: em todas as categorias (segundo filho, terceiro etc), os garotos relataram menor envolvimento dos pais na educação sexual do que as garotas.

Existe pouca pesquisa sobre como informações sobre sexo provenientes de irmãos mais velhos podem afetar a saúde sexual de um indivíduo. Mas, segundo o que os autores encontraram na literatura científica, quem tem irmão ou irmã sexualmente ativo tende a ter atitudes mais liberais em relação ao assunto. E irmãs mais novas de adolescentes que engravidaram tendem a ter a primeira relação sexual mais cedo.

É natural que ter irmãos mais velhos, ou mesmo amigos mais velhos, faz crianças e adolescentes terem contato com certos assuntos mais cedo. Se um jovem vê o irmão mais velho conversando com a namorada, ou nos amassos com ela, claro que vai pintar uma curiosidade.

Os autores do estudo acreditam que o cuidado com o que é ensinado para irmãos mais novos é algo que poderia fazer parte dos programas de educação sexual nas escolas. Isso poderia fazer muita diferença nas famílias em que os pais são mais ausentes ou não sabem como ter esse tipo de conversa com os filhos.

É muito comum que os pais tenham uma série de preocupações com o primeiro filho e relaxem um pouco com os outros, e não só no que se refere a educação sexual. Mas é bom que eles tenham consciência disso e não deixem de ter essas conversas com os filhos mais novos, ainda que eles pareçam mais bem informados que o primogênito.

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