Blog do Doutor Jairo Bouer

Maconha na adolescência pode inibir sensações prazerosas mais tarde
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Jairo Bouer

Adolescentes que aumentam o consumo de maconha com a idade têm risco mais alto de sofrer de depressão, mais dificuldade para sentir prazer e pior desempenho educacional mais tarde, no início da vida adulta. A conclusão é de um estudo da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores avaliaram 158 homens que faziam parte de um estudo sobre nutrição que acompanhou indivíduos de seis meses de idade por toda a adolescência. Aos 20 anos, usuários de maconha foram procurados para relatar a frequência de uso de maconha dos 14 aos 19 anos. Eles também foram submetidos a exames de ressonância magnética para ter suas funções cerebrais testadas.

A maioria dos jovens tinha usado a droga ocasionalmente entre os 15 e 16 anos de idade, mas aumentou o consumo de forma dramática até alcançar os 19. Esses foram os indivíduos que mais apresentaram sintomas depressivos, menor capacidade de experimentar sensações prazerosas e menores ganhos em termos de educação.

São necessários mais estudos para concluir se os resultados, publicados na revista Addiction e noticiados no jornal britânico Daily Mail, são causa ou consequência do uso da droga. Mas eles reforçam a ideia de que a substância pode ser bastante prejudicial para o cérebro em desenvolvimento dos adolescentes.


Baixa renda causa mais inatividade entre as mulheres, diz estudo
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Em áreas com maior desigualdade de renda, as mulheres são menos propensas a praticar atividades físicas aeróbicas, como a caminhada, fundamental para a saúde do coração. Mas essa mesma associação não se aplica aos homens, de acordo com um grande estudo feito nos Estados Unidos.

Pesquisadores da Universidade de Oxford analisaram dados de 350 mil adultos norte-americanos, e viram que a maioria não cumpre as 2,5 horas semanais de atividade aeróbica de intensidade moderada preconizadas pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças. Até aí, nenhuma novidade. Mas a equipe constatou que nas regiões em que a desigualdade de renda é mais alta, as mulheres têm uma desvantagem ainda maior que os homens.

Os resultados, publicados no Journal of Public Health, mostram que problemas financeiros afetam a saúde dos homens e das mulheres de forma diferente. O fato de trabalhar fora e ainda acumular as tarefas de casa ou o cuidado de alguém faz com que elas tenham maior risco de obesidade e doenças cardiovasculares. Os autores também chamam atenção para o alto número de lares chefiados por mulheres.

No Brasil, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada pelo IBGE, este ano, mostra que o sedentarismo é mais frequente entre as mulheres. De acordo com o instituto, 66% das brasileiras não têm se exercitado, contra 57% dos homens. E quanto menor a renda, maior a tendência à inatividade. Caminhar mais, ou fazer mais exercício, é um desafio para todo mundo. Mas para quem tem jornada tripla é quase uma missão impossível.


Que tal esfregar os pés sob o lençol e compartilhar algumas bactérias?
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Casais que vivem juntos compartilham muitas coisas: quarto, banheiro, geladeira e até bactérias. E sabe qual a parte do corpo com mais micro-organismos em comum? Os pés, segundo um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Waterloo, no Canadá.

A equipe coletou 330 amostras de micro-organismos da pele de 17 partes diferentes do corpo de diferentes casais heterossexuais e levou o material para ser analisado em laboratório. Com ajuda de algoritmos, eles conseguiram identificar com uma precisão de 86% quais pessoas viviam juntas apenas com base no conjunto de bactérias encontrado. Os resultados foram publicados na revista da Sociedade Americana de Microbiologia.

Eles esclarecem que cada pessoa tem um perfil específico de micro-organismos, chamado de microbioma, e ele não fica igual ao do parceiro. Mas diversas partes do corpo passam a acumular bactérias da outra pessoa também, em especial os pés, já que o casal anda descalço sobre o mesmo piso o tempo todo.

Os pesquisadores descobriram, no entanto, que pessoas do mesmo sexo compartilham mais bactérias em comum do que casais que vivem juntos – nesse caso, foi possível fazer a identificação com 100% de precisão. Isso também é mais forte em determinadas partes do corpo, como a parte interna da coxa. Ou seja: nessa região, uma mulher tem mais micro-organismos em comum com outra mulher do que com o parceiro de cama.

Outra curiosidade revelada pelo estudo é que os perfis microbianos do lado esquerdo do corpo, como mãos, pálpebras, axilas ou narinas, são muito parecidos com os encontrados do lado direito. A equipe espera, no futuro, ver análises semelhantes obtidas de casais do mesmo sexo e de diferentes origens étnicas.


Traços de personalidade apontam risco de jovem beber demais
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Pesquisadores identificaram quatro traços de personalidade que podem indicar se uma criança ou adolescente corre risco de se tornar um bebedor compulsivo: impulsividade, ansiedade, busca de sensações e desesperança.

A associação foi feita por pesquisadores da Universidade de Barcelona, na Espanha, que analisaram estudos científicos relativos ao período de 2006 a 2017 sobre o beber pesado periódico, ou seja, o costume de tomar grandes quantidades de álcool em curto espaço de tempo – o comportamento tem se tornado cada vez mais frequente em todo o mundo.

De acordo com a equipe, os dois principais traços identificados foram a impulsividade, ou seja, a falta de habilidade em planejar, e a busca de sensações, definida como a necessidade de aventura e excitação, e a tendência a assumir riscos simplesmente para ter uma experiência.

Essas duas características foram mais frequentes em bebedores compulsivos do sexo masculino. Já no feminino, a associação foi mais forte com a ansiedade e o neuroticismo. Os resultados saíram no periódico Frontiers e foram noticiados no site britânico Daily Mail.

Identificar essas características de personalidade pode ajudar a intervir precocemente e evitar os danos do abuso de álcool. O beber pesado periódico têm impacto em diversos órgãos, mas pode ser especialmente danoso para o cérebro dos adolescentes, ainda em desenvolvimento. Além disso, aumenta o risco de acidentes, violência e sexo desprotegido.


Tendência a inclinar a cabeça à direita ao beijar pode ser universal
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Você costuma inclinar sua cabeça à esquerda para dar um beijo de língua no seu parceiro ou parceira? Então saiba que você é uma exceção. A maioria das pessoas tende a iniciar o beijo inclinando-se para a direita, inclusive os canhotos, e quem é beijado faz o mesmo, intuitivamente, segundo um estudo feito por psicólogos e neurocientistas.

Diversas pesquisas realizadas em locais públicos, em países ocidentais, já tinham indicado essa tendência. Mas para isolar o fator cultural, pesquisadores das universidades de Bath, no Reino Unido, e de Dhaka, em Bangladesh, decidiram avaliar o comportamento dos casais deste último país, já que lá o beijo de língua não ocorre em público, e também é vetado na TV e no cinema.

As equipes convidaram 48 casais para participar do experimento. Depois de se beijarem em um ambiente privado, em casa, cada um era levado para uma sala diferente e descrevia detalhes do beijo.  Mais de dois terços dos participantes inclinaram a cabeça para a direita. E os homens foram cerca de 15 vezes mais propensos a iniciar o beijo.

Comparando os resultados com os de trabalhos anteriores, os cientistas concluíram que quem é beijado tende a combinar a inclinação da cabeça com a do parceiro, de modo a evitar o movimento de espelho, algo que gera desconforto. Embora a ação seja intuitiva, existe uma decisão envolvida, pelo menos na hora de receber o beijo. Os resultados foram publicados na revista Scientific Reports.

Os autores do trabalho sugerem que essa tendência pode ter relação com as funções dos hemisférios cerebrais – o esquerdo, que controla o lado direito, está mais relacionado às emoções. Eles também acreditam que diferentes hormônios, como a testosterona (associada ao desejo) ou a dopamina (ligada a recompensa),  podem ser distribuídos de forma desigual pelos hemisférios, justificando o comportamento.

Os pesquisadores querem descobrir, no futuro, se a preferência pela direita na hora de beijar alguém é inata, já que a inclinação da cabeça para esse lado, de um modo geral, já foi observada até no útero. Apesar de ser um fenômeno cultural, beijar também tem a ver com os nossos neurônios, e pode dar pistas importantes sobre o funcionamento do cérebro.


Ser casada com um cara atraente pode ter suas desvantagens
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Mulheres casadas com homens atraentes são mais propensas a desenvolver transtornos alimentares como anorexia, bulimia ou transtorno do comer compulsivo. A conclusão é de uma pesquisa da Universidade do Estado da Flórida, nos Estados Unidos.egundo o trabalho, jovens que acreditam que os maridos são mais atraentes do que elas acabam se sentindo pressionadas a fazer dietas rigorosas. E a busca por um corpo magro acaba aumentando o risco de transtornos alimentares.

O curioso é que isso não acontece com os homens, por mais atraentes que suas mulheres sejam. Os resultados foram publicados na revista Body Image.

Os psicólogos, liderados pela pesquisadora Andrea Meltzer, acreditam que compreender melhor os gatilhos para os transtornos alimentares pode fazer com que o diagnóstico ocorra mais cedo e, assim, a condição fica mais fácil de ser tratada.

Os pesquisadores avaliaram 113 casais com idade média de 20 anos e que estavam juntos há pouco tempo – menos de quatro meses. Cada uma das partes respondeu a perguntas sobre o quanto achavam o parceiro ou a parceira atraentes, o quanto se achavam atraentes, e ainda deram informações sobre comportamento alimentar e preocupação com o peso.

Os participantes também foram fotografados e avaliados por estudantes de graduação em relação ao nível de atratividade. De acordo com os autores, está claro que, para as mulheres, os relacionamentos podem interferir na autoimagem e na propensão a problemas como a anorexia, que podem ser graves.

Se você acha que sua mulher ou namorada se preocupa demais em emagrecer, tente dar uma força e reforçar os atributos dela, não só os físicos.


Inteligência emocional na escola traz benefícios a curto e longo prazos
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Programas focados em inteligência emocional nas escolas trazem benefícios para a saúde mental, as habilidades sociais e o aprendizado das crianças. E esse impacto positivo perdura até a faculdade, segundo pesquisadores das universidades de British Columbia, no Canadá, e de Illinois e Loyola, nos Estados Unidos.

Esse tipo de programa tem como objetivo ensinar as crianças a reconhecer e compreender suas próprias emoções, ter empatia, tomar decisões, construir e manter relacionamentos. Vários estudos já comprovaram sua utilidade para reduzir a ansiedade e problemas comportamentais entre os estudantes, mas este mostra que os benefícios são de longo prazo.

O trabalho avaliou os resultados de 82 programas envolvendo mais de 97 mil estudantes de 5 a 12 anos dos Estados Unidos, da Europa e do Reino Unido. Os jovens que participaram desses cursos na escola terminaram a faculdade com notas 11% mais altas que aqueles que não participaram. A frequência de uso de drogas e de problemas de comportamento foi 6% mais baixa; as taxas de delinquência, 19% menores; e os diagnósticos de transtornos mentais foram 13,5% menos frequentes.

Os benefícios foram os mesmos para jovens de diferentes bairros, etnias e nível socioeconômico. Os dados foram publicados no periódico Child Development.


Selfie de mulheres no Tinder tende a ser de cima para baixo, diz estudo
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Homens são mais propensos a tirar selfies de baixo para cima para parecerem mais altos, poderosos e, assim, capazes de proteger uma mulher. Já as mulheres fazem exatamente o contrário – tiram a foto de cima para baixo para destacar o rosto e o decote, e ainda disfarçar qualquer imperfeição no corpo. As conclusões são de um estudo que analisou 900 homens e mulheres do aplicativo de encontros Tinder.

A análise foi feita por pesquisadores da Universidade de Saskatchewan, no Canadá. Segundo eles, usuários de ambos os sexos são propensos a manipular suas fotos para gerar uma boa primeira impressão para os potenciais candidatos.

Cerca de metade dos homens e mulheres faz selfies de frente. Mas, na hora de fazer uma foto vertical, 40% dos homens posicionam o celular na altura da cintura, contra apenas 16% das mulheres. E 25% delas apontam o aparelho de cima para baixo, contra apenas 16% deles.

Para os autores, as razões por trás dessa forma de tirar as fotos têm a ver com a evolução. Homens querem ser vistos como mais altos e fortes porque isso é associado a fertilidade. Tirar a foto de baixo para cima ainda faz com que a mandíbula pareça maior, outro traço ligado à capacidade reprodutiva. Já as mulheres tendem a evitar parecer dominadoras, por isso querem parecer menores e dignas de proteção, segundo os pesquisadores. Os resultados foram divulgados no site do jornal britânico Daily Mail


Chega de machismo: homem também sofre depois de abuso sexual
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Homens são vítimas do machismo, quando o assunto é abuso sexual. Segundo o senso comum e várias pesquisas científicas, passar por esse tipo de situação causa mais trauma emocional para as mulheres, e maior vulnerabilidade à depressão. Mas cientistas das universidades Atlantic Florida e de Sam Houston, nos Estados Unidos, acabam de derrubar esse mito.

Ser abusado sexualmente, o que pode ou não incluir estupro, pode desencadear uma série de consequências negativas, como depressão, transtorno de estresse pós-traumático, medo, ansiedade, dependência de álcool e drogas, suicídio ou ideação suicida. Isso já foi comprovado por inúmeros estudos.

De acordo com uma teoria bastante aceita por sociólogos e criminalistas, enquanto as mulheres são mais propensas a responder a experiências de abuso sexual com sintomas de depressão e tristeza, os homens tendem a reagir com atividades criminosas. Mas a verdade é que, até hoje, praticamente não havia trabalhos sobre os problemas enfrentados por homens adultos abusados sexualmente, com exceção dos encarcerados.

Após analisarem dados de uma grande pesquisa nacional sobre violência, com uma amostra de 5.992 homens e 5.938 mulheres, os pesquisadores descobriram que essa teoria pode estar furada. Para eles, o fato de os trabalhos terem enfatizado mais os abusos ocorridos na infância, ou nas cadeias, pode ter distorcido a visão sobre o tema.

Na nova análise, ficou claro que o abuso sexual é igualmente traumático para homens e mulheres, e causa depressão em ambos – numa frequência bem maior que na população que não enfrentou esse tipo de violência. E mais: muitos homens até sofrem mais com o transtorno porque carecem das redes e sistemas de apoio existentes para o sexo feminino. Os resultados foram publicados na revista científica Woman & Criminal Justice.

Para os pesquisadores, tanto a violência sexual quanto os sintomas depressivos são subestimados na população masculina, e a culpa é de uma noção antiquada de que homens e mulheres experimentam emoções de forma diferente.

O levantamento apontou que em 1980, os homens representavam de 1 a 10% dos registros de estupro em hospitais e ambulatórios. Em 1997, eles compunham de 5 a 10% dos registros. De lá para cá, no entanto, a proporção de relatos de homens abusados sexualmente passou para cerca de 38%, sendo que os militares são os mais vulneráveis a esse tipo de violência e também os menos propensos a denunciar.

Os pesquisadores lembram que toda depressão não tratada aumenta a vulnerabilidade para o uso abusivo de álcool e drogas, o que só piora o problema e alimenta a epidemia de dependência. Por isso, eles defendem que o machismo seja deixado de lado, para que os homens também tenham o direito de receber o suporte necessário para vencer as consequências do abuso sexual.


Gonorreia, sífilis e clamídia resistentes: não dá pra relaxar
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O avanço no tratamento da Aids fez com que mais gente tenha negligenciado o uso da camisinha, especialmente quando se trata de sexo oral. A consequência? O retorno de doenças antigas que trazem estragos enormes, como a sífilis e a gonorreia. E o pior de tudo: essas duas DSTs, a princípio fáceis de ser tratadas, estão se tornando resistentes aos antibióticos mais comuns.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta nesta sexta-feira sobre a proliferação de casos de gonorreia resistente a medicamentos. O anúncio foi feito após a análise de dados de 77 países. Já foram registrados pelo menos três casos em que nenhum antibiótico existente foi capaz de tratar essa doença sexualmente transmissível (DST) – no Japão, na França e na Espanha, segundo a agência BBC.

De acordo com a OMS, cada vez que uma pessoa toma antibióticos para tratar uma dor de garganta comum, há o risco de que outras bactérias da espécie Neisseria (mesma à qual pertence a causadora da gonorreia), presentes na região, tornem-se resistentes e atrapalhem o tratamento caso a pessoa venha a contrair a DST pelo sexo oral no futuro.

Com a sífilis, existe uma ameaça parecida. O tratamento de primeira escolha é a penicilina benzatina, mas as poucas empresas no mundo que ainda produzem esse medicamento tão antigo não têm dado conta da demanda. Os antibióticos que seriam a segunda opção – da classe da azitromicina – não têm funcionado em alguns casos devido à resistência bacteriana.

Por fim, a OMS recentemente mudou as diretrizes para tratamento da clamídia por causa do aumento do registro de cepas resistentes aos antibióticos da classe das quinolonas.  Vale lembrar que toda DST não tratada facilita a infecção pelo HIV e pode levar à infertilidade, além de outros inúmeros problemas de saúde.

Assim como a gonorreia, a sífilis e a clamídia podem ser transmitidas pelo sexo oral e podem ser assintomáticas, o que faz com que muita gente não se trate logo. Além disso, sempre que há um diagnóstico, é preciso que os parceiros sejam informados e tratados também, o que é raro. Vale lembrar que toda DST não tratada facilita a infecção pelo HIV e pode levar à infertilidade, além de outros inúmeros problemas de saúde.

Mais de 100 milhões de pessoas contraem clamídia a cada ano em todo o mundo. No caso da gonorreia, são 78 milhões de casos, e da sífilis, cerca de 6 milhões, segundo as estimativas mais recentes da OMS, que já podem até estar desatualizadas. Vale lembrar que o HIV, que infecta cerca de 2,5 milhões por ano, também pode se tornar resistente aos antivirais se o tratamento e as medidas de prevenção não forem levados a sério.

Diante desse cenário, não dá pra relaxar. Tem que usar camisinha do começo ao fim, inclusive no sexo oral, fazer exames de rotina, procurar o médico sempre que estiver com algum sintoma diferente, seguir o tratamento direitinho e avisar os parceiros, para que eles se tratem também. Não é só a sua saúde que agradece.