Blog do Doutor Jairo Bouer

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Quer ter mais prazer no trabalho? Faça mais sexo, sugere estudo
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Jairo Bouer

Cuidar bem da vida sexual aumenta a satisfação das pessoas com o trabalho e até melhora a produtividade, segundo pesquisadores da Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos. Eles chegaram à conclusão depois de acompanhar 159 empregados casados.

Aao longo de duas semanas, os participantes preencheram duas pesquisas a cada dia.  A análise desse material mostrou que, após uma noite de sexo, os empregados acordavam mais bem-humorados e sentiam mais vontade de se engajar nas tarefas. No final das contas, isso gerava uma satisfação maior com o trabalho.

Os resultados, publicados no Journal of Management, valeram tanto para homens quanto para mulheres. Os autores explicam que o sexo faz o organismo liberar dopamina, um neurotransmissor associado ao sistema de recompensa no cérebro, e também oxitocina, um hormônio que facilita interações sociais. Por isso, transar pode ser um remédio contra a falta de motivação para ir ao trabalho.

Por outro lado, o estudo também concluiu o que todo mundo já sabe: trazer o estresse do escritório para casa o prejudica a vida sexual. E o maior culpado disso, hoje em dia, é o smartphone, que estende o horário de trabalho indefinidamente.

Para os pesquisadores, as pessoas devem dar mais prioridade ao sexo, já que isso interfere não só na vida pessoal, como na profissional também. E eles dão um recado aos chefes: encorajar os funcionários a se desligar dos e-mails ao chegar em casa só vai resultar em aumento de produtividade.


Bullying afeta o salário dos homens e gera absenteísmo entre as mulheres
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Jairo Bouer

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Bullying não é só coisa de criança ou adolescente. Um estudo realizado pelas universidades Aarhus e de Copenhague, na Dinamarca, mostra que cerca de 7% dos empregados sofrem intimidações no trabalho.

O problema é uma das principais causas de absenteísmo e uso prolongado de antidepressivos entre as mulheres, e faz com que muitos homens abandonem o mercado, segundo os pesquisadores.

O levantamento contou com 3.182 trabalhadores de organizações públicas e privadas. Entre os que admitiram ser submetidos a humilhações, 43% eram do sexo masculino. Segundo os pesquisadores, a frequência do bullying é praticamente a mesma entre homens e mulheres. A diferença é que eles são um pouco mais propensos a sofrer intimidação física do que elas.

Os resultados ainda mostram que, se o bullying não aumenta o absenteísmo dos homens, o problema tende a afetar negativamente os salários deles, comprometendo oportunidades de promoções. Casos de chefes ou colegas que dificultam a vida do empregado na empresa, deixando as “melhores” tarefas para os outros, são comuns, de acordo com a pesquisa.

Para os autores, é preciso que o problema seja estudado a fundo, porque ainda é pouco reconhecido pelas empresas, apesar dos prejuízos que causa. Alguns estudos indicam que as consequências do bullying para a saúde mental podem ser comparáveis ou até maiores que as do assédio sexual, por exemplo. Os dados foram publicados no periódico Labour Economics.


Mulheres boazinhas ganham menos que as colegas, mostra estudo
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Jairo Bouer

cinismo615

Um estudo mostra que quanto mais boazinha e agradável é uma mulher, menor tende a ser o seu salário. O trabalho, que avaliou o currículo de funcionários e características tidas como mais masculinas ou femininas no ambiente de trabalho, foi publicado no The European Journal of Work and Organizational Psychology.

Mulheres dominantes e assertivas, que expressam claramente suas expectativas, ganham melhor do que suas colegas mais acomodadas, algo que também ocorre com os homens, segundo pesquisadores da Universidade de Tel Aviv. No entanto, as mulheres “alfa” ainda ganham menos do que os homens mais “bonzinhos”, de acordo com o estudo, o que é alarmante.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores entrevistaram aleatoriamente 375 homens e mulheres de uma multinacional dinamarquesa comum total de 1.390 empregados. Eles analisaram o currículo, a experiência e o nível de produtividade de cada um, e depois compararam os salários.

Os autores perceberam que as mulheres, de um modo geral, se dedicam mais e recebem menos, em relação aos homens. Para piorar, eles também descobriram que as mais prejudicadas, nas empresas, não têm noção disso, e até acreditam ganhar melhor do que deveriam.

Os pesquisadores esperam, agora, replicar o estudo em Israel e nos Estados Unidos, a fim de confirmar a hipótese.


Música pode melhorar trabalho em equipe, dizem pesquisadores
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Jairo Bouer

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Lojas, restaurantes, lanchonetes e outros estabelecimentos utilizam música ambiente para atrair e melhorar a experiência dos consumidores. Mas o que acontece com quem trabalha nesses locais? Um grupo de pesquisadores da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, decidiu avaliar esse impacto e descobriu que certas músicas têm pelo menos um efeito positivo: são capazes de melhorar o trabalho em equipe.

Os pesquisadores conduziram dois experimentos. No primeiro, 78 pessoas foram divididas em dois grupos – um era exposto a músicas alegres e com ritmo estável, como “Yellow Submarine”, dos Beatles, “Walking on Sunshine”, de Katrina and the Waves e “Brown Eyed Girl”, do Van Morrison. A outra metade ouviu bandas de heavy metal menos conhecidas. O nível de cooperação do primeiro grupo foi um terço mais alto que o do segundo.

Outro experimento repetiu o modelo, mas incluiu um terceiro grupo que trabalhou sem música nenhuma. De novo, os funcionários expostos às canções “alto astral” demonstraram maior capacidade de trabalhar em equipe do que os das outras turmas.

No artigo publicado no Journal of Organizational Behavior, os autores dão a dica: a trilha de um estabelecimento deve ser pensada não só para os frequentadores, mas também para quem trabalha no local. Ainda que uma pessoa não goste de certo tipo de música, ela pode ser influenciada de forma inconsciente por ela. Para o bem e para o mal.


Insatisfação no trabalho antes dos 30 anos interfere na saúde aos 40
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Jairo Bouer

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A satisfação (ou a falta dela) com o trabalho entre os 20 e 30 anos de idade pode ter impacto direto na saúde de uma pessoa aos 40, revela um estudo feito nos Estados Unidos.

Segundo pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio, embora o impacto também inclua aspectos físicos, é na saúde mental que a coisa pega mais. Quanto mais infeliz com o emprego e a carreira um adulto está por volta dos 28 anos, maior a probabilidade de vir a apresentar sintomas depressivos, preocupação excessiva e dificuldades para dormir dez ou doze anos depois.

Os autores, que apresentaram os dados no encontro anual da Associação Americana de Sociologia, afirmam que os efeitos do trabalho sobre o bem-estar físico e psicológico é cumulativo. Ou seja: quanto mais tempo de insatisfação a pessoa experimenta, maiores serão as consequências. E quanto mais cedo o indivíduo for capaz de melhorar suas condições, maiores as chances de atravessar os 40 com boa saúde mental.

O estudo contou com informações de mais de 6.400 norte-americanos de uma pesquisa nacional que teve início em 1979, quando os participantes tinham de 14 a 22 anos. Eles tinham que dar notas de 1 a 4 ao dizer o quanto estavam satisfeitos com o trabalho, e também dizer se os níveis foram sempre baixos, sempre altos, ou mudaram ao longo do tempo.

Cerca de 45% dos participantes apresentaram notas baixas consistentemente, enquanto só 15% deram notas altas ao longo da carreira. Além de reportar mais depressão e problemas de sono, os insatisfeitos também foram mais propensos a reclamar de problemas como dores nas costas e dores de cabeça. Já as taxas de diabetes e câncer foram mais ou menos semelhantes nos dois grupos.

Os participantes foram reavaliados somente aos 40 anos. Os autores observam que a depressão e o sono ruim também podem deflagrar doenças físicas, com o passar do tempo. Por isso, quem planeja ter uma velhice saudável deve refletir sobre a carreira e fazer algo por ela o quanto antes.


Sujeira e tédio no trabalho: dois inimigos para o seu cérebro
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Jairo Bouer

CEREBRO615

Um realizado na Universidade do Estado da Flórida mostra que um ambiente de trabalho poluído e uma atividade tediosa podem ter, a longo prazo, um efeito prejudicial na memória e na capacidade de aprendizado das pessoas.

Os dados incluíram 4.963 adultos com idades entre 32 a 84 anos de 48 Estados. Do total da amostra, 47% eram do sexo masculino e 53%, mulheres.

Além de avaliar os locais de trabalho e as atividades desses indivíduos, foram analisados aspectos como a capacidade de reter e manter informações após o aprendizado, bem como capacidade para executar tarefas, gerenciar tempo e prestar atenção.

A equipe confirmou que o excesso de sujeira, mofo e barulho foram associados a um maior declínio cognitivo. Mas os pesquisadores também perceberam que a falta de estímulos suficientes no trabalho pode fazer mal da mesma forma.

Os dados foram publicados no Journal of Occupational and Environmental Medicine.


Workaholics tendem a ter outros transtornos também, diz estudo
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Jairo Bouer

estresse615

Você é do tipo de pessoa que fica nervosa quando não pode trabalhar? E sua família e amigos vivem repetindo que você deveria pegar mais leve? Então saiba que, além de ser workaholic, você pode ter algum outro transtorno psiquiátrico associado. A conclusão é de um grande estudo feito na Noruega.

Depois de avaliar dados de 16.426 profissionais, pesquisadores concluíram que os viciados em trabalho têm uma tendência maior a ser diagnosticados com outros problemas de saúde mental em comparação com os não viciados.

O principal transtorno identificado em workaholics foi a ansiedade – 33,8% deles apresentavam os critérios  diagnósticos, contra 12,7% do grupo de controle, dos não viciados. Em segundo lugar apareceu o TDAH (deficit de atenção e hiperatividade) – 32,7% deles tinham todos os sintomas, contra 12,7% dos não workaholics.

O terceiro e o quarto problemas mais comuns no grupo dos viciados em trabalho foram o TOC (transtorno obsessivo compulsivo), com 25,6%, e a depressão, com 8,9% (contra 8,7% e 2,6% no controle, respectivamente). Os resultados foram publicados na revista PLOS One.

A equipe contou com pesquisadores da Universidade de Bergen e também de Nottingham, na Inglaterra, e de Yale, nos Estados Unidos. Segundo eles, não foi possível avaliar quem veio primeiro – se o ovo ou a galinha, ou seja, o transtorno ou o vício por trabalho.

Sete critérios foram utilizados para distinguir os dependentes dos não dependentes. Os participantes tinham que dizer se no ano anterior à pesquisa:

1. Pensaram em formas de arranjar mais tempo para trabalhar

2. Passaram mais tempo trabalhando que o previsto inicialmente

3. Trabalharam com o objetivo de aliviar alguma sensação de culpa, ansiedade, falta de apoio ou depressão

4. Ouviram de outras pessoas que deveriam trabalhar menos

5. Ficaram estressados (as) caso ao ser impedidos de trabalhar por algum motivo

6. Abriram mão de algum hobby, atividade de lazer ou exercício por causa do trabalho

7. Trabalharam tanto que tiveram repercussões na saúde

Os participantes tinham que dar notas de 1 (nunca) a 5 (sempre) para cada afirmação. Aqueles que responderam 4 (com frequência) ou 5 para quatro ou mais critérios foram diagnosticados como workaholics. Dentre a população estudada, 7,8% receberam essa classificação, um resultado que confere com o de outros estudos sobre prevalência do vício por trabalho.


Trabalhar mais de 45 horas por semana faz mal ao coração, diz estudo
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Jairo Bouer

SONO615

Trabalhar mais de 45 horas por semana, ao longo de uma década, aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Para quem atua em período integral, essa propensão aumenta a cada hora adicional trabalhada, segundo pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

Eles analisaram dados de mais de 1.900 participantes de um estudo de longo prazo sobre saúde e trabalho. Todos estavam empregados há pelo menos dez anos. A equipe descobriu que, entre os que atuam em período integral, o risco é significativamente maior para quem trabalha além da faixa de 40 a 45 horas por semana.

O estudo levou em consideração eventos como angina, doença coronariana, insuficiência cardíaca, infarto, derrame e pressão alta. O risco dessas ocorrências, na população estudada, foi de 43% e não variou muito entre quem trabalhava entre 40 e 45 horas. Mas, além desse período, o risco aumentou cerca de 1% a cada hora a mais.

Em outras palavras, indivíduos que trabalharam 55 ou mais horas ao longo de uma década apresentaram um risco 16% mais alto de doença cardiovascular. E, entre aqueles que seguiram uma jornada de 60 horas ou mais, pelo mesmo período, o risco foi 35% maior.

Os resultados foram publicados no Journal of Occupational and Environmental Medicine e divulgado no jornal britânico Daily Mail.


Trabalhar demais não atrapalha o relacionamento, segundo pesquisa
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Jairo Bouer

casalsexo615

Quanto mais você trabalha, mais difícil fica investir no relacionamento, não é? De acordo com um novo estudo,  isso não passa de mito. Pesquisadores descobriram que não existe nenhuma associação negativa entre as horas trabalhadas e a satisfação com o relacionamento.

O trabalho foi publicado na revista Human Relations, em parceria com o Instituto Tavistock de Relações Humanas, uma entidade sem fins lucrativos sediada em Londres. Ao todo, 285 casais foram entrevistados, sendo que tanto o homem quanto a mulher tinham uma carreira consolidada.

Ao examinar o número de horas de trabalho, o tempo gasto com o parceiro e a felicidade com o relacionamento, os pesquisadores concluíram que a maioria dos casais compensa, de alguma forma, as horas que passam separados.

Uma das possíveis explicações para os resultados é a atual ausência de expectativa – as pessoas estão cientes de que não dá para investir muito tempo na vida privada por causa das demandas da carreira.


Instabilidade econômica muda o padrão de consumo de álcool
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Jairo Bouer

alcooltrabalho615

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, avaliou o impacto da recessão de 2007 a 2009 no consumo de álcool da população, e concluiu que crises econômicas fazem as pessoas beberem mais após o trabalho. Por outro lado, o clima de instabilidade também faz com que elas bebam menos durante o turno.

Vários estudos já demonstraram que períodos de recessão exercem forte influência sobre o consumo de bebida alcoólica. Mas a maioria se concentra nos indivíduos que perdem o emprego – eles passam a beber mais por causa do estresse que a situação envolve ou por que têm mais tempo livre. Desta vez, os pesquisadores decidiram verificar o impacto em quem continua na ativa.

O trabalho, publicado no periódico Psychology of Addictive Behaviors, envolveu mais de 5.000 trabalhadores norte-americanos. Apesar do estresse elevado no ambiente de trabalho, quem tinha o costume de beber durante o turno passou a se controlar mais, para não colocar seu emprego em risco. Mas, para compensar, consumia ainda mais álcool ao deixar o posto.

Os resultados indicam que, em relação aos períodos sem crise, mais trabalhadores de meia-idade passaram a beber. Porém, isso não foi observado entre os empregados mais jovens. Para o principal autor, Michael Frone, isso se deve às responsabilidades financeiras e familiares, que costumam ser maiores para os mais maduros.

Beber menos durante a jornada de trabalho não é necessariamente bom para as empresas. A ressaca também afeta a produtividade, e chegar em casa bêbado todos os dias gera problemas familiares que acabam prejudicando, mais cedo ou mais tarde, o desempenho profissional.