Blog do Doutor Jairo Bouer

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Smartphone tem gerado problemas de coluna em jovens, alertam médicos
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Jairo Bouer

Médicos especializados em cirurgia de coluna têm notado um aumento no número de pacientes com queixas de dores no pescoço e nas costas, provavelmente devido ao uso prolongado de smartphones. De acordo com os profissionais, jovens que teoricamente ainda não deveriam ter esse tipo de problema têm chegado aos consultórios com hérnias de disco e problemas posturais.

A pesquisa, realizada por cirurgiões do Centro Médico Cedars-Sinai, nos Estados Unidos, foi publicada no periódico The Spine Journal e divulgada pela agência de notícias Reuters.

Os especialistas afirmam que a curva natural do pescoço é para trás, mas isso se modifica nos pacientes que ficam o tempo todo olhando para baixo. O problema é que, se uma pessoa está com a coluna ereta, sua cabeça tem um determinado peso, em torno de 10 a 12 quilos. Mas, ao se curvar para frente, o peso aumenta para o equivalente a 27 quilos, o que eleva significativamente a pressão na coluna.

Os autores do trabalho recomendam que as pessoas procurem deixar o smartphone mais perto da altura dos olhos, e acrescentam que usar as duas mãos e os dois polegares tornaria o uso mais confortável para a coluna. Eles também lembram que usuários de laptop devem sempre utilizar um suporte para elevar o monitor.


Tecnologia permite testar a fertilidade masculina com o smartphone
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Jairo Bouer

Avaliar a fertilidade de um homem, em breve, será tão simples quanto usar um teste de farmácia para confirmar a gravidez. Cientistas norte-americanos criaram um dispositivo que, ao ser conectado ao smartphone, pode mostrar se um homem tem espermatozoides de qualidade e em boa quantidade.

Um estudo publicado nesta quarta-feira (22), na revista Science Translational Medicine, indica que o dispositivo fornece resultados com 98% de precisão. Os pesquisadores, dos hospitais Brigham and Women e de Massachusetts, contaram com amostras de sêmen de 350 homens para chegar a esse número.

A tecnologia envolve um uma lâmina com microchip que é mergulhada em uma amostra de sêmen que deve colhida pelo usuário em um recipiente descartável. O dispositivo é, então, conectado ao smartphone e um aplicativo faz a análise das imagens das células reprodutivas em poucos segundos. Se a concentração ou a capacidade de se movimentar dos espermatozoides estiverem abaixo da média, é recomendado que o indivíduo procure o médico.

Embora ainda não esteja disponível comercialmente, o dispositivo deve ter um preço mais acessível que o espermograma feito em laboratório. O produto diminuiria o incômodo de ter que ir a uma clínica e entrar numa sala para se masturbar, algo que deixa muitos homens constrangidos. Além de ajudar casais com problemas de fertilidade, a tencologia seria útil após a vasectomia, que requer alguns testes até que o paciente tenha certeza de que não pode mais ter filhos.

 


Mensagens de texto mudam ondas cerebrais, indica estudo
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Enviar mensagens de texto pelo smartphone pode mudar o ritmo das ondas cerebrais, de acordo com um estudo publicado no periódico Epilepsy & Behavior.

Pesquisadores da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, analisaram dados de 129 pacientes para chegar à conclusão. Suas ondas cerebrais foram monitoradas ao longo de um ano e quatro meses com exames de eletroencefalograma (EEG) combinados a imagens de vídeo.

A equipe, coordenada pelo professor de neurologia William Tatum, constatou um a cada cinco pacientes apresentou um ritmo específico de ondas cerebrais ao usar mensagens de texto no smartphone, um padrão diferente de todos que já foram descritos.

Os pesquisadores acreditam que o novo ritmo é uma métrica objetiva da capacidade do cérebro para processar informação não verbal durante o uso de dispositivos eletrônicos, algo que teria relação com o fato de esse tipo de ação exigir mais atenção ou emoção.

O mesmo ritmo também foi observado em usuários de iPad, o que leva os cientistas a crer que dispositivos com telas menores exigem mais concentração e, por isso, gerariam um tipo específico de ondas cerebrais.

Os autores explicam que ainda há muitas pesquisas a serem feitas nessa área, mas eles acreditam que os resultados reforçam a ideia de que trocar mensagens ao dirigir é extremamente perigoso.


Checar o smartphone é como receber uma recompensa, diz pesquisa
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Por que algumas pessoas tendem a verificar o smartphone o tempo todo enquanto outras são mais tranquilas? Um grupo de psicólogos da Universidade de Temple, nos Estados Unidos, decidiram investigar esse assunto.

Compreender melhor o impacto das tecnologias móveis é importante, pois, embora sua utilidade seja indiscutível, muita gente tem se incomodado com o uso mais pesado, algo que tem causado estresse e até prejudicado relacionamentos.

Os pesquisadores, em artigo publicado no periódico Psychonomic Bulletin & Review, mostram que checar o celular o tempo todo é um impulso que tem a ver com o sistema de recompensa do cérebro. E algumas pessoas são menos capazes de adiar uma gratificação do que outras.

A pesquisa contou com 91 alunos de graduação, submetidos a uma série de questionários e testes cognitivos. Os autores perceberam que os indivíduos com mais dificuldade para negar uma recompensa imediata com o objetivo de obter uma gratificação melhor mais tarde foram os mais propensos a conferir o smartphone o tempo todo.

Os autores concluíram que o comportamento compulsivo em relação às tecnologias móveis caminha lado a lado com a impaciência e a impulsividade.


Você é mais negativo e egocêntrico quando manda tweets pelo celular
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SMARTPHONE300Ninguém duvida que as mídias sociais são o lugar perfeito para quem gosta de aparecer e de reclamar. Mas, segundo um estudo, quem publica mensagens no Twitter usando o smartphone tende a ser ainda mais egocêntrico e negativo do que quem usa o computador para fazer isso.

Uma equipe da Universidade de Londres coletou uma amostra de 235 milhões de tweets enviados na América do Norte ao longo de sete semanas. Com uma ferramenta da psicologia social, o grupo analisou as palavras mais usadas nas mensagens do microblog.

Os pesquisadores, coordenados por Dhiraj Murthy, concluíram que os tweets enviados por celulares são 25% mais negativos, ou seja, contam mais com termos como “dor”, “angústia” e “agonia”, que os enviados pelo computador. Provavelmente porque as pessoas tendem a usar o smarphone para desabafar quando estão presas no trânsito ou numa fila, por exemplo.  E as mensagens também apresentavam com mais frequência as palavras “meu”, “eu” ou “minha”.

A equipe também descobriu que os tweets tendem a ter mais esse perfil em determinados dias da semana e em certas horas do dia. As mensagens mais negativas são postadas no início da manhã e tarde da noite, enquanto o egocentrismo fica mais evidente depois do trabalho ou da escola.

No domingo de manhã, segundo a pesquisa, o ego tira um período de folga e as pessoas deixam de se concentrar tanto nos próprios problemas. Os resultados foram publicados no Journal of Communication e divulgados na revista Time.


Notificações do smartphone desviam a atenção dos usuários, prova estudo
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Jairo Bouer

SMARTPHONE300Um estudo da Universidade do Estado da Flórida comprovou o que todo usuário de smartphone já sabe: aqueles avisos sonoros que acompanham as notificações fazem com que a gente não consiga se concentrar direito no que está fazendo.

Os pesquisadores descobriram que mesmo quando o usuário deixa o aparelho no modo de vibração, as notificações têm uma capacidade de distração comparável a receber chamadas e mensagens de texto.

O estudo, publicado no periódico Journal of Experimental Psychology: Human Perception and Performance, mostrou que o efeito sobre a concentração é realmente marcante.

De acordo com a equipe, liderada por Cary Stothart, embora os avisos sonoros sejam de curta duração, eles são suficientes gerar divagações e desviar a atenção de uma tarefa. Isso pode ter efeito desastroso, por exemplo, para quem está dirigindo.

Para realizar o estudo, os pesquisadores compararam o desempenho dos participantes em uma tarefa no computador que demandava certa atenção.  Eles foram aleatoriamente escolhidos para receber avisos de chamadas, de textos ou nenhuma notificação.

Os participantes que receberam avisos cometeram três vezes mais erros na tarefa do que aqueles que não receberam nada. E as notificações de chamada atrapalharam um pouco mais que os alertas de texto.

Os pesquisadores planejam, agora, executar um experimento parecido enquanto os participantes conduzem um carro em um simulador. Mesmo assim, só com base no estudo atual, eles sugerem que, ao dirigir, os motoristas desliguem o celular ou os deixem fora de alcance e sem som.


Tempo gasto no smartphone pode ser indicativo de depressão
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Jairo Bouer

SMARTPHONE300Quanto tempo você gasta usando seu smartphone? Pesquisadores afirmam que indivíduos que passam mais de uma hora por dia no aparelho têm grandes chances de sofrer de depressão.

De acordo com o pesquisador David Mohr, da Universidade Northwestern, a probabilidade é ainda maior quando a pessoa usa o smartphone em casa. Com análise de dados de empresas de telefonia celular, ele e sua equipe conseguiram identificar o transtorno de humor com 87% de precisão.

O tempo médio gasto no smartphone por pessoas com depressão foi 68 minutos. Já entre indivíduos sem sintomas a média foi de 17 minutos por dia. As informações foram publicadas no jornal Daily Mail.

A amostra do estudo foi pequena – apenas 28 homens e mulheres foram avaliados, ao longo de apenas duas semanas. O local em que estavam foi rastreado via GPS a cada 5 minutos. Apesar das limitações, os pesquisadores acreditam que essa pode ser uma forma simples e barata de diagnosticar a depressão, segundo artigo publicado no Journal of Medical Internet Research.


Ao malhar, use o smartphone apenas para ouvir música
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Jairo Bouer

crédito: Kent State University

crédito: Kent State University

É muito raro ver alguém na academia sem o celular na mão. Por isso, pesquisadores da Universidade Estadual de Kent, nos Estados Unidos, decidiram avaliar como o uso de smartphones pode interferir na prática de atividade física, em especial quando a pessoa está na esteira.

A conclusão é clara: o uso provoca redução na intensidade do exercício. Para um dos autores do trabalho, Jacob Barkley, os smartphones podem diminuir os benefícios da atividade física para a saúde ao longo do tempo.

Ao todo, 44 estudantes foram avaliados ao longo de quatro sessões de meia hora na esteira. Os pesquisadores avaliaram os efeitos das funções de smartphones comuns, como música, conversação e mensagens. Já o grupo controle não tinha acesso ao aparelho durante o exercício.

Os resultados mostraram que as três funções interferem de maneira diferente na atividade física. Usar o smartphone apenas para ouvir música aumenta a velocidade média na esteira e a frequência cardíaca, além de elevar o prazer em malhar.

Já usar o celular para conversar torna o exercício na esteira mais agradável, além de não interferir muito na frequência cardíaca. Mas a velocidade diminui com o comportamento.

Trocar mensagens de texto, por último, não altera o prazer em se exercitar, e, o pior: reduz a velocidade e a frequência cardíaca. Ou seja: quem não quiser se prejudicar deve esperar o fim da sessão para teclar.

Os pesquisadores observam que as pessoas hoje têm pouco tempo para se exercitar e, por isso, devem aproveitar bem cada sessão. Se for difícil vencer a tentação de responder às mensagens de texto durante a corrida ou a caminhada, talvez seja melhor deixar o smarphone no vestiário enquanto estiver malhando.

 


Homem rompe tendão após jogar Candy Crush no celular
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Jairo Bouer

SMARTPHONE300Um relato publicado em uma revista médica mostra que usar o smartphone como videogame por muito tempo pode ser perigoso. Um homem de 29 anos da Califórnia teve o tendão do polegar rompido após abusar do Candy Crush no celular.

A descrição do caso aparece  no Jama Internal Medicine. Os autores do relato destacam o fato de que o homem não notava a dor enquanto jogava, apesar de esse tipo de lesão causar muito incômodo. Para os pesquisadores, isso prova que o prazer de jogar funciona como analgésico, o que contribui para o vício.

O californiano só foi ao médico depois que não conseguia mais mover o polegar. E, de acordo com o local da lesão, era para ele ter sentido muita dor. O rapaz disse que vinha jogando Candy Crush o dia inteiro ao longo de seis ou oito semanas, pois estava sem trabalhar. Exames de imagem acusaram o rompimento do tendão e o jogador teve que ser submetido a uma cirurgia.

Em reportagem ao site Science Daily, o coautor do relato, Andrew Doan, do Centro Médico Naval de San Diego, afirmou que jogar meia hora de videogame por dia pode trazer benefícios, como distração contra a dor e relaxamento. Mais do que isso, porém, pode gerar o efeito contrário.

Nos últimos anos, têm crescido o número de relatos na literatura médica de lesões associadas ao uso de smartphones e videogames. Por isso, é bom ficar atento e tentar limitar o tempo gasto com essas tecnologias, antes que vício transforme o autocontrole em um desafio difícil de ser vencido.


Quase metade das pessoas já trocou sexo por tecnologia, mostra pesquisa
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Jairo Bouer

TECNOLOGIACASAL300Uma pesquisa britânica mostrou que 40% das pessoas já abriram mão de transar para ficar no smartphone ou no tablet. E o pior: um terço admitiu já ter corrido para enviar alguma mensagem durante o sexo.  Dá para acreditar? O trabalho foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Durham e encomendada por uma fabricante de preservativos, que parece estar preocupada com o fato de as pessoas estarem trocando sexo por tecnologia.

A empresa lançou uma campanha para estimular as pessoas a desligarem seus aparelhos no dia 28 de março, das 20h30 às 21h30, para curtir um pouco o parceiro ou a parceira – uma analogia explícita à Hora do Planeta, só que voltada para a preservação dos relacionamentos. Com um vídeo bem-humorado, a campanha mostra que o botão de “desliga” dos aparelhos às vezes pode fazer milagres para aumentar o prazer.

Em reportagem ao Daily Mail, o pesquisador Mark McCormack, que coordenou o levantamento, conta que chegou a ouvir uma mulher descrever o smarphone como “a terceira pessoa do casamento”.

Claro que a tecnologia também traz vantagens para a vida amorosa. Sites e aplicativos têm ajudado as pessoas a encontrar amigos, parceiros sexuais e namorados. E também há quem use os aparelhos para apimentar a própria relação. Mas trocar momentos de intimidade pelas redes sociais é um pouco demais, não?