Blog do Doutor Jairo Bouer

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Casamento também faz bem à saúde da população LGBTT, conclui estudo
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Jairo Bouer

O casamento faz bem à saúde de casais LGBTT (lésbicas, gays bissexuais, transexuais e transgêneros), mostra um estudo da Universidade de Washington, nos Estados Unidos. Pesquisas anteriores já tinham confirmado os benefícios do matrimônio para heterossexuais, mas este é um dos primeiros a comprovar que a hipótese independe de orientação sexual.

Nos Estados Unidos, uma lei federal passou a impedir qualquer legislação estadual contrária ao casamento de pessoas do mesmo sexo há cerca de dois anos. No Brasil, não há uma lei, mas uma resolução do Conselho Nacional de Justiça, de 2013.

A equipe descobriu que homo ou bissexuais que trocaram alianças reportaram melhores índices de saúde física e mental, além de maior suporte social e financeiro, em relação aos solteiros.

O trabalho contou com 1.800 indivíduos LGBTT de 50 anos ou mais. Cerca de um quarto eram casados e metade eram solteiros. O casamento foi mais frequente entre mulheres e em brancos não hispânicos.

Os pesquisadores dizem que indivíduos em união estável também apresentaram melhores índices de saúde que os solteiros, mas o benefício foi ainda maior para os casados. Os dados foram publicados num suplemento especial do periódico The Gerontologist.


Mulheres otimistas têm risco mais baixo de morrer por várias doenças
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Jairo Bouer

smile615

Ter uma visão otimista sobre a vida ajuda as mulheres a viver mais. É o que mostra um estudo feito pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Quem vê o copo mais cheio do que vazio tem um risco significativamente menor de morrer por diversas causas – como câncer, doenças cardíacas e infecção – em comparação com as mais pessimistas.

Os resultados foram publicados no American Journal of Epidemiology. Foram analisados dados de 70 mil enfermeiras ao longo de 8 anos – de 2004 a 20012. Além das características psicológicas, foram levados em conta fatores como etnia, pressão arterial, dieta e atividade física.

O curioso é que, segundo os pesquisadores, a tese de que o otimismo faz as pessoas adotarem hábitos mais saudáveis explica só em parte a associação com o risco mais baixo de morte por doenças. Eles acreditam, portanto, que o fator psicológico tem impacto direto nos sistemas biológicos.

As mulheres mais otimistas tiveram um risco 30% menor de morrer por qualquer doença em comparação com as menos otimistas. Em relação ao câncer, a probabilidade foi 16% menor; por doença cardíaca, 38% menor; por acidente vascular cerebral, 39%; por doenças respiratórias, 38%; e por infecção, o risco foi 52% menor.

Para os autores, a maioria dos estudos em saúde pública se concentra na redução de fatores de risco para doenças, como tabagismo, hipertensão e sedentarismo. No entanto, os resultados mostram que estratégias para reforçar a resiliência psicológica das pessoas também poderia ter um efeito expressivo nas taxas de mortalidade.


Agora é hora dos homens (de todas as idades) pensarem na saúde
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Jairo Bouer

novembroazul615

Assim como outubro ficou famoso pela cor rosa, em alusão às mulheres, novembro é o mês de conscientização de um dos problemas de saúde que mais afetam os homens, o câncer de próstata. Mais de 61 mil novos casos devem ser registrados até o fim deste ano, segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), e cerca de 13 mil mortes.

A campanha Novembro Azul, este ano, é um pouco mais ampla e tem como mote a saúde integral do homem. Isso significa que o cuidado deve começar cedo, já que cada fase possui as suas particularidades, da infância à velhice.

A ideia é do Instituto Lado a Lado pela Vida, e tem como objetivo incentivar os homens a procurarem o urologista com regularidade, assim como as mulheres vão ao ginecologista.

Durante todo o mês haverá atividades de orientação sobre saúde masculina, com distribuição de material informativo, ações de estímulo à atividade física e monumentos iluminados de azul em vários monumentos em todo o país.

Se você é homem, que tal agendar uma consulta de rotina, para checar se está tudo OK? E se é mulher, incentive seu filho, pai ou parceiro a se cuidar. Qualquer que seja a doença ou condição, o diagnóstico precoce ajuda a evitar complicações.

No site do Lado a Lado pela Vida, há uma seção com informações sobre os principais problemas de saúde entre meninos, adolescentes, adultos e idosos. Confira aqui: http://bit.ly/2f7KpOy


Insatisfação no trabalho antes dos 30 anos interfere na saúde aos 40
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trabalho615

A satisfação (ou a falta dela) com o trabalho entre os 20 e 30 anos de idade pode ter impacto direto na saúde de uma pessoa aos 40, revela um estudo feito nos Estados Unidos.

Segundo pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio, embora o impacto também inclua aspectos físicos, é na saúde mental que a coisa pega mais. Quanto mais infeliz com o emprego e a carreira um adulto está por volta dos 28 anos, maior a probabilidade de vir a apresentar sintomas depressivos, preocupação excessiva e dificuldades para dormir dez ou doze anos depois.

Os autores, que apresentaram os dados no encontro anual da Associação Americana de Sociologia, afirmam que os efeitos do trabalho sobre o bem-estar físico e psicológico é cumulativo. Ou seja: quanto mais tempo de insatisfação a pessoa experimenta, maiores serão as consequências. E quanto mais cedo o indivíduo for capaz de melhorar suas condições, maiores as chances de atravessar os 40 com boa saúde mental.

O estudo contou com informações de mais de 6.400 norte-americanos de uma pesquisa nacional que teve início em 1979, quando os participantes tinham de 14 a 22 anos. Eles tinham que dar notas de 1 a 4 ao dizer o quanto estavam satisfeitos com o trabalho, e também dizer se os níveis foram sempre baixos, sempre altos, ou mudaram ao longo do tempo.

Cerca de 45% dos participantes apresentaram notas baixas consistentemente, enquanto só 15% deram notas altas ao longo da carreira. Além de reportar mais depressão e problemas de sono, os insatisfeitos também foram mais propensos a reclamar de problemas como dores nas costas e dores de cabeça. Já as taxas de diabetes e câncer foram mais ou menos semelhantes nos dois grupos.

Os participantes foram reavaliados somente aos 40 anos. Os autores observam que a depressão e o sono ruim também podem deflagrar doenças físicas, com o passar do tempo. Por isso, quem planeja ter uma velhice saudável deve refletir sobre a carreira e fazer algo por ela o quanto antes.


Quem não se sente valorizado pelo parceiro tem sono ruim, diz estudo
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casal615

Você acha que o seu parceiro ou parceira de cama não te compreende direito, ou não dá muita bola para os seus sentimentos e necessidades? Então é provável que você não esteja dormindo muito bem. Segundo pesquisadores, a qualidade do relacionamento do casal interfere de forma importante no sono das pessoas.

O trabalho contou com a análise de um grande banco de dados de saúde e bem-estar com centenas de norte-americanos de meia-idade. Participaram do estudo equipes das universidades Middle East e Bilkent, na Turquia, e das universidades Cornell, Wayne State e Penn State, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores encontraram uma associação clara entre a certeza de ter o suporte do parceiro e um sono de boa qualidade. Segundo eles, isso acontece porque a sensação gera conforto, o que alivia a ansiedade e, como consequência, faz a pessoa dormir melhor.

Muitas pesquisas já provaram que um sono ruim pode aumentar o risco de condições como diabetes e hipertensão. Os resultados, publicados no periódico Social Personality and Psychological Science, reforçam a tese de que bons relacionamentos fazem bem à saúde. Por outro lado, uma relação ruim pode te deixar doente.


Mulher que menstrua mais tarde pode viver mais, segundo estudo
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Jairo Bouer

TPM615

Mulheres que começam a menstruar e entram na menopausa mais tarde podem ter mais chances de chegar aos 90 anos, segundo um estudo realizado na Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos.

O trabalho é o primeiro a associar fatores reprodutivos com a sobrevivência até uma idade específica, e foi publicado no periódico Menopause.  Para chegar à conclusão, os pesquisadores contaram com dados de 16 mil mulheres de etnias diferentes, acompanhadas por 21 anos.

Os resultados mostram que as garotas que tiveram a menarca, ou seja, a primeira menstruação com 12 anos ou mais, bem como as entraram na menopausa com 50 anos ou mais apresentaram uma probabilidade de 55% de sobreviver até os 90. Em geral, quem menstrua mais cedo tende a entrar na menopausa mais cedo também.

A equipe também constatou que as mulheres que menstruaram mais tarde tiveram menos propensão a certos problemas de saúde, como doença arterial coronariana, diabetes e tabagismo. Os autores explicam que o cigarro causa danos ao sistema cardiovascular e reprodutor, o que pode resultar em uma menopausa antecipada.

Outros estudos já haviam associado a menarca precoce à propensão maior a certas doenças, por isso vale a pena ficar atento ao assunto, uma vez que a puberdade precoce é cada vez mais comum na nossa sociedade.

 


Raio-x de adolescentes revela excesso de estresse e de tecnologia
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Jairo Bouer

adolescenteinternet615

Mais de um a cada três alunos de 12 a 17 anos relatam sintomas de estresse psicológico em níveis que variam de moderado a grave. A conclusão é de um estudo realizado no Canadá com um total de 10.426 estudantes. A proporção atual, de 34%, mostra que o problema aumentou bastante em relação a dois anos atrás, quando 24% dos jovens estavam na mesma situação.

O estresse psicológico é definido por sintomas ansiosos e depressivos, e pode ser medido por um questionário específico, com perguntas do tipo “quantas vezes você ficou nervoso ou se sentiu sem esperança nas últimas quatro semanas?”. O quadro foi mais frequente nas garotas do que nos garotos – 46% delas relataram altos níveis de estresse contra 23% deles.

O estudo foi conduzido pelo Centro de Dependência e Saúde Mental de Ontário, e é considerado um dos mais antigos desse tipo no mundo. Os pesquisadores explicam que o estresse psicológico tende a aumentar bastante durante a adolescência, especialmente por volta dos 16 e 17 anos.

Os resultados também mostram que quase dois terços (63%) dos estudantes passa no mínimo três horas ao dia em frente à TV ou ao tablet/computador. Embora a maioria dos jovens tenha classificado sua saúde como excelente ou muito boa, apenas 22% deles cumprem a quantidade diária de atividade física recomendada para a faixa etária, que é de 60 minutos de exercícios moderados a vigorosos.

Grande parte dos alunos (86%) usa mídias sociais diariamente e cerca de 16% passam cinco horas ou mais nesses sites a cada dia. Segundo os autores, quanto mais intenso o uso, maiores os riscos de o adolescente sofrer cyberbullying e suas consequências.

Do total de estudantes, 13% relataram o uso problemático de videogames (20% dos garotos e 5% das garotas), o que envolve perda de controle na quantidade dedicada a esse tipo de lazer e preocupações excessivas com os jogos. Em 2007, o primeiro ano de monitoramento, a proporção era de 9%.

Os autores da pesquisa pontuam que é praticamente impossível encontrar um jovem que não use tecnologia, mas, para eles, é possível haver um equilíbrio entre o tempo gasto nas telas e outras atividades.


Relações românticas de boa qualidade melhoram saúde do jovem
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Jairo Bouer

namoro615

Um estudo que acaba de ser publicado pela Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, mostra que ter relacionamentos românticos de qualidade melhora a saúde física e mental de quem entra na idade adulta.

O trabalho, publicado no Journal of Family Psychology, ainda revela que, no outro extremo, as relações de má qualidade têm efeito contrário, ainda mais quando duram muito tempo.

Nos últimos anos, a entrada para a vida adulta tem se estendido cada vez mais. As pessoas têm preferido se casar mais tarde e a educação também tornou-se mais longa. Nesse período, namorados e “ficantes” entram e saem da vida dos jovens.

Os autores comentam que a maioria das pesquisas feitas até hoje nesse campo envolviam casados. Por isso, decidiram investigar melhor o papel dos relacionamentos anteriores ao casamento.

Para isso, a equipe utilizou um grande banco de dados familiares de Iowa e analisou as mudanças de relacionamentos de jovens ao longo de dois anos. Para medir a qualidade, foram levados em conta questões como afeto, apoio, criticismo, bondade, e compromisso.

Os participantes também foram questionados sobre seu comportamento fora dos relacionamentos, e a relação do casal com outras pessoas.

Os pesquisadores descobriram que, quanto mais tempo os jovens permaneciam em relacionamentos de qualidade, ou quanto mais rápido abandonavam as relações ruins, melhores eram seus níveis de saúde. Se você está saindo com alguém, vale a pena fazer uma autorreflexão.


Sexo sem proteção é o fator de risco que mais cresce entre os jovens
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Jairo Bouer

camisinha600

Um relatório feito por um consórcio de pesquisadores  mostra que a prática de sexo sem proteção é o fator de risco para a saúde que mais cresce entre adolescentes de 10 a 24 anos no mundo inteiro.

O trabalho, publicado no periódico The Lancet, indica que o sexo desprotegido, que aparecia como a 13ª principal causa de doenças nessa faixa etária em 1990, passou para o segundo lugar em 2013.

O álcool continua a ser o fator de risco mais importante entre os adultos jovens (de 20 a 24 anos), sendo responsável por 7% de todos os custos com saúde nessa população.

O relatório também aponta novos desafios enfrentados pelos adolescentes, como o aumento dos níveis de obesidade, transtornos mentais e o desemprego. De acordo com os dados, mais de 10% dos jovens de 10 a 24 anos sofrem de depressão.

Um estudo publicado em paralelo, na mesma revista, também mostra que, embora a mortalidade infantil esteja diminuindo em todo o mundo, a redução é muito mais lenta para os adolescentes, e as principais causas de morte nessa faixa etária – acidentes de trânsito, suicídio e violência permaneceram praticamente inalterados nos últimos 20 anos.

Os autores chamam atenção para a necessidade de se investir mais na educação e na saúde dos atuais 1,8 milhões de adolescentes  – a maior geração da história. Até 2032, eles serão 2 bilhões, e dois terços deles estão em países em desenvolvimento, onde problemas evitáveis como Aids, gravidez precoce e violência ainda são uma ameaça diária.


Meninas têm menos estímulo à atividade física, mostra pesquisa
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Jairo Bouer

futebol615

O estímulo à prática da atividade física é mais forte para meninos do que para meninas, tanto na escola quanto em casa. É o que mostra um estudo feito na Universidade de Canberra, na Austrália. O trabalho foi publicado no periódico PLoS ONE.

Os pesquisadores coletaram dados de mais de 550 meninos e meninas de 8 a 12 anos, de 29 escolas daquele país, que tem algumas semelhanças com o Brasil em termos de clima. Com ajuda de questionários, eles avaliaram uma série de fatores, como apoio familiar, atividades extracurriculares e percepção dos próprios alunos sobre sua aptidão física.

Os autores verificaram que as meninas eram 19% menos ativas que os meninos, e esse dado mostrou relação com uma influência mais fraca na escola e em casa. Elas também tinham 18% menos aptidão cardiorrespiratória, 44% menor coordenação olho-mão, maior percentual de gordura corporal e 9% menos percepção de competência na atividade física.

Vale a pena lembrar que um bom desenvolvimento físico já foi associado a melhora do desempenho escolar em diversos estudos científicos.