Blog do Doutor Jairo Bouer

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Seus parceiros têm algo em comum, sugere estudo
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Jairo Bouer

Você já parou para se perguntar o que seus ex têm em comum? Pesquisadores da Universidade da Califórnia afirmam que os parceiros românticos de uma pessoa tendem a ter algumas semelhanças entre si.

O trabalho, coornenado pelo professor de psicologia Paul Eastwick, confirma a ideia de que as pessoas têm uim “tipo”, uma preferência por parceiros com determinadas qualidades. Mas, de acordo com os resultados, essas características têm mais a ver com o meio em que elas vivem do que com a busca por determinado perfil.

Explico melhor: é mais provável que seus ex-namorados ou namoradas sejam todos educados, ou então religiosos, por exemplo. Mas isso não acontece só porque você busca pessoas educadas ou religiosas, respectivamente, mas porque muita gente a seu redor têm essas características. Em outras palavras, a disponibilidade importa mais do que sua capacidade de selecionar.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores analisaram o perfil dos envolvidos em mais de 1.000 relacionamentos heterossexuais passados e presentes. Em uma parte do estudo, foi constatado que os parceiros anteriores tendem a ter até características físicas em comum. E isso incluía não só namorados, como também parceiros casuais.

O estudo foi publicado on-line este mês no Journal of Personality and Social Psychology, da Associação Americana de Psicologia.


Sensação boa depois do sexo dura 48 horas e ajuda a unir casais, diz estudo
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Jairo Bouer

Um estudo realizado na Universidade do Estado da Flórida mostra que a sensação agradável que as pessoas costumam ter depois do sexo dura até dois dias. E, segundo os pesquisadores, quem tem um maior nível de satisfação nesse período tende a relatar níveis mais elevados de satisfação com o relacionamentos vários meses depois.

Os pesquisadores partiram do princípio de que, se o sexo é tão bom, por que a maioria dos parceiros não transa todos os dias? A resposta, segundo eles, é que o “brilho” de uma relação satisfatória dura mais do que um dia.

Para testar a hipótese, a equipe analisou dados de dois estudos independentes – um com 96 casais e outro com 118 casais. Todos tinham acabado de se casar, e aceitaram completar um diário sobre frequência e satisfação não só com o sexo, mas com o relacionamento como um todo, por alguns dias seguidos. Eles tinham que dar notas de 1 a 7 para cada item. Em um período que variou de quatro a seis meses depois, os casais passaram pelo processo novamente.

A frequência sexual variou muito entre os casais, mas, em média, os participantes tiveram relações em quatro dos 14 dias de diário, e o “fogo” apagou um pouco depois de alguns meses. Mesmo assim, foi possível observar que a satisfação, depois de uma relação sexual, durava até 48 horas, e a intensidade dessa sensação foi associada a um casamento mais feliz no fim do estudo. O mesmo padrão foi observado nos dois trabalhos independentes, o que confirou a hipótese da equipe.

O trabalho foi publicado na Psychological Science, a revista da Associação de Ciências Psicológicas, nos Estados Unidos. Ele reforça a ideia, já apontada em outras pesquisas recentes, de que o prazer sexual não é importante só para a reprodução, mas também para manter os parceiros unidos. Tudo indica que os relacionamentos também ajudaram o ser humano a sobreviver como espécie.


Lista de desejos tem pouca utilidade em sites de encontros, mostra estudo
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Jairo Bouer

Ao se inscrever em um site de encontros, as pessoas costumam elencar as qualidades buscadas em um eventual parceiro. Mas no final das contas, a maioria acaba fazendo contato com gente que tem características bem diferentes da sua lista de desejos, segundo um grande estudo australiano sobre paquera on-line.

Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Queensland analisaram as preferências e o histórico de contatos de mais de 41 mil australianos de 18 a 80 anos cadastrados em um site de encontros popular na Austrália.

Eles chegaram à conclusão de que a lista de preferências, ou seja, as características do “parceiro ideal”, acabam ficando de lado, na prática. Os resultados foram publicados na revista Cyberpsychology Behaviour and Social Networking.

Talvez por falta de tempo de pesquisar candidatos que se enquadrem no perfil ideal, ou simplesmente pela variedade enorme de pessoas cadastradas nesses sites, os usuários acabam aproveitando as oportunidades que aparecem, mais ou menos como acontece na vida real.

Para quem se acha muito exigente, a notícia traz uma luz no fim do túnel – mostra que também é possível se interessar por alguém diferente do que estava buscando. E um encontro pode dar certo mesmo que a outra pessoa não seja um príncipe encantado ou uma donzela perfeita.


Casados têm níveis mais baixos do hormônio do estresse, diz pesquisa
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Jairo Bouer

Um estudo mostra que pessoas casadas apresentam níveis mais baixos de cortisol, o hormônio do estresse, em relação às solteiras, divorciadas ou viúvas. Isso resulta em um risco menor de doenças, já que o cortisol interfere nos níveis de açúcar do sangue, bem como na imunidade e em processos inflamatórios.

Pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, chegaram a essa conclusão depois de avaliar o nível de hormônio em amostras de saliva de 500 adultos de 21 a 55 anos, coletadas ao longo de três dias. Os dados foram divulgados no jornal britânico Daily Mail.

O ritmo de liberação do cortisol também foi analisado: em geral as pessoas acordam com níveis mais altos, que vão diminuindo ao longo do dia. E, novamente, os casados sairam ganhando, pois apresentaram um declínio mais acentuado, algo que já foi associado a menor risco cardiovascular e maior sobrevivência ao câncer.

Para os autores, dois fatores podem explicar esses resultados. O primeiro é o fato de que casais costumam ter uma sensação de segurança maior – em tese, um pode contar com o outro numa crise. Outro ponto é que ter alguém por perto pode servir de estímulo para cuidar um pouco mais da alimentação e se exercitar. Mas é bom lembrar que a qualidade do relacionamento também interfere no estresse.


Casais têm mais traços de personalidade em comum do que se imaginava
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Em geral, amigos e namorados tendem a ter muitas características em comum, como idade, nível de educação, valores e até gosto musical. Mas com ajuda do Facebook, psicólogos conseguiram descobrir que traços de personalidade também podem ser  algo em comum entre casais e amigos próximos, o que até então era algo controverso.

Em um estudo publicado na revista da Associação para Ciência da Psicologia, pesquisadores das universidades de Cambridge e Northwestern contam que até hoje os trabalhos voltados para esse tema tinham uma enorme limitação, que eles chamam de “efeito referência do grupo”. Ao responder um questionário, as pessoas tendem a se comparar com os outros na hora de se descrever, em vez de usar critérios subjetivos. Por exemplo: se seu namorado é bagunceiro, você pode se achar a rainha da arrumação. Já se seu parceiro é mais organizado, você pode até achar que é um pouco negligente nessa área. Assim, os estudos desse tipo costumavam concluir que as pessoas buscam parceiros com personalidades diferentes das suas.

Para tentar reduzir essa subjetividade, a equipe decidiu analisar o comportamento digital dos participantes, e é aí que entra o Facebook. Eles avaliaram questionários e também os “likes” de 295 mil pessoas. Para determinar características de personalidade, eles observaram os interesses dos participantes. Se alguém costuma curtir posts sobre Salvador Dali ou meditação, por exemplo, é  classificado como aberto a novas experiências. Já quem vive postando fotos de festas e eventos é mais extrovertido e assim por diante.

Com essas referências em mãos, os pesquisadores dizem que foi bem mais fácil encontrar semelhanças de personalidade entre amigos e casais do que com ajuda dos questionários. O que não dá pra saber é se essas similaridades já existiam antes dos relacionamentos, ou se foram se desenvolvendo ao longo da convivência.


Hormônio “do romantismo” pode ser útil para problemas sexuais
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Cientistas descobriram que um hormônio importante para a puberdade e para a saúde reprodutiva pode ajudar no tratamento de transtornos psicossexuais, ou seja, problemas sexuais que têm origem psicológica – algo comum entre casais que lutam para ter filhos.

Um estudo feito no Imperial College de Londres, no Reino Unido, demonstrou o impacto de injeções do hormônio kisspeptina no cérebro de 29 homens heterossexuais saudáveis. Parte deles recebeu placebo. Enquanto eram submetidos a exames de ressonância magnética cerebral, eles foram expostos a diversas imagens – fotos neutras, românticas ou relativas a sexo.

Os voluntários que receberam a kisspeptina apresentaram maior atividade em estruturas do cérebro que costumam ser ativadas em situações de excitação sexual ou romance ao observar as imagens com esse tipo de conteúdo.

A kisspeptina é conhecida por estimular a liberação de outros hormônios ligados à reprodução. Os pesquisadores acreditam que a substância também impulsiona circuitos comportamentais associados a sexo e amor, o que seria útil para casais que enfrentam dificuldades no sexo por causa da infertilidade.

O estudo foi pequeno e os pesquisas com a kisspeptina devem continuar. A equipe também quer investigar a possibilidade de que o hormônio também tenha efeito positivo em pacientes com depressão.

O trabalho foi financiado pelo Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde (NIHR), pelo Wellcome Trust e pelo Conselho de Pesquisa Médica, e foi publicado no periódico Journal of Clinical Investigation.


Raiva do parceiro pode interferir até na escolha do refrigerante
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Jairo Bouer

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O que as pessoas fazem quando estão chateadas com o parceiro amoroso, mas não querem abrir o jogo? Segundo um estudo, elas compram um produto que o parceiro jamais compraria.

Segundo pesquisadores da Universidade de New Hampshire, esse tipo de reação é inconsciente, e mais comum entre parceiros que sentem ter menos poder no relacionamento. Como não querem brigar com o outro para não arriscar a relação, acabam colocando a raiva para fora de outra maneira. E o consumo é a válvula de escape, de acordo com o estudo.

Um exemplo citado pelos autores do trabalho: a pessoa ficou brava com o parceiro porque ele saiu de manhã e deixou a louça suja na pia. Em vez de pedir para ele lavar, ela fica quieta para não criar atrito. Mais tarde, porém, ela vai sozinha a uma lanchonete e escolhe a marca de refrigerante que concorre com a que o parceiro mais gosta.

O padrão foi identificado em três experimentos diferentes. Em um deles, os participantes passavam por uma pesquisa para medir seu poder sobre o relacionamento. Depois, eram convidados a relatar as marcas preferidas dos parceiros em seis categorias de produtos diferentes. Em seguida, passavam por uma tarefa que evocava, de forma subliminar, uma frustração em relação ao outro. Por fim, tinham que descrever suas próprias marcas prediletas. Quanto maior a raiva e menor o poder sobre o relacionamento, maior a tendência a escolher as marcas que rivalizam com as preferidas do parceiro ou parceira.

Os resultados, publicados no Journal of Consumer Psychology, mostram como comprar envolve processos inconscientes. E que relacionamentos podem interferir até na tendência a escolher uma marca ou outra.


Estudo diz que pílula não atrapalha o desejo da mulher
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Algumas mulheres acreditam que a pílula interfere na libido, e algumas até deixam de se proteger de uma gravidez indesejada por causa disso. Mas um estudo publicado no periódico The Journal of Sexual Medicine sugere que esse receio não passa de mito.

Estudos científicos têm trazido resultados contraditórios em relação ao tema: uns indicam que, sim, a pílula influencia, e outros dizem que não. Para muitas usuárias, inclusive, o controle do risco de engravidar aumenta a disposição para o sexo.

Na atual pesquisa, conduzida por equipes das universidades de Indiana e Kentucky, foram avaliadas usuárias de métodos contraceptivos em diferentes tipos de relacionamento, algo que poucos trabalhos exploraram. Foi observado o impacto de três contraceptivos diferentes em um total de 900 mulheres, que preencheram diários para descrever detalhes sobre o desejo sexual.

As usuárias de contraceptivos não hormonais relataram melhora na libido durante a masturbação, e as que tomavam pílula reportaram sentir mais desejo com o parceiro.

No entanto, quando os pesquisadores ajustaram fatores como a duração do relacionamento e a idade dos parceiros, as diferenças deixaram de ser estatisticamente significantes.

Os autores concluem que a relação entre anticoncepcional e libido é mais complexa do que parece. Muitas mulheres que utilizam pílula estão em relacionamentos duradouros, e a redução do desejo, nesses casos, pode estar mais ligada ao status do casal do que ao uso de hormônios. Porém, ainda são necessários mais estudos.

O importante é que as usuárias não tenham vergonha de conversar sobre sua libido com os ginecologistas. Não existe um método ideal para todas, por isso nem sempre a primeira alternativa é a que dá certo.

 


Vida sexual satisfatória exige esforço, comprova estudo
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Jairo Bouer

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O segredo para uma vida sexual satisfatória em relacionamentos longos é acreditar que é preciso esforço e dedicação, em vez de esperar que a vontade de transar apareça automaticamente, como no início do namoro.

Esse conselho típico dos especialistas em sexualidade foi comprovado em um estudo canadense que contou com 1.900 participantes, e foi publicado no Journal of Personality and Social Psychology.

Após analisar as crenças de centenas de casais homo e heterossexuais, pesquisadores da Universidade de Toronto concluíram que elas são tão poderosas que podem sustentar ou até, pelo contrário, prejudicar um relacionamento longo.

Segundo os autores, coordenados pela psicóloga Jessica Maxwell, quem acredita em “destino sexual”, ou seja, acha que o desejo vem de forma automática quando “almas gêmeas” estão juntas, tende a usar a vida sexual como barômetro da relação. E aí acredita que uma frequência muito baixa de sexo é sinônimo de que o casamento está mal, o que pode acabar comprometendo, de verdade, a relação.

Já quando o casal acredita que a vida sexual deve ser cultivada com algum esforço, a tendência é que esse tema afete menos a satisfação com o relacionamento.

Os autores viram que, embora as mulheres sejam mais chegadas em histórias românticas, elas são mais propensas que os homens a acreditar que a vida sexual também dá certo trabalho para se manter de pé nos relacionamentos de longo prazo.

Os pesquisadores também perceberam que nem todo mundo tem uma crença 100% de um jeito ou de outro. Algumas pessoas, por exemplo, até acham que o sexo precisa ser cultivado, contanto que acreditem estar com sua alma gêmea.

O mais importante, ressalta o estudo, é que as pessoas tenham consciência de que a vida a dois é bem diferente daquela mostrada nos filmes de Hollywood. E que, depois de dois ou três anos de “lua de mel”, é preciso se mexer pra não deixar o sexo minguar. Sabe aquele papo de regar o jardim?


Estresse do parceiro pode interferir na sua cintura, diz estudo
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Jairo Bouer

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Enquanto para algumas pessoas, excesso de tensão tira a fome, para outras é uma justificativa para exagerar na comida. Segundo um estudo recém-publicado, porém, não apenas o seu próprio nível de estresse pode interferir na sua cintura, como também a da sua cara-metade.

O estudo, feito por pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, mostra que a influência do estado emocional do parceiro nos hábitos alimentares de uma pessoa é real, e afeta principalmente as mulheres.

O trabalho incluiu 2.042 indivíduos casados, com mais de 50 anos, que estavam juntos há 34, em média. Os pesquisadores se concentraram no estresse crônico, aquele que dura no mínimo um ano, e pode ter como causas dificuldades no trabalho ou problemas financeiros, entre outras. Eles foram acompanhados por quatro anos.

A pesquisa mostrou que, no final do período,  70% das mulheres que tinham maridos estressados apresentaram risco maior de desenvolver doenças relacionadas ao sobrepeso. No caso dos homens, a proporção foi de 66%. As conclusões foram publicadas no periódicoJournals of Gerontoloy: Social Sciences.

Segundo a principal autora, Kira Birditt, o casamento tem influências poderosas sobre a saúde.  Ela acredita que os efeitos são semelhantes em casais mais jovens, no entanto, os riscos do sobrepeso tornam-se mais evidentes com o passar da idade.