Blog do Doutor Jairo Bouer

Arquivo : relacionamento

Raiva do parceiro pode interferir até na escolha do refrigerante
Comentários Comente

Jairo Bouer

problemasexual615

O que as pessoas fazem quando estão chateadas com o parceiro amoroso, mas não querem abrir o jogo? Segundo um estudo, elas compram um produto que o parceiro jamais compraria.

Segundo pesquisadores da Universidade de New Hampshire, esse tipo de reação é inconsciente, e mais comum entre parceiros que sentem ter menos poder no relacionamento. Como não querem brigar com o outro para não arriscar a relação, acabam colocando a raiva para fora de outra maneira. E o consumo é a válvula de escape, de acordo com o estudo.

Um exemplo citado pelos autores do trabalho: a pessoa ficou brava com o parceiro porque ele saiu de manhã e deixou a louça suja na pia. Em vez de pedir para ele lavar, ela fica quieta para não criar atrito. Mais tarde, porém, ela vai sozinha a uma lanchonete e escolhe a marca de refrigerante que concorre com a que o parceiro mais gosta.

O padrão foi identificado em três experimentos diferentes. Em um deles, os participantes passavam por uma pesquisa para medir seu poder sobre o relacionamento. Depois, eram convidados a relatar as marcas preferidas dos parceiros em seis categorias de produtos diferentes. Em seguida, passavam por uma tarefa que evocava, de forma subliminar, uma frustração em relação ao outro. Por fim, tinham que descrever suas próprias marcas prediletas. Quanto maior a raiva e menor o poder sobre o relacionamento, maior a tendência a escolher as marcas que rivalizam com as preferidas do parceiro ou parceira.

Os resultados, publicados no Journal of Consumer Psychology, mostram como comprar envolve processos inconscientes. E que relacionamentos podem interferir até na tendência a escolher uma marca ou outra.


Estudo diz que pílula não atrapalha o desejo da mulher
Comentários Comente

Jairo Bouer

pilula615

Algumas mulheres acreditam que a pílula interfere na libido, e algumas até deixam de se proteger de uma gravidez indesejada por causa disso. Mas um estudo publicado no periódico The Journal of Sexual Medicine sugere que esse receio não passa de mito.

Estudos científicos têm trazido resultados contraditórios em relação ao tema: uns indicam que, sim, a pílula influencia, e outros dizem que não. Para muitas usuárias, inclusive, o controle do risco de engravidar aumenta a disposição para o sexo.

Na atual pesquisa, conduzida por equipes das universidades de Indiana e Kentucky, foram avaliadas usuárias de métodos contraceptivos em diferentes tipos de relacionamento, algo que poucos trabalhos exploraram. Foi observado o impacto de três contraceptivos diferentes em um total de 900 mulheres, que preencheram diários para descrever detalhes sobre o desejo sexual.

As usuárias de contraceptivos não hormonais relataram melhora na libido durante a masturbação, e as que tomavam pílula reportaram sentir mais desejo com o parceiro.

No entanto, quando os pesquisadores ajustaram fatores como a duração do relacionamento e a idade dos parceiros, as diferenças deixaram de ser estatisticamente significantes.

Os autores concluem que a relação entre anticoncepcional e libido é mais complexa do que parece. Muitas mulheres que utilizam pílula estão em relacionamentos duradouros, e a redução do desejo, nesses casos, pode estar mais ligada ao status do casal do que ao uso de hormônios. Porém, ainda são necessários mais estudos.

O importante é que as usuárias não tenham vergonha de conversar sobre sua libido com os ginecologistas. Não existe um método ideal para todas, por isso nem sempre a primeira alternativa é a que dá certo.

 


Vida sexual satisfatória exige esforço, comprova estudo
Comentários Comente

Jairo Bouer

casalsexo615

O segredo para uma vida sexual satisfatória em relacionamentos longos é acreditar que é preciso esforço e dedicação, em vez de esperar que a vontade de transar apareça automaticamente, como no início do namoro.

Esse conselho típico dos especialistas em sexualidade foi comprovado em um estudo canadense que contou com 1.900 participantes, e foi publicado no Journal of Personality and Social Psychology.

Após analisar as crenças de centenas de casais homo e heterossexuais, pesquisadores da Universidade de Toronto concluíram que elas são tão poderosas que podem sustentar ou até, pelo contrário, prejudicar um relacionamento longo.

Segundo os autores, coordenados pela psicóloga Jessica Maxwell, quem acredita em “destino sexual”, ou seja, acha que o desejo vem de forma automática quando “almas gêmeas” estão juntas, tende a usar a vida sexual como barômetro da relação. E aí acredita que uma frequência muito baixa de sexo é sinônimo de que o casamento está mal, o que pode acabar comprometendo, de verdade, a relação.

Já quando o casal acredita que a vida sexual deve ser cultivada com algum esforço, a tendência é que esse tema afete menos a satisfação com o relacionamento.

Os autores viram que, embora as mulheres sejam mais chegadas em histórias românticas, elas são mais propensas que os homens a acreditar que a vida sexual também dá certo trabalho para se manter de pé nos relacionamentos de longo prazo.

Os pesquisadores também perceberam que nem todo mundo tem uma crença 100% de um jeito ou de outro. Algumas pessoas, por exemplo, até acham que o sexo precisa ser cultivado, contanto que acreditem estar com sua alma gêmea.

O mais importante, ressalta o estudo, é que as pessoas tenham consciência de que a vida a dois é bem diferente daquela mostrada nos filmes de Hollywood. E que, depois de dois ou três anos de “lua de mel”, é preciso se mexer pra não deixar o sexo minguar. Sabe aquele papo de regar o jardim?


Estresse do parceiro pode interferir na sua cintura, diz estudo
Comentários Comente

Jairo Bouer

obesidade615

Enquanto para algumas pessoas, excesso de tensão tira a fome, para outras é uma justificativa para exagerar na comida. Segundo um estudo recém-publicado, porém, não apenas o seu próprio nível de estresse pode interferir na sua cintura, como também a da sua cara-metade.

O estudo, feito por pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, mostra que a influência do estado emocional do parceiro nos hábitos alimentares de uma pessoa é real, e afeta principalmente as mulheres.

O trabalho incluiu 2.042 indivíduos casados, com mais de 50 anos, que estavam juntos há 34, em média. Os pesquisadores se concentraram no estresse crônico, aquele que dura no mínimo um ano, e pode ter como causas dificuldades no trabalho ou problemas financeiros, entre outras. Eles foram acompanhados por quatro anos.

A pesquisa mostrou que, no final do período,  70% das mulheres que tinham maridos estressados apresentaram risco maior de desenvolver doenças relacionadas ao sobrepeso. No caso dos homens, a proporção foi de 66%. As conclusões foram publicadas no periódicoJournals of Gerontoloy: Social Sciences.

Segundo a principal autora, Kira Birditt, o casamento tem influências poderosas sobre a saúde.  Ela acredita que os efeitos são semelhantes em casais mais jovens, no entanto, os riscos do sobrepeso tornam-se mais evidentes com o passar da idade.


Ver filmes e seriados faz bem para o casamento, diz estudo
Comentários Comente

Jairo Bouer

TV615

Quanto mais filmes e seriados um casal vê junto, melhor o relacionamento. É o que mostra um estudo feito por psicólogos da Universidade de Aberdeen, no Reino Unido. E quem não gosta de TV pode ter os mesmos benefícios lendo os mesmos livros.

Para os pesquisadores, os casais adotam os personagens da tela ou dos romances temporariamente como “conhecidos”, o que pode compensar a ausência de amigos em comum na vida real e enriquecer as conversas e a intimidade.

O trabalho contou com 250 homens e mulheres que estavam juntos há bastante tempo. Eles foram entrevistados sobre seus hábitos de uso compartilhado de mídia. Os resultados foram publicados no Journal of Society and Personal Relationships.

Para os autores, compartilhar narrativas é uma forma de compartilhar experiências sociais, o que é uma necessidade humana. Mas eles observam que o exagero pode não ser tão bom, já que vários estudos indicam que passar muito tempo em frente à TV aumenta o risco de doenças cardiovasculares.


Estudo avalia como a barba atrai as mulheres
Comentários Comente

Jairo Bouer

barba615

Uma pesquisa científica revela que mulheres tendem a achar homens de barba mais atraentes ao levar em consideração um relacionamento de longo prazo. Isso porque, de forma inconsciente, elas associam os pelos no rosto como sinal de fertilidade.

A conclusão acima é de um experimento realizado com mais de 8.500 mulheres, por pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália.

A equipe, liderada por Barnaby Dixon, usou manipulação gráfica para transformar fotos de homens, a fim de que alguns tivessem rosto liso, alguns pelos ou muita barba. Também foram alterados detalhes como maçãs do rosto, queixo e outras características, para tornar a face mais ou menos masculinizada.

Rostos muito delicados, ou femininos, foram os menos apreciados pelas mulheres, especialmente quando a os pelos eram totalmente eliminados das fotos. Os homens com um pouco de barba foram os que receberam melhores notas para relacionamentos de curto prazo. E, embora os barbados tenham sido os mais eleitos para relações mais longas, homens com traços excessivamente masculinos também foram rejeitados pelas julgadoras.

Os resultados, publicados no Journal of Evolutionary, mostram que a atual moda pode fazer sentido para quem quer namorar sério. Mas, cuidado: o visual “troglodita” não caiu no gosto


Quem não se sente valorizado pelo parceiro tem sono ruim, diz estudo
Comentários Comente

Jairo Bouer

casal615

Você acha que o seu parceiro ou parceira de cama não te compreende direito, ou não dá muita bola para os seus sentimentos e necessidades? Então é provável que você não esteja dormindo muito bem. Segundo pesquisadores, a qualidade do relacionamento do casal interfere de forma importante no sono das pessoas.

O trabalho contou com a análise de um grande banco de dados de saúde e bem-estar com centenas de norte-americanos de meia-idade. Participaram do estudo equipes das universidades Middle East e Bilkent, na Turquia, e das universidades Cornell, Wayne State e Penn State, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores encontraram uma associação clara entre a certeza de ter o suporte do parceiro e um sono de boa qualidade. Segundo eles, isso acontece porque a sensação gera conforto, o que alivia a ansiedade e, como consequência, faz a pessoa dormir melhor.

Muitas pesquisas já provaram que um sono ruim pode aumentar o risco de condições como diabetes e hipertensão. Os resultados, publicados no periódico Social Personality and Psychological Science, reforçam a tese de que bons relacionamentos fazem bem à saúde. Por outro lado, uma relação ruim pode te deixar doente.


Se beber, case: estudo mostra que união protege contra abuso de álcool
Comentários Comente

Jairo Bouer

vinho615

Você acha que as pessoas tendem a beber mais ou menos depois de juntar os trapos? Bom, claro que depende do relacionamento, mas, em geral, indivíduos casados ou que vivem em união estável costumam beber menos – com menor frequência e em menor quantidade, que os solteiros, de acordo com um estudo.

Para pesquisadores da Universidade de Virginia, nos Estados Unidos, a vida a dois costuma gerar uma redução no consumo de álcool. Os resultados aparecem no periódico Psychology Journal of Family.

Estudos anteriores já tinham apresentado conclusões semelhantes, mas não era possível saber se a união é que teria um efeito protetor ou se, na verdade, pessoas que bebem menos seriam mais propensos a se casar ou juntar os trapos.

Para obter essa resposta,  os pesquisadores examinaram o comportamento de 2.425 pares de gêmeos do mesmo sexo para ver se a tendência era a mesma em pessoas que compartilham as mesmas origens genéticas ou familiares.

A equipe percebeu que os casados bebiam menos que seus irmãos gêmeos solteiros. Isso reforça a tese de que viver com alguém é mesmo um fator de proteção contra o abuso de álcool, provavelmente pela sensação de estar sendo monitorado pelo parceiro ou parceira.

Curiosamente, os pesquisadores descobriram que os participantes casados tendem a beber numa frequência ainda menor que a dos que vivem em união estável. E que, uma vez separado, ele tende a beber em quantidades maiores, mas não necessariamente com frequência maior.


Viver só também pode ser bom, aponta estudo
Comentários Comente

Jairo Bouer

solteiro615

É bom ter alguém para dividir a cama e a rotina, e há até estudos que apontam os benefícios da vida a dois para a saúde. Mas uma revisão de mais de 800 pesquisas científicas, envolvendo milhares de pessoas, revela: ser solteiro também tem suas vantagens. Por isso, nada de desespero.

Numa época em que só fica sozinho quem quer, graças a redes sociais e aplicativos de encontros, pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, nos Estados Unidos, decidiram checar se esse status é algo tão ruim quanto muita gente faz parecer. E a conclusão, apresentada na convenção anual da Associação Americana de Psicologia, é que o medo da solidão acaba obscurecendo muitos dos benefícios da “carreira solo”.

Segundo os autores, liderados por Bella DePaulo, solteiros ou divorciados tendem a crescer mais como pessoas, em termos psicológicos, do que casados. Eles buscam ocupações que trazem mais significado para a vida, talvez porque não vivam tão preocupados em sustentar a família. E, além disso, são mais conectados com parentes, amigos, vizinhos e colegas de trabalho, já que casar e ter filhos leva muita gente a se isolar em seu próprio núcleo.

Um dos estudos analisados mostrou que os solteiros são mais propensos a apresentar mais determinação e resiliência. Mas outro lembrou que viver só exige uma porção extra de autossuficiência – quanto mais presente é essa característica, menor a propensão a experimentar emoções negativas. Curiosamente, o resultado foi o oposto para os casados.

Os pesquisadores ressaltam que há mais solteiros do que nunca nos Estados Unidos. Se em 1976 apenas 37,4% da população não era casada, hoje a parcela é de 50,2%. No Brasil não é diferente: em 2013 havia 49% de solteiros e 6% de divorciados, segundo o IBGE.  Claro que, como os autores deixam claro, a ideia não é mostrar que um status é melhor do que outro. Mas é aquela história: cada um tem que buscar o que faz mais sentido para si. Nem todo mundo precisa estar acompanhado para ser feliz.


Intimidade demais aumenta ou diminui o desejo? Veja o que diz um estudo
Comentários Comente

Jairo Bouer

casalsexo615

Muitos casais percebem que o desejo sexual diminuiu bastante ao longo dos anos. Mas pesquisas científicas indicam que existem, sim, maneiras de reacender a “chama da paixão”.

Num estudo que acaba de ser publicado no Journal of Personality and Social Psychology, pesquisadores resolveram investigar se o excesso de intimidade, a longo prazo, poderia mesmo inibir, em vez de aumentar, o desejo, como muita gente acredita.

Para isso, a equipe, da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, convidou 100 casais a manterem um diário durante seis semanas. Cada um tinha que relatar seu nível de desejo sexual a cada dia, bem como sua percepção sobre a receptividade do parceiro.

Os pesquisadores perceberam que, quando homens e mulheres percebem que seus parceiros são receptivos, ou se interessam pelo seu bem-estar e demonstram isso, eles se sentem valorizados, o que acaba impulsionando o desejo (especialmente o feminino).

Como receptividade não existe sem intimidade, os autores concluem que os benefícios se sobrepõem aos prejuízos. E que a intimidade pode ser muito mais importante para manter o desejo de um casal do que fazer pirotecnias durante o sexo.