Blog do Doutor Jairo Bouer

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Casamento também faz bem à saúde da população LGBTT, conclui estudo
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Jairo Bouer

O casamento faz bem à saúde de casais LGBTT (lésbicas, gays bissexuais, transexuais e transgêneros), mostra um estudo da Universidade de Washington, nos Estados Unidos. Pesquisas anteriores já tinham confirmado os benefícios do matrimônio para heterossexuais, mas este é um dos primeiros a comprovar que a hipótese independe de orientação sexual.

Nos Estados Unidos, uma lei federal passou a impedir qualquer legislação estadual contrária ao casamento de pessoas do mesmo sexo há cerca de dois anos. No Brasil, não há uma lei, mas uma resolução do Conselho Nacional de Justiça, de 2013.

A equipe descobriu que homo ou bissexuais que trocaram alianças reportaram melhores índices de saúde física e mental, além de maior suporte social e financeiro, em relação aos solteiros.

O trabalho contou com 1.800 indivíduos LGBTT de 50 anos ou mais. Cerca de um quarto eram casados e metade eram solteiros. O casamento foi mais frequente entre mulheres e em brancos não hispânicos.

Os pesquisadores dizem que indivíduos em união estável também apresentaram melhores índices de saúde que os solteiros, mas o benefício foi ainda maior para os casados. Os dados foram publicados num suplemento especial do periódico The Gerontologist.


Um terço das mulheres quer menos sexo que o parceiro, segundo pesquisa
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Uma pesquisa britânica que contou com 5.000 pessoas revela que um terço das mulheres admite que não tem vontade de transar tanto quanto seus parceiros. O trabalho, conduzido por sociólogos das universidades Open e Huddersfield, no Reino Unido, teve participantes de 16 a 65 anos.

Segundo os pesquisadores, as mulheres acreditam que é normal os homens quererem mais sexo que elas, e que isso faz parte do relacionamento. Somente um em dez homens relata querer transar menos que suas parceiras.

Mas os resultados mostram que o tempo é um fator que interfere bastante no desejo sexual feminino. No início do relacionamento, apenas uma em cinco mulheres diz que o parceiro quer transar mais que ela. Já depois de 16 anos de convívio, praticamente metade acha que a libido delas é mais baixa que a do marido.

Outro achado interessante é que, para alguns homens, sexo é algo que as mulheres fazem por eles, e não algo compartilhado pelo casal.

Apesar de tudo, quase dois terços dos casais dizem que o sexo é uma parte importante da relação.

A pesquisa foi apresentada na conferência anual da Associação Britânica de Sociologia e noticiada pelo jornal Daily Mail.


Solitário sofre mais quando fica resfriado, segundo pesquisa
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Ficar doente é muito chato, mas se você estiver se sentindo só, é provável que vá sofrer mais ainda, segundo uma pesquisa feita na Universidade Rice e financiada pelos Institutos Nacionais de Saúde, nos Estados Unidos.

Vários estudos já mostraram que a solidão pode aumentar o risco de doenças e de morte prematura. Mas os psicólogos da universidade decidiram pesquisar qual seria o impacto em uma condição aguda, temporária e extremamente comum, o resfriado.

Eles selecionaram 159 pessoas de 18 a 55 anos, sendo que 60% eram homens. Os participantes responderam a diversos questionários e passaram cinco dias em quarentena em quartos de hotel, recebendo gotas nasais para induzi um resfriado. Um grupo usado como controle recebeu só placebo.

A sensação de isolamento social não interferiu na probabilidade de pegar a doença – nem todos ficaram resfriados, apesar da exposição ao vírus. No entanto, aqueles que ficaram doentes e se sentiam solitários relataram uma gravidade maior nos sintomas.

Os pesquisadores esclarecem que o tamanho da rede social também não interferiu nos resultados. O que importa, segundo eles, não é quantos amigos uma pessoa tem, mas a qualidade dos relacionamentos. Uma pessoa pode até namorar, ter uma vida social ativa e mesmo assim se sentir só.

O estudo foi publicado no periódico Health Psychology. Para os autores, ele revela o quanto é importante as pessas investirem nas relações sociais, e o quanto os sentimentos podem interferir na qualidade de vida e até na produtividade das empresas.


Pornografia gera insatisfação no relacionamento, mas só para o homem
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Homens que consomem pornografia são menos satisfeitos com seus relacionamentos, mas o mesmo não pode ser dito sobre as mulheres. É o que dizem pesquisadores das universidades de Indiana e do Hawaii, nos Estados Unidos.

Eles chegaram a essas conclusões após fazer uma meta-análise que envolveu 50 estudos sobre pornografia e mais de 50 mil pessoas de dez diferentes países. Os resultados foram publicados no periódico Human Communication Research e divulgados no jornal britânico Daily Mail.

Ao contrário do que aconteceu com os homens, os pesquisadores não conseguiram encontrar uma relação entre consumo desse tipo de conteúdo e baixa satisfação com os relacionamentos entre as mulheres (sim, elas também curtem pornografia).

Para os autores do trabalho, pode ser que os homens criem expectativas mais irreais em relação ao sexo e acabam se desapontando com as relações de verdade. Isso não significa que a pornografia tenha que ser abandonada, mas talvez seja o caso de conscientizar as pessoas de que esses vídeos não são retratos fiéis da realidade.


Seus parceiros têm algo em comum, sugere estudo
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Jairo Bouer

Você já parou para se perguntar o que seus ex têm em comum? Pesquisadores da Universidade da Califórnia afirmam que os parceiros românticos de uma pessoa tendem a ter algumas semelhanças entre si.

O trabalho, coornenado pelo professor de psicologia Paul Eastwick, confirma a ideia de que as pessoas têm uim “tipo”, uma preferência por parceiros com determinadas qualidades. Mas, de acordo com os resultados, essas características têm mais a ver com o meio em que elas vivem do que com a busca por determinado perfil.

Explico melhor: é mais provável que seus ex-namorados ou namoradas sejam todos educados, ou então religiosos, por exemplo. Mas isso não acontece só porque você busca pessoas educadas ou religiosas, respectivamente, mas porque muita gente a seu redor têm essas características. Em outras palavras, a disponibilidade importa mais do que sua capacidade de selecionar.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores analisaram o perfil dos envolvidos em mais de 1.000 relacionamentos heterossexuais passados e presentes. Em uma parte do estudo, foi constatado que os parceiros anteriores tendem a ter até características físicas em comum. E isso incluía não só namorados, como também parceiros casuais.

O estudo foi publicado on-line este mês no Journal of Personality and Social Psychology, da Associação Americana de Psicologia.


Sensação boa depois do sexo dura 48 horas e ajuda a unir casais, diz estudo
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Jairo Bouer

Um estudo realizado na Universidade do Estado da Flórida mostra que a sensação agradável que as pessoas costumam ter depois do sexo dura até dois dias. E, segundo os pesquisadores, quem tem um maior nível de satisfação nesse período tende a relatar níveis mais elevados de satisfação com o relacionamentos vários meses depois.

Os pesquisadores partiram do princípio de que, se o sexo é tão bom, por que a maioria dos parceiros não transa todos os dias? A resposta, segundo eles, é que o “brilho” de uma relação satisfatória dura mais do que um dia.

Para testar a hipótese, a equipe analisou dados de dois estudos independentes – um com 96 casais e outro com 118 casais. Todos tinham acabado de se casar, e aceitaram completar um diário sobre frequência e satisfação não só com o sexo, mas com o relacionamento como um todo, por alguns dias seguidos. Eles tinham que dar notas de 1 a 7 para cada item. Em um período que variou de quatro a seis meses depois, os casais passaram pelo processo novamente.

A frequência sexual variou muito entre os casais, mas, em média, os participantes tiveram relações em quatro dos 14 dias de diário, e o “fogo” apagou um pouco depois de alguns meses. Mesmo assim, foi possível observar que a satisfação, depois de uma relação sexual, durava até 48 horas, e a intensidade dessa sensação foi associada a um casamento mais feliz no fim do estudo. O mesmo padrão foi observado nos dois trabalhos independentes, o que confirou a hipótese da equipe.

O trabalho foi publicado na Psychological Science, a revista da Associação de Ciências Psicológicas, nos Estados Unidos. Ele reforça a ideia, já apontada em outras pesquisas recentes, de que o prazer sexual não é importante só para a reprodução, mas também para manter os parceiros unidos. Tudo indica que os relacionamentos também ajudaram o ser humano a sobreviver como espécie.


Lista de desejos tem pouca utilidade em sites de encontros, mostra estudo
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Jairo Bouer

Ao se inscrever em um site de encontros, as pessoas costumam elencar as qualidades buscadas em um eventual parceiro. Mas no final das contas, a maioria acaba fazendo contato com gente que tem características bem diferentes da sua lista de desejos, segundo um grande estudo australiano sobre paquera on-line.

Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Queensland analisaram as preferências e o histórico de contatos de mais de 41 mil australianos de 18 a 80 anos cadastrados em um site de encontros popular na Austrália.

Eles chegaram à conclusão de que a lista de preferências, ou seja, as características do “parceiro ideal”, acabam ficando de lado, na prática. Os resultados foram publicados na revista Cyberpsychology Behaviour and Social Networking.

Talvez por falta de tempo de pesquisar candidatos que se enquadrem no perfil ideal, ou simplesmente pela variedade enorme de pessoas cadastradas nesses sites, os usuários acabam aproveitando as oportunidades que aparecem, mais ou menos como acontece na vida real.

Para quem se acha muito exigente, a notícia traz uma luz no fim do túnel – mostra que também é possível se interessar por alguém diferente do que estava buscando. E um encontro pode dar certo mesmo que a outra pessoa não seja um príncipe encantado ou uma donzela perfeita.


Casados têm níveis mais baixos do hormônio do estresse, diz pesquisa
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Jairo Bouer

Um estudo mostra que pessoas casadas apresentam níveis mais baixos de cortisol, o hormônio do estresse, em relação às solteiras, divorciadas ou viúvas. Isso resulta em um risco menor de doenças, já que o cortisol interfere nos níveis de açúcar do sangue, bem como na imunidade e em processos inflamatórios.

Pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, chegaram a essa conclusão depois de avaliar o nível de hormônio em amostras de saliva de 500 adultos de 21 a 55 anos, coletadas ao longo de três dias. Os dados foram divulgados no jornal britânico Daily Mail.

O ritmo de liberação do cortisol também foi analisado: em geral as pessoas acordam com níveis mais altos, que vão diminuindo ao longo do dia. E, novamente, os casados sairam ganhando, pois apresentaram um declínio mais acentuado, algo que já foi associado a menor risco cardiovascular e maior sobrevivência ao câncer.

Para os autores, dois fatores podem explicar esses resultados. O primeiro é o fato de que casais costumam ter uma sensação de segurança maior – em tese, um pode contar com o outro numa crise. Outro ponto é que ter alguém por perto pode servir de estímulo para cuidar um pouco mais da alimentação e se exercitar. Mas é bom lembrar que a qualidade do relacionamento também interfere no estresse.


Casais têm mais traços de personalidade em comum do que se imaginava
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facebook615

Em geral, amigos e namorados tendem a ter muitas características em comum, como idade, nível de educação, valores e até gosto musical. Mas com ajuda do Facebook, psicólogos conseguiram descobrir que traços de personalidade também podem ser  algo em comum entre casais e amigos próximos, o que até então era algo controverso.

Em um estudo publicado na revista da Associação para Ciência da Psicologia, pesquisadores das universidades de Cambridge e Northwestern contam que até hoje os trabalhos voltados para esse tema tinham uma enorme limitação, que eles chamam de “efeito referência do grupo”. Ao responder um questionário, as pessoas tendem a se comparar com os outros na hora de se descrever, em vez de usar critérios subjetivos. Por exemplo: se seu namorado é bagunceiro, você pode se achar a rainha da arrumação. Já se seu parceiro é mais organizado, você pode até achar que é um pouco negligente nessa área. Assim, os estudos desse tipo costumavam concluir que as pessoas buscam parceiros com personalidades diferentes das suas.

Para tentar reduzir essa subjetividade, a equipe decidiu analisar o comportamento digital dos participantes, e é aí que entra o Facebook. Eles avaliaram questionários e também os “likes” de 295 mil pessoas. Para determinar características de personalidade, eles observaram os interesses dos participantes. Se alguém costuma curtir posts sobre Salvador Dali ou meditação, por exemplo, é  classificado como aberto a novas experiências. Já quem vive postando fotos de festas e eventos é mais extrovertido e assim por diante.

Com essas referências em mãos, os pesquisadores dizem que foi bem mais fácil encontrar semelhanças de personalidade entre amigos e casais do que com ajuda dos questionários. O que não dá pra saber é se essas similaridades já existiam antes dos relacionamentos, ou se foram se desenvolvendo ao longo da convivência.


Hormônio “do romantismo” pode ser útil para problemas sexuais
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beijo615

Cientistas descobriram que um hormônio importante para a puberdade e para a saúde reprodutiva pode ajudar no tratamento de transtornos psicossexuais, ou seja, problemas sexuais que têm origem psicológica – algo comum entre casais que lutam para ter filhos.

Um estudo feito no Imperial College de Londres, no Reino Unido, demonstrou o impacto de injeções do hormônio kisspeptina no cérebro de 29 homens heterossexuais saudáveis. Parte deles recebeu placebo. Enquanto eram submetidos a exames de ressonância magnética cerebral, eles foram expostos a diversas imagens – fotos neutras, românticas ou relativas a sexo.

Os voluntários que receberam a kisspeptina apresentaram maior atividade em estruturas do cérebro que costumam ser ativadas em situações de excitação sexual ou romance ao observar as imagens com esse tipo de conteúdo.

A kisspeptina é conhecida por estimular a liberação de outros hormônios ligados à reprodução. Os pesquisadores acreditam que a substância também impulsiona circuitos comportamentais associados a sexo e amor, o que seria útil para casais que enfrentam dificuldades no sexo por causa da infertilidade.

O estudo foi pequeno e os pesquisas com a kisspeptina devem continuar. A equipe também quer investigar a possibilidade de que o hormônio também tenha efeito positivo em pacientes com depressão.

O trabalho foi financiado pelo Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde (NIHR), pelo Wellcome Trust e pelo Conselho de Pesquisa Médica, e foi publicado no periódico Journal of Clinical Investigation.