Blog do Doutor Jairo Bouer

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Posts no Facebook podem revelar baixa autoestima ou narcisismo
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Jairo Bouer

narcisismo615

Pessoas que sempre publicam posts sobre seu parceiro romântico no Facebook são mais propensas a ter problemas de autoestima. Já quem vive atualizando seu status com detalhes sobre os exercícios que fez ou a dieta que segue tende a ser narcisista.

As conclusões são de um estudo com 555 usuários da rede social, que responderam a pesquisas on-line e tiveram seus traços de personalidade analisados por psicólogos da Universidade de Brunel, na Inglaterra.

O estudo ainda concluiu que pessoas mais conscienciosas tendem a postar mais sobre os filhos.

Não é nenhuma novidade que as pessoas publicam posts para chamar atenção para si mesmas. A recompensa vem em forma de “likes”, que traz uma sensação agradável de inclusão social.

Segundo os pesquisadores, posts com caráter narcisista costumam receber mais aprovação, o que acaba alimentando novas inserções sobre os esforços feitos para melhorar a própria aparência. Mas não dá para saber se esse apoio é fruto do interesse verdadeiro dos amigos, ou apenas uma forma de ser educado.

Os resultados foram publicados no periódico Personality and Individual Differences.


É preciso lembrar os jovens de que as pessoas mudam, sugere estudo
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Jairo Bouer

TIMIDEZ615

Mostrar aos adolescentes que características sociais e de personalidade podem mudar ajuda os jovens a lidar melhor com o estresse social ou situações como o bullying, segundo um estudo. Os resultados foram publicados na revista Psychological Science.

Em um primeiro experimento, pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, monitoraram as respostas cardiovasculares de 60 jovens de 14 a 17 anos, enquanto eles faziam um breve discurso sobre o que torna as pessoas populares. Em seguida, eles tinham que completar uma série de equações matemáticas mentais.

Antes de cumprir as tarefas, metade do grupo ouviu uma palestra sobre a ideia de que as pessoas e seus traços socialmente relevantes podem mudar. Esses jovens relataram ter se sentido menos ameaçados durante os testes, apresentaram maior eficiência cardíaca e níveis mais baixos de cortisol, o hormônio do estresse. Por consequência,  tiveram uma performance melhor.

O segundo experimento acompanhou 205 alunos com aproximadamente 14 anos durante todo o ano letivo. Todos tinham que preencher um diário sobre fatos estressantes do dia e o quanto se sentiram capazes de enfrentá-los, ou não. Além disso, passaram por testes de saliva para medir o cortisol. Novamente, metade do grupo ouviu palestras sobre a noção de que é possível mudar.  De novo, esses foram os que tiveram mais recursos para lidar com as dificuldades e os que apresentaram menor nível de hormônio do estresse. E o grupo foi o que apresentou melhores notas seis meses depois.

Como afirmam os autores, a transição para o ensino médio costuma ser um momento difícil para os adolescentes, que, nessa fase, estão mais focados em status e relacionamentos. Biologicamente, eles reagem mais ao estresse do que outros grupos etários. Tudo isso muitas vezes faz com que os jovens fiquem sem recursos para lidar com dificuldades na escola, o que os torna mais vulneráveis a sintomas depressivos. Para eles, se é difícil agora, vai ser difícil para sempre. Por isso é importante mostrar que as coisas mudam e que, com o tempo, enfrentar esse tipo de dificuldade fica bem mais fácil.


Frequência sexual do casal depende mais da personalidade da mulher
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Jairo Bouer

casalsexo615

O humor e a personalidade da mulher pesam mais que os do homem quando o assunto é a frequência sexual de um casal, ainda que o homem tome mais a iniciativa. A conclusão é de uma pesquisa feita na Universidade do Estado da Flórida e divulgada no jornal britânico Daily Mail.

O levantamento, que contou com 278 heterossexuais recém-casados, mostrou que quanto mais feliz, descontraída e curiosa é a mulher, maiores as chances de a dupla ter uma vida sexual movimentada.

Já o humor ou a personalidade do marido não teve muito efeito sobre a frequência sexual dos casais, segundo os pesquisadores, que analisaram diários escritos pelos participantes ao longo de 14 dias. A frequência média dos casais foi de três a quatro vezes por semana.

Os pesquisadores avaliaram cinco traços de personalidade considerados “chave”, segundo outras pesquisas, para a vida sexual (para o bem ou para o mal): ser curioso ou aberto a novas experiências, ter um alto nível de consciência, ser extrovertido, ser agradável e ser neurótico (ou como você reage às dificuldades da vida).

Quanto melhores eram as notas das mulheres em relação a esses critérios, maior era a frequência sexual do casal. Mas a associação não ocorreu para os homens, nem mesmo para aqueles que pontuaram bem em todos os critérios.

Os traços de personalidade do homem só contaram como o da mulher quando os pesquisadores analisaram o quesito satisfação sexual. Quanto mais neuróticos os participantes eram, mais baixos os níveis de satisfação. Já a questão da abertura para novas experiências foi ligada a satisfação para as mulheres, mas para os homens foi o oposto.

Por último, os pesquisadores também convidaram os casais a aumentarem sua frequência sexual. O resultado? Ninguém gostou da ideia. Eles passaram a considerar o sexo uma obrigação.


Será que ela está mesmo a fim de você?
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paquera615

A sede por um relacionamento íntimo pode fazer com que muitos homens interpretem o olhar de uma mulher como uma resposta positiva para o sexo. Pelo menos é o que diz um experimento feito nos Estados Unidos.

Já se sabe que o consumo de álcool pode fazer com que um homem acredite que uma mulher quer fazer sexo com ele sem que ela realmente esteja a fim. Mas o estudo quis ir mais além e examinar um outro aspecto: a personalidade da pessoa.

É que, segundo psicólogos, certas pessoas têm uma tendência maior a se apegar, e têm anseio por relacionamentos íntimos, enquanto outras tendem a evitar muito envolvimento. Esse traço da personalidade, de acordo com o estudo, seria um fator importante na hora de interpretar a resposta do outro, ou da outra, numa situação de paquera.

Os resultados mostraram que, quanto maior a necessidade de apego, maiores as chances de os homens do experimento relatarem que a mulher da cena imaginada estava interessada, sexualmente falando, por eles. Já os participantes com medo de intimidade foram os que menos encararam o sorriso como um sinal verde para o sexo.

Embora o estudo seja limitado, ele mostra que os desejos das pessoas também podem interferir na forma como elas interpretam os sinais dos outros. É bom levar isso em conta durante a paquera.


Estudo explica por que certas pessoas não superam uma rejeição amorosa
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ansiedade615

Muitas pessoas não conseguem lidar direito com uma rejeição amorosa porque, para elas, o fato revela algo sobre quem elas são e que não pode ser modificado. É o que afirmam pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

Nesses casos, os sentimentos negativos permanecem vivos durante anos, chegando a prejudicar relacionamentos futuros. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

O objetivo da pesquisa foi observar a relação entre ser rejeitado e a noção que as pessoas têm do seu “self”, um termo muito usado pelos psicólogos para designar a essência de cada um.

De acordo com os pesquisadores, algumas crenças que as pessoas desenvolvem sobre a personalidade podem contribuir para a capacidade de superar, ou não, uma rejeição.

Ao avaliar 891 indivíduos em cinco estudos diferentes, a equipe concluiu que ser deixado por alguém que achava que te amava, mas, depois de te conhecer melhor, mudou de ideia, acaba fazendo com que a vítima questione quem ela realmente é. Ou seja, funciona como uma ameaça ao “self”.

Os pesquisadores descobriram que os indivíduos que acreditam que é possível mudar, e melhorar, são os que lidam melhor com um fora. Já aqueles que acham que a personalidade é algo imutável tendem a ter a dor prolongada. Eles acham que têm alguma espécie de defeito, e concluem que isso pode levar a uma nova rejeição no futuro.

A equipe pretende estudar, agora, se isso vale para outros tipos de rejeição, como ser abandonado por um dos pais ou ser demitido.


Quem confia nos próprios instintos tende a trapacear menos, diz estudo
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Jairo Bouer

trapacear300Pessoas que confiam na própria intuição tendem a cometer menos atos considerados imorais do que indivíduos que costumam negligenciar seus instintos. É o que afirmam psicólogos da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos.

Muita gente leva em conta certas sensações mais viscerais na hora de tomar decisões, enquanto outras acham que isso não deve ser levado em conta. A pesquisadora Sarah Ward e sua equipe quiseram aferir que tipo de impacto isso poderia ter nas atitudes das pessoas. Para isso, elas submeteram um grupo de 100 pessoas – a maioria mulheres – a experimentos e questionários sobre o uso da intuição.

No primeiro teste, metade do grupo tinha que imaginar que havia trapaceado no trabalho – cometido um erro e culpado um colega. A outra parte era estimulada a imaginar que tinha assumido a responsabilidade pelo erro. Depois, todo mundo foi convidado a comprar produtos de limpeza de uma lista.

Quem havia pensado na trapaça apresentou uma tendência maior a comprar mais produtos de limpeza, provavelmente porque se sentiu mais sujo. E isso foi mais comum entre aqueles que diziam acreditar na própria intuição.

No segundo experimento, os participantes foram convidados a escrever sobre alguma ocasião em que consideravam ter agido de forma errada. Em seguida, tinham que fazer um teste de inteligência. Cada um recebeu um papel com o gabarito virado para baixo e foi orientado a ver quantas questões haviam acertado só após terminarem. Quem acertasse mais ganharia uma recompensa. Mais de 23% dos participantes trapacearam, e a maioria deles se descrevia como sendo do tipo que não se baseia nos próprios instintos ao tomar uma decisão.

Para os pesquisadores, as pessoas que confiam no seu “sexto sentido” tendem a querer compensar ações imorais passadas, tentando agir de forma correta no presente. É possível que essa percepção maior sobre os próprios sentimentos seja algo positivo, que leva as pessoas a terem mais consciência sobre o que é certo ou errado.

Os autores acreditam que estimular as pessoas a confiarem mais nos próprios instintos pode ser uma maneira de evitar comportamentos antiéticos no ambiente de trabalho, por exemplo. Os dados foram publicados na revista Personality and Individual Differences.


Você é mais negativo e egocêntrico quando manda tweets pelo celular
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Jairo Bouer

SMARTPHONE300Ninguém duvida que as mídias sociais são o lugar perfeito para quem gosta de aparecer e de reclamar. Mas, segundo um estudo, quem publica mensagens no Twitter usando o smartphone tende a ser ainda mais egocêntrico e negativo do que quem usa o computador para fazer isso.

Uma equipe da Universidade de Londres coletou uma amostra de 235 milhões de tweets enviados na América do Norte ao longo de sete semanas. Com uma ferramenta da psicologia social, o grupo analisou as palavras mais usadas nas mensagens do microblog.

Os pesquisadores, coordenados por Dhiraj Murthy, concluíram que os tweets enviados por celulares são 25% mais negativos, ou seja, contam mais com termos como “dor”, “angústia” e “agonia”, que os enviados pelo computador. Provavelmente porque as pessoas tendem a usar o smarphone para desabafar quando estão presas no trânsito ou numa fila, por exemplo.  E as mensagens também apresentavam com mais frequência as palavras “meu”, “eu” ou “minha”.

A equipe também descobriu que os tweets tendem a ter mais esse perfil em determinados dias da semana e em certas horas do dia. As mensagens mais negativas são postadas no início da manhã e tarde da noite, enquanto o egocentrismo fica mais evidente depois do trabalho ou da escola.

No domingo de manhã, segundo a pesquisa, o ego tira um período de folga e as pessoas deixam de se concentrar tanto nos próprios problemas. Os resultados foram publicados no Journal of Communication e divulgados na revista Time.


Estudo identifica traços psicológicos de homofóbicos
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HOMOFOBIA300Pesquisadores da Sociedade Italiana de Andrologia e Medicina Sexual decidiram investigar os traços psicológicos de indivíduos homofóbicos. Eles descobriram que essa característica é mais comum em pessoas com mecanismos de defesa pouco desenvolvidos e com tendência ao psicoticismo, ou seja, a ser solitárias, pouco empáticas, impulsivas e antissociais.

Já traços de neuroticismo, como ansiedade, depressão, baixa autoestima e mecanismos de defesa exagerados foram identificados como raros entre os homofóbicos. A equipe percebeu, também, que a homofobia é mais frequente em pessoas que têm medo de se apegar.

O estudo contou com 560 estudantes universitários de 18 a 30 anos, submetidos a diversos testes psicológicos. Os resultados foram publicados no The Journal of Sexual Medicine.

No artigo, o principal autor do trabalho, o médico Emmanuele Jannini, comenta que, felizmente, pessoas que cometem agressões contra homossexuais são a minoria da população. Talvez por isso, havia pouca pesquisa sobre esse comportamento.

Ele também afirma que, apesar de a homossexualidade ter sido considerada doença por muitos anos, hoje está claro que é a homofobia o problema a ser tratado.


Homem que paga por sexo tem muito em comum com estuprador, diz estudo
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PROSTITUICAO300Homens que costumam pagar para ter sexo têm pouca empatia com prostitutas e maior tendência a cometer agressões sexuais do que homens que não têm esse hábito. A conclusão é de um estudo norte-americano publicado no Journal of Interpersonal Violence.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, avaliaram 202 homens na região de Boston, sendo que exatamente metade deles tinha o hábito de pagar por sexo. Eles foram selecionados de um total de 1.200 homens, para que tivessem nível socioeconômico e idade semelhantes.

Eles perceberam que os consumidores de prostituição eram mais propensos a admitir que tinham estuprado ou cometido outras formas de agressão sexual contra mulheres anteriormente.

Os autores do estudo dizem que, de fato, esses homens possuem características que são frequentes em indivíduos condenados por violência sexual: preferência por relações sexuais impessoais, ou seja, sem afeto ou intimidade envolvidos, além de medo da rejeição feminina e autoidentificação masculina hostil. Esse último termo tem a ver com uma personalidade mais narcisista e o desejo de ter poder sobre as mulheres.

Os homens que pagam por sexo têm menos empatia pelas prostitutas e veem essas mulheres como intrinsecamente diferente das outras, segundo a pesquisa. Vários entrevistados as comparavam a “commodities” ou a “um copo de café que você joga no lixo depois de usar”, mesmo entendendo as razões que levam muitas mulheres à prostiuição.

Outros estudos já tinham associado essa falta de empatia com atos de violência contra a mulher. Os autores acrescentam que muitos especialistas, hoje, encaram a prostituição como uma forma de abuso sexual. E esperam que os resultados desse estudo ajudem a derrubar o mito de que consumidores de prostiuição são “caras legais, apenas sexualmente frustrados”.


Em certos países, cinismo pode ter efeito negativo no salário
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Jairo Bouer

CINISMO300Você se acha cínico? Pois saiba que isso pode ter um efeito negativo sobre o seu salário se você estiver em um país desenvolvido, segundo pesquisa publicada pela Associação Americana de Psicologia.

Pesquisadores do Instituto de Sociologia e Psicologia Social da Universidade de Colônia, na Alemanha, analisaram dados de diversos estudos para chegar à conclusão. Os dois primeiros confirmaram a tese, e contavam com mais de 1.500 empregados europeus e norte-americanos.

Depois, eles avaliaram uma amostra representativa de cerca de 16 mil empregados na Alemanha e descobriram que, após um período de nove anos, os menos cínicos ganhavam 300 dólares por mês a mais que os indivíduos com essa característica.

O estudo final teve como objetivo avaliar a universalidade desses achados, e envolveu dados de 41 países europeus. A conclusão foi que essa associação entre cinismo e menor renda foi mais forte nos países com níveis mais baixos de homicídio e mais elevados de comportamento altruísta.

Nos países em que há mais crimes e comportamento anti-social, os cínicos não necessariamente ganham menos, adverte a principal autora, a pesquisadora Olga Stavrova. É possível que essa relação, portanto, não valesse para o Brasil.

De qualquer forma, os resultados, publicados no periódico Journal of Personality and Social Psychology, são um bom alimento para reflexão. Para Stavrova e sua equipe, os cínicos são menos propensos a confiar nos outros e, por isso, tendem a abrir mão das oportunidades que envolvem cooperação. Eles também evitam pedir ajuda, o que pode, eventualmente, comprometer seu sucesso econômico.

Os pesquisadores também acreditam que empregados cínicos podem ser mais propensos a investir mais recursos para se proteger dos outros, o que significa concentrar-se menos no trabalho em si.