Blog do Doutor Jairo Bouer

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Eventos estressantes afetam mais as mulheres, diz pesquisa
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Jairo Bouer

Uma pesquisa mostra que as mulheres são mais afetadas por eventos estressantes, como a morte de alguém querido, uma doença, ou mesmo quando perdem seus smartphones. Feito no Reino Unido, o trabalho mostrou que até mesmo o Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia, teve mais impacto para elas do que para os homens.

Os pesquisadores da Sociedade de Fisiologia daquele país analisaram dados de 2.000 pessoas, que foram convidadas a estipular o nível de estresse provocado por diferentes acontecimentos. Em todos eles, as mulheres apresentaram níveis mais altos que os homens. As únicas situações em que ambos deram notas parecidas foram ao responder sobre a ameaça do terrorismo e a chegada do primeiro filho.

Os resultados variaram um pouco em cada região do Reino Unido. Os mais estressados foram os escoceses, por exemplo, enquanto os mais “relaxados” foram os habitantes do Sudeste da Inglaterra. A idade também influenciou nas respostas, sendo que o estresse aumentou com a idade e com problemas de longo prazo, como doenças ou prisão. A exceção à regra foi em relação à perda do smartphone, que teve notas altas entre os mais jovens e os mais velhos.

A pesquisa faz parte de um projeto da Sociedade de Fisiologia que tem como objetivo chamar atenção para os efeitos do estresse no organismo em uma época em que a internet trouxe uma carga extra de exposição às pessoas. Os hormônios liberados na corrente sanguínea quando estamos tensos afetam o coração, a digestão e o sistema imunológico. Como apontou o estudo, as mulheres devem ficar atentas e buscar formas de lidar com o problema, já que são mais vulneráveis.


Mesmo em países igualitários, mulheres curtem menos sexo casual
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Jairo Bouer

arrependimentotristeza615

O mundo mudou e, hoje, uma garota pode ficar com um cara só por uma noite sem sofrer preconceito. Os dados variam, mas, em alguns países, sete em cada dez pessoas já fizeram sexo casual.

A forma como homens e mulheres se sentem na manhã seguinte, porém, continua a ser bem diferente, segundo um estudo feito por psicólogos da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia e da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

Vários estudos já mostraram que as mulheres são mais propensas a sentir arrependimento, no dia seguinte, que os homens. Mas a equipe quis saber se a hipótese também seria confirmada na Noruega, um dos países mais famosos por cultivar a igualdade entre os sexos.

Para surpresa dos pesquisadores, o padrão encontrado na Noruega foi semelhante  ao dos Estados Unidos.  Cerca de 35% das mulheres e somente 20% dos homens entrevistados lamentaram a última vez que tinham feito sexo casual. Elas também demonstraram menor satisfação com a experiência.

Apenas 30% das norueguesas disseram ter ficado feliz com o sexo casual mais recente, enquanto metade dos homens afirmou o mesmo.

Quase 80% das mulheres também afirmaram estar contentes por terem dito “não” para uma oportunidade de transar só por uma noite. Entre os homens, a proporção foi de apenas 43%. E mais: quase 30% deles lamentaram não ter feito sexo casual, enquanto poucas mulheres se arrependeram de uma negativa.

Em geral, a mulher se preocupa mais com a questão da gravidez, infecções sexualmente transmissíveis e mesmo em ter uma reputação ruim. Mas será que isso explica a diferença?

Outra explicação possível é que os homens foram mais propensos a ter orgasmos nessas relações casuais do que as mulheres. Mas elas demonstraram valorizar menos essa questão do que eles, na pesquisa.

Para os autores, a resposta está no fato de que homens e mulheres foram moldados, ao longo da evolução, para priorizar coisas diferentes numa relação. Enquanto eles ficariam mais atentos a oportunidades sexuais para garantir que terão descendentes, elas teriam uma preocupação maior com a qualidade da relação – e o parceiro ideal, para elas, é aquele que está presente e ajuda a criar os seus filhos. Pelo jeito, serão necessárias muitas e muitas gerações para modificar os instintos masculino e feminino. Os dados da pesquisa foram publicados no periódico Evolutionary Psychology.


Mulheres otimistas têm risco mais baixo de morrer por várias doenças
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Jairo Bouer

smile615

Ter uma visão otimista sobre a vida ajuda as mulheres a viver mais. É o que mostra um estudo feito pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Quem vê o copo mais cheio do que vazio tem um risco significativamente menor de morrer por diversas causas – como câncer, doenças cardíacas e infecção – em comparação com as mais pessimistas.

Os resultados foram publicados no American Journal of Epidemiology. Foram analisados dados de 70 mil enfermeiras ao longo de 8 anos – de 2004 a 20012. Além das características psicológicas, foram levados em conta fatores como etnia, pressão arterial, dieta e atividade física.

O curioso é que, segundo os pesquisadores, a tese de que o otimismo faz as pessoas adotarem hábitos mais saudáveis explica só em parte a associação com o risco mais baixo de morte por doenças. Eles acreditam, portanto, que o fator psicológico tem impacto direto nos sistemas biológicos.

As mulheres mais otimistas tiveram um risco 30% menor de morrer por qualquer doença em comparação com as menos otimistas. Em relação ao câncer, a probabilidade foi 16% menor; por doença cardíaca, 38% menor; por acidente vascular cerebral, 39%; por doenças respiratórias, 38%; e por infecção, o risco foi 52% menor.

Para os autores, a maioria dos estudos em saúde pública se concentra na redução de fatores de risco para doenças, como tabagismo, hipertensão e sedentarismo. No entanto, os resultados mostram que estratégias para reforçar a resiliência psicológica das pessoas também poderia ter um efeito expressivo nas taxas de mortalidade.


Homem tende a comer mais na frente dos outros, segundo pesquisadores
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Jairo Bouer

amigosrestaurante700

Jantares de fim de ano, ceias de Natal e Ano Novo costumam causar um impacto na balança de quase todo mundo. Mas um estudo mostra que, para os homens, o risco talvez seja maior. Isso porque eles tendem a comer mais na frente de outras pessoas.

Pesquisadores do laboratório de pesquisas sobre comportamento alimentar da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, já conduziram uma série de experimentos que apontam para essa mesma conclusão.

No mais recente, publicado no periódico Frontiers of Nutrition, eles recrutaram alunos e alunas de faculdade com peso semelhante, e convidaram os jovens a participar de um desafio para ver quem comeria mais asas de frango frito.

Apesar de o prêmio ser uma simples medalha de plástico, os competidores comeram, em média, quatro vezes mais comida do que comeriam em outras ocasiões. Mas o comportamento de homens e mulheres foi um pouco diferente dependendo da companhia dos participantes na hora de comer.

Na frente do público, os homens ingeriram 30% mais frango do que quando estavam sem plateia. Todos deescreveram a experiência como algo divertido e desafiador.

As mulheres, por outro lado, comeram menos quando estavam diante de outras pessoas. E ainda descreveram a experiência como embaraçosa.

Para os autores, comer mais é um sinal de virilidade para os homens, por isso eles tendem a consumir mais comida em público, mesmo de forma inconsciente. Prestar mais atenção a esse instinto pode ser uma forma de evitar alguns quilos a mais neste fim de ano.

 


Forma como mulher responde a problemas depende do ciclo menstrual
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Jairo Bouer

hormonio615

Um estudo sugere que a forma como o cérebro de uma mulher reage diante de um problema depende da fase em que ela se encontra do ciclo menstrual.

Vários experimentos já mostraram que os hormônios predominantes nas mulheres  – estrogênio e progesterona – têm efeitos específicos sobre o cérebro.

Por isso, pesquisadores da Universidade Concordia, em Montreal, no Canadá, decidiram investigar se isso teria influência sobre a memória e a capacidade de resolver problemas. E a resposta foi positiva.

Os resultados, publicados no periódico Psychoneuroendocrinology, envolveram a análise de 45 mulheres com ciclos menstruais regulares, submetidas a diferentes tipos de tarefas.

De acordo com o estudo, nos dias em que o estrogênio está mais alto, o cérebro da mulher acessa um sistema de memória que envolve uma área conhecida como hipocampo na hora de solucionar os quebra-cabeças do dia a dia. Já quando esse hormônio está mais baixo, o que ocorre no final do ciclo, o mecanismo envolve uma outra área, o estriado.

Segundo os pesquisadores, uma das estratégias não é necessariamente melhor ou pior que a outra. Apenas são usados mecanismos diferentes diante de um mesmo tipo de estímulo.

Apesar disso, eles perceberam que, durante a ovulação, quando o estrogênio está no pico, as mulheres se saíram melhor em tarefas de memorização, como decorar palavras, por exemplo. Já no fim do ciclo, tiveram resultados melhores em jogos de navegação. As informações são do site Medical News Today.


Ele adorou a piada, mas ela achou sem graça? Estudo explica por quê
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Jairo Bouer

paquera615

Um estudo revela que homens tendem a gostar mais de piadas maliciosas ou propagandas com duplo sentido do que elas, especialmente os solteiros. E a razão disso, segundo pesquisadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelânida, é que eles pensam em sexo com mais frequência que elas.

A pesquisa foi feita on-line, com homens e mulheres com cerca de 28 anos. Eles eram convidados a se lembrar de anúncios publicitários e dizer o que achavam deles. Os resultados mostraram que elas tendem a achar propagandas que utilizam humor com conotação sexual sem graça ou de mau gosto, ao contrário deles. E os solteiros são os que mais gostam desse tipo de conteúdo.

De acordo com os especialistas, coordenados por Jungkeun Kim, as diferenças na forma de apreciar o humor podem ser explicadas pela forma como homens e mulheres foram moldados ao longo da evolução. Para eles, homens tendem a enxergar a relação sexual como uma atividade de lazer ou recreativa, enquanto as mulheres já encaram o sexo como algo mais sério, que envolve intimidade e confiança. Afinal de contas, são elas que engravidam, dão à luz, amamentam etc.

O estudo, publicado no Australasian Marketing Journal e divulgado no jornal britânico Daily Mail, também pode explicar por que muitos homens tendem a achar que uma mulher está interessada neles quando, na verdade, elas estão sendo apenas bem-educadas. Como o sexo não sai da cabeça deles, fica mais fácil confundir as coisas.


Mulheres se sentem mais sensuais na faixa dos 30 anos, diz pesquisa
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Jairo Bouer

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A maioria das mulheres se sente mais atraente e sensual por volta dos 34 anos. A conclusão é de uma pesquisa realizada por uma loja de departamentos no Reino Unido que contou com 2.000 entrevistadas.

Para a maioria delas, ou 64%, o motivo seria o aumento da autoconfiança com a idade, sendo que 34% das entrevistadas com essa faixa etária afirmaram estar em um relacionamento melhor nessa fase da vida. Cerca de um quarto delas achava que a causa era ter ganhado mais jogo de cintura na cama. Os resultados foram publicados no jornal britânico Daily Mail.

O levantamento também incluiu perguntas sobre gatilhos para se sentir “sexy”. Para 52% as entrevistadas (de todas as idades), o principal é saber que alguém as considera atraentes. Em segundo lugar, com 46% dos votos, elas citam o elogio do parceiro; em terceiro (38%), usar uma roupa nova; e em quarto (37%), usar uma lingerie sensual.

Uma proporção considerável (36%) de mulheres também respondeu que a perda de peso funciona como receita para se sentir sensual, e o elogio de um estranho foi citado por outros 36%.  Um dado curioso é que, para 30% das entrevistadas, sair com as amigas deflagrava mais essa sensação do que sair com o parceiro.

Metade das entrevistadas disse que se sente “sexy” somente às vezes, e apenas 3% declararam se sentir assim o tempo todo. A pesquisa ainda mostrou que a maioria das mulheres acha que sensualidade tem a ver com ter controle sobre a própria vida e estar satisfeita consigo mesma, independente do corpo que tem.


Estudo associa estresse à persistência do HPV nas mulheres
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Um estudo mostra que o estresse e a depressão podem desempenhar um papel importante na capacidade de uma jovem com HPV se livrar da infecção. Quando o papilomavírus humano permanece no corpo por muitos anos, a mulher tem mais chances de desenvolver câncer cervical.

A pesquisa, feita por uma equipe da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, foi apresentada em um evento das Sociedades Acadêmicas de Pediatria, e ainda não foi publicada.

A equipe acompanhou um grupo de 333 mulheres, que tinham, em média, 19 anos, no início do estudo. Elas passaram por avaliações médicas e laboratoriais a cada seis meses, para checar como estava a infecção pelo HPV.

Depois de 10 anos, quando as pacientes tinham cerca de 28 anos, elas foram avaliadas, também, em relação aos níveis de estresse e depressão. Aquelas que relataram mais sintomas dessas condições foram justamente as que mais apresentaram um quadro de persistência do vírus. Essas mulheres também eram mais propensas a usar bebida, cigarro ou drogas para obter alívio dos sintomas depressivos.

Estudos anteriores já mostraram que o estresse pode levar a um número maior de surtos de herpes em pessoas infectadas com esse vírus, além de resultados mais modestos no tratamento do câncer. A teoria é que a condição estaria ligada a uma resposta menos eficiente do sistema imunológico.

Para os autores, mulheres com HPV deveriam ser avisadas de que hábitos como o uso de álcool, drogas e tabaco pode prejudicar sua capacidade de vencer a infecção. Apesar de esse vírus ser extremamente frequente na população, alguns casos podem evoluir e se transformar em câncer com o tempo. Por último, vale lembrar que os tipos de HPV mais associados à doença e às verrugas genitais podem ser evitados com a vacinação.


Trabalho noturno pode afetar mais o desempenho da mulher
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Jairo Bouer

jovemsono615

Trabalhar à noite ou de madrugada prejudica mais as mulheres do que os homens, de acordo com um estudo realizado pelo centro de pesquisas sobre sono da Universidade de Surrey, no Reino Unido. E isso mostra que o relógio interno pode funcionar de forma um pouco distinta para cada um dos gêneros.

Nosso relógio biológico controla diversos processos, como a produção de hormônios, o metabolismo e a pressão arterial. Existem evidências de que os altos e baixos nos níveis de melatonina – o hormônio do sono – diferem entre os gêneros, o que foi confirmado pelos pesquisadores na prática, ou seja, ao analisar a função mental nos dias seguintes ao atraso do sono.

O estudo contou com 16 homens e 18 mulheres, que simularam um dia com padrão de 28 horas, em vez de 24, em laboratório. Após alguns dias, os participantes começaram a dormir fora de sincronia com o seu relógio interno, como acontece com trabalhadores de turnos noturnos ou pessoas que viajam muito.

A cada três horas do período em que estavam despertos, eles foram submetidos a testes de desempenho – como atenção, controle motor e memória de curto prazo, e também a autoavaliações de sonolência, humor e esforço. Ao dormir, todos passavam por exames de monitoramento da atividade cerebral.

Tanto para homens quanto para mulheres, as autoavaliações foram mais sensíveis aos efeitos da jornada estendida, ou seja, o cansaço fez com que eles achassem que estavam pior do que realmente estavam. Mas, para o sexo feminino, os resultados dos testes objetivos foram de fato mais baixos, especialmente no início da manhã, o que equivaleria ao período em que um trabalhador noturno vai para a casa.

Os dados foram publicados na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.


Quando se trata de sexo oral, “igualdade entre os sexos” está distante
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Jairo Bouer

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Muita coisa evoluiu no que se refere à igualdade entre os sexos, mas um estudo mostra que, quando se trata de sexo oral, as disparidades ainda são grandes. E não apenas os homens, mas também as mulheres fazem vista grossa ao assunto.

A pesquisa, conduzida por sociólogos da Universidade do Pacífico e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, foi publicada na edição on-line do Journal of Sex Research.

Os pesquisadores entrevistaram 71 homens e mulheres de 16 a 18 anos em duas ocasiões, com um ano de intervalo entre elas. Eles descobriram que tanto eles quanto elas acham que fazer sexo oral numa mulher é mais desagradável e que, por isso, é mais comum um homem receber do que fazer sexo oral.

Os sociólogos também verificaram que, durante as conversas, a linguagem utilizada para se referir à genitália feminina era sempre negativa, e que as mulheres com frequência se mostravam ambivalentes ao aceitar o sexo oral por causa dessas percepções.

A pesquisa ainda apurou que homens jovens são muito mais propensos a relatar que simplesmente não fazem sexo oral quando não estão a fim, enquanto mulheres jovens adotam estratégias para tornar a prática mais palatável nessas situações. Ou seja, muitas delas fazem sem ter vontade.

Para os autores, seria interessante que os programas de educação sexual também incluísse esse tipo de assunto, além de frisar, é claro, que sexo oral também deve ser feito com proteção.