Blog do Doutor Jairo Bouer

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Autoafirmação está por trás de piadas sexistas, dizem pesquisadores
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Jairo Bouer

Fazer piadas machistas ou sobre gays é uma forma de os homens se reafirmarem quando sua masculinidade está sendo ameaçada. Quem diz são pesquisadores norte-americanos, em um estudo publicado na revista científica Sexual Roles.

A equipe, da Universidade Western Carolina, conduziu dois experimentos com 387 homens heterossexuais, que responderam a questionários para identificar sua personalidade, níveis de preconceito, e tipo de humor preferido.

Os pesquisadores concluíram que as piadas preconceituosas geram autoafirmação para homens com crenças mais precárias de masculinidade, especialmente quando essas qualidades tipicamente atribuídas aos homens estão, de alguma forma, sendo desafiadas.

Para os autores, é uma maneira de se distanciar dos traços que não querem que sejam atribuídos a eles de uma forma relativamente segura de se expressar, que é por meio do humor.  Mas os autores lembram que piadas e provocações são as formas mais comuns de assédio sexual no ambiente de trabalho. Entender por que isso acontece pode ser o primeiro passo para evitar o problema.


Revistas masculinas fazem sexismo parecer normal
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assedio700

Algumas revistas de comportamento masculinas são famosas por divulgar piadas sexistas. Segundo pesquisadores britânicos, esse tipo de conteúdo só ajuda a “normalizar” e, no final das contas, perpetuar a discriminação contra a mulher.

Psicólogos das universidades de Surrey, Clark, Ghent e Middlesex London se uniram e publicaram três estudos sobre o tema, publicados na revista Psychology of Men and Masculinities.

Os resultados contrariam o argumento frequente dos responsáveis pelas publicações, de que esse tipo de humor seria inofensivo porque os leitores saberiam captar a ironia das piadas.

No primeiro trabalho, 81 homens de 18 a 50 anos foram expostos a piadas sexistas proveniente de revistas masculinas e também de outros contextos. Os mais jovens, especialmente os menos machistas, acharam que o conteúdo encontrado nas revistas era menos hostil, mas também menos irônico ou engraçado.

No segundo estudo, envolvendo 423 homens britânicos de 18 a 30 anos, os pesquisadores buscaram uma correlação entre sexismo e o consumo de revistas masculinas. Eles descobriram que os participantes com tendência maior a discriminar mulheres eram mais propensos a comprar essas publicações. No entanto, esses consumidores não tiveram tendência maior a frequentar clubes de striptease ou casas de prostituição.

No experimento final, 274 alunos de faculdades norte-americanas foram convidados a ler uma série de declarações e adivinhar se elas vinham de revistas masculinas ou de estupradores condenados à prisão. Apenas metade das frases foram identificadas corretamente. Depois de saber o resultado, os jovens mudaram sua visão sobre as revistas.

Em 2012, vários estudos apresentaram resultados semelhantes a desse último experimento, tanto que o governo decidiu que essas revistas fossem vendidas em embalagens escuras nos supermercados do Reino Unido. Para os autores, a nova tríade deve representar o golpe final para as publicações com teor machista. Para quem acredita que censurar piadas é exagero, fica o toque: o mundo está mudando.


Ele adorou a piada, mas ela achou sem graça? Estudo explica por quê
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paquera615

Um estudo revela que homens tendem a gostar mais de piadas maliciosas ou propagandas com duplo sentido do que elas, especialmente os solteiros. E a razão disso, segundo pesquisadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelânida, é que eles pensam em sexo com mais frequência que elas.

A pesquisa foi feita on-line, com homens e mulheres com cerca de 28 anos. Eles eram convidados a se lembrar de anúncios publicitários e dizer o que achavam deles. Os resultados mostraram que elas tendem a achar propagandas que utilizam humor com conotação sexual sem graça ou de mau gosto, ao contrário deles. E os solteiros são os que mais gostam desse tipo de conteúdo.

De acordo com os especialistas, coordenados por Jungkeun Kim, as diferenças na forma de apreciar o humor podem ser explicadas pela forma como homens e mulheres foram moldados ao longo da evolução. Para eles, homens tendem a enxergar a relação sexual como uma atividade de lazer ou recreativa, enquanto as mulheres já encaram o sexo como algo mais sério, que envolve intimidade e confiança. Afinal de contas, são elas que engravidam, dão à luz, amamentam etc.

O estudo, publicado no Australasian Marketing Journal e divulgado no jornal britânico Daily Mail, também pode explicar por que muitos homens tendem a achar que uma mulher está interessada neles quando, na verdade, elas estão sendo apenas bem-educadas. Como o sexo não sai da cabeça deles, fica mais fácil confundir as coisas.


Mulher demora mais para esquecer homem com senso de humor, diz estudo
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CYBERBULLYING600

Um estudo mostra que superar o fim de um relacionamento é mais difícil para a mulher quando o parceiro em questão a fazia rir.

A pesquisa, que contou com 392 homens e mulheres de 19 a 63 anos, mostra que as mulheres levam mais tempo para esquecer um namorado com bom senso de humor. E, nesses casos, tendem a entrar em contato com o ex com frequência na esperança de uma reconciliação, especialmente quando elas é quem foram dispensadas.

Segundo os pesquisadores, da Universidade do Estado de Wayne, nos Estados Unidos, fatores como popularidade, beleza e inteligência também foram avaliados, mas nenhum deles teve tanto impacto sobre o processo de superação de um fora quanto o humor. Uma possível explicação, do ponto de vista evolutivo, é que essa característica seria um indicativo de bons genes.

Os resultados revelaram, também, que homens tendem a ficar mais agressivos e sexualmente frustrados após o rompimento de um namoro, uma vez que, na maioria das vezes, são as mulheres que terminam a relação.

O trabalho foi publicado na revista Adaptive Human Behavior and Physiology.


Mulheres com TPM podem ser mais propensas a ter pressão alta
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TPM300Mulheres que sofrem de tensão pré-menstrual (TPM) podem ter um risco maior de pressão alta, segundo um estudo realizado na Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores acompanharam dados de mais de 3.500 mulheres com 25 anos ou mais ao longo de duas décadas. Segundo eles, cerca de um terço das participantes apresentava oscilações no humor, insônia, dores nas costas e outros sintomas antes da menstruação.

Entre essas mulheres, foi observada uma propensão 40% maior a desenvolver pressão alta, inclusive antes dos 40 anos. O resultado foi publicado na Revista Americana de Epidemiologia e divulgado no site britânico Daily Mail.

Não dá para saber exatamente qual a relação entre TPM e pressão arterial. Mas a equipe, liderada pela pesquisadora Elizabeth Bertone-Johnson, acredita que os sistemas hormonais envolvidos nos sintomas sejam os mesmos que provocam a hipertensão.

Se a informação for confirmada, é possível que mulheres com TPM sejam orientadas a medir a pressão com uma frequência maior, a fim de identificar e intervir mais cedo a hipertensão, que pode ter consequências negativas para o sistema cardiovascular.


Altos e baixos da adolescência tendem a melhorar de um ano para outro
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MONTANHARUSSA300A adolescência é mesmo uma fase de altos e baixos, como comprova um estudo realizado por pesquisadores holandeses. Mas essa instabilidade emocional melhora conforme os jovens envelhecem.

A pesquisa acompanhou 474 adolescentes de classe média e alta dos 13 aos 18 anos. Do total, 40% apresentavam tendência a comportamentos como agressividade e delinquência. Os participantes tinham que classificar seu humor diariamente, em um diário on-line, ao longo de três semanas. O ciclo foi repetido nos cinco anos seguintes, totalizando 15 semanas.

De acordo com os pesquisadores, das universidades VU, Ultrecht e Tilburg, a maioria dos casos de alterações de humor melhoram com o passar do tempo. Isso significa que nem sempre é necessário buscar tratamento.

Eles também descobriram que as meninas costumam ter uma variabilidade maior de humor – alternando alegria, raiva e tristeza – do que os garotos.

Para os pesquisadores, parte dessa instabilidade ocorre porque certos fatos são novos para quem entra na adolescência, como viver um romance ou brigar com os pais. Conforme envelhecem, os jovens vão se acostumando com as  “fortes emoções”. Os dados foram publicados na revista Child Development.

O único tipo de emoção que não se enquadrou nesse padrão foi a ansiedade. Nesse caso, há um aumento inicial, depois um declínio e, no final da adolescência, um novo aumento.  Segundo a equipe, isso ocorre porque há um novo tipo de tensão associado à virada para a idade adulta: terminar a escola e ir para a faculdade, ou conseguir um emprego são sempre motivos de preocupação.

De acordo com o estudo, jovens que não apresentam melhora com a idade devem procurar ajuda. Mas adolescentes de qualquer idade podem tomar essa iniciativa caso as alterações de humor estejam atrapalhando a vida. Afinal, saber que “faz parte” nem sempre diminui o sofrimento.


Facilidade para rir de piadas pode estar nos genes
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anoes300Por que algumas pessoas caem facilmente na gargalhada, enquanto outras mal conseguem esboçar um sorriso diante de uma comédia? A resposta para isso parece estar nos genes, segundo uma pesquisa.

O trabalho, feito por uma equipe das universidades de Northwestern e de Berkeley, nos EUA, e também de Genebra, na Suíça, foi publicado no periódico Emotion, da Associação Americana de Psicologia.

Segundo os pesquisadores, pessoas com uma determinada variante genética – alelos curtos no gene 5-HTTLPR – tendem a ter mais expressões emocionais positivas, como rir e sorrir, quando comparadas àquelas com alelos longos. (Para quem não se lembra das aulas de genética: cada um dos nossos genes tem dois alelos – um herdado da mãe e outro do pai.)

Outras pesquisas já tinham ligado esse gene a emoções negativas. Agora, surge uma evidência forte de que ele também tem relação com emoções positivas. O gene também está envolvido na regulação de serotonina, neurotransmissor que costuma estar associado a depressão e ansiedade.

Os pesquisadores dizem que ter o alelo curto não é exatamente bom ou ruim, apenas significa que a pessoa pode ter reações emocionais amplificadas – tanto negativas quanto positivas. Ou seja: quem tem essa característica também costuma ser mais sensível aos picos emocionais da vida.

O artigo esclarece que os genes nunca têm a palavra final, ou melhor, há sempre uma interação com a natureza que molda uma pessoa. Mas a tendência é que, por ter esse alelo curto, a pessoa sofra mais em ambientes negativos.

Em dois experimentos, voluntários foram convidados a assistir a filmes e desenhos animados considerados engraçados. Já em um terceiro, casais de meia-idade foram estimulados a discutir uma área crítica do casamento.

Todos foram filmados nas três situações e, segundo os pesquisadores, foram considerados como expressões positivas apenas os sorrisos genuínos, e não aqueles que as pessoas dão só por educação. Na análise final, havia 336 participantes, dos quais foram coletados amostras de saliva para análise do gene 5-HTTLPR.

Os dados dos três experimentos combinados indicaram que as pessoas com o alelo curto desse gene apresentaram mais expressões emocionais positivas, ou seja, mais risadas e sorrisos genuínos.

Você ficou curioso para saber como os pesquisadores distinguiam os sorrisos sinceros dos “sociais”? Segundo eles, os primeiros produzem mais rugas, os famosos “pés de galinha”. Fica a dica para você descobrir se você sabe mesmo contar uma boa piada…


Quem perde 5% do peso corporal ganha 20 minutos a mais de sono, diz estudo
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emagrecer300Adultos obesos que perdem ao menos 5% do seu peso corporal dormem mais e melhor, segundo estudo apresentado em um congresso internacional de endocrinologia esta semana, em Chicago, nos EUA. Essas pessoas também apresentam melhoras no humor e na disposição.

Segundo o principal autor do estudo, Nasreen Alfaris, da Universidade da Pennsylvania, os resultados confirmam trabalhos anteriores que já associavam a perda de peso a um sono mais reparador.

A pesquisa, financiada pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, contou com 390 participantes (311 mulheres e 79 homens) e durou dois anos. Eles foram submetidos a três tipos de intervenção para emagrecer, com orientações sobre dieta e exercícios.

O primeiro grupo apenas recebia um material impresso com as orientações e passava pelo profissional de saúde a cada quinze dias para avaliação. O segundo passava por uma breve consulta de aconselhamento no início do programa e nas visitas quinzenais. O terceiro seguia o mesmo esquema que o segundo grupo, mas tinha sessões mais longas de aconselhamento, e além disso recebia substitutos de refeições ou remédios.

Depois de seis meses, os dois grupos que receberam aconselhamento foram os que mais haviam perdido peso. O terceiro, que recebeu a melhor assistência, chegou a perder 6,5 kg, em média.

Os participantes, então, foram divididos entre os que perderam mais de 5% do peso inicial ou menos. Em uma pessoa com 80 kg, por exemplo, esse percentual equivale a 4 kg a menos, uma perda fácil de ser conquistada.

Os que tinham emagrecido mais ganharam, em média, 21,6 minutos a mais de sono à noite, em comparação com apenas 1,2 minuto a mais registrado entre os que perderam menos de 5% do peso corporal.

Os que perderam mais peso também relataram menos sintomas depressivos em relação ao outro grupo, benefício que se manteve presente 24 meses depois. Agora, a equipe pretende investigar se a recuperação dos quilos perdidos anula os benefícios sobre o sono.


Funcionário ranzinza tende a ser mais eficiente, segundo estudo
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anoes300Sabe aquele colega de trabalho que está sempre com a cara fechada e não se anima com nada? Todo mundo conhece alguém assim. Pois um estudo feito nos EUA mostra que esse tipo de funcionário é mais eficiente do que aquele que fala “sim” para tudo e está sempre com um sorriso no rosto.

De acordo com o trabalho, publicado na revista científica Social Psychology, pessoas que gostam de muitas coisas tendem a se envolver em mais atividades. Já o colega mal-humorado, que faz só o que tem de ser feito, acaba executando seu trabalho com mais foco e dedicação.

Os pesquisadores, das universidades de Illinois e da Pennsylvania, fizeram dois experimentos: em um deles, os participantes relataram tudo o que fizeram ao longo de uma semana de trabalho e, em outro, responderam a um questionário que dá uma ideia do tipo de atitude de cada funcionário.

No fim, cerca de 15% das diferenças no total de atividades executadas pelos funcionários foram associadas à atitude deles, ou seja, se eles eram do tipo que gostam de tudo ou que não gostam de nada.

O próprio título do estudo resume bem a história: “Liking more means doing more” (“Gostar mais significa fazer mais”, em tradução livre). Em outras palavras, quem tem uma atitude positiva e gosta de muitas coisas tende a ser o que a gente chama de “pau pra toda obra”, mas acaba não se especializando em nada. E quem não gosta de muita coisa tende a escolher menos coisas pra fazer e, portanto, dedica mais tempo e se concentra mais em poucas tarefas, desenvolvendo mais habilidades específicas.

A conclusão do estudo contraria a noção geral de que pessoas positivas e bem-humoradas tendem a ser mais produtivas no trabalho. E mostra que, em uma empresa, talvez seja interessante ter pessoas com diferentes perfis. Pelo menos dessa notícia o povo que torce o nariz para tudo deve gostar.


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