Blog do Doutor Jairo Bouer

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Um terço das mulheres quer menos sexo que o parceiro, segundo pesquisa
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Jairo Bouer

Uma pesquisa britânica que contou com 5.000 pessoas revela que um terço das mulheres admite que não tem vontade de transar tanto quanto seus parceiros. O trabalho, conduzido por sociólogos das universidades Open e Huddersfield, no Reino Unido, teve participantes de 16 a 65 anos.

Segundo os pesquisadores, as mulheres acreditam que é normal os homens quererem mais sexo que elas, e que isso faz parte do relacionamento. Somente um em dez homens relata querer transar menos que suas parceiras.

Mas os resultados mostram que o tempo é um fator que interfere bastante no desejo sexual feminino. No início do relacionamento, apenas uma em cinco mulheres diz que o parceiro quer transar mais que ela. Já depois de 16 anos de convívio, praticamente metade acha que a libido delas é mais baixa que a do marido.

Outro achado interessante é que, para alguns homens, sexo é algo que as mulheres fazem por eles, e não algo compartilhado pelo casal.

Apesar de tudo, quase dois terços dos casais dizem que o sexo é uma parte importante da relação.

A pesquisa foi apresentada na conferência anual da Associação Britânica de Sociologia e noticiada pelo jornal Daily Mail.


Pornografia gera insatisfação no relacionamento, mas só para o homem
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Jairo Bouer

Homens que consomem pornografia são menos satisfeitos com seus relacionamentos, mas o mesmo não pode ser dito sobre as mulheres. É o que dizem pesquisadores das universidades de Indiana e do Hawaii, nos Estados Unidos.

Eles chegaram a essas conclusões após fazer uma meta-análise que envolveu 50 estudos sobre pornografia e mais de 50 mil pessoas de dez diferentes países. Os resultados foram publicados no periódico Human Communication Research e divulgados no jornal britânico Daily Mail.

Ao contrário do que aconteceu com os homens, os pesquisadores não conseguiram encontrar uma relação entre consumo desse tipo de conteúdo e baixa satisfação com os relacionamentos entre as mulheres (sim, elas também curtem pornografia).

Para os autores do trabalho, pode ser que os homens criem expectativas mais irreais em relação ao sexo e acabam se desapontando com as relações de verdade. Isso não significa que a pornografia tenha que ser abandonada, mas talvez seja o caso de conscientizar as pessoas de que esses vídeos não são retratos fiéis da realidade.


Tecnologia permite testar a fertilidade masculina com o smartphone
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Jairo Bouer

Avaliar a fertilidade de um homem, em breve, será tão simples quanto usar um teste de farmácia para confirmar a gravidez. Cientistas norte-americanos criaram um dispositivo que, ao ser conectado ao smartphone, pode mostrar se um homem tem espermatozoides de qualidade e em boa quantidade.

Um estudo publicado nesta quarta-feira (22), na revista Science Translational Medicine, indica que o dispositivo fornece resultados com 98% de precisão. Os pesquisadores, dos hospitais Brigham and Women e de Massachusetts, contaram com amostras de sêmen de 350 homens para chegar a esse número.

A tecnologia envolve um uma lâmina com microchip que é mergulhada em uma amostra de sêmen que deve colhida pelo usuário em um recipiente descartável. O dispositivo é, então, conectado ao smartphone e um aplicativo faz a análise das imagens das células reprodutivas em poucos segundos. Se a concentração ou a capacidade de se movimentar dos espermatozoides estiverem abaixo da média, é recomendado que o indivíduo procure o médico.

Embora ainda não esteja disponível comercialmente, o dispositivo deve ter um preço mais acessível que o espermograma feito em laboratório. O produto diminuiria o incômodo de ter que ir a uma clínica e entrar numa sala para se masturbar, algo que deixa muitos homens constrangidos. Além de ajudar casais com problemas de fertilidade, a tencologia seria útil após a vasectomia, que requer alguns testes até que o paciente tenha certeza de que não pode mais ter filhos.

 


Certos homens também sofrem de depressão pré-natal ou pós-parto
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Jairo Bouer

Homens estressados ou com a saúde debilitada podem ficar deprimidos quando as parceiras ficam grávidas, e os sintomas também podem surgir depois do nascimento do filho. É o que mostra um estudo feito na Nova Zelândia, e publicado no periódico Jama Psychiatry.

Hoje, sabe-se que alguns homens também podem ser vítimas da depressão pré-natal ou pós-parto, condições já bem estudadas nas mulheres.  O objetivo do trabalho atual foi identificar os principais fatores de risco para a depressão paterna.

Pesquisadores da Universidade de Auckland analisaram os sintomas de 3.523 homens na faixa dos 33 anos, que foram entrevistados quando suas parceiras estavam no terceiro trimestre de gravidez e nove meses após a chegada do filho.

Os resultados mostraram que 2,3% dos participantes, ou seja, 82 homens, apresentaram sintomas fortes de depressão durante a gravidez das parceiras, e 4,3% (153) relataram os sintomas depois do nascimento da criança.

Os pesquisadores notaram que o problema foi mais frequente nos homens mais estressados e com saúde mais frágil, de um modo geral. No caso da depressão após o nascimento, os sintomas também foram mais presentes nos pais que estavam desempregados, separados da mãe da criança e que já tinham histórico do transtorno.

Os autores observam que o pai exerce uma influência vital para o desenvolvimento da criança, por isso a depressão também pode ter efeitos diretos ou indiretos nos filhos. Reconhecer os sintomas e buscar ajuda o quanto antes pode evitar que isso aconteça.


Mesmo em países igualitários, mulheres curtem menos sexo casual
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Jairo Bouer

arrependimentotristeza615

O mundo mudou e, hoje, uma garota pode ficar com um cara só por uma noite sem sofrer preconceito. Os dados variam, mas, em alguns países, sete em cada dez pessoas já fizeram sexo casual.

A forma como homens e mulheres se sentem na manhã seguinte, porém, continua a ser bem diferente, segundo um estudo feito por psicólogos da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia e da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

Vários estudos já mostraram que as mulheres são mais propensas a sentir arrependimento, no dia seguinte, que os homens. Mas a equipe quis saber se a hipótese também seria confirmada na Noruega, um dos países mais famosos por cultivar a igualdade entre os sexos.

Para surpresa dos pesquisadores, o padrão encontrado na Noruega foi semelhante  ao dos Estados Unidos.  Cerca de 35% das mulheres e somente 20% dos homens entrevistados lamentaram a última vez que tinham feito sexo casual. Elas também demonstraram menor satisfação com a experiência.

Apenas 30% das norueguesas disseram ter ficado feliz com o sexo casual mais recente, enquanto metade dos homens afirmou o mesmo.

Quase 80% das mulheres também afirmaram estar contentes por terem dito “não” para uma oportunidade de transar só por uma noite. Entre os homens, a proporção foi de apenas 43%. E mais: quase 30% deles lamentaram não ter feito sexo casual, enquanto poucas mulheres se arrependeram de uma negativa.

Em geral, a mulher se preocupa mais com a questão da gravidez, infecções sexualmente transmissíveis e mesmo em ter uma reputação ruim. Mas será que isso explica a diferença?

Outra explicação possível é que os homens foram mais propensos a ter orgasmos nessas relações casuais do que as mulheres. Mas elas demonstraram valorizar menos essa questão do que eles, na pesquisa.

Para os autores, a resposta está no fato de que homens e mulheres foram moldados, ao longo da evolução, para priorizar coisas diferentes numa relação. Enquanto eles ficariam mais atentos a oportunidades sexuais para garantir que terão descendentes, elas teriam uma preocupação maior com a qualidade da relação – e o parceiro ideal, para elas, é aquele que está presente e ajuda a criar os seus filhos. Pelo jeito, serão necessárias muitas e muitas gerações para modificar os instintos masculino e feminino. Os dados da pesquisa foram publicados no periódico Evolutionary Psychology.


Homem tende a comer mais na frente dos outros, segundo pesquisadores
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Jairo Bouer

amigosrestaurante700

Jantares de fim de ano, ceias de Natal e Ano Novo costumam causar um impacto na balança de quase todo mundo. Mas um estudo mostra que, para os homens, o risco talvez seja maior. Isso porque eles tendem a comer mais na frente de outras pessoas.

Pesquisadores do laboratório de pesquisas sobre comportamento alimentar da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, já conduziram uma série de experimentos que apontam para essa mesma conclusão.

No mais recente, publicado no periódico Frontiers of Nutrition, eles recrutaram alunos e alunas de faculdade com peso semelhante, e convidaram os jovens a participar de um desafio para ver quem comeria mais asas de frango frito.

Apesar de o prêmio ser uma simples medalha de plástico, os competidores comeram, em média, quatro vezes mais comida do que comeriam em outras ocasiões. Mas o comportamento de homens e mulheres foi um pouco diferente dependendo da companhia dos participantes na hora de comer.

Na frente do público, os homens ingeriram 30% mais frango do que quando estavam sem plateia. Todos deescreveram a experiência como algo divertido e desafiador.

As mulheres, por outro lado, comeram menos quando estavam diante de outras pessoas. E ainda descreveram a experiência como embaraçosa.

Para os autores, comer mais é um sinal de virilidade para os homens, por isso eles tendem a consumir mais comida em público, mesmo de forma inconsciente. Prestar mais atenção a esse instinto pode ser uma forma de evitar alguns quilos a mais neste fim de ano.

 


Machismo pode ser prejudicial à saúde mental dos homens
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Jairo Bouer

narcisismo615

Homens que se enxergam como garanhões, ou que sentem ter poder sobre as mulheres são mais propensos a ter problemas de saúde mental do que os colegas que não são assim, de acordo com uma pesquisa publicada pela Associação Americana de Psicologia.

Pesquisadores da Universidade Indiana Bloomington revisaram um total de 78 estudos científicos, envolvendo mais de 19.400 participantes, sobre os temas. Eles analisaram a relação entre uma saúde mental mais frágil e a conformidade com certos traços associados a masculinidade e machismo, como desejo de controle emocional, sensação de poder sobre as mulheres, prioridade no trabalho, desejo de vencer, atração por violência e risco, promiscuidade sexual e desprezo por homossexuais.

Os traços mais associados a problemas psicológicos ou psiquiátricos, segundo os pesquisadores, foram: autoconfiança, poder sobre as mulheres e comportamento de garanhão. Além de ter uma saúde mental mais frágil, eles também são menos propensos a buscar tratamento, o que tende a agravar os quadros. Os resultados foram publicados no Journal of Counseling Psychology.

Se o machismo pode causar ou ser causa de problemas psicológicos no homem, isso certamente tem algum impacto na saúde mental das mulheres que convivem com ele.

A equipe também fez outras duas descobertas interessantes: a característica masculina de priorizar o trabalho acima de tudo não foi significativamente associada a problemas de saúde mental. Já a atração por risco trouxe resultados bons e também ruins, mostrando que essa característica pode ter tanto consequências psicológicas positivas quanto negativas.

 

 


Atividade física é remédio contra disfunção erétil, mostra revisão
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Jairo Bouer

doente615

Quem faz exercícios tem ereções melhores, mostra uma revisão de estudos feita por pesquisadores  das universidades Trás-os-Montes e Alto Douro, em Portugal. Mesmo homens com idade avançada, que fumam (ou fumaram) e têm diabetes ou doença arterial coronariana podem ter a função sexual melhorada se praticarem atividade física.

A equipe avaliou sete estudos, que envolviam um total de 505 homens de 43 a 69 anos, acompanhados de oito semanas a dois anos. Ao todo, 292 foram aleatoriamente escolhidos para completar uma série de exercícios aeróbicos, de fortalecimento do assoalho pélvico ou ambos. O restante não foi orientado a praticar nenhuma atividade.

Os participantes tiveram sua função sexual avaliada com notas de 5 a 25 – aqueles sem disfunção erétil apresentavam 22 pontos em diante. Os homens que se exercitaram apresentaram, em média, 3,85 pontos a mais que aqueles que não praticaram nenhuma atividade, ou que fizeram só os exercícios para o assoalho pélvico. Mesmo entre os participantes que tinham condições como doenças cardiovasculares os exercícios aeróbicos ou combinados produziram aumento da função sexual.

Os resultados sugerem que a atividade física pode ser usada sozinha ou em combinação com medicamentos para tratar a disfunção erétil.  As informações foram publicadas no British Journal of Sports Medicine e divulgadas no jornal britânico Daily Mail.


Testosterona pode tornar homens mais generosos…em certos casos
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Jairo Bouer

ACORDO615

Um pequeno, mas curioso, estudo mostra que a testosterona, hormônio masculino associado a músculos e agressividade, pode tornar os homens mais generosos. Mas só quando isso traz alguma vantagem para eles.

Diversos estudos mostram que o hormônio masculino leva a um aumento de respostas agressivas em situações de provocação. Para avaliar os efeitos da testosterona, pesquisadores da Universidade College Dublin, na Irlanda, deram injeções a 40 homens jovens e saudáveis. Metade recebeu o hormônio de verdade, enquanto a outra recebeu placebo, ou seja, uma substância sem qualquer efeito.

Depois, todos os participantes foram submetidos a um jogo bastante usado por psicólogos e economistas para avaliar características como senso de justiça, colaboração e agressividade. O teste consiste em dar uma quantia em dinheiro ao participante para que ele divida com um parceiro. Ele tem que fazer uma única proposta e, se o parceiro achar justo, cada um fica com a sua parte. Se ele disser “não”, ninguém recebe nada.

A versão do jogo adotada no estudo permitia que o indivíduo testado punisse ou recompensasse o oponente. Cumprindo as expectativas, os homens que receberam testosterona foram mais propensos a punir o adversário – mesmo que isso envolvesse punir a si mesmo e ficar sem o dinheiro.

Porém, ao receber uma quantia maior de dinheiro, os participantes com mais hormônio foram mais generosos do que os que receberam placebo.

Para os autores, os resultados mostram que, enquanto em certos animais o hormônio leva ao simples aumento na agressividade e no ímpeto de mostrar “quem manda”, nos primatas o efeito pode ser mais complexo. Para homens com mais testosterona, a tendência é mostrar quem manda, sim, mas também agir de forma cooperativa quando isso envolve um aumento de status.

As conclusões foram publicadas no periódico Proceedings of the National Academy of Scientists e divulgadas no jornal britânico Daily Mail.


Ele adorou a piada, mas ela achou sem graça? Estudo explica por quê
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Jairo Bouer

paquera615

Um estudo revela que homens tendem a gostar mais de piadas maliciosas ou propagandas com duplo sentido do que elas, especialmente os solteiros. E a razão disso, segundo pesquisadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelânida, é que eles pensam em sexo com mais frequência que elas.

A pesquisa foi feita on-line, com homens e mulheres com cerca de 28 anos. Eles eram convidados a se lembrar de anúncios publicitários e dizer o que achavam deles. Os resultados mostraram que elas tendem a achar propagandas que utilizam humor com conotação sexual sem graça ou de mau gosto, ao contrário deles. E os solteiros são os que mais gostam desse tipo de conteúdo.

De acordo com os especialistas, coordenados por Jungkeun Kim, as diferenças na forma de apreciar o humor podem ser explicadas pela forma como homens e mulheres foram moldados ao longo da evolução. Para eles, homens tendem a enxergar a relação sexual como uma atividade de lazer ou recreativa, enquanto as mulheres já encaram o sexo como algo mais sério, que envolve intimidade e confiança. Afinal de contas, são elas que engravidam, dão à luz, amamentam etc.

O estudo, publicado no Australasian Marketing Journal e divulgado no jornal britânico Daily Mail, também pode explicar por que muitos homens tendem a achar que uma mulher está interessada neles quando, na verdade, elas estão sendo apenas bem-educadas. Como o sexo não sai da cabeça deles, fica mais fácil confundir as coisas.