Blog do Doutor Jairo Bouer

Arquivo : gravidez na adolescência

Salário mínimo um pouco melhor igual a menos gravidez na adolescência
Comentários Comente

Jairo Bouer

Um estudo feito nos Estados Unidos mostra a influência do salário mínimo na taxa de gravidez na adolescência. Segundo pesquisadores da Universidade de Indiana, um aumento de apenas 1 dólar (cerca de 3,1 reais) poderia causar uma redução de cerca de 2%, o que representaria 5.000 nascimentos a menos por ano.

Muitas pesquisas analisam o impacto do aumento do salário mínimo para a economia, mas são poucos os que avaliam como isso repercute na saúde pública. Apesar de ter sido feito nos EUA, não há por que achar que uma renda melhor não teria consequência semelhante no Brasil.

De acordo com os pesquisadores, com salários melhores, as adolescentes têm uma razão a mais para continuar trabalhando e adiar a maternidade. Se apenas 1 dólar faria uma diferença dessas, imagine um aumento significativo?

O salário mínimo na maioria dos Estados norte-americanos é de 7,25 dólares a hora (pouco mais de 22 reais), e os EUA são o país com maior número de adolescentes que engravidam entre as nações desenvolvidas.

Outros estudos já mostraram que uma renda melhor interfere positivamente nos índices de massa corporal (IMC), diminui as taxas de abuso infantil e aumenta a longevidade dos trabalhadores. O atual foi publicado no American Journal of Public Health.


Converse com um garoto e você pode prever se ele vai morar com o filho
Comentários Comente

Jairo Bouer

gravidezadolescencia615

Um estudo realizado nos Estados Unidos mostra que, ao analisar as opiniões de um adolescente em relação a sexo seguro, contracepção e gravidez, é possível descobrir se ele vai viver, ou não, com os filhos, no futuro.

O trabalho, feito na faculdade de medicina da Universidade Northwestern, é um dos únicos focados em garotos e paternidade. Os pesquisadores analisaram dados de um grande estudo longitudinal que conta com uma amostra representativa dos adolescentes e adultos jovens norte-americanos, em um intervalo de 20 anos.

Os adolescentes tiveram que responder a afirmações do tipo “Se você tiver relações sexuais, será mais respeitado pelos amigos”, e “Métodos de controle de natalidade interferem no prazer sexual”. Os pesquisadores, depois, checavam qual o status dos rapazes – se tinham casado muito cedo e se viviam com um ou mais filhos.

Os jovens que demonstravam pouca preocupação em fazer sexo sem camisinha foram 30% mais propensos a se tornar um pai não residente, ou seja, a viver sem os filhos, uma situação que é muito comum em casos de gravidez indesejada e quando o casal é jovem demais.

Aqueles que, na adolescência, achavam que não seria o fim do mundo engravidar uma garota foram 20% mais propensos a viver sem os filhos mais tarde. Já os garotos que entendiam melhor a eficácia dos métodos de contracepção apresentaram 28% menos risco de ser um pai não residente.  Os resultados foram publicados no periódico Journal of Adolescent Health.

Os resultados sugerem que intervenções, como uma educação sexual mais consistente nas escolas e em casa, podem literalmente mudar o destino de um homem. Além, é claro, de mudar a vida de uma mulher e dos filhos desse casal.


Mensagens de texto ajudam jovens a aprender sobre saúde sexual
Comentários Comente

Jairo Bouer

SMARTPHONE300Mensagens de texto são um instrumento eficaz para transmitir informações sobre saúde sexual para adolescentes. É o que revela um estudo da Universidade Estadual de Washington, publicado na revista Health Education and Behavior.

A pesquisa avaliou mais de 2.000 alunos de seis escolas públicas norte-americanas, que promoveram um serviço para conectar educadores sexuais e jovens via mensagens de texto.

Os adolescentes identificados como “de risco”, ou seja, mais propensos a ter relações sexuais desprotegidas e também de nível socioeconômico mais baixo, foram os que mais utilizaram o serviço, segundo os pesquisadores.

Para a coordenadora do estudo, a professora Jessica Willoughby, era fundamental avaliar o uso das novas tecnologias como meio para transmitir informações sobre saúde sexual.

De acordo com ela, o fato de jovens mais vulneráveis terem sido os que mais se interessaram pelo serviço mostra que mensagens de texto podem, e devem, ser usados por programas de prevenção para atingir esses adolescentes.


Vacina contra HPV não incentiva comportamento de risco, segundo estudo
Comentários Comente

Jairo Bouer

HPV300Mais de 100 países já aprovaram o uso da vacina quadrivalente contra o HPV, inclusive o Brasil. Entre as polêmicas envolvendo a imunização, havia o receio de que a medida funcionasse como incentivo ao sexo desprotegido, aumentando o risco de gravidez indesejada e de outras doenças sexualmente transmissíveis (DST).

Um estudo realizado no Canadá teve como objetivo avaliar esse possível efeito indesejado da vacina. E, pelo menos entre as jovens que vivem na província de Ontário, a imunização aparentemente não teve essa consequência.

Os pesquisadores identificaram uma população de mais de 128 mil meninas elegíveis para o programa de vacinação na província. Apenas metade delas recebeu as três doses da vacina entre 8 e 9 anos.

As garotas foram acompanhadas por uma média de 4,5 anos. E, de acordo com os resultados, não houve aumento da incidência de casos gravidez ou DSTs não relacionadas ao HPV em relação à média registrada para a faixa etária.

Para a equipe, que inclui especialistas da Universidade McGill e da Universidade de Queen, os achados sugerem que os temores sobre comportamentos sexuais de risco após a vacinação não procedem.

Os resultados, publicados no periódico CMAJ, reforçam os de um estudo norte-americano sobre o tema, envolvendo 1.398 adolescentes, segundo o site Medical News Today.


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>