Blog do Doutor Jairo Bouer

Arquivo : frequência sexual

Um terço das mulheres quer menos sexo que o parceiro, segundo pesquisa
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Jairo Bouer

Uma pesquisa britânica que contou com 5.000 pessoas revela que um terço das mulheres admite que não tem vontade de transar tanto quanto seus parceiros. O trabalho, conduzido por sociólogos das universidades Open e Huddersfield, no Reino Unido, teve participantes de 16 a 65 anos.

Segundo os pesquisadores, as mulheres acreditam que é normal os homens quererem mais sexo que elas, e que isso faz parte do relacionamento. Somente um em dez homens relata querer transar menos que suas parceiras.

Mas os resultados mostram que o tempo é um fator que interfere bastante no desejo sexual feminino. No início do relacionamento, apenas uma em cinco mulheres diz que o parceiro quer transar mais que ela. Já depois de 16 anos de convívio, praticamente metade acha que a libido delas é mais baixa que a do marido.

Outro achado interessante é que, para alguns homens, sexo é algo que as mulheres fazem por eles, e não algo compartilhado pelo casal.

Apesar de tudo, quase dois terços dos casais dizem que o sexo é uma parte importante da relação.

A pesquisa foi apresentada na conferência anual da Associação Britânica de Sociologia e noticiada pelo jornal Daily Mail.


Homens tendem a subestimar o desejo sexual das parceiras, diz estudo
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casal615

Nem sempre as mulheres podem ser culpadas pela baixa frequência sexual de um casal. Segundo um estudo feito no Canadá, muitos homens acabam não tomando a iniciativa pelo receio de uma rejeição, quando na verdade poderiam ser bem-sucedidos.

A pesquisa, conduzida por psicólogos da Universidade de Toronto e de Ontario do Oeste, contou com 229 casais que moravam juntos há muito tempo, a maioria heterossexual e com idades de 18 e 68 anos. O tempo médio de união era de seis anos e eles diziam ter relações uma ou duas vezes por semana, em média.

No primeiro experimento, os casais mantiveram um diário durante três semanas para relatar seu nível de desejo sexual a cada dia, bem como sua percepção em relação ao do parceiro e seu nível de satisfação com o relacionamento.

No segundo, os casais gravavam as suas percepções. Na terceira e última parte da pesquisa, os casais fizeram as duas coisas: anotaram e também gravaram depoimentos sobre o quanto estavam motivados, ou não, a fazer sexo em cada dia. Os resultados foram publicados no Journal of Personality and Social Psychology e divulgados no jornal britânico Daily Mail. 

A equipe descobriu que as mulheres estão mais abertas para o sexo do que seus parceiros imaginam – nos três experimentos os maridos subestimaram o desejo das companheiras.  A questão é que elas são piores para tomar a iniciativa. O recado que fica para os homens é que talvez valha a pena investir mais vezes antes de reclamar da parceira sobre a falta de sexo.


Sexo frequente melhora o relacionamento? Depende como a pergunta é feita
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casalsexo615

Será que fazer sexo com frequência melhora o relacionamento? Pesquisadores descobriram que casais que transam muito não relatam maior satisfação do que os que transam menos. Mas quando se busca analisar as respostas mais espontâneas, que não passam pelo racional, o cenário é diferente.

Segundo estudo publicado no periódico Psychological Science, da Associação para a Ciência da Psicologia, a frequência das relações sexuais pode não interferir no que uma pessoa diz sobre o relacionamento, mas tem influência, sim, sobre os sentimentos mais viscerais em relação ao parceiro.

Do ponto de vista evolutivo, o sexo frequente traz uma série de benefícios, como aumentar as chances de concepção e unir os parceiros, o que facilita a criação dos filhos. Por isso, a equipe, da Universidade do Estado da Flórida, ficou surpresa ao descobrir que, ao perguntar aos casais sobre a satisfação com a vida a dois, esse fator não fazia muita diferença nas respostas.

Mas então eles decidiram analisar as sensações mais automáticas, que não passam pela razão, e viram que a coisa muda de figura.

Na primeira parte do estudo, 216 casais recém-unidos responderam a uma pesquisa de satisfação com o relacionamento. Eles também tinham que dizer com que frequência transavam.

Em seguida, eles tinham que completar uma tarefa de classificação no computador. Uma palavra aparecia na tela e eles tinham que indicar se ela era positiva ou negativa. Antes de cada termo aparecer, porém, a foto do parceiro era exposta na tela por uma fração de segundos.

A lógica desse tipo de teste é que, quanto mais veloz é a resposta, mais forte é a associação entre o parceiro e a palavra que aparece na tela. Responder mais lentamente aos termos negativos significa, portanto, sensações implícitas mais positivas em relação ao relacionamento.

Quanto maior a frequência de sexo do casal, mais os parceiros eram associados a atributos positivos nessa segunda parte da pesquisa.  Isso valeu tanto para os homens quanto para as mulheres.

Para os autores, algumas pessoas podem até estar insatisfeitas, mas não querem admitir a realidade para os outros ou mesmo para si mesmos. Ainda segundo os pesquisadores, as experiências afetam bastante as nossas avaliações sobre o relacionamento, mais do que a gente imagina.


Dinheiro e sexo podem trazer felicidade, mas só até certo ponto
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casalsexo300Quanto mais sexo e dinheiro, melhor, certo? Só até certo ponto, afirmam cientistas. De acordo com um estudo científico, esses dois ingredientes, ao contrário do que muita gente imagina, têm benefícios limitados para a felicidade.

A constatação, publicada na revista Social Psychological and Personality Science e divulgada no site Medical News Today, envolve três estudos, com dados de mais de 30 mil norte-americanos, coletados ao longo de quatro décadas.

Para a maioria dos casais heterossexuais, fazer sexo uma vez por semana foi considerado sinônimo de felicidade. Já quem fazia mais do que isso não apresentava níveis mais altos de bem-estar. Em relação a quem tinha relações apenas uma vez por mês, porém, a diferença foi bastante significativa.

Uma das questões observadas pelos pesquisadores é que a pressão para ter mais relações sexuais acaba resultado em estresse para muita gente que já tem obrigações demais na vida.

Resultado semelhante foi aferido em relação a dinheiro. Os pesquisadores não encontraram diferenças significativas entre a parcela da população que recebia de R$ 56 mil a R$ 93 mil por ano e a que recebia de R$ 186 mil a R$ 280 mil por ano.


Divisão de tarefas domésticas leva a uma vida sexual mais satisfatória
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louca300Um novo estudo confirma: homens que ajudam as parceiras nas tarefas domésticas colaboram para que o casal faça mais sexo. A conclusão é de uma pesquisa que acompanhou mais de 1.300 casais ao longo de cinco anos. Nos lares em que a divisão do trabalho era mais justa, os parceiros se mostraram mais satisfeitos com a sua vida sexual.

Os pesquisadores, da Universidade de Alberta, no Canadá, também descobriram que homens que assumem as tarefas domésticas, enquanto a mulher trabalha, não têm menos sexo por isso, ao contrário do que afirmou estudo norte-americano realizado em 2012.

Em artigo sobre o tema publicado no Journal of Family Psychology, o principal autor, Matt Johnson, avalia que a conclusão da pesquisa atual combina mais com o que ele próprio observa como terapeuta de casais.

Claro que é preciso levar em conta o contexto de cada um – cada pessoa tem uma expectativa em relação ao que é uma divisão justa, com base nos parâmetros da família e dos amigos. A pesquisa também possui uma limitação importante – os casais eram todos alemães, e a cultura de um país pode interferir bastante nesse aspecto.

Mas 1.300 é um número bem razoável para uma pesquisa. Portanto, em vez de reclamar que sua mulher não pensa tanto em sexo como você, que tal começar a lavar a louça depois do jantar?


Fazer mais sexo traz mais felicidade? Depende
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AMORESEXO300Todo mundo costuma dizer que sexo traz felicidade. Isso significa que ter mais relações sexuais que o usual poderia deixar as pessoas mais contentes? Segundo um estudo, a equação não é tão simples.

Pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, avaliaram os níveis de felicidade de 128 indivíduos heterossexuais, saudáveis e casados, com idades entre 35 e 65 anos. Eles foram acompanhados por três meses.

Os participantes foram divididos em dois grupos: o primeiro foi orientado a dobrar a frequência das relações sexuais durante a semana, enquanto o outro não recebeu nenhuma instrução. Todos passaram por avaliações para medir o bem-estar e o nível de felicidade.

Os resultados, publicados no Journal of Economic Behavior & Organization, mostram que a frequência mais alta de sexo não deixou os casais mais felizes, em parte por que esse aumento fez as pessoas terem menos vontade de transar e curtir o momento. Ou seja: quando você tem relações sexuais à vontade, você não dá tanto valor a isso.

Os casais instruídos a transar mais, na verdade, relataram um pequeno decréscimo nos níveis de alegria, além de terem sentido menos desejo e prazer sexual.

Apesar da conclusão, o autor principal do estudo, George Loewenstein, diz que continua a acreditar que as pessoas deveriam fazer mais sexo para obter mais bem-estar.

Ele acredita que, em uma pesquisa futura, em vez de simplesmente orientar as pessoas a transar mais, os pesquisadores devem oferecer condições para isso, como disponibilizar alguém para cuidar das crianças ou mandar o casal para um motel. É bem provável que os resultados sejam diferentes nesse caso.


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