Blog do Doutor Jairo Bouer

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Bullying pode levar a doenças crônicas na vida adulta, dizem pesquisadores
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Jairo Bouer

Ser alvo frequente de bullying na infância pode tornar um adulto mais propenso a enfermidades crônicas como diabetes e doenças do coração, alertam pesquisadores da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, em artigo publicado no periódico Harvard Review of Psychiatry.

Diversos estudos já apontaram uma relação clara entre o bullying e transtornos mentais, como depressão, ansiedade e até risco mais alto de suicídio. A equipe, no entanto, acrescenta que é preciso prestar atenção, também, na saúde física de indivíduos que passaram por isso. Muitas crianças apresentam sintomas sem causa aparente, e isso pode até ser um alerta para os pais de que algo não vai bem na escola.

Sofrer intimidações ou ser isolado da turma é uma enorme fonte estresse para a criança. Se acontece uma vez ou outra, as consequências podem ser superadas. Mas quando o problema é frequente, a criança entra em um estado de estresse crônico, como se o organismo estivesse sempre pronto para lutar ou fugir.

O impacto desse estado é cumulativo, de acordo com os pesquisadores, e se traduz em alterações nas respostas inflamatórias, hormonais e metabólicas. Isso é o que tornaria a vítima mais propensa a depressão, diabetes e doenças do coração.

Enfrentar situações difíceis na infância também pode afetar a maneira como o corpo responde a futuros estressores, o que tem enorme impacto na vida de um indivíduo.

Os pesquisadores afirmam que são necessários mais estudos para comprovar esta relação de causa-efeito. Com isso, eles acreditam que será possível desenvolver estratégias para prevenir as consequências de longo prazo do bullying. Enquanto isso não acontece, é importante que os pais e as escolas fiquem atentos ao problema e interfiram quando necessário.


Excesso de TV é associado às principais causas de morte
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Jairo Bouer

TV300Um estudo feito nos Estados Unidos encontrou relação entre o hábito de ficar muito tempo em frente à TV e as principais causas de morte no país. Além do risco de câncer e de doenças cardiovasculares, já bem documentado, o trabalho sugere que o comportamento também aumenta a propensão ao diabetes, à pneumonia, ao mal de Parkinson e a doenças do fígado.

Cerca de 80% dos adultos norte-americanos assistem a 3,5 horas de TV por dia, uma quantidade considerada excessiva. O hábito consome mais da metade do tempo de lazer disponível, o que significa menos atividade física.

Para o estudo, publicado no American Journal of Preventive Medicine, foram analisados mais de 221 mil indivíduos com idade entre 50 e 71 anos que não apresentavam nenhum tipo de doença crônica no início da avaliação.

Os pesquisadores, do Instituto Nacional do Câncer, afirmam que algumas das associações encontradas foram identificadas pela primeira vez, e por isso ainda são necessários novos trabalhos que confirmem os resultados.

Em comparação com quem assistia a menos de uma hora por dia, os indivíduos que ficavam de 3 a 4 horas em frente à TV apresentaram 15% mais propensão a morrer por qualquer causa. Para quem assistia 7 ou mais horas, a probabilidade era 47% maior. As associações permaneceram altas mesmo quando os pesquisadores isolavam fatores como tabagismo, consumo de álcool e condição de saúde.

Os efeitos prejudiciais do excesso de TV foram observados tanto nos indivíduos inativos como também nos ativos. Enquanto a população mais idosa tende a ficar mais tempo na TV, crianças e adolescentes passam períodos semelhantes nos tablets. Tudo indica que as pessoas vão ter que malhar cada vez mais se quiserem ficar menos doentes.


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